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Visto no Animation – Animagic – por Celbi Pegoraro

A animação nacional passa por um “boom” de novas produções, e começaremos ver as novidades em 2010. O Animagic publicará uma análise mais profunda sobre os prós e contras do processo de produção brasileiro, mas no fim de semana a Folha de S. Paulo publicou uma matéria de Fernanda Ezabella que vale a pena ser destacada. Logo após vem a lista das animações previstas a partir de 2010.

Enquanto mais de uma dúzia de filmes norte-americanos de animação encheram as salas de cinema dos Estados Unidos e do mundo desde janeiro, o Brasil passou o ano com apenas uma estreia nacional do gênero em cartaz, e outra em 2008.

Mas isso pode mudar, ainda que timidamente, a partir de 2011. Afinal, sete longas brasileiros animados estão em pleno vapor de produção, incluindo um em “stop motion” e outro em 3D, os primeiros do país.

“Minhocas”, com orçamento de R$ 10 milhões, usa bonecos de resina para contar as aventuras de uma jovem minhoca, com a mesma técnica utilizada em obras como “A Noiva Cadáver”. Já o 3D (com óculos) é “Brasil Animado”, de R$ 2 milhões, que mistura desenho com imagem real de regiões turísticas do país. Ambos têm coprodução da Globo Filmes.

A animação “Lutas” (imagem acima), que terá voz de um dos personagens principais dubladas por Selton Mello.

As outras animações variam de infantis a temas mais adultos, com diretores veteranos do gênero, como Otto Guerra (“Wood & Stock”), e estreantes, como o roteirista Luiz Bolognesi (“Chega de Saudade”).

Todos se beneficiam da revolução tecnológica, que barateou muito os custos de produção na última década, e das boas bilheterias dos americanos, que empolgam investidores. Além disso, há incentivos do governo (leia mais abaixo) e uma certa tradição brasileira, produtora de 20 longas desde 1953, contra um de Portugal, por exemplo.

“Há oito anos, parecia um sonho impossível, ninguém acreditava em animação. Ainda é difícil, mas está melhorando”, diz Bolognesi, que estreia na direção de ficção com o desenho “Lutas”. “Os projetos começaram a bombar no Brasil, e a mão de obra passou a ser disputada. Tive que aumentar honorários para manter a equipe.”

Sobrevida

Para Cesar Coelho, um dos fundadores do festival AnimaMundi, pode ser que a maior parte dessas produções não ganhe espaço nobre nos cinemas. “Mas com certeza conseguem se pagar na venda para TV, no DVD ou licenciamento de produtos”, diz Coelho.

De fato, há sobrevida para os infantis. “Brichos”, longa de Paulo Munhoz lançado em 2007 e até hoje em cartaz em cinemas do interior de SP, deu origem à série de TV, livro e uma continuação, “A Floresta É Nossa”, prevista para 2011.

Outro infantil para o mesmo período é “As Aventuras do Avião Vermelho”, com voz de Lázaro Ramos. E “Peixonauta”, série de TV exportada para dezenas de países, faz caminho inverso, em direção a um longa em 3D, ainda em pré-produção.

A maioria das obras, no entanto, quer deixar de ser restrita às crianças e alcançar público mais abrangente. É o caso de “Fuga em Ré Menor para Kraunus e Pletskaya”, de Guerra, baseado no espetáculo “Tangos&Tragédias”, e “Nautilus”, uma histórica épica com Cristóvão Colombo criança.

Eles seguem a linha das animações “para toda a família” de estúdios como a Disney Pixar, cujo “Up – Altas Aventuras” está cotado como forte concorrente a uma das dez vagas para o Oscar de melhor filme. Já na categoria do gênero, houve recorde de inscrições, 20 longas.

“A influência [americana] tem um lado positivo, populariza a animação. Mas tem o negativo: nunca teremos a grana da Pixar, e o público em geral não entende. Isso pode ser comprometedor”, diz Marta Machado, presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação.

Filmes de animação em produção

– Minhocas – Primeiro stop motion nacional. Coprodução Globo Filmes e distribuição Fox Film do Brasil.

– Brasil Animado – Mistura desenho com live action. Coprodução Globo Filmes. Exibição em 3D, com óculos.

– Lutas – Personagem vivo há 600 anos conta episódios sobre a história do Brasil, desde a chegada dos europeus até 2080. Estréia de Luiz Bolognesi, roteirista premiado em direção de filme de ficcção. Com a voz de Selton Mello. Distribuição da Europa Filmes.

– A Floresta é Nossa – Continuação de Brichos. Diretor Paulo Munhoz promete um longa mais sofisticado em digital e com equipe de 60 pessoas, em Curitiba.

– As Aventuras do Avião Vermelho – Garotinho estrela história de Erico Veríssimo. Com voz de Lázaro Ramos.

– Peixonauta – Série irá ganhar longa, em 3D, ainda em pré-produção.

– Fuga em Ré Menor para Kraunus e Pletskaya – Depois de “Wood e Stock”, “Tangos e Tragédias”. Animação de Otto Guerra narra acontecimentos após queda acidental do muro que isolava a Sbórnia do continente.

– Nautilus – Distribuição Paris Filmes.

– Ivete Stellar – Diretor Renato Barreto trabalha há dois anos na pré-produção do filme. Longa da Ivete Sangalo. Em 3D, com óculos.

– Gato 3D – Do Start Anima, estúdio de O Grilo Feliz, o diretor Rafela Ribas prepara longa em 3D, com óculos, sobre animador de festas preso na fantasia do mascote. Previsto para 2013.

– Astronauta – Do estúdio de Maurício de Souza. Em 3D, com óculos.

– Historietas Assombradas – Da equipe de Minhocas. Em 3D, com óculos.

Visto no Animation – Animagic – por Celbi Pegoraro

Renato Lebeauquadrinhos2D,3D,A Floresta É Nossa,A Noiva Cadáver,animação,AnimaMundi,Astronauta,Brasil Animado,Cesar Coelho,Gato 3D,Globo Filmes,Historietas Assombradas,Ivete Stellar,Luiz Bolognesi,Lutas,Minhocas,Nautilus,Otto Guerra,Peixonauta,Wood & StockVisto no Animation - Animagic – por Celbi Pegoraro A animação nacional passa por um 'boom' de novas produções, e começaremos ver as novidades em 2010. O Animagic publicará uma análise mais profunda sobre os prós e contras do processo de produção brasileiro, mas no fim de semana a Folha...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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