Valerian e Laureline ou Valerian, o Agente Espaço-Temporal (como foi batizado pelo Globinho) é uma graphic novel Franco-Belga cinquentenária que muitos afirmam ter inspirado Guerra nas Estrelas. Luc Besson é um diretor ousado que Já fez O Quinto Elemento e transformou Os Três Mosqueteiros num filme de ação frenética. Besson e Valerian não teria como desandar. Ou teria?

O longa metragem conta a história de Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne), agentes intergaláticos que são encarregados de manter a ordem em todos os territórios humanos.

Sob a ordem do Ministro da Defesa, os dois embarcam juntos em uma missão para a surpreendente cidade de Alpha – uma metrópole em constante expansão, onde espécies de todo o universo dirigem-se para compartilhar conhecimento, inteligência e cultura um com os outros. Mas há um mistério no centro da cidade, uma força sombria que ameaça a existência pacífica da Cidade dos Mil Planetas. Valerian e Laureline devem correr para identificar a origem da ameaça e proteger não somente Alpha, mas o futuro de todo o universo.

O filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é uma adaptação do álbum “O Império dos Mil Planetas”. Os criadores da obra Pierre Christin e Jean-Claude Mézières montaram uma estrutura (que se tivesse sido seguida, criaria um filme) funcional que o diretor/roteirista não soube seguir ou não entendeu e entregou uma caricatura da fórmula de O Quinto Elemento.

Como boa parte do público nunca acompanhou os quadrinhos dos personagens nem encontrou uma continuação do filme que tanto gostam, sairá duplamente decepcionado porque os personagens são rasos e a direção é tão perdida quanto a narrativa.

O que dizer de Cara Delevingne que sempre faz o mesmo carão e desfila através das várias passarelas oferecidas pelo roteiro numa (falta de) atuação capaz de deixar Kristen Stewart com inveja?

E o protagonista que não convence no papel? Dane DeHaan guarda algumas semelhanças com o Valerian original. É jovem, não é um brutamontes marombado, mas parece ter feito a mesma escola de Delevingne.

O pior é que nem dá para saber se ele é tão ruim ou é culpa do roteiro/direção porque Clive Owen e Ethan Hawke também não rendem no filme. O personagem de Owen é imprescindível, porém mal explorado na trama e o de Hawke foi colocado só pra que seu nome alavancasse o filme, já que sua importância é tão nula quanto seu tempo de tela. Como o princípio ativo desse filme é sonífero, periga você piscar e não vê-lo.

E o que foi aquela barriga criada só para mostrar os dotes físicos da cantora Rihanna?

Isso sem falar do elemento espaço-temporal, que foi usado de qualquer jeito, sem explicação. A nave Alex cria portais, alguns ajudam na narrativa e isso é tudo que você precisa saber. Ficou tão mal desenvolvido e jogado quanto a necessidade do protagonista ficar pedindo Laureline em casamento a cada cena que dividem. É pra dizer que eles se amam, que ele não entende o amor ou ele é só um codependente doentio que precisa afirmar seus sentimentos para alguém que parece se divertir com suas tentativas.

A direção de fotografia e o CGI acertaram, e muito. Valérian é um Space Opera com cenários maravilhosos que atualizam a estética dos personagens usando conceitos inspirados tanto nas artes de revistas como Metal Hurland e Heavy Metal quanto nas animações francesas da virada do milênio. Um visual que salva o roteiro arrastado que apesar de não ser tão ruim quanto parece, não só demora a engrenar como só retoma a trama dos aliens que tiveram o planeta destruído no último ato, quando ninguém se importava mais com isso.

Foi um filme que não gerou perguntas, por isso terminou sem grandes respostas, um filme que você quer muito gostar, mas não consegue se envolver com ele. Talvez valha a pena comprar o Blu-ray só para ouvir o que o diretor quis dizer pra decidir o que pensar deste filme que poderia ter entregado muito mais.

SPOILER!

Ah! A alma da princesa que morreu lá na primeira cena estava o tempo todo no corpo do Valérian… E daí? Seria este o motivo dele se comportar como uma princesinha da Disney dos anos 1930?

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Direção de fotografia: Thierry Arbogast
Trilha sonora: Alexandre Desplat
Elenco: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, Herbie Hancock, Kris Wu, Sam Spruell, Alain Chabat, Rutger Hauer, Peter Hudson
Produção: Fundamental Films
Coprodução: TF1 Films Productuion
Distribuidor nacional: Diamond Films

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/08/valerian-1.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/08/valerian-1-150x150.jpgAlexandre DassumpcaocinemaNós assistimosAlain Chabat,Cara Delevingne,Clive Owen,Dane DeHaan,Ethan Hawke,Herbie Hancock,Jean-Claude Mézières,Kris Wu,Luc Besson,O Império dos Mil Planetas,Peter Hudson,Pierre Christin,Rihanna,Rutger Hauer,Sam Spruell,ValerianValerian e Laureline ou Valerian, o Agente Espaço-Temporal (como foi batizado pelo Globinho) é uma graphic novel Franco-Belga cinquentenária que muitos afirmam ter inspirado Guerra nas Estrelas. Luc Besson é um diretor ousado que Já fez O Quinto Elemento e transformou Os...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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