Conversamos com os quatro nomes responsáveis pela adaptação da HQ nacional para os Estados Unidos

Originalmente lançada no Brasil como uma HQ independente, em 2013, e depois foi republicada pelo Instituto dos Quadrinhos, em 2016, a HQ “A Terrível Elizabeth Dumn contra os Diabos de Terno”, do brasileiro Arabson Assis será publicada nos Estados Unidos pela editora Image Comics como um one-shot com tradução do vencedor do prêmio Eisner, James Robinson, e cores de Anderson Cabral.

O Impulso HQ conversou com os responsáveis dessa adaptação para o inglês, o autor Arabson Assis, o colorista Anderson Cabral, o responsável pela adaptação para o inglês, James Robinson, e Klebs Jr., diretor do Instituto dos Quadrinhos para conseguir mais detalhes sobre o lançamento, os desafios da publicação nos Estados Unidos e o que podemos esperar para o futuro da HQ.

Impulso HQ: Como “Terrível Elizabeth” chegou na Image Comics?
Klebs Jr.: Uns quatro anos atrás, numa conversa com o James Robinson em NY, mostrei o “Elisabeth” e ele se encantou. Na hora quis criar um novo projeto com o Arabson e propôs a ideia de publicar pela Image com a adaptação do texto por ele.
O Eric da Image amou o livro, só pediu uma adição, ser colorido. Depois de muita procura, fechamos com o Anderson Cabral, que tem um estilo único e que casa totalmente com o traço do Arabson.

IHQ: O que mais mudou na HQ desde a concepção para essa que chegará ao mercado americano em novembro?
Arabson Assis: Na versão em português, fiz deliberadamente algumas escolhas que exigia um pouco mais do leitor e que foram modificadas para a edição em inglês. Eu tinha decidido que os Flashback não teriam falas. Nem os quadros se modificariam para indicar a mudança do tempo, nem mesmo a cor, já que era P&B. Teria que ter um entendimento pelo contexto.

IHQ: Como foi a adaptação da HQ para o público americano? Alguma dificuldade ou curiosidade que você não esperava?
A.A.: James adaptou. Teve toda liberdade. É um escritor excepcional e experiente. Eu o lia quando jamais poderia imaginar que um dia fossemos trabalhar juntos. Conhece o público americano e, claro, tenho que confiar em suas escolhas.

IHQ: James, como foi o seu processo de traduzir isso? Houve algum desafio em particular?
James Robinson: James Robinson – Eu estava muito interessado em permanecer fiel à intenção do diálogo, enquanto acrescentava o fluxo e a cadência natural que o diálogo em inglês tem que às vezes é perdido em uma tradução palavra por palavra. No entanto, achei a história tão convincente em sua forma original. Isso me lembra tanto um conto de fadas obscuro e distorcido quanto uma história de terror. Parecia muito verdadeiro para o lugar onde foi inicialmente criado, o Brasil. Você pode sentir o país e as pessoas nele, enquanto você lê e vê a arte, então eu não queria perder isso.

IHQ: Tanto a versão independente, como a do IHQ são P&B. Como foi o processo de colorização?
Anderson Cabral: O trabalho de colorização cria muito mais apelo comercial em uma publicação de quadrinhos. Independente desse fato, as histórias em quadrinhos precisam funcionar em preto e branco, e o Arabson realiza isso muito bem nesse livro. Sua arte é riquíssima em detalhes e foi um desafio muito agradável acompanhar seu ritmo aplicando as cores nesse trabalho. Creio ter cumprido meu papel em deixar o material dentro dos padrões que sugerem essa demanda americana além de contribuir um pouquinho com o clima da história.

IHQ: A versão americana, além das cores, terá algum extra especial?
Klebs Jr.: Estamos vendo capas alternativas, mas nada fechado ainda.

IHQ: Há planos para expandir a história de Elisabeth após a publicação pela Image?
A.A.: Não há planos atualmente, mesmo havendo ideias que gostaria de desenvolver. A menina intempestiva e irascível de poucos amigos e um diabo troglodita de poucas palavras me parece uma interessante dupla dinâmica.

Gosto dessa parceria. É uma relação parecida com a da Aira e o cão perdigueiro em GOT. Quando vi na série, me lembrei de Elizabeth. Mas uma relação ainda mais perigosa. Elizabeth é uma menina que controla uma arma poderosa e não controla a si mesma. As chances de erros, mesmo com as melhores das intenções, são consideráveis.

IHQ: Podemos esperar mais novidades de Arabson Assis no mercado internacional?
A.A.: O projeto “Os Cinco” para a Image Comics que será escrito por James Robinson. E, claro, histórias que eu quero contar também. Algumas já escritas e outras marinando.

***

Na HQ, Elisabeth Dumn é uma garota rebelde, de espírito forte, que está determinada a encontrar seu caminho. Mas seu pai a prometeu ao diabo, e ele está vindo buscá-la. “The Terrible Elisabeth Dumn Against The Devils In Suits” será lançada em novembro nos Estados Unidos pela Image Comics.

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