Por volta do ano 2.000 os mangás começavam a chegar em nossas bancas pelas editoras Conrad, JBC e Panini. Fãs foram à loucura por finalmente poderem ler suas histórias favoritas e considerávamos aquelas edições a melhor coisa desde a invenção do pão de forma fatiado.

Mas hoje, olhando aquelas edições de papel jornal, formato meio tanko, tradução duvidosa e censura, somos obrigados a repensar aqueles “anos dourados”. Claro que isso não impede que muitos desses títulos pioneiros estejam esgotados e seja mais fácil encontrar as esferas do dragão do que a primeira edição de Sakura Card Captor.

Para a alegria de muitos, desde 2012, a editora JBC vem relançando seus antigos sucessos em novo formato, com nova tradução e uma qualidade gráfica de encher os olhos. Começaram justamente com Sakura, seguido por Rurouni Kenshin e agora é a vez de um já clássico do gênero comédia romântica: Love Hina.

A história de uma promessa

As desventuras de Keitarô Urashima, Naru Narusegawa e todas as loucas e divertidas moradoras da pensão Hinata hoje são referencia nos animes estilo harém. O simpático traço de seu criador, o mangáka Ken Akamatsu, aliado a situações absurdas, personagens cativantes e inesquecíveis temperado com um bom fanservice acertaram em cheio o gosto do público.

Keitarô completa vinte anos fracassando pela segunda vez na sua meta de passar no vestibular e ingressar na Todai, a faculdade de Tóquio, para cumprir uma promessa de infância. Ele acaba indo pedir abrigo na antiga pensão de sua família, no entanto o lugar agora é um dormitório só para garota e nenhuma delas quer esse intruso no lugar especialmente a esquentadinha Naru, que não medira esforços para chutar Keitarô do seu lar.

Em sua nova edição, Love Hina segue a mesmo acabamento de Sakura e Kenshin, com papel offset, formato 20,5 x 13,5 cm (bem próximo ao original). A capa está linda com um logotipo mais discreto e charmoso que o usado anteriormente, e seguindo o novo padrão da editora contém o selo recomendando a leitura para maiores de 16 anos. A série também ganhou uma nova tradução e manteve os estudos dos personagens como extras da edição.

Por outro lado as quatro páginas coloridas, com uma ilustração da Naru, freetalk (bate-papo do autor), introdução do editor chefe Cassius Mendauar e o do jornalista Eduardo Nasi, do universo HQ, tem gerado discussão por só estarem ali para aumentarem o valor final do produto para R$ 14,50.

Para comparar, Card Captor Sakura possui DEZESSEIS PÁGINAS coloridas e também sai por R$ 14,50 enquanto Rurouni Kesnhin sem páginas coloridas custa R$13,90.

Mas ainda é cedo para decretar a falência do seu bolso. Deixe isso para quando a aguardada Black Edition de Death Note chegar as livrarias, mas isso é outra história…

Lily CarrollmanganimeJBC,Ken Akamatsu,Love Hina,mangáPor volta do ano 2.000 os mangás começavam a chegar em nossas bancas pelas editoras Conrad, JBC e Panini. Fãs foram à loucura por finalmente poderem ler suas histórias favoritas e considerávamos aquelas edições a melhor coisa desde a invenção do pão de forma fatiado. Mas hoje, olhando aquelas edições...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe