Rogue One: A renovação estética de uma franquia de sucesso
Esta é a história dos heróis desconhecidos que trouxeram uma nova esperança para a Galáxia

Oito filmes depois, podemos dizer que os protagonistas de Star Wars são órfãos tirados de sua zona de conforto devido a algum desastre familiar e que em algum momento expiam suas culpas ajudando a galáxia.

Luke, Anakin, Ray e agora Jyn Erso… todos saíram de um lugar isolado e sofreram as consequências de um amadurecimento forçado, o que nem sempre deu certo. E este é só o primeiro de muitos clichês e muletas narrativas que além de não incomodarem, ainda empolgam.  Star Wars não inventou a Jornada do Herói, mas soube como usa-la para marcar a cadência de seus episódios.

Todos sabíamos que veríamos a história dos personagens que roubaram os planos da Estrela da Morte. Nada além disso. Suspeitava-se que eles seriam introduzidos envelhecidos a partir do Episódio VIII e sabíamos que pelo menos um dos personagens, a Senadora Mon Mothma, não só já havia aparecido em O Retorno de Jedi como em livros do universo expandido.

O último trailer revelou que teríamos uma cena de ação envolvendo Darth Vader, mas as surpresas não pararam aí. O filme surpreendeu mostrando bem mais do que havia prometido. Se você piscar perderá as aparições de vários personagens da trilogia clássica. Aliás, a Disney não só fez um excelente trabalho reproduzindo a estética dessa trilogia como aproveitou para homenagear outros filmes com futuros sujos e distópicos dos anos 1970 e 1980. Uma das cenas chega a lembrar Blade Runner.

Curiosamente, tanto Rogue One quanto o Episódio VII tem trindades de protagonistas compostas por uma heroína, um piloto rebelde e um fugitivo do império, mas as duas histórias seguem caminhos tão diferentes que o ponto de partida é o que menos importa. Outros personagens vão se unindo ao trio principal tanto pela esperança quanto pela falta dela, e isso cria um grupo díspar que não tem nada a perder. Além das diferenças na trindade principal, Rogue One traz novos personagens para a franquia.

O mesmo vale para a forma como os personagens clássicos são inseridos ou citados neste filme. O uso de Darth Vader, principalmente a forma como ele aparece da primeira vez, mostra que ele e Saw Gerrera, ex-militar que decidiu lutar sua própria guerra, são dos lados da mesma moeda. Enquanto Vader representa a extrema direita, Gerrera é o extremista de esquerda capaz de fazer o impensável para salvar o universo. Treinada por ele, Jyn não tem a pureza daqueles que foram treinados por Obi-Wan Kenobi, mas sua determinação faz dela a mulher certa para a missão.

Rogue One é um filme mais adulto, reunindo vários elementos clássicos de filmes de guerra que levam a um final surpreendente, principalmente numa saga que sempre primou pela fantasia. Verdadeiros desajustados e indesejados que não tem nada mais a perder e são capazes de tudo para realizar sua missão. Sem a película da fantasia, o Império está mais perigoso, tirânico e impiedoso a pontos de fazer uma demonstração de poder bélico capaz de deixar os Xiitas Paquistaneses com inveja.

Os Storm Troopers clássicos finalmente aprenderam a atirar e os novos Storm Troopers negros nos lembram que todo exército tem diferentes patentes e funções. As cenas de guerra convencem e empolgam, principalmente as da invasão na praia que lembram a batalha do Pacífico. É como se o filme narrasse ao mesmo tempo a da Invasão da Normandia e a conquista do Ultra, sistema de dados usado pelos Nazistas durante a Segunda Guerra.

Filme de guerra, documentário… Rogue One adiciona novos elementos na mitologia, mas toda a fantasia continua lá. Belos visuais que valorizam o preço do 3D, principalmente após terem acertado os erros de escala do Episódio VII que transformou alguns personagens em gigantes quando comparados a seus parceiros de cena.

A música excelente continua criando a atmosfera e nos dizendo quais sensações sentir a cada momento e as aparições da Estrela da Morte aterrorizam a todos.

Toda a equipe responsável pelo melhor filme da franquia desde O Império Contra-Ataca está de parabéns. O resto é torcer para que Han Solo seja tão bom e inédito quanto este.

Trailer:

Rogue One – Uma História Star Wars
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz, John Knoll
Elenco: Alan Tudyk, Anthony Toste, Attila G. Kerekes, Ben Mendelsohn, Diego Luna, Donnie Yen, Felicity Jones, Forest Whitaker, James Earl Jones, James Henri-Thomas, Jimmy Smits, Jonathan Aris, Leigh Holland, Mads Mikkelsen, Mark Preston, Riz Ahmed, Sam Hanover, Yi-wen Jiang
Fotografia: Greig Fraser
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Produção: Allison Shearmur, Kathleen Kennedy, Simon Emanuel
Distribuidora: Walt Disney Studios

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2016/12/rogue-one-3.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2016/12/rogue-one-3-150x150.jpgAlexandre DassumpcaocinemaNós assistimosAlan Tudyk,Allison Shearmur,Anthony Toste,Attila G. Kerekes,Ben Mendelsohn,Chris Weitz,Diego Luna,Donnie Yen,Felicity Jones,Forest Whitaker,Gareth Edwards,Greig Fraser,James Earl Jones,James Henri-Thomas,Jimmy Smits,John Knoll,Jonathan Aris,Kathleen Kennedy,Leigh Holland,Mads Mikkelsen,Mark Preston,Michael Giacchino,Riz Ahmed,Rogue One,Sam Hanover,Simon Emanuel,Star Wars,Uma História Star Wars,Walt Disney Studios,Yi-wen JiangRogue One: A renovação estética de uma franquia de sucesso Esta é a história dos heróis desconhecidos que trouxeram uma nova esperança para a Galáxia Oito filmes depois, podemos dizer que os protagonistas de Star Wars são órfãos tirados de sua zona de conforto devido a algum desastre familiar e...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe