Exposição de personagens Marvel na entrada da loja Coleciona. (foto retirada do site Marvel 616)

Se você é fã da Marvel ou de algum personagem em particular, se curte um bom evento de quadrinhos ou adora o universo nerd em geral, se não foi no Marvel Day, simplesmente perdeu um dos eventos mais legais que aconteceram em São Paulo nesse ano.

Promovido pela equipe editorial do site Universo Marvel 616, o MDay como era chamado no dia aconteceu no último sábado, 19 de junho, na loja Coleciona, onde qualquer fã de quadrinhos pode ter um acesso de euforia. A loja já foi considerada pela revista Época como a melhor loja nerd de São Paulo.

Além da decoração com páginas de quadrinhos de Frank Miller pintadas nas paredes, as estantes cheias de action figures para todos os gostos, desde super heróis a clássicos de desenhos animados. E quem esperava algo pequeno se surpreendeu ao saber que o MDay acontecia no piso inferior da loja.

Ao descer as escadas era entrar em uma atmosfera que qualquer olho nerd brilharia. Impossível não ficar parado um tempo para admirar tudo que tinha ali. Ao fundo a discotecagem do Dj Bruno animava os visitantes que iam chegando timidamente, mas que até o fim do dia, principalmente durante a palestra de Adriana Melo compareceram em peso!

Os visitantes que chegavam podiam se inscrever gratuitamente no concurso de desenho em duas categorias: infantil e adulto. Outro concurso que também iria acontecer era os de cosplay de super heróis Marvel, e os participantes fazem parte do grupo Comics Cosplay BR.

O Impulso HQ aproveitou e conversou com a galera do Comics Cosplay BR sobre qual a é intenção do grupo e sobre essa iniciativa de fazer cosplays de super heróis de histórias em quadrinhos.

O grupo surgiu no ano passado durante a Fest Comix com a intenção de ampliar o universo dos cosplayers que é mais conhecido pelos personagens de animê e mangá. “Fazemos cosplayers de personagens de quadrinhos Marvel, DC e Image. Nós gostamos de quadrinhos. A intenção é também ampliarmos isso para cosplayers de super heróis dos filmes de adaptações”, afirma Rafael Moldovia.

E para quem acha que fazer cosplay de super herói é coisa fácil se engana. “Temos as mesmas dificuldades de quem produz cosplay de anime e mangá. Fora o custo ainda sofremos um certo preconceito externo de quem faz outros tipos de cosplay”, fala André Cappela se referindo ao cosplayers do universo otaku.

Já Daniele Pirata, que mais tarde se transformaria na Vampira dos X-men, brinca que depois de começar a fazer cosplay começou a analisar como é difícil ser super herói com a complexidade do uniforme. “Pretendo fazer um Suplício (personagem Marvel), mas não sei ainda como vou fazer para enxergar! Seu capacete não tem viseira! E outra como os super heróis conseguem fechar o zíper das costas? Deve ser por isso que alguns têm parceiros”, brinca Daniele.

O grupo que costuma organizar também concursos de cosplay também comenta que o objetivo para eles é a interação com o público e a reação de surpresa, principalmente das crianças que reagem das formas mais variadas. “O que menos nos preocupa são essas questões de notas e formalidades, nos eventos gostamos mais de brincar com o público”, afirma André Cappela.

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Os editores do site Marvel 616: Coveiro, Eddie, João e Cammy

Começadas as formalidades do evento, as apresentações foram feitas por Coveiro, Eddie, Cammy e João, os quatro editores do site Marvel 616, explicaram o surgimento do site que há mais de 3 anos traz notícias sobre o universo dos quadrinhos Marvel e que atualmente conta com cerca de 8 pessoas na equipe.

“A idéia do Marvel Day veio da dimensão que os personagens da Marvel possuem. Eles transpassam as páginas de quadrinhos e estão em outras mídias como desenhos animados e cinema há muito tempo. E existem fãs que só conhecem os personagens por causa dessas mídias e não apenas por causa dos quadrinhos. Logo a intenção do evento é integrar todas essas pessoas”, diz Coveiro na sua apresentação.

