Entrevista: Daniel Stycer – Luluzinha Teen

Por Renato Lebeau | 24 novembro de 2009

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Esse ano, mais precisamente em junho, as bancas ganharam um novo título de quadrinho que com certeza pegaram muitos leitores de surpresa, trata-se de Luluzinha Teen, série que assim como Turma da Mônica Jovem transforma os personagens que originalmente são crianças em adolescentes e os colocam em situações atuais, e que tem como uma característica o traço mangá (estilo japonês).

Após seis meses de publicação e atualmente em seu segundo arco de histórias, o Impulso HQ conversou com Daniel Stycer, editor-chefe da revistinha Luluzinha Teen e Sua Turma, sobre como foi à decisão de se adaptar Luluzinha para uma versão teen, se a Turma da Mônica Jovem teve alguma influência, a receptividade do público, as novidades para as próximas edições e é claro sobre o boato de outros personagens clássicos serem adaptados para uma versão teen.

Confira a entrevista:

IHQ: Existe alguma relação com o sucesso da Turma da Mônica Jovem para motivar a adaptação teen de Luluzinha?
Daniel Stycer:
Turma da Mônica Jovem, assim como dezenas de livros, revistas e sites voltadas para o público infanto-juvenil, nos mostram que há uma demanda enorme por conteúdos inteligentes e divertidos.

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IHQ: A escolha do estilo mangá foi decidido logo no início do projeto ou foi analisado depois? Por que dessa decisão?
D. S.:
Logo no início. O mangá é uma das linguagens mais apropriadas para falar com o jovem de hoje. A influência dos traços japoneses está em toda parte: desenhos animados, games e revistas.

IHQ: Como está o retorno dos leitores?
D. S.:
O retorno está fantástico. Tanto do ponto de vista de vendas de revistas como de acessos ao site da Lulu (www.luluteen.com.br) e aos perfis dos personagens no Twitter. Mais de 55 comunidades foram criadas no Orkut desde o lançamento da edição 1, em 5 de junho.

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IHQ: Qual é o público de lê Luluzinha Teen? São os adolescentes que cresceram assistindo a Luluzinha (criança) nos desenhos animados da televisão?
D. S.:
A maior parte dos adolescentes que lê “Luluzinha Teen e sua turma” tem hoje entre 8 e 13 anos; eles têm uma ótima recordação da Lulu criança, pois viam os desenhos animados na televisão. Além disso, até hoje ouvem seus pais falarem do Clube do Bolinha, para se referir a um grupo de meninos e o mesmo para a Luluzinha.

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IHQ: Por que escolher personagens como Luluzinha e sua turma para se adaptar a uma versão teen? Como foi a pesquisa de mercado para chegar à conclusão de que se teria um público leitor?
D. S.:
Escolhemos Luluzinha porque ela é uma personagem interessantíssima, uma menina esperta, curiosa, antenada e boa amiga. Entendemos que ela também seria perfeita para passar valores positivos para os adolescentes. Além disso, possui uma família de personagens ao seu redor que permite a construção de um bom arco dramático.

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IHQ: Como é o processo criativo das histórias já que além de adaptar um personagem dos anos de 1935 para uma versão adolescente, vocês precisam colocá-la no nosso mundo atual? Como é feita a escolha dos temas?
D. S.:
Lulu foi lançada em 1935, mas passou por algumas transformações até chegar a ser a Lulu que conhecemos há 30 ou 40 anos. Para fazê-la adolescente, procuramos manter características básicas de sua personalidade. As temáticas que abordamos são as mesmas que mobilizam os adolescentes brasileiros: as relações e os conflitos com os amigos, os pais, namoros, o que esperam do futuro, a escola, o shopping. Enfim, adolescentes que sonham e se divertem.

IHQ: Quando noticiaram a Luluzinha Teen, muitos desenhos de como os personagens deveriam ser circulou pela net, o desenhista sofreu alguma pressão por causa disso?
D. S.:
De forma alguma.

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IHQ: Como esta à relação da equipe que faz Luluzinha Teen com a editora, agora que a revista é o único título da Pixel?
D. S.:
Não entendi a pergunta. A relação da editora com a equipe HQ, que é terceirizada, é a melhor possível. Entendem o que desejamos e sugerem soluções criativas. É um time de primeira linha.

IHQ: Tem se falado da possibilidade de outros personagens clássicos serem adaptados para uma versão teen, isso é verdade? Quais personagens seriam?
D. S.:
Por motivos óbvios, de mercado, não posso antecipar nada sobre isso.

IHQ: O blog tem mais de 80 mil visitas / mês, isso tem algum reflexo nas vendas em bancas?
D. S.:
Naturalmente, o blog, assim como o twitter e as demais redes sociais, são ferramentas que ajudam a difundir a revista.

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IHQ: Percebe-se que como estratégia além da própria turma teen da Luluzinha, vocês inserem referências como Kill Bill, e a adaptação de bandas como Pitty e Forfun, como se dá à conversa com essas bandas para elas serem adaptadas?
D. S.:
Procuramos inserir nos roteiros referências a filmes que julgamos interessantes. Quanto à participação de artistas e bandas, convidamos aqueles que têm boa receptividade entre os adolescentes. Não há nenhuma remuneração.

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IHQ: O projeto tem um número de edições estipuladas para durar? Quais os planos futuros para essa turma Teen? Vocês poderiam adiantar algum novo personagem para a turma?
D. S.:
Esperamos vida longa para Luluzinha Teen e sua turma. Muitas aventuras a aguardam.
___________________________

O Impulso HQ agradece a Daniel Stycer pela entrevista concedida.

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  1. fsgfgffjksb disse:

    eu adorei mas eu queria mas historias
    obrigado!

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