Rei Arthur: A Lenda da Espada é um filme que deveria ter funcionado. Tem Guy Ritchie no comando, um roteiro tecendo vários elementos da tradição britânica, galesa e irlandesa juntos em uma nova versão da lenda arthuriana. Deveria ter funcionado…

Na tentativa de modernizar a lenda para audiências modernas, pegando emprestado elementos de fantasia e aventura de ação de O Senhor dos Anéis e Game of Thrones e, apesar de usado em demasia, ele tem um bom trabalho de efeitos visuais e tenta o que à primeira vista pode parecer uma decisão inteligente (mas não é) que é enquadrar a história do Rei Arthur com um pé no gênero de super-heróis.

O produto final definitivamente não funciona. Ou melhor, ele só funciona aqui e ali, oferecendo vislumbres ocasionais do que poderia ter sido possível se tivessem mais alguns meses reescrevendo e repensando antes de começarem a investir dinheiro na produção e refilmagens.

O Rei Arthur de Guy Ritchie começa com um ataque a um castelo com elefantes gigantes de guerra tão plasticamente familiares que eu acredito que os produtores receberão uma ligação dos advogados de Peter Jackson. O bebê Arthur, filho do Rei Uther Pendragon (Eric Bana), é logo enviado rio abaixo, à la Moisés, onde é criado como um ladrão em “Londinium”. Seu principal antagonista, Vortigern (Jude Law) faz sacrifícios a uma moça com tentáculos para se transformar em um assassino que se assemelha muito a Balrog.

Tudo no filme de Guy Ritchie foi feito antes e feito muito melhor. O filme é desajeitado e reescreve o mito de Arthur de maneiras aleatórias em grande parte, procurando sobreviver a cena após cena ao invés de oferecer qualquer coerência mínima recontando ou narrando a história.

Pior ainda, ele é pontuado por sequências de ação exageradas e sem inspiração. Ritchie empregou recentemente seu estilo frenético em projetos para os quais é inadequado como os dois filmes de Sherlock Holmes. Eu amo Robert Downey Jr. tanto quanto qualquer um, mas a escolha dele como Holmes era um ato de vandalismo cultural.

Agora a história de Arthur, rei dos britânicos.

A trama, em resumo é que Vortigern, irmão de Uther, mata o rei em aliança com Mordred (que faz apenas uma aparição rápida) e se apodera do trono. Depois de muitos anos, a lendária espada de Uther, Excalibur, reaparece firmemente presa em uma pedra, Vortigern força todos os homens de uma certa idade a tentar puxá-lo para localizar e despachar o verdadeiro herdeiro de Uther.

Esse herdeiro é, naturalmente, Arthur (Charlie Hunnam), que de órfão abandonado para proprietário de seu próprio bordel o que gostaria de ser por um bom tempo. Mas quando chega sua vez, ele inevitavelmente tira a espada da pedra, dominado por seu poder, prontamente ele desmaia.

Daí em diante é uma luta extremamente tediosa entre o bem e o mal, em que Arthur e seus companheiros tentam derrubar Vortigern antes que ele construa uma torre mágica tão alta que ele se tornará invencível (se isso não faz sentido para você, tenha certeza que você não está sozinho).

Os principais aliados de Arthur são um ex-acólito de Merlim (não, o grande mago não aparece no filme) referido apenas como “The Mage” (Àstrid Bergès-Frisbey), o sábio ex-companheiro de Uther, Sir Bedivere (Djimon Hounsou) e “Goosefat” Bill Wilson (Aidan Gillen), apelidado por sua habilidade de sair de celas de prisão com enorme facilidade.

E que dizer de Lancelot, Guinevere, Galahad e do resto da gangue? Eles terão que esperar.
Notavelmente, Rei Arthur: A Lenda da Espada foi concebido como o primeiro de uma série de seis partes de filmes de Arthur. É isso mesmo: nas mãos de Ritchie, Arthur Pendragon pode não ser mais a figura icônica do mito e da literatura, mas se os cinéfilos não forem cuidadosos, ele pode se tornar uma marca.

Trailer:

Rei Arthur – A Lenda da Espada
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Joby Harold, Guy Ritchie, Lionel Wigram
Fotografia: John Mathieson
Trilha sonora: Daniel Pemberton
Elenco: Charlie Hunnam,Jude Law, Djimon Hounsou, Eric Bana, Aidan Gillen, Freddie Fox, Craig McGinlay, Tom Wu, Kingsley Ben-Adir, Neil Maskell, Annabelle Wallis
Duração: 126 minutos
Produção: Atlas Entertainment, Hollywood Gang e Warner Bros.
Distribuidor nacional: Warner Bros.

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