E João reafirma, “a função do site é integrar as mídias. E hoje em dia é difícil achar alguém que começou a gostar dos personagens dos quadrinhos por causa das HQs. A maioria só vem conhecer os quadrinhos depois de ver os desenhos animados ou depois de vê-los no cinema”.

Os editores também comentaram sobre o Canal 616, que é o podcast do site que reuni a mesma temática do site, mas com entrevistas com profissionais dos quadrinhos, que está chegando à marca de 10 programas já produzidos.

Depois de agradecerem a presença de todos, eles salientaram como todos que estão envolvidos com o Marvel 616 fazem porque gostam do projeto e se divertem com isso. Para a maioria deles tudo começou com os quadrinhos e que o projeto não tem necessariamente um interesse profissional. Interessante analisar que os quatros trabalham em áreas distintas. São dois biólogos, um bancário e um historiador.

Por fim Cammy que conheceu o universo dos quadrinhos através da antiga série de desenhos animados dos anos de 1990 dos X-men, apresentou a programação do dia que contava com exposições, concursos de desenhos e cosplays que teriam como júri além dos editores do site Adriana Melo e Rogério Saladino.

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A primeira atividade do dia foi a palestra de André Morelli que lançava oficialmente o seu livro Super-heróis nos Desenhos Animados, pela editora Europa.

André explicou que o projeto começou dentro da redação da revista Mundo dos Super-heróis, publicação especializada em quadrinhos, quando os fãs começaram a pedir mais materiais sobre HQs e personagens, foi quando surgiu o livro Super-heróis nos cinemas.

André Morelli, autor do livro Os Super-heróis nos Desenhos Animados

“Foi mais que um ano de pesquisa produção e 150 filmes adaptados de quadrinhos. Nem eu sabia que existiam tantos filmes assim”, comenta Morelli sobre sua primeira publicação, que agora se encaminha para sua segunda edição.

Para esse novo projeto o trabalho não foi menos duro. “Foram mais de 800 desenhos animados. Um ano só assistindo desenho foi prazeroso, mas chegou uma hora que começou a ser cansativo. Mas o legal desse projeto é que ele abre o escopo do anterior e não fica só nos heróis de quadrinhos. Abordamos também personagens que foram criados para os desenhos animados como Thundercats e He-man. Não teria sentido deixar esses personagens de fora”, diz Morelli.

Mas o autor explica que ele não é o único da equipe da Mundo dos Super-heróis a produzir algo. Outros também lançaram livros e mês que vem já tem novidade nas bancas e avisa que ele já está produzindo o seu terceiro livro, mas ainda não pode revelar o tema.

Em seguida Morelli falou sobre a evolução das animações dos personagens de quadrinhos, desde o princípio por volta dos anos de 1964 em que os desenhos do Jack Kirby eram animados mas sem muito movimento, o que hoje são conhecidos como “animações desanimadas”.


Morelli explica que isso tem um motivo. Na época os personagens viraram moda logo a intenção era produzir o mais rápido e com menos investimento possível. Mas o autor não deixa de atentar para o fato que essa tendência está voltando com os motions comics. “Pode ser um retorno desse tipo de aplicação para os quadrinhos. Talvez seja uma saída para fazer as HQs entrarem nas novas mídias como Ipod, celulares e Ipad. Os quadrinhos têm que entrarem na era da Internet”.

Depois de terminada a sua palestra foi aberto espaço para o público perguntar direto para o autor. Questões como qual a melhor e pior animação que ele viu durante toda a sua pesquisa. Qual é melhor: X-men antiga série ou X-men Evolution. E é claro qual a opinião dele sobre as adaptações para desenhos animados. Para essa questão o autor respondeu: “Não vejo problemas com as mudanças que fazem para adaptar as séries. Existem coisas que só funcionam no papel”.

