Os filmes baseados em quadrinhos proliferam em Hollywood e arrecadam cada vez mais dinheiro, mas nem sempre fazem sucesso, e alguns nos trouxeram uma péssima transposição das HQs para as telonas, e nesses casos, o ingresso do cinema só vale pela aventura em si e não pela mística dos gibis. Alguns exemplos, já antiguinhos (mas nem tão assim) comento a seguir:

G. I. Joe – A Origem de Cobra – Aproveitando a explosão das transposições dos super-heróis de quadrinhos para o cinema, uma série de desenhos animados, que também já haviam chegado aos quadrinhos, ganhou as telonas. G. I. Joe é mais conhecido no Brasil por Comandos em Ação, uma equipe especial de super-soldados do governo norte-americano.

O termo “super” é usado aqui pela habilidade dos soldados selecionados e tecnologias empregadas pelo grupo e não por poderes extra-humanos. Não vou fazer comparações entre desenhos animados/quadrinhos/cinema, pois nunca tive nenhuma afinidade com os personagens. O filme, G. I. Joe – A Origem de Cobra, é uma simples aventura, com ação do início ao fim que, em muitos momentos, parece uma partida de vídeo-game.

Motoqueiro Fantasma 2 – A sequência da adaptação de Motoqueiro Fantasma das HQs para o cinema ficou muito boa. Aquele romantismo quase piegas do primeiro filme passou ao largo no segundo filme, Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança, deixando a trama mais voltada para a aventura. Depois de se esconder na Europa, Blaze é recrutado por uma seita secreta da igreja para salvar um garoto do demônio.

Johnny tenta recusar o chamado, mas essa é a sua grande chance de se livrar de sua maldição. Nicolas Cage continua no papel principal e muito bem, diga-se de passagem. Os efeitos estão ótimos e o “motoqueiro” ficou mais sinistro que o anterior. Tenho a teoria que as continuações normalmente são melhores, pois sai o peso de ter que levar o personagem para a tela.

Lanterna Verde – Por mais que sejamos fãs de quadrinhos, temos que reconhecer que algumas transposições das HQ’s para a telona têm deixado muito a desejar. Talvez falte uma melhor consultoria ou até chamar os roteiristas para trabalhar nos filmes. O filme do Lanterna Verde é um dos melhores exemplos.

Não chega a ser um péssimo filme, daqueles que dá vontade de sair correndo da frente da tela, mas o filme não empolga! Primeiro, o ator Ryan Reynolds deixa a impressão de ser um moleque que recentemente adquire poderes. Segundo, história demora a deslanchar e quando menos se espera o filme acaba com a trama se desenrolando muito rapidamente na segunda metade do filme.

Claro que alguns detalhes ficaram legais como a lanterna, o planeta Oa e a caracterização dos personagens. Infelizmente isto fica ofuscado pelo tom romântico/humorístico de muitas cenas.

Ilustração: Anderson Ferreira (RS)

Denilson ReisindependentesG.I. Joe,Lanterna Verde,Motoqueiro Fantasma,Nicolas Cage,Ryan ReynoldsOs filmes baseados em quadrinhos proliferam em Hollywood e arrecadam cada vez mais dinheiro, mas nem sempre fazem sucesso, e alguns nos trouxeram uma péssima transposição das HQs para as telonas, e nesses casos, o ingresso do cinema só vale pela aventura em si e não pela mística dos...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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