Lançamento da Aleph, Poeira Lunar reafirma a tradição de Arthur C. Clarke de brincar com as possibilidades da realidade ao narrar uma tentativa de resgate na Lua

Publicado este mês pela Editora Aleph, com tradução de Daniel Lühmann, Poeira Lunar transporta o leitor para um século 21 imaginário, no qual a exploração espacial é uma realidade tão palpável que a própria Lua se tornou o destino favorito de todos os turistas dispostos a pagar o preço da viagem.

Em 1961, enquanto o presidente John F. Kennedy e funcionários da NASA trilhavam o caminho do homem à Lua, o escritor inglês Arthur C. Clarke resolveu se antecipar algumas décadas ou séculos na história e transformou, ao menos na literatura, o nosso enigmático satélite natural em um atrativo ponto turístico.

E se no mundo real o astronauta Neil Armstrong não afundou na poeira lunar ao dar o primeiro grande passo para a humanidade em 1969, esse era um receio real entre os especialistas até os primeiros anos daquela década. E Clarke soube, como poucos, aproveitar esse medo em seu romance: a icônica nave de cruzeiro Selene afunda em meio ao Mar da Sede (um gigantesco depósito de poeira lunar), durante um passeio. Assim, uma corrida contra o tempo se inicia a fim de salvar os dois tripulantes e 20 passageiros confinados no interior da embarcação.

Com Poeira Lunar, Clarke celebra o avanço científico e destaca o instinto humano de sobrevivência ao máximo. Para isso, apresenta-nos o capitão da Selene, Pat Harris, e suas tentativas de proteger os ansiosos passageiros dos perigos da nave naufragada, e o pessimista engenheiro Robert Lawrence, que da Terra, faz planos para o resgate.

Entre uma página e outra, o autor também nos lembra de que o espaço continua sendo um ambiente belo, mas incontrolável. Mesmo quando a humanidade tem as ferramentas para dominar o universo, basta a simples e hipnotizante poeira da Lua para mostrar o quão frágil ela é. Por outro lado, no microcosmo criado no interior da Selene – com náufragos de áreas muito diferentes, como a jornalista Phyllis Morley, o físico Duncan McKenzie, o contador Pierre Blanchard, o engenheiro nuclear Karl Johanson e um herói espacial disfarçado –, o escritor mostra que somos muito mais que carne e osso. Por fim, resta saber se isso será o suficiente para que o esperado resgate dos passageiros da Selene seja bem-sucedido e entre para a história.

Falecido em 2008, Arthur C. Clarke foi um dos grandes autores de ficção científica do século 20, famoso por popularizar a ciência com suas obras. Diversos livros do autor já foram publicados pela Editora Aleph no Brasil, como 2001: Uma Odisseia no Espaço (que completa 50 anos em 2018), As Fontes do Paraíso, Encontro com Rama e O Fim da Infância. Poeira Lunar é o nono romance de sua carreira.

Poeira Lunar
Editora Aleph
Autor: Arthur C. Clarke
Tradução: Daniel Lühmann
Acabamento Brochura
304 páginas
R$44,90

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