Sobre cancelamentos repentinos de séries animadas o autor respondeu: “O que acontece é que as empresas trabalham com franquias. Quando lança o filme, vem junto os bonecos, os desenhos animados e tudo mais o que pode vir. Não é a toa que o desenho animado O Espetacular Homen-aranha foi cancelado. Já anunciaram que com o reboot do filme um novo desenho animado mais parecido com a série ultimate dos quadrinhos”.

André Morelli autografa seu livro após a palestra

E falando sobre a linha ultimate Morelli comenta: “A Marvel está caminhando para essa linha. Isso foi totalmente visível com o uniforme do Capitão América que foi divulgado. Sendo criticado ou não, Joe Quesada soube direcionar as franquias da empresa e a tirou de uma crise. Mérito dele”.

Ao término da sabatina André Morelli presenteou um dos visitantes do evento. O felizardo que acertou a pergunta “Qual personagem criado para a antiga série de desenho animado do Homem-Aranha foi incorporado para os quadrinhos?” levou uma edição autografada de Super-heróis nos Desenhos Animados.

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DJ Bruno (foto retirada do site Marvel 616)

Depois de um intervalo de 15 minutos ao som da discotecagem de Bruno, foi à vez dos editores responsáveis pelos títulos da Marvel no Brasil, Fernando Lopes e Rogério Saladino, conversarem com o público.Depois de uma breve apresentação o espaço foi aberto para as perguntas.

Óbvio que a primeira pergunta foi sobre a mudança nas revistas da Editora Panini e se os editores já têm algum retorno dos leitores.

“Já recebi alguns e-mails dos leitores aprovando as mudanças. Claro que recebi também com reclamações, mas até agora pela maioria os novos mix estão sendo aprovados. Toda mudança é meio traumática, e a nossa só começou a ser compreendida depois que os títulos reformulados chegaram às bancas. A partir do momento que o leitor percebe que ele tem nas mãos 100% do material que ele gosta de ler, ele aprova”, afirma Fernando Lopes.

Quando perguntados como é a função de editor de quadrinhos Rogério Saladino respondeu: “As pessoas acham que é fácil ser editor de quadrinhos, mas não é. Eu batalhei para chegar a esse cargo. Fiz jornalismo e me aprofundei no assunto e é claro corri atrás de uma editora.”

Fernado Lopes e Rogério Saladino, editores dos títulos Marvel no Brasil

As perguntas ficaram mais centradas nas próximas publicações da Marvel pela Panini e sobre os personagens que ficaram de fora dos mixs.

Abaixo um breve resumo sobre o que foi dito:

Biblioteca Histórica Marvel terá novos títulos e personagens como Punho de Ferro e Metre Kung Fu terão as suas edições?
“Biblioteca Histórica Marvel é uma aposta que fizemos para o leitor mais antigo. Diminuímos o ritmo devido a esse público específico. É uma publicação que tem uma saída mais demorada. Para o próximo ano é bem possível que seja publicada uma edição do Thor e outra do Capitão América. A próxima será dos X-men. E a do Demolidor vai demorar mais um tempo pra sair. Já personagens como Punho de Ferro e Mestre Kung Fu não terão tão cedo uma edição Biblioteca Histórica Marvel”, disse Fernando Lopes.

Sobre a situação dos personagens que faziam parte da publicação Marvel Max que foi cancelada, Fernando Lopes esclareceu:
“Motoqueiro Fantasma ganhará uma edição especial para fechar o arco de histórias que estava sendo publicado. Guardiões da Galáxia estão perto de ser cancelada nos Estados Unidos. Estão programados dois encadernados sobre o Justiceiro para esse ano, e a partir de novembro ele volta para a revista Universo Marvel. A série Gavião Arqueiro sombrio sairá em julho na revista Avante Vingadores. E para julho tem o encadernado de Elias”.

Quando perguntado como foi o critério de escolha de quais personagens deveriam ficar nos mixs Fernando Lopes repondeu:
“Todos os personagens tem seus fãs e para tomar essa decisão você tem que saber quantos são. Por isso colocar alguns títulos em arcos fechados tem boas vendas. Isso anima o leitor daquele personagem”.

