A felicidade é Zen?

Ney Matogrosso e Cazuza que me perdoem, mas assim como eu, vários fãs de Marvelman/Miracleman devem estar cantando essa música. Duas décadas depois da falência da Eclipse Comics, durante a New York Comic Con, a Marvel Comics anunciou o lançamento da tão esperada conclusão desta querida e rara série que esteve presa a processos de plágio, direitos autorais e outras complicações ainda mais estranhas para o leitor comum que não acompanha todas as notícias sobre esse título.

Você conhece o personagem?

Ele foi criado para substituir a Família Marvel depois que seus títulos foram cancelados nos E.U.A. e os editores ingleses que publicavam suas aventuras ficaram sem material. A Família Marvelman fez sucesso por quase uma década, até que Marvelman, Young Marvelman e Kid Marvelman foram substituídos pelos heróis que a Marvel Comics americana estava lançando.

Na revista de transição entre as famílias foi dito que os Marvels originais devolveram seus poderes ao Mago Shazam, que escolheu novos campeões. Os Marvelmen fizeram poucas alterações na formula original. Basicamente ambientaram a história na Inglaterra, alteraram o grito mágico para “Kimota” (Atomic ao contrário) e Mary Marvel virou um garoto.

Após quase duas décadas de ostracismo, foi ressuscitado para a revista Warrior, escrita por Alan Moore, que praticamente reinventou o personagem e foi o pivô de toda a confusão. Com o cancelamento da Warrior e o sucesso do autor nos E.U.A., o personagem foi negociado com a Eclipse Comics, editora independente que não só deu continuidade à saga como iniciou a de Neil Gaiman no personagem, a que ficou inconclusa quando a editora faliu.

Gaiman ainda tentou uma parceria com Todd Macfarlane que acabou virando um longo processo pela devolução dos direitos do personagem que o desenhista comprou dos donos da finada editora junto de outros personagens que nunca usou.

No meio de toda essa confusão, o plágio (que fez mais sucesso do que o original) ficou preso nas areias pantanosas dos direitos da marca, que no final, com a ajuda de Alan Moore, foram revertidas para Mick Anglo, o criador do personagem, que supostamente nunca liberou os direitos de seus personagens. Desde então, a Marvel tem usado o personagem para vários factoides que no final nunca terminavam sendo o que os leitores queriam: Ler a continuação da saga que hoje em dia só está disponível via Scan.

E agora na New York Comic Con o sinal verde foi dado. Mesmo sem anunciar o nome de Moore nas propagandas da série, ela será republicada na integra com tratamento digital e ainda terá algumas curiosidades sobre as histórias por trás do personagem.

A capa da primeira edição será de Joe Quesada, com variantes assinadas por Quesada, John Cassaday, Mark Buckingham, Jerome Opeña, Leinil Francis Yu, Skottie Young e Garry Leach foram convidados para fazer as novas capas. A original feita por Garry Leach também será republicada.

Não sei quanto a você, mas estou esperando janeiro de 2014 com muita ansiedade e sabendo que a saga não só terá sua conclusão como terá material inédito.

Kimota!

Alexandre DassumpcaoquadrinhosAlan Moore,Kimota,Marvel,Marvelman,Miracleman,Neil Gaiman,New York Comic ConA felicidade é Zen? Ney Matogrosso e Cazuza que me perdoem, mas assim como eu, vários fãs de Marvelman/Miracleman devem estar cantando essa música. Duas décadas depois da falência da Eclipse Comics, durante a New York Comic Con, a Marvel Comics anunciou o lançamento da tão esperada conclusão desta querida...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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