Os heróis das histórias em quadrinhos sempre foram um filão para os estúdios cinematográficos de Hollywood.

Infelizmente, por décadas, não se conseguiu passar para a telona de forma quase fiel a emoção das páginas dos gibis.

Nas últimas duas décadas, com o aperfeiçoamento tecnológico dos efeitos especiais e, com grandes diretores e consagrados atores, Hollywood começou a apresentar adaptações quase perfeitas dos heróis dos quadrinhos.

Filmes como Conan, o Bárbaro, Batman e X-Men, mostraram que era possível transpor para a tela grande, toda a magia dos quadrinhos.

Nesta coluna, vamos comentar, sempre que possível exemplo de filmes baseados em personagens de histórias em quadrinhos. Hoje destaco dois: Homem-Aranha e Demolidor.

Homem-Aranha: Se filmes anteriores de heróis receberam frias críticas, o filme do Aranha foi muito bem recebido pela crítica.

Além disso, uma boa campanha de divulgação só poderia levar multidões aos cinemas.

O filme realmente é bom. Ao assistirmos conseguimos nos recordar dos velhos gibis que temos guardados na estante. Tobey Maguire conseguiu encarnar bem o papel do herói Peter Parker/Homem-Aranha e Willem Dafeo está soberbo como o vilão Duende Verde.

Além disso, temos a direção do competente Sam Raimi e espetaculares efeitos especiais. O primeiro filme foi tão bom que já rendeu duas seqüencias.

Demolidor:
O legal no Demolidor é o fato de não ser um herói mutante, com super poderes e tal, mas um personagem normal, que adquiriu certos sentidos mais aguçados devido a sua cegueira ocasionada por produtos químicos.

Demolidor combate o crime usando apenas sua força e habilidade nas artes marciais, ou seja, não existem raios de destruição ou coisa que o valha. Este é o segredo de personagens como o Demolidor.

Seus inimigos também seguem esta linha, não são super-vilões preocupados em destruir o mundo, mas sim, simples mortais atrás de poder e ganância. Quanto ao filme, foi um dos melhores que já assisti com super-heróis.

O diretor Mark Steven Johnson captou bem o drama do personagem, embora pudesse ter explorado mais a “cozinha do inferno” (bairro onde se desenrola a história).

Os personagens ficaram bem caracterizados, noves fora o Rei do Crime, que branco nos quadrinhos, ficou negro nas telas. As cenas de lutas ficaram ótimas, assim como o deslocamento do herói pelos prédios. Mesmo sem toda a badalação do filme do Homem-Aranha, o do Demolidor mostrou que um bom personagem dos quadrinhos pode render um bom filme.

Texto: Denílson Rosa dos Reis (Professor de História, músico e fanzineiro)
Contato: [email protected]
Ilustração:
Juliano Machado (São LeopoldoRS)

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