Em relação aos especiais de luxo como Terra X eles avisaram que as vendas foram boas e os títulos que continuam a história com certeza serão publicados, mas nada para esse ano. De novidades para encadernados eles também falaram sobre Guerra Civil e Vingadores a Queda, ainda para esse ano e Hércules: ataque ao Novo Olimpo para o próximo ano.

Já sobre revistas online os editores avisam que a Marvel está experimentando a publicação desse material nos Estados Unidos, logo não tem como dar uma previsão para o Brasil e sobre o distanciamento das edições nacionais para as estrangeiras eles afirmam que quando uma revista é lançada nos Estados Unidos, ela demora no mínimo 10 meses para ter uma edição é publicada no Brasil.

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Adriana Melo produzindo um sketch para o vencedor do concurso de desenho

Finalizado mais essa etapa do evento a próxima atividade era a palestra com Adriana Melo, atual desenhista de Birds of Prey, da DC Comics, mas que já desenhou Quarteto Fantástico, Homem de Ferro e Surfista Prateado, falar sobre a sua carreira como desenhista de quadrinhos.

Durante o intervalo de 15 minutos Adriana Melo ficou rodeada de fãs e analisou desenhos dando dicas de como melhorar cada vez mais o traço. E falar em traço, os visitantes puderam acompanhar Adriana desenhando ao vivo um sketch que depois seria dado para o vencedor do concurso de desenho.

Adriana Melo começou a sua palestra exibindo bonecos que ela utiliza como referência para analisar poses. A desenhista comentou como usa constantemente fotos e bonecos antes de iniciar uma página.

“Tenho um pouco de dificuldade de construir o personagem do zero, para isso uso o boneco articulado. Quando vou finalizar eu já parto para os bonecos estáticos. Há muitos desenhistas bons na área, então para se destacar é necessário arrumar um diferencial. Tento chamar atenção pelas câmeras que eu uso”, diz Adriana Melo.

“Tudo o que você consegue na profissão de desenhista é fruto do estudo e do esforço do próprio desenhista. Tem que partir dele a iniciativa de melhorar o traço”, essa foi uma das dicas dadas por Adriana durante a sua palestra.

Adriana também explicou como se utiliza das estatuas para fazer estudo de luz e sombra e mostrou exemplos práticos de como ele criou algumas capas através de referência de estudo com esses objetos e fotos. A artista ainda completou dizendo como tem várias pastas de referências em seu computador separadas por assunto como poses, P&B, coloridas, homens, mulheres e etc.

“Antigamente os desenhistas usavam o termo homenagem quando se utilizava a imagem de algum famoso nos quadrinhos, hoje isso já dá muito problema. Cada desenhista encontra a melhor forma de conseguir uma página fantástica no prazo. A chave é saber adaptar a referência ao seu traço. Se alguém olhou e reconheceu o ator ou a capa em que você se inspirou é sinal que a adaptação não foi bem feita”, disse Adriana Melo quando questionada sobre o uso de imagem de atores em referencias e se ela considera bacana esse tipo de atitude dos desenhistas.

“Nunca tive nenhum problema ou estranhamento no universo dos quadrinhos. Lembro de quando fui fazer a minha entrevista para o estúdio que agencia desenhistas para o mercado estrangeiro só tinha eu de menina no meio de vários meninos. Hoje eu trabalho em um título onde a editora, roteirista, arte final e cor são feitas por mulheres”, diz Adriana Melo a respeito se ela já sofreu algum preconceito nos quadrinhos pelo fato de ser mulher e ainda conclui “o profissional de quadrinhos trata a todos de maneira igual. O que interessa é o resultado final da página”.

Quando questionada sobre a sua preferência em usar imagens de animes e personagens de mangás em suas referências Adriana respondeu: “Queria trazer para os quadrinhos a beleza e a agilidade que os animes possuem. E tenho uma paixão por bonecos de personagens”.

