Recentemente, um gênero que cresce e expande horizontes é o chamado Isekai, onde um personagem, por algum motivo, acaba indo parar em outro mundo com novas regras. Inuyasha, SAO, Re: Zero e Tanya The Evil são alguns exemplos populares no Brasil. Além desses, existem outros que os leitores brasileiros sonham nas bancas e livrarias nacionais That Time I Got Reincarnated as a Slime ou o famoso Konosuba. “Overlord” não é diferente, porém, a forma que essa light novel trata a vinda em outro mundo é o que faz com que a história seja tão cativante.

Para entendimento geral: uma light novel é um livro com linguagem acessível e ilustrações, logo, não é um mangá. O começo da história se passa em 2138 apresentando o jogo chamado DMMORPG, Dive Massively Multiplayer Online RolePlaying Game ou Jogo de Interpretação de Personagens Online Multiplayer de Imersão Massiva. Sucesso entre vários jogadores por ser um RPG que apresenta várias classes, raças e combinações que as variações são quase infinitas.

O protagonista é Momonga, um jogador viciado, chegando a gastar boa parte de seu salário para conseguir itens no jogo. Sua guilda montada com seus amigos é composta por Ainz Ooal Gown, um grupo de mortos vivos localizados na temida Catacumba de Nazalic.

No último dia do jogo Online, pois os servidores vão ser encerrados, ele manda um e-mail para todos os seus amigos e colegas do jogo para ver se consegue uma última reunião, e, após o último deles se desconectar, ele decide ficar até o último segundo possível. Porém, assim que o servidor vira, ele se vê preso naquele mundo. Os NPCs que antes eram feitos apenas para obedecer comandos específicos, agora agem de acordo com o que foi programado para eles, tanto pelo sistema, quanto pelos ex-membros da guilda.

Aqui, a história já traz um sentimento muito conhecido por todos aqueles que já jogaram um jogo por muito tempo que foi cancelado. Ou até que iam para algum lugar com amigos e ele foi fechado, como o Playcenter ou alguma casa de shows. Essa sensação de nostalgia boa e ao mesmo tempo uma perda irrecuperável.

Enquanto tenta entender o que aconteceu com ele e com aquele mundo, Momonga não para de reparar como aqueles NPCs têm características de seus amigos, seja no jeito de se portar, seja no jeito de se vestir ou até em questões mais eróticas devido à perversão de alguns deles.

Momonga decide testar algumas coisas. Primeiramente, se todos os seus poderes estão funcionando e se os servos de sua guilda são leais a ele. Em seguida, se há algum jogador online que ele não consegue se comunicar e procurá-lo. Ele decide espalhar o seu nome por todo o canto com conquistas e territórios. E o resto da trama gira em torno disso.

Um dos pontos mais característicos da escrita de Kugane Maruyama é a descrição. Tudo ao redor do mundo é extremamente detalhado, o que pode ser bom para leitores mais assíduos e cansativos para novatos. Um exemplo claro é quando o autor descreve todos os poderes de Momonga, que é um personagem nível 100.  Mas, também bastante coisa sobre os efeitos dos poderes e até mesmo dos NPCs que, antes eram sem vida e agora demonstram tantas emoções, o que faz a imersão ser bem intensa.

Além de apresentar todo o mundo e os personagens que são servos da Catacumba, cada um mais carismático que o outro, a história ainda conta com pequenos interlúdios mostrando a vida de outros personagens NPCs que vivem em vilas próximas, mostrando o quão vivo é aquele mundo fazendo uma excelente introdução ao que veremos futuramente.

O diferencial de Overlord é justamente a força e a motivação do personagem principal. Enquanto boa parte dos Isekais, os personagens começam muito fracos e buscando voltar para o seu mundo ou tentar entender porque eles foram para lá, Momonga simplesmente aceita, sabe que, por não ter família, não tem motivo pra voltar, e busca conhecer melhor este novo mundo.

Seus questionamentos sobre realidade são muito mais por ele estar em um corpo morto-vivo do que por qualquer outro motivo. Além disso, sua ideia de conquistar o mundo acaba sendo mais focada em estratégias do que em juntar experiência já que ele já é um personagem muito poderoso.

Essa resenha foi realizada após a leitura da versão digital. A impressa sairá em junho de acordo com a própria editora JBC. Um dos pontos mais diferentes dessa edição comparada às outras novels publicadas são as ilustrações. Enquanto as da New Pop tem algumas ilustrações no começo do livro coloridas e algumas em preto-e-branco no meio da história, aqui, temos algumas no início e sempre uma entre capítulos, além de fichas de personagens no final.

Cada termo que pode ser complicado de se entender para quem não joga ou expressões em japonês estão explicados em notas de rodapé, o que mostra uma boa dose de preocupação da editora para que o leitor absorva todas as informações. Em relação a revisão, alguns erros ortográficos apareciam no começo, porém, estes já foram arrumados e provavelmente não serão encontrados na versão impressa.

Com uma história chamativa que evoca tanto a vontade de jogar quanto revitaliza a ideia de ser transportado para o jogo que você mais ama, Overlord vem com tudo para o mercado brasileiro! A versão digital já está disponível na Amazon.

Overlord – O Rei Morto Vivo
Autor: Kugane Maruyama
Ilustrador: So-bin
307 páginas
R$42,90 (versão impressa)

Resenha: Overlord Vol.1http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2019/05/overlord.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2019/05/overlord-150x150.jpgMatheus ZucamanganimeJBC,Kugane Maruyama,Light novel. Isekai,Overlord,So-binFacebook Twitter Instagram Youtube Recentemente, um gênero que cresce e expande horizontes é o chamado Isekai, onde um personagem, por algum motivo, acaba indo parar em outro mundo com novas regras. Inuyasha, SAO, Re: Zero e Tanya The Evil são alguns exemplos populares no Brasil. Além desses, existem outros que os leitores brasileiros...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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