Sinopse: Trama conta a história de Conan, o cimério, e suas aventuras através do continente de Hibórea em busca de vingança pelo assassinato de seu pai e a destruição de sua vila.

Spoiler: nenhum spoiler

O primeiro filme, Conan The Barbarian de 1982, é atualmente cultuadíssimo pelos fãs e saudosistas da época, mas quando foi lançado sofreu diversas críticas negativas por não respeitar as raízes que formavam a personalidade bárbara do personagem, bastante abrandada na película de John Milius.
Quase 30 anos depois um novo longa-metragem do bárbaro vê a luz do dia e agora com todo o potencial tecnológico do cinema do século XXI. Como todo grande lançamento, desde Avatar, o filme fora convertido e exibido nas principais salas do País em três dimensões.

Conan, o Bárbaro 3D veio tentar sanar uma ferida que o seu irmão mais velho deixou nos anos 80, e que muitas pessoas esqueceram por causa da nostalgia de suas juventudes. Contudo, aquela geração movida pela explosão do Pop-Rock e terrificada pela avantesma inflacionária não é mais o público alvo dessa nova aventura.

O filme resume-se na vingança do bárbaro contra o imperador guerreiro Khalar Zym (Stephen Lang) e sua filha, a feiticeira Marique (Rose McGowan), por terem destruído a sua vila e matado o seu pai.

Para o papel do cimério fora escolhido Jason Momoa, conhecido por interpretar o rei guerreiro Khal Drogo no seriado estadunidense Games of Thrones, adaptação da série de livros, As Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor e roteirista George R. R. Martin.

O Conan de Momoa tem a personalidade bárbara azedada quando comparada ao personagem dos quadrinhos e dos livros. A agressividade tempestuosa fora substituída por uma malcriadez galante e depurada que provoca suspiros femininos no escurinho do cinema cada vez que os combates, abundantes de músculos e de sangue, começam a saltar da tela.

O filme supera as expectativas quando investe no perfeccionismo acrobático das lutas, mas peca no quesito principal da criação de Robert E. Howard, a história. Em Conan, o Bárbaro, os diálogos são curtos e pouco convincentes, o que propriamente atrapalha a percepção da atuação dos atores pela crítica.

Fica a impressão de que os produtores exigiram o maceramento do roteiro para economizar custos. O resultado disso é uma incivil partiria de cenas que poderiam oferecer mais a trama e aos personagens, mas que devido à pressa dos produtores tornaram-se confusas e disléxicas aos olhos.

Os traços provenientes das mãos de John Buscema que caracterizaram a presença bravia de Conan nos quadrinhos foram parcialmente excomungados do figurino. O figurinista optou pelo abastamento e refinamento dos trajes, principalmente os masculinos, uma tendência do luxo que vem sendo adotada pelos filmes de época desse milênio.

De certa forma o manuseio da sensualidade feminina famosa nos livros e nos gibis é bem aproveitado sem chegar a ser apelativo como no caso da noviça, Tamara (Rachel Nichols), entretanto, em determinada cena, o uso de figurantes com os seios amostra, demonstra demasiada vulgaridade e indelicadeza com o público feminino que está no cinema para assistir.

Um dos pontos altos do figurino é a vestimenta usada pela feiticeira Marique. A perversidade sádica e sensual da roupa mostrou êxito ao cobrir o bonito corpo da vilã, autora dos poucos, porém competentes, efeitos especiais existentes no longa.

Sem nenhuma dúvida, o conteúdo mais conhecido e apreciado do filme de 1982 é a trilha sonora composta pelo falecido compositor, Basil Poledouris. Ela praticamente fez do filme um grande vídeo musical cujas cenas assemelham-se a placebo se comparadas a musicalidade mesmerizante da dignamente construídas partituras.

A trilha musical de Tyler Bates para Conan The Barbarian 3D não ambiciona superar a trilha de Basil Poledouris, pelo contrário, ela busca se acentuar a contemporaneidade e assim não inova. As batidas da faixa de abertura não são nada parecidas aos marcantes trovões dos tambores de Anvil Of Crom, mas de maneira alguma deixam a desejar ou comprometem a experiência sonora do filme.

A terceira ambientação cinematográfica de Conan derrapara onde ela mais era exigida, a história, comprometendo a atuação dos atores e a própria direção do longa-metragem. Nem mesmo o luxuoso figurino e a razoável fotografia puderam fazer de Conan, o Bárbaro 3D um bom filme. Mesmo assim o filme pode ser um bom divertimento para quem nunca leu nada relacionado ao personagem.

Trailer:

Ficha Técnica
Conan – O Bárbaro (Conan The Barbarian)
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Sean Hood, Joshua Oppenheimer, baseado na história de Robert E. Howard
Elenco: Bob Sapp, Jason Momoa, Rachel Nichols, Ron Perlman, Rose McGowan, Stephen Lang
Duração: 115 min.
Ano: 2011
País: EUA

José NunesquadrinhosBob Sapp,Conan,Jason Momoa,Marcus Nispel,Rachel Nichols,Robert E. Howard,Ron Perlman,Rose McGowan,Stephen LangSinopse: Trama conta a história de Conan, o cimério, e suas aventuras através do continente de Hibórea em busca de vingança pelo assassinato de seu pai e a destruição de sua vila. Spoiler: nenhum spoiler O primeiro filme, Conan The Barbarian de 1982, é atualmente cultuadíssimo pelos fãs e saudosistas da...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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