A Expectativa
Quase três décadas após as duas primeiras aventuras do cimério no cinema e dez anos aguardando o lançamento do filme, após muitos boatos, projetos, atores, diretores, produtores e roteiristas serem anunciados/substituídos, finalmente, em 16 de setembro, estreou no Brasil, Conan, O Bárbaro, acabando com a ansiedade dos fãs. Imperava uma grande expectativa quanto a retomada de Conan nos cinemas.

Após o fantástico filme de 1982, com Arnold Schwazenegger no papel principal, e uma sequência muito aquém do esperado em 1984, todos se perguntavam: este filme de 2011, com Jason Momoa no papel de Conan, vai emplacar?

O Filme
Conan, O Bárbaro, de Marcus Nispel, é um bom filme, pois apresenta o universo de Conan muito fiel às Histórias em Quadrinhos e consegue mostrar aventura, magia, violência, humor e romance nas doses certas, sem forçar a barra com o intuito de agradar velhos ou novos fãs do cimério. Mas o filme tem aspectos que superam a expectativa e outros que deixam a desejar, o que acabou dividindo a crítica.

Aspectos Positivos
O universo dos quadrinhos foi bastante aproveitado. O nascimento de Conan, no campo de batalha, nos parece que estamos vendo a obra de Kurt Busiek e Greg Ruth para a editora Dark Horse. Aliás, quadrinhos atuais de Conan são referência para o filme, principalmente na escolha do ator e da caracterização do personagem. Mas algumas cenas lembram muito a saudosa revista “Espada Selvagem de Conan”, publicada pela Marvel, em especial quando o personagem luta contra os ‘guerreiros de areia’ saltando sobre prédios de madeira. Muito boa também é a interpretação dada por Momoa; O ator incorporou fantasticamente o personagem. O melhor ficou com o enfrentamento do jovem Conan contra um grupo de Pictos. A cena é selvagem!

Correções Necessárias
Nem tudo é bom no filme. Para começar, o roteiro é fraco e poderiam ter usado o recurso do flashback para contar mais da vida de Conan antes da eterna busca por vingança. A trilha sonora não é marcante, deixando de criar o clima necessário para a expectativa da cena. Para um filme de ‘espada & magia’, sobrou espada e faltou magia. Por fim, o vilão Khalar Zym – mesmo que Stephen Lang o interprete bem – não tem a aura sinistra que bota medo só com o olhar. Bem mais cruel é sua filha Marique (Rose McGowan).

Considerações Finais
O filme de 1982 é um clássico do cinema baseado em quadrinhos, pois foi o primeiro a levar o universo de Robert Ervin Howard para as telas e causou aquele impacto. Como a primeira vez é muito impactante – até por que foi bem feita – e a gente nunca esquece. O filme de 2011 tem esta desvantagem, mas em momento algum temos um péssimo filme, daqueles que não deveria ser feito. Embora este novo filme de Conan seja fruto de sua época, é uma bela aventura que, mesmo com um roteiro fraco, agrada aos fãs que ficaram quase três décadas na fila, esperando pela volta do cimério às telonas.

Ilustração:
Jusciano Juck Carvalho (SP)

Denilson ReisindependentesArnold Schwazenegger,Conan,Dark Horse,Greg Ruth,Jason Momoa,Kurt Busiek,Marcus Nispel,Rose McGowan,Stephen LangA Expectativa Quase três décadas após as duas primeiras aventuras do cimério no cinema e dez anos aguardando o lançamento do filme, após muitos boatos, projetos, atores, diretores, produtores e roteiristas serem anunciados/substituídos, finalmente, em 16 de setembro, estreou no Brasil, Conan, O Bárbaro, acabando com a ansiedade dos fãs....O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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