Astroboy
Por Camila Alam | 25 fevereiro de 2010
Criação do “pai dos mangás”, Osamu Tezuka, a história do menino-robô Astro Boy chega aos cinemas na sexta-feira 22 em animação coproduzida por Japão, Hong Kong e Estados Unidos. A combinação entre ocidente e oriente é bem explícita no longa-metragem infantil.
São mantidos alguns traços do mangá japonês, sobretudo no personagem principal, ainda que boa parte dos cenários e coadjuvantes sejam totalmente ocidentalizados.
Responsável por popularizar o estilo, Tezuka criou a história na década de 50 e transformou Astro Boy numa espécie de Mickey Mouse japonês, um símbolo infantil carismático e lucrativo.
Numa realidade futurística, o cientista Dr. Tenma perde o filho Tobio em um acidente dentro de seu laboratório. Em luto, cria um andróide idêntico ao garoto e consegue transferir a ele memórias e sentimentos de Tobio.
Mais tarde expulso de casa, o menino-robô tem que perceber sua condição e adaptar-se a ela numa sociedade onde os robôs são tratados como sucata.
A animação, bem dirigida por David Bowers, consegue misturar drama e ação em boas medidas, sem transformar o enredo em melodrama. O ator Rodrigo Faro, apesar de seus 35 anos, empresta voz ao garoto. O bom trabalho o faz quase passar despercebido.
Texto originalmente publicado no blog de Camila Alam
Tags: animê, Astroboy, mangá, Osamu Tezuka


Dizem que o filme não foi bem de bilheteria lá fora. Uma pena, acho Astroboy um personagem interessante. Gostaria de ver apenas por curiosidade para tentar entender o por que o resultado nas telas não foi o esperado.
Pra mim o filme foi uma grata surpresa. Confesso que não conhecia nada sobre Astro Boy, mas meu sobrinho encheu tanto o saco que lá fomos nós para o que eu achei ser uma sessão interminável.
Mas a história é bem cativante.
O único problema é que está passando em poucas salas de cinema.