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Visto no Universo Fantástico

Atualização do Kindle forçará empresa de Steve Jobs a se mexer?

O lançamento, há poucas semanas, da versão 2.0 do Kindle, aparelho portátil criado pela Amazon que permite leitura de livros eletrônicos e textos online, agitou mais uma vez o mercado editorial. O Kindle armazena milhões de páginas, é do peso de um livro de bolso e não cansa os olhos como uma tela de computador.

O mercado de quadrinhos, porém, não demonstrou reação. Mesmo na sua versão 2.0, o Kindle ainda não consegue reproduzir gráficos muito complexos (como uma foto) e sua tecnologia só reproduz o preto-e-branco dos textos.

As coisas podem mudar em breve, porém. Praticamente sem concorrência, até agora, o Kindle deve despertar outros gigantes do meio digital para entrar nesse que, ao que tudo indica, é o caminho do futuro para o mercado editorial. Segundo o analista do mercado de informática Andy Ihnatko, em entrevista ao Newsarama, não há dúvida de que a Apple vá entrar nesse mercado.

Para quem revolucionou o design dos computadores com os iMacs e liderou a trarnsformação do nosso jeito de escutar música com os iPods, seria um próximo passo natural. “É certeza absoluta que, em algum momento, a Apple vai começar a vender livros na iTunes Store.

Esse sempre foi o objetivo da Apple – uma loja onde se vende todo tipo de mídia digital. Um dos objetivos deles sempre foi criar aparelhos que pudessem rodar todo tipo de mídia”, diz Ithnatko.

Ele se apóia em rumores de que a Apple estaria preparando uma versão com tela maior do iPod Touch, introduzido em 2007. Se o aparelho mantivesse as mesmas funcionalidades e fosse pelo menos do tamanho do Kindle, já permitiria facilmente a leitura de quadrinhos – que poderiam até ser “folheados” digitalmente.

Vale lembrar que já funcionam uma ou outra iniciativas quadrinhos para o iPhone – embora a tela pequena não agrade a maioria dos leitores e, segundo os puristas, ter que dar zoom para ver cada quadro não é o jeito certo de ler gibi.

Figuras da indústria de quadrinhos também já começaram a se manifestar. Na New York Comic Con, há poucas semanas, o vice-presidente de Marketing da DC Comics, John Cunningham, disse que “se 10% dos leitores emigrarem para um aparelho eletrônico, isso vai afetar a economia de 60% dos gibis publicados nesse país [EUA]“.

A declaração foi repetida e debatida por diversos jornalistas da imprensa especializada. Joe Quesada, editor-chefe da Marvel Comics, em seu blog no MySpace, pensa diferente:

“Tenho que discordar dele nesse ponto. Não vejo como 10%, 20% ou qualquer percentagem de fãs ‘emigrariam’. Eu vejo 10%, 20% ou qualquer percentagem de novos fãs imigrando para os quadrinhos. Vejo esses novos avanços e tecnologias como caminhos que levam aos quadrinhos. Elas adicionam, não subtraem”.

A Apple até o momento não se manifestou sobre a possível nova versão do iPod Touch. Se realmente acontecer logo, pode mexer no mercado de livros e quadrinhos profundamente nos próximos anos.

>> OMELETE – por Érico Assis

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Renato LebeauquadrinhosApple,HQ,Kindle,leitorVisto no Universo Fantástico Atualização do Kindle forçará empresa de Steve Jobs a se mexer? O lançamento, há poucas semanas, da versão 2.0 do Kindle, aparelho portátil criado pela Amazon que permite leitura de livros eletrônicos e textos online, agitou mais uma vez o mercado editorial. O Kindle armazena milhões de...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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