Bakemonogatari

Com arte de Oh! great, a expectativa em relação a Bakemonogatari era alta e a mesma foi suprida! O design de personagens e traços são incríveis e algumas páginas estão excepcionalmente impressionantes do ponto de vista estético.

O roteiro que é uma adaptação de uma das light novels mais vendidas no Japão e também deu origem ao anime mais vendido da história por lá, é meio louco e meio difícil de entender de primeira, porém trata de assuntos profundos como estupro e outras situações traumáticas que acontecem de forma real e crua sem romantização e ao mesmo tempo mesclando com o sobrenatural.

O autor usa elementos sobrenaturais que podem ser interpretados como verdades psicológicas. Também possui uma comédia levemente moderada com ecchi de forma cômica que funciona razoavelmente bem.

O mangá vem na nova edição “padrão” da editora Panini, com capa em cartão e miolo em off-white, por R$22,90.

ReZero 2

Com uma arte não tão muito trabalhada, ReZero 2 é o esperado para “mangás adaptados de light novels”: traços simplificados e muitas vezes ruins e estranhos em algumas personagens. Nada comparado à arte que recebeu até Artbook de Shinichirou, designer e ilustrador na Light Novel original.

A História começa com flashbacks e é contada de forma mais corrida que a Light Novel e o anime. Pesa a mão no ecchi em cenas que não tem nas outras duas mídias e o teor cômico é muito maior e acentuado, o que tira uma parte da comédia original que também residia em algumas personagens falarem coisas absurdas com uma cara séria.

O roteiro continua contando a história de Subaru, dessa vez apresentando uma das personagens mais amadas de toda a série, Rem.

JAGAAN

Com um início slice of life que mostra que o protagonista é normal, porém finge para os outros, temos uma primeira cena de susto quando os fatos são mostrados da perspectiva dele, de ódio, de raiva, de aspiração por assassinato até mesmo da sua companheira. Ele sabe que é ruim e se sente ruim, na sua mente fala coisas ruins, mas por fora demonstra uma aparência boba e agradável.

Ele se agarra a verdade que é policial, tem uma arma e pode matar todo mundo a hora que quiser. De repente, de forma abrupta e assustadora, um homem extremamente irritado se transforma em um monstro e mata de forma grotesca as pessoas ao redor, com uma coruja aparecendo e explicando para o protagonista que sapos entram em pessoas e se alimentam dos sentimentos negativos delas, tornando-as inumanas, monstros assassinos.

Com uma referência clara e citada explicitamente na obra a Parasyte, o roteiro de JAGAAN é uma comédia bizarra e grotesca que quebra os paradoxos de shonen. Algumas cenas são extremamente incômodas, principalmente pra quem tem fobias do tipo Tripofobia (suposta fobia de padrões irregulares ou de agrupamento de pequenos buracos ou saliências). Ponto positivo para o traço que consegue passar de forma excepcional esse tipo de sentimento.

O mangá vem na nova edição “padrão” da editora Panini, com capa em cartão e miolo em off-white, por R$22,90.

Furuba

Com traços simples e datados, Furuba pode trazer uma estranheza inicial para quem está acompanhando o anime de 2019. A história tem toda sua essência e conta os fatos de maneira mais rápida que a adaptação e com partes cômicas excelentes.

Fruits Basket apresenta a Tohru Honda, uma menina que depois de decidir morar numa barraca, vê o desabamento da mesma e acaba indo passar uma temporada morando junto com caras que se transformam nos animais do zodíaco.

O sentimento de “borboletas no estômago” é passado de forma excepcional nesse mangá que integra o gênero shoujo e se destaca entre os dessa demografia. A vida escolar, o primeiro amor, as dificuldades da perda, tudo isso é representado em Fruits Basket de forma leve, sem perder a intensidade desses sentimentos e com uma ótima dosagem de humor.

A edição de colecionador da editora JBC chega às lojas com acabamento especial, sobrecapa, cores pantone e laminação soft touch, com encadernação em um papel de ótima qualidade e gramatura. Com certeza é uma ótima recomendação.

