Diferente da versão original, a Lara Croft de Alicia Vikander é um diamante bruto que não decepciona, mas ainda tem muito a aprender

Tomb Rider: A Origem, adaptação do game que não só rebootou a franquia como rejuvenesceu a protagonista, nos apresenta uma Lara Croft uma caracterização “juvenil” que não ofende e ainda cria momentos em que vemos lampejos de sua personalidade.

Ainda em negação, Lara se recusa a assinar documentos que lhe dão a posse da empresa fundada por seu falecido pai. Sem dinheiro, ela passa a morar numa fraternidade de faculdade e trabalha como entregadora de quentinhas.

Quando ela finalmente atende ao chamado da aventura, já imaginamos que, apesar de crua, ela será a heroína que voltará com o elixir. Como ainda não está formada, Lara receberá muita ajuda, o que distancia esta versão da sobrevivente apresentada no jogo, onde a jovem fez o necessário para sobreviver.

Algumas ajudas podem até irritar os fãs mais xiitas, mas aqueles que aceitarem a versão de sua personagem preferida apresentada pelo filme entenderão a necessidade de uma liberdade criativa ou outra.

Não vá fazendo comparações com o filme estrelado por Angelina Jolie. Em geral a nova produção mantém o espírito da game e tenta sim colocar Lara Croft (Alicia Vikander) como uma aventureira falha e inexperiente, mas que consegue se aproximar muito do público jovem. Ela de longe não é o mulherão que Jolie é e foi na época do primeiro Tomb Raider, mas convence quando precisa demonstrar uma personalidade madura e decidida.

Um ponto interessante a se analisar é como o roteiro tenta ser o mais “pé no chão” na medida do possível. A “magia negra” é explicada de modo até satisfatório por um momento e com um argumento muito válido e os “puzzles” tão conhecidos do game estão lá como um quebra-cabeça chinês, mas só.

Com um olhar mais atento para o roteiro, você percebe algumas incoerências com as motivações dos personagens, Lara, de longe tem a complexidade de um Indiana Jones e seu pai (Dominic West) era mais interessante quando estava desaparecido na trama. Walton Goggins tenta convencer como um vilão frio e calculista, mas os roteiristas só colocaram esse traço na personalidade do personagem quando se trata de matar coadjuvantes.

Nossa recomendação é que você vá sem grandes expectativas. Como todo bom filme de aventura, Tomb Raider – A Origem diverte e entretém, mas não vai mudar a sua vida. Se seu cinema só tiver a versão em 2D, assista sem medo ou culpa, mas quem puder gastar um pouco mais e assistir no Imax terá uma experiência única.

Tomb Raider – A Origem
Direção: Roar Uthaug
Roteiro: Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons
Direção de fotografia: George Richmond
Trilha sonora: Junkie XL
Elenco: Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins, Daniel Wu, Kristin Scott Thomas, Derek Jacobi, Alexandre Willaume, Tamer Burjaq, Adrian Collins, Keenan Arrison
Produção: Metro Goldwyn Mayer (MGM), Warner Bros. Pictures, GK Films
Distribuição nacional: Warner Bros.

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