No final da palestra de Adriana Melo veio o resultado dos concursos de desenho e de Cosplay. E a grande vencedora foi Daniele Pirata, isso mesmo, a cosplay de Vampira dos X-men levou o primeiro lugar em desenho e em fantasia!

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Depois dos resultados e dos prêmios dados a quadrinhista Adriana Melo foi surpreendida por um bolo de aniversário preparado pelos editores do site Marvel 616. Isso mesmo bolo de aniversário!

Depois dos parabéns cantados e bolo servido, os editores encerraram o evento com o mesmo entusiasmo que começaram o dia. O Impulso HQ aproveitou e conversou com os responsáveis pelo site Marvel 616 e pelo MDay sobre as primeiras impressões após o término das atividades.

O bate-papo animado aconteceu simultaneamente com os quatro editores que falaram sobre o projeto Marvel 616 e o objetivo do MDay.

(foto retirada do site Marvel 616)

“Não tivemos nenhuma intenção de lucro. Claro que a Coleciona sendo uma loja ela tem que pensar no retorno financeiro, mas eu vim para o evento me divertir e ver o pessoal prestigiando os artistas como Adriana Melo, trazer o conteúdo do André Morelli e também aproximar o público dos editores da Panini. E as minhas expectativas foram todas superadas”, afirma Coveiro.

“Dá um friozinho na barriga. Minha preocupação era de não ter público, ou pouco retorno de divulgação. Mas é bom que exista o fã silencioso, que é aquele que não se manifesta no site. Senti mais firmeza quando os outros sites começaram a divulgar o Mday também”, diz João quando pergunto sobre a manifestação do público sobre o evento.

“Tudo vale a pena. Todos os palestrantes convidados vieram. Não somos o Quarteto Fantástico. Não temos nada de especial. O que falta é iniciativa e nós tivemos. O nosso leitor quer uma oportunidade de conversar com alguém que possa responder as suas perguntas. Essa é a nossa diferença. Tentamos ficar o mais próximo dos leitores.”, afirma Coveiro quando pergunto sobre a organização do evento e os palestrantes.
“No canal 616 não falamos só de quadrinhos, e não falamos só da Marvel. Nós conversamos de assuntos variados. Nossa idéia não é fazermos algo que somente nós fazemos, pelo contrário. Não somos experts.”
, fala João quando se refere ao conteúdo do Canal 616.

“Interagimos com os artistas. Criamos vínculos com eles. Falta saber criar esse vínculo.”, diz Coveiro sobre como é o contato com os artistas, e Cammy completa: “O que queremos mostrar é que não somos uma imprensa formal. Somos fãs. Fazemos palhaçada como fãs. No fundo somos todos leitores nerds”.

“O MDay é o primeiro evento que realizamos com compromisso de dia e horário certinho. Deu um certo medo no começo mas no final deu muito certo.”, diz Cammy, quando pergunto sobre como é para um fã realizar o MDay.

“Não é de improviso que a comunidade existe há mais de um ano. E nós queremos abraçar mais gente porque ninguém vive do site e principalmente não queremos derrubar ninguém. Nossa preocupação é assumir que gostamos de HQs e difundir os quadrinhos. Queremos contribuir para que eles continuem a existir. O mercado nacional é muito frouxo e castigado”, afirma Eddie, quando pergunto sobre qual o objetivo do Marvel 616.

“Não iremos dizer também que não temos nenhuma expectativa profissional. E também não pensamos em retorno financeiro imediato. Pelo contrário, pensamos a médio e longo prazo. Nosso objetivo é ser comprado pela Disney.”, brinca João.

(foto retirada do site Marvel 616)

“Iremos fazer um balanço e analisar se vale à pena fazer o MDay apenas em São Paulo. Tentaremos mais parceiros e provavelmente iremos fazer em outros estados como o Rio de Janeiro.”, afirma Coveiro, quando pergunto sobre quais os planos para os próximos MDays.

“O fato de fazermos essa primeira edição aqui em São Paulo é que são 3 de 4 editores que moram aqui. Iremos ver se existe estrutura no Rio de Janeiro. Queremos no mínimo repetir o mesmo formato que conseguimos hoje.”, completa João, sobre os planos para as próximas edições do evento.

“Fernando (proprietário da loja Coleciona) sugeriu que em vez de anual o evento fosse semestral. Isso é algo para ser analisado. Talvez para o próximo iremos fazer com quis sobre quadrinhos.”, comenta Coveiro.

“Tendo mais tempo, com certeza iremos nos organizar mais. Agora que sabemos como funciona temos mais noção do todo. Agora é repetir e melhorar.”, afirma Cammy.

“O importante é ter regularidade. O que estamos fazendo aqui é algo regular como a Fest Comix e reunir as pessoas para algo divertido. A intenção é agradar a todos e ser algo produtivo. Queremos que seja um espaço que a pessoa que resolva vir tenha certeza que valerá a pena. Que será legal”, conclui Coveiro.

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Para finalizar o dia o Impulso HQ conversou com Fernando Campos, proprietário da loja Coleciona, que cedeu o espaço para a realização do MDay. Para começar perguntei sobre o por que ele foi um dos primeiros que incentivou e ajudou na realização da idéia de se produzir um evento para os fãs de Marvel.

“Por vários motivos. Tem muito fã da Marvel, mas não existe nenhum fã clube oficial. Ao contrário dos fãs de Star Wars que se mobilizam e são mais radicais, os fãs de Marvel são mais silenciosos apesar de ser maioria.
Fora o meu gosto pessoal pelos personagens da Marvel.

Acredito que esse seja o primeiro evento realizado desse tipo aqui em São Paulo. Tivemos aqui presente Adriana Melo que é expoente dos quadrinhos atuais. André Morelli que veio com o apoio da Editora Europa, e os editores responsáveis pelos títulos da Marvel aqui no Brasil.

Minha participação para a realização foi pequena. Quase todo o trabalho foi da equipe da Marvel 616 e também do Eder Pegoraro que é colaborador da revista Mundo dos Super-heróis e editor do blog Sala de Justiça.

(foto retirada do site Marvel 616)

“Estamos abertos sim. Claro que iremos analisar o projeto para ver a possibilidade de realização. Quem vier o com uma proposta tem que demonstrar empenho e estrutura para conseguir realizar um evento. Se percebemos que é um fã clube estruturado cedemos o espaço.

Obviamente que o assunto do evento tem que ser algo relacionado ao universo nerd. Somos uma loja, mas queremos ter um lado cultural. Iremos facilitar que um grupo realize o seu evento desde que tenha uma bagagem cultural e que traga conteúdo.”, afirma Fernando, quando pergunto sobre a disponibilidade da loja para outros eventos.

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Depois de toda uma tarde de sábado, quem foi ao MDay com certeza saiu com a sensação de que valeu a pena. O calendário de eventos sobre quadrinhos com certeza ganhou mais uma boa opção de entretenimento e agora é só aguardar as próximas edições, que como os editores avisaram será igual, ou melhor, a essa inicial.

Por falar nos editores, eles já avisaram que o décimo programa do Canal 616, irá mostrar tudo sobre o Marvel Day, além de um especial com mais de 1h de cobertura.

Eu encerro essa cobertura por aqui. E até um próximo evento.

Coleciona Brinquedos
Rua Augusta, 2299 – Jardim Paulistano
São Paulo –  SP (próximo ao metrô Consolação)
(11) 3081.4977| (11) 3062.2226
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Renato LebeauquadrinhosAdriana Melo,André Morelli,cammy,coleciona,cosplay,coveiro,eddie,Fernando Campos,Fernando Lopes,marvel 616,marvel day,mday,Rogério SaladinoExposição de personagens Marvel na entrada da loja Coleciona. (foto retirada do site Marvel 616) Se você é fã da Marvel ou de algum personagem em particular, se curte um bom evento de quadrinhos ou adora o universo nerd em geral, se não foi no Marvel Day, simplesmente perdeu um...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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