Arslan Senki

Com traços simplistas, mas com bom roteiro, Arslan Senki é uma ótima narrativa épica com um mundo que mescla reinos europeus com traços da cultura árabe e tribal, adjunto a influências visuais babilônicas. Traços da história também remetem aos mongóis, como a força em batalha e a cavalaria, tudo bem encaixado e coerente. Além disso, também contém o tom de cruzadas, com exércitos extremistas adorando a um “deus” e eliminando “hereges”.

Isso mostra como a autora Hiromu Arakawa conseguiu mesclar tantos traços da história da Antiguidade como da Idade Média e ainda ligar a Idade das Trevas de forma que nada disso se perca, mas fique bem estruturado e pareça uma coisa só, impressionando o leitor.

A narrativa consegue prender sendo rápida e com surpresas como a inesperada expressão de violência em batalha, já que apesar de um mangá de guerra não parecia que cenas de morte explícitas estariam no mesmo pelo teor do início da história.

A história acompanha Arslan, o primeiro príncipe do reino com o exército mais poderoso na região, porém seu perfil de personalidade não é nada parecido com o de seu pai, o Rei, que é forte, destemido, bruto, viril e não desiste jamais. Arslan é mais inocente, misericordioso e possui uma personalidade dócil, o que faz com que as pessoas o vejam como inadequado para assumir o trono futuramente.

O ponto alto desse volume 1 é uma traição que dará fim aos dias de paz do reino fazendo com que Arslan tenha que encarar os problemas político-sociais, além das guerras, de frente.

Kuutei Dragons

Traduzido aqui no Brasil pela editora Panini como Caçando Dragões, Kuutei Dragons surfa na onda de obras culinária como Shokugeki e Toriko, porém, demonstra ter muito mais ação. A história conta sobre uma era em que caçadores de dragões se tornou uma profissão e segue a tripulação do Dirigível Queen Zaza buscando dragões para capturar, abater e fazer receitas com sua carne.

Apesar do protagonismo de Mika ser visível, é possível ver que toda a tripulação do navio espacial acaba sendo o real protagonista. O destaque fica para os designs dos dragões, que fogem completamente a todo senso comum estético referente a estas criaturas, tendo os mais diversos formatos e formas de atacar; e também às receitas, que mostram formas de preparar os melhores pratos utilizando carne de dragões que você pode imaginar. Infelizmente, só imaginar mesmo.

Marry Grave

Publicado pela editora Panini, Marry Grave é, possivelmente, a obra menos conhecida dessa leva de lançamentos de mangás. História acompanha Sawyer, um rapaz apaixonado que está em busca de vários ingredientes para poder ressuscitar sua esposa Rosalie. Em um mundo de magia em que humanos e demônios precisam coexistir, criando uma nova cadeia alimentar, o mangá traz como seu grande potencial um protagonista muito carismático.

Sawyer facilmente carrega este mangá inteiro nas costas, tanto pelo seu visual, quanto por tudo o que ele faz. Sua personalidade é simples, mas gostosa de se acompanhar, ainda mais em uma história que aparenta não ter reviravoltas e ser um clichê simples, garantindo assim, ainda mais espaço para o personagem.

O maior medo de consumir este mangá é que Marry Grave foi cancelado com menos de cinco volumes, o que pode significar que a história se perca com o passar do tempo ou que a trama fique ainda mais fácil de ser prevista. De qualquer modo, é uma leitura descompromissada com uma mensagem simples falando sobre a importância da vida.

Gigant

Por trás da mente doentia de Hiroya Oku, autor de Gantz e Inuyashiki, vem aí, pela editora Panini, mais uma série com coisas completamente bizarras, violência extrema e banal e, claro, aliens. Gigant conta a história de um garoto do ensino médio, filho de um cineasta, que sonha em ser diretor de cinema.

Por uma coincidência, ele acaba encontrando sua atriz pornô favorita e eles começam a se encontrar até que ela é abordada por um sujeito e começa a ficar gigante graças a um aparelho que ele colocou no braço dela antes de virar um boneco.

Então, ao invés de tentarem ajudá-la a voltar ao normal, usam isso como fetiches em um filme pornô, mas isso já é esquecido porque um site começa a criar votações com situações inusitadas que acontecem logo após o resultado da votação sair, o que resulta em atores conhecidos correndo pelados, uma chuva de merda literalmente e um deus da destruição destruindo Tokyo inteira.

Sim, tudo isso acontece em menos de 20 capítulos. O ritmo é frenético e a história não te dá tempo de entender se realmente há algum enredo ali ou alguma critica real a sociedade igual foi feito em outras obras suas.

Além disso, é muito visível o quanto o autor quer fazer um auto reconhecimento constante, chegando a dedicar duas páginas inteiras só com uma troca de mensagens entre os personagens pedindo recomendações de animes e mangás e lhe são recomendados o que? Exatamente! Gantz e Inuyashiki! Além de coisas claramente chupinhadas de outras obras como alguns designs.

Gigant é algo sem pé nem cabeça, sem desenvolvimento de personagem e com tantos acontecimentos aleatórios que você chega a se questionar se realmente a obra quer dizer alguma coisa ou testar nossa paciência sobre até quanto tempo conseguimos ler.

Cutey Honey

Chega até a parecer contraditório o fato de que um dos maiores influenciadores de mangás gore e de terror também é considerado por alguns o responsável pelo gênero de Garotas Mágicas, mas este é o caso de Go Nagai!

Cutey Honey é um mangá curto que mostra Honey, uma androide que luta contra a organização “Garra da Pantera” que busca conseguir o “Solidificador de Elementos Aéreos”, invenção de seu pai. Honey usa essa tecnologia a seu favor e transforma os elementos do ar ao seu redor em roupas, tendo até sete formas diferentes de ação.

Diferente de Devilman, aqui o traço apesar de datado e bem cartunesco, acaba combinando um pouco mais com a trama, até por ela não ser tão gore assim, sendo que, o que fica datado mesmo, são algumas piadas e alguns comentários. O desenvolvimento da Honey é algo bem construído e o mangá tem cenas de comédia constantemente, principalmente comédias físicas.

A história prende os leitores apesar de ser simples e, para os que conhecem a importância histórica disso, é um prato cheio! Ainda mais nessa versão em Volume Único que a New Pop vai lançar pelo selo New Pop Prime.

Sakura Card Captors: Clear Card

A continuação de um mangá da década de 1990 que é um dos maiores clássicos dos shoujos no Japão, e foi um fenômeno aqui no Brasil, sendo um dos quatro primeiros mangás já lançados da editora JBC. Sakura volta com seu novo arco Clear Card.

Clear Card se baseia nas mesmas premissas dos dois arcos de Sakura, onde a protagonista deve procurar as cartas sendo que cada uma delas tem um poder específico. Dessa vez, o deck de Cartas Clow se tornaram cartas transparentes, o que gera um mistério não desvendado nem por Kero, o guardião das cartas.

Por ser bem parecido com o que já foi apresentado até então, o mangá pode soar como uma repetição, porém, alguns elementos adicionais e alterações de certas tramas para os dias de hoje acabam prendendo muito a atenção, além da nostalgia de rever os mesmos personagens. Pra quem assistiu Sakura na TV quando era pequeno, chega até a ouvir as vozes antigas.

A dica pra ler Clear Card é reler o original antes. Como se trata de uma continuação direta, algumas coisas podem parecer vindas do nada caso você não lembre exatamente sobre estes acontecimentos antigamente.

Clear Card é um prato cheio para os fãs de Sakura e, apesar de repetir uma fórmula já usada outras duas vezes, a nostalgia e a qualidade da história fazem com que apenas queiramos mais, além de novas cartas que são de uma beleza artística maravilhosa!

Ah, e tiraram o romance da garota de 11 anos com o professor. Sabemos que aquilo era inocente. Sabemos que o intuito era mostrar a maturidade da personagem. Mas, NÃO.

Primeiras impressões de vários lançamentos de mangáshttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2019/09/mangas.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2019/09/mangas-150x150.jpgMatheus ZucamanganimeArslan Senki,Bakemonogatari,Cutey Honey,Fruits Basket,Furuba,JAGAAN,JBC,Kuutei Dragons,Marry Grave,NewPOP,Panini,ReZero 2,Sakura Card CaptorsFacebook Twitter Instagram Youtube Bakemonogatari Com arte de Oh! great, a expectativa em relação a Bakemonogatari era alta e a mesma foi suprida! O design de personagens e traços são incríveis e algumas páginas estão excepcionalmente impressionantes do ponto de vista estético. O roteiro que é uma adaptação de uma das light novels mais vendidas...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!