Prince of Persia: nos games, nas telas e nas páginas
Por Bruno Costa | 25 junho de 2010Prince of Pérsia: The Forgotten Sands, traz poucas novidades para uma franquia já consolidada
Com a estréia do filme, Prince of Pérsia: The sands of time, a franquia ganhou um novo game pela Ubisoft a gigante canadense que vem criando e ousando em seus títulos como Assassins Creed, Splinter Cell Conviction entre outros e aqui no Brasil já é possível encontrar a adaptação para um graphic novel.
Mas vamos falar primeiro do novo game.
Era de se esperar inovação neste novo capítulo do príncipe que agora se chama Dastan, não é o que se vê no game.
A franquia ao longo dos anos ganhou muito em movimentos, principalmente pelos “malabarismos” do personagem e a fluidez do jogo, como em Warrior Within ou Sands of Time, dessa vez o que vemos é um mais do mesmo.
O jogo segue a dinâmica já estabelecida em Sands of Time, as lutas, magias, movimentação, quebra-cabeça que foi estabelecida no título volta a esse jogo sem problema algum, aos fãs da série todos esses pontos positivos continuam em alta.
O poder de voltar o tempo e corrigir algum erro para salvar o jogador em pontos cruciais é limitado, esse poder pode ser facilmente recarregado vencendo inimigos ou destruindo elementos que estão presentes no cenário como vasos e etc.
Caso você erre algumas vezes, e acredito que os jogadores mais hardcores não tenham esse problema, você voltará a checkpoints, essa fórmula deixa o game mais interessante aos novatos e jogadores casuais.
A grande sacada do game são os poderes elementais de Dastan, você pode por exemplo utilizar fontes de água para criar estruturas que lhe permitem acrobacias e movimentos fantásticos.
A história do jogo e os gráficos são um ponto contra em Forgotten Sands, não espere nada muito elaborado neste sentido, pelo contrário, devolver a ordem ao reino de seu irmão detendo demônios não é lá originalidade em pessoa e com isso o jogo fica sem um clímax plausível que dê ao jogador a interatividade de seus poderes com o objetivo final, sinceramente jogue apenas por jogar.
Um jogo como Prince of Persia, uma franquia excelente com ótimos títulos renderia uma história mais rica, mais interessante e mais relevante para a série. Forgotten Sands surge apenas para embarcar na onda do filme, tendo bons elementos de seus antecessores que foram muito bem sucedidos em vendas e arrastaram fãs e gamemaníacos.
Aos fãs da série fica o alívio de saber que Forgotten Sands tem elementos que vão trazer de volta tudo de legal que o mundo de Prince of Persia oferece, mesmo sem inovação e elementos mais ricos.
Tive bons momentos jogando com o meu X-Box 360!
E para não perder a oportunidade a da Editora Galera, que pertence ao Grupo Editorial Record, lançou no Brasil a graphic novel Príncipe da Persia, baseada nos games e na adaptação que está nos cinemas.
Segundo a editora todo o universo da game foi transposto para uma graphic novel, que consegue capturar o clima exótico e misterioso do jogo, aonde mostra as lutas e dificuldades de dois príncipes que, mesmo vivendo em séculos diferentes, seguem trajetórias parecidas na guerra e no amor.
Particularmente eu ainda não li o material a ponto de opinar tão profundamente, o que eu vi do material não achei tão bom assim e ainda não sei se vale os R$ 39,90 que foram sugeridos pela Record.
Não posso deixar de frisar que é sempre legal ver as empresas investindo em quadrinhos e a Editora Record quer entrar neste segmento. Tem o meu apoio total.
Príncipe da Pérsia
Roteiro: Jordan Mechner e A. B. Sina
Arte: LeUyen Pham e Alex Puvilland
Cores: Hilary Sycamore
Editora Galera
14 x 20 cm
208 páginas
R$ 39,90
Tags: A. B. Sina, Alex Puvilland, Editora Galera, Forgotten Sands, Hilary Sycamore, Jordan Mechner, LeUyen Pham, Príncipe da Persia, Prince of Persia, Record, Ubisoft







