Em cartaz desde 11 de janeiro o filme “Cloud Atlas”, traduzido como “A Vigem”, é dirigido pelos irmãos Wachowski, os mesmos nomes responsáveis pela trilogia Matrix, é mais uma mega produção assinada pela Warner Bros. Pictures, e distribuída aqui no Brasil pela Imagem Filmes.

Com um trailer nada revelador, muitas pessoas não faziam a menor ideia do que esperar da produção. Ir à sessão foi como ir viajar sem rumo. Por segurança, fui com a sensação de esperar uma trama que se tratava de um tema novelesco onde as vidas seriam interligadas (algo do tipo “A Viagem”, novela Global, ou “Violetas na Janela”). Chute nada mais que certeiro.

O filme conta seis histórias, que reúnem passado, presente e futuro, estrelado por grandes nomes do cinema americano como Tom Hanks, Hugh Grant e Halle Berry Berry (a eterna Mulher Gato #momentosarcasmo) e cada ator, vive um personagem diferente, dependendo da época que se situa. Mas todos, querendo ou não, tem ligação entre o passado e o future, o que não significam que todos interagem.

Não vamos negar que com o alto orçamento de Hollywood fazem o diferencial do filme. Os recursos de efeitos especiais como maquiagem e figurino facilitam o telespectador a se situar na época que o filme está passando. Na real, é tão bom, que muitas vezes não conseguimos distinguir se o ator é o mesmo que estava na cena anterior em outro papel. A fotografia também não fica aquém.

As histórias, todas conectadas como diz a frase de impacto do cartaz (será?) não são resolvidas, e acabam fazendo a cabeça explodir de tanta confusão. Sim, é um teste a pessoas que nunca dormem no cinema, afinal são quase 3 horas de idas e vindas pelo tempo.

Se em relação aos aspectos técnicos como a fotografia, pode-se dizer que não houve algum pecado (as cores encaixam perfeitamente na época em que a história é contada), já a direção, imagino que tenha sido um tiro no escuro dado pelos irmãos Wachowiskis ao fazer parceria com o diretor alemão Tom Tykwe.

Três mentes brilhantes e bem diferentes podem ter ajudado a fazer a grande confusão e a não interligação do filme (situação que no livro não acontece, já que as histórias são descritas começando do passado e indo para o futuro). O resultado parece muito mais erro de direção do que de montagem.

Muitas vezes um montador consegue salvar um filme mal digirido (já vimos isso várias vezes na história do cinema), mas as histórias realmente não batem. A ligação entre elas é mínima e quando você começa a entender uma parte, já muda para outra sem mais nem menos. Para quem nunca leu o livro realmente fica muito difícil a compreensão, ou envolvimento.

Por algum motivo, alguns personagens tem uma mancha de nascença, uma espécie de estrela, que quase não aparece, que tem uma ligação muito lógica em alguma parte, mas que se perde no filme inteiro. Mais uma vez, algo que não acontece no livro, já que a marca é explicada.

Os personagens são claramente desenvolvidos para pontuarem as questões filosófica, religiosas e metafísicas que Wachowskis tanto adoram discutir em seus filmes. Sonmi-451, uma personagem do futuro tem a “habilidade” de afetar a mente de pessoas do passado, podendo assim, reconstruir o mundo. Tudo isso através de uma espécie de seita proibida. Já, um jornalista do presente começa a investigar, o que foi apagado no passado. E sim, nesse ponto vemos algumas mortes e lutas emocionantes no decorrer de quase 3horas de filme.

Os irmãos Wachowskis são cineastas, produtores, roteiristas e diretores que tiveram a sua consagração com Matrix (1999), sucesso de bilheteria e de crítica. A pressão sobre eles e sobre “A Viagem” foi muito grande, pois a história já em sua produção era “tachada” como uma trama difícil de ser filmada. Foi investido um alto orçamento, e o resultado final tem cara de filme “cult” que está dividindo as opiniões.

Vou chover no molhado, mas sinceramente em minha opinião, os Wachowskis tentaram repetir o mesmo rebuliço de Matrix. Lamentável. Filme é confuso e com uma narrativa desconectada.

No caso, faço parte do grupo que após assistir o filme faz o chavão clichê que resume o filme em: literalmente uma viagem.

Trailer:

A Viagem
Estados Unidos, 2012
Genero: Drama / Ficção
Duração: 164 min
Título Original: Cloud Atlas
Direção: Tom Tykwer / Andy Wachowski
Roteiro: David Mitchell / Lana Wachowski
Elenco: Tom Hanks (no papel de Dr. Henry / Isaac Sachs / Dermot ‘Duster’)
Hugo Weaving (no papel de Bill Smoke / Velho Georgie)
Halle Berry (no papel de Luisa Rey / Jocasta Ayrs)
Susan Sarandon (no papel de Ursula)
Hugh Grant (no papel de Alberto Grimaldi / Cannibal)

Thailiny CruzquadrinhosA Viagem,Andy Wachowski,Cloud Atlas,David Mitchell,Halle Berry,Hugh Grant,Hugo Weaving,Imagem Filmes,Lana Wachowski,Susan Sarandon,Tom Hanks,Tom Tykwer,Warner Bros. PicturesEm cartaz desde 11 de janeiro o filme 'Cloud Atlas', traduzido como “A Vigem”, é dirigido pelos irmãos Wachowski, os mesmos nomes responsáveis pela trilogia Matrix, é mais uma mega produção assinada pela Warner Bros. Pictures, e distribuída aqui no Brasil pela Imagem Filmes. Com um trailer nada revelador, muitas...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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