Com um novo diretor assumindo o lugar de Chris Columbus agora temos um filme a altura dos livros

Fui assistir a exibição para a imprensa da segunda aventura de Percy Jackson nos cinemas com uma certa desconfiança, já que o primeira foi uma decepção, mesmo contando com Chris Columbus na direção, e com todo o marketing do estúdio por ele ter dirigido os dois primeiros filmes da série Harry Potter, O Ladrão de Raios não chegava nem perto de ser tão bom quanto o livro.

Nessa sequência Columbus passa o bastão à Thor Freudenthal, diretor alemão radicado nos Estados Unidos que, até agora, não havia produzido nada muito expressivo, seu maior sucesso foi O Diário de um banana. Mar de Monstros o habilita à entrada no grupo dos diretores de blockbusters, pois o filme é realmente muito bom, contando com mais um acerto, a escolha do roteirista veterano da TV, e dos quadrinhos (Marvel e DC Comics) Marc Guggenheim.

Seguindo uma fórmula já conhecida, agora vemos Percy em seu segundo ano no Acampamento dos Meio-Sangue (nome dado nos livros aos semi-deuses, filhos de deuses com mortais), que já não é mais um lugar tão seguro quanto antes. Logo no começo da película é mostrada a origem da proteção mágica que cerca o local, assim como um detalhe que promete esquentar a trama, mas que só é revelado no final.

Após sofrer um ataque e ter a barreira enfraquecida D (diretor do acampamento), Quíron e os meio-sangue não têm outra saída a não ser encontrar uma maneira de restaurar sua proteção. Para isso, assim como na mitologia grega, os jovens semi-deuses saem em uma expedição, uma epopeia, em busca do Velocino de Ouro, artefato místico capaz de curar e restaurar a vida de qualquer ser, seja um deus, meio-sangue, humano ou criatura mística.

Porém os jovens heróis não contavam com o fato de que o ataque ao acampamento não passava de um estratagema armado por Luke, que não morreu no primeiro filme, e agora volta porque precisa dos outros semi-deuses, e de um sátiro, para localizar o Velocino. A trama aqui, diferente do primeiro filme, se aproxima mais dos livros, trazendo à tona o grande vilão da série: Cronos, o líder dos Titãs, pai de Zeus e Posseidon, que foi morto pelos filhos, quando os Olimpianos sucederam os antigos deuses.

O Velocino de Ouro serviria para trazer Cronos de volta à vida, para que ele se vingue dos Deuses do Olimpo. Uma das coisas mais legais da série, que agora fica mais evidente na tela grande é conhecimento em mitologia grega do autor da série dos livros de Percy Jackson, Rick Riordan. Durante anos ele lecionou história em colégios públicos e particulares em São Francisco, nos EUA, daí o seu vasto conhecimento no assunto. A forma como a mitologia é apresentada aos mais jovens e, talvez, ainda não iniciados na literatura clássica é bem divertida, pois há a modernização dos personagens, mas também existe um grande respeito pela história grega.

No desfecho do roteiro os cinéfilos mais velhos encontrarão algumas referências bem interessantes, os filmes da série Indiana Jones. A cena em que Cronos ressurge da morte lembra muito o final de Caçadores da Arca Perdida, em que os nazistas abrem a Arca da Aliança, com os heróis observando tudo amarrados, e tentando escapar. Na sequência outra passagem remete a Indiana Jones e a Última Cruzada, em que Indy salva o pai usando o Santo Graal, uma versão cristã do Velocino de Ouro.

Outra curiosidade é saída de Pierce Brosnan, que não volta para o papel de Quíron, agora interpretado pelo veterano da televisão Anthony Stewart Head, mais conhecido como Rupert Giles, o mentor de Buffy a Caça-Vampiros. Apesar de ser um bom ator, ele não tem o carisma e a presença de Brosnan, porém, isso não compromete o resultado, porque no final das contas seu papel não é tão grande assim na história.

Nenhum desses pequenos detalhes diminui a qualidade do filme, que inclusive na versão 3D, fica mais grandioso ainda. Não sou um grande fã de 3D, na verdade até prefiro assistir os filmes da maneira convencional, mas me surpreendi com a qualidade apresentada, que aumenta ainda mais o tom épico do enredo.

Com estreia no Brasil marcada para o dia 16 de agosto, Percy Jackson e o Mar de Monstros é uma ótima opção para um filme de ação, para os amantes da mitologia grega, ou para aqueles que ainda estão descobrindo esse universo fascinante, cuja saga do herói meio-sangue é um ótimