Produção se destaca e já recebe elogios sobre ser a melhor adaptação de anime do ano

Em cartaz em apenas alguns cinemas nacionais, o filme “Tokyo Ghoul” é a adaptação em live-action da obra anime e mangá de Sui Ishida. Resultado é um filme denso, com uma boa mistura de fantasia com uma crítica social, mas que peca por se arrastar e fazer o telespectador se empolgar apenas da metade para o final da trama.

Na história, somos apresentados a um futuro distópico, onde os Ghouls, uma raça semelhante aos humanos, domina a Terra e passa a viver entre nós após uma guerra. A nova raça é predatória e precisa se alimentar de carne humana.

O nosso protagonista é Ken Kaneki (Masataka Kubota), um jovem tímido e muito inteligente e, quando ele finalmente toma coragem para convidar para sair a garota que gosta, não esperava que toda sua vida mudaria drasticamente. O encontro não acaba bem e ele é submetido a uma cirurgia de transplante. Na urgência de fazer a operação, o médico não percebe que os órgãos são de uma Ghoul e agora Ken é “metade” da raça predadora, no maior estilo filme de vampiro.

A esse ponto é literalmente o conceito primário do mangá, mas partir desse momento, a trama exibe um festival de enrolação até finalmente chegar à parte onde há desenvolvimento tanto da história quanto do personagem. Ken começa uma amizade com outros Ghouls, que se escondem de uma organização secreta do governo que caça e mata Ghouls, e para protegê-los ele deve assumir o seu lado “demoníaco” sem perder a sua humanidade.

Apesar de muitas cenas do primeiro ato serem dispensáveis, o filme apresenta boas cenas de ação e efeitos especiais interessantes. O roteiro parece com uma trama episódica, se tratando justamente do primeiro capítulo de uma série e isso o faz todo o ritmo ser um pouco mais lento do que se espera desse gênero, mas se você aguentar a primeira meia hora valerá a pena acompanhar todo o desenrolar.

Não é a toda que Tokyo Ghoul foi muito bem recebido pela crítica, tanto especializada quanto dos fãs. Produção se mantém fiel ao seu original e apresenta uma interessante reflexão sobre estar nos dois lados de uma guerra e, é claro, não julgarmos e levar uma vida sem preconceitos.

A Saito Company trouxe o live-action de Tokyo Ghoul em um esquema de exibições únicas, mas há esperança. A produção já tem uma continuação confirmada, o que deve cobrir as perguntas deixadas no ar, e a sua popularidade e aceitação não para de crescer. Não seria surpresa alguma se a empresa fizesse mais uma temporada de exibições nas telas grandes aqui no Brasil.

Para os fãs de anime, o live-action de Tokyo Ghoul é um alivio e um esquecimento do trauma causado pela versão americanizada do caderno preto. Sempre bom preferir acompanhar os estúdios que sabem sobre o conteúdo original.

Tokyo Ghoul
Direção: Kentaro Hagiwara
Roteiro: Ichirô Kusuno, baseado na obra de Sui Ishida
Fotografia: Satoru Karasawa
Trilha sonora: Don Davis
Elenco: Fumika Shimizu Masataka, Kubota Nobuyuki, Suzuki Yo Oizumi, Yu Aoi
Distribuição nacional: Saito Company

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