Como adaptar para outra linguagem não apenas um grande clássico, mas aquela que é considerada uma das mais emblemáticas obras da nossa literatura?

Este foi o desafio feito ao ficcionista Felipe Greco no início de 2007, por uma amiga editora. Em uma bem-sucedida parceria com o desenhista Mario Cau, o autor levou adiante essa grande empreitada: transcrever para quadrinhos o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.

Seis anos depois, aqui está o resultado desse trabalho que, nas palavras do prof. Paulo Ramos, prefaciador do livro, “se diferencia pelo detalhamento que procurou dar em relação ao texto original, algo facilmente percebido na leitura das 232 páginas do livro, construídas na linguagem dos quadrinhos – em outros trabalhos do gênero, o número de páginas costuma não passar de cem”.

Lançada em duas versões, capa dura e brochura, nesta graphic novel, segundo o prof. Nailor Marques Jr., autor do texto de orelha, “na forma como foi transcriada para um misto de desenho e texto, é possível viver com as personagens os mesmos dilemas entre o que quer nosso coração e o que nos obriga a razão. Ou a falsa e trapaceira razão. Cada fragmento de fala direta ou de narrador é potencializado pela força das expressões das personagens e, mais ainda, pelo tom noir de cenas belíssimas, como as do enterro de Escobar e, sobretudo, a da decisão de Bentinho entre suicidar-se ou dar o café envenenado ao filho não filho, Ezequiel. As cenas assim nos engolem, nos sequestram para dentro do texto e nos remetem às nossas próprias dores”.

Reconhecido como o maior nome da literatura nacional, Machado de Assis, escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Ficcionista e editor, Felipe Greco, publicou para adultos Caçadores noturnos (Desatino, 2011), O coveiro (Desatino, 2003) e Relicário (Edições GLS, 2009). Para adolescentes, Memórias do asfalto (Desatino, 2006; prêmio ProAC). E em 2010, Lilica, o rabugento e o leão banguela (Desatino; projeto premiado pelo ProAC). Em 2009/10, com o Prêmio de Interações Estéticas da Funarte, concluiu O escorpião (teatro, inédito).

Quadrinhista e ilustrador, Mario Cau, desenha desde sempre. Acredita na arte sequencial como forma legítima e poderosa de comunicação, linguagem, expressão e arte. Entre seus trabalhos autorais estão: a série de HQs autorais Pieces (independente) que já teve três edições, uma reflexão sobre os pequenos momentos poéticos da vida cotidiana; a edição especial NÓS – Dream sequence revisited (Balão Editorial, 2010); Burocratia e By the southern grace of God (independentes, 2011). Participou de vários títulos, como: MSP+50 (Panini, 2010); a série Nanquim descartável, Café espacial, Quadinhópole (independentes); Heavy Metal (2009); Front (Via Lettera, 2007 a 2009), entre tantos outros.

Dom Casmurro
Devir Livraria
Roteiro: Felipe Greco
Arte: Mario Cau
P&B
Papel off-set 90g
20,5 x 27,5 cm
232 páginas

Capa: em duas versões:
Versão brochura
cartão 250g, 4×1, laminação fosca, com orelhas de 8,0 cm
R$ 56,00

Versão capa dura
revestimento da capa: couché fosco 150g, 4×0 cor;
guarda: offset 150g, 1 X 1 preto (frente e verso);
Acabamento: costura e cola;
R$ 65,00

Renato LebeauquadrinhosDevir,Dom Casmurro,Felipe Greco,Machado de Assis,Mário Cau,Nailor Marques Jr,Paulo RamosComo adaptar para outra linguagem não apenas um grande clássico, mas aquela que é considerada uma das mais emblemáticas obras da nossa literatura? Este foi o desafio feito ao ficcionista Felipe Greco no início de 2007, por uma amiga editora. Em uma bem-sucedida parceria com o desenhista Mario Cau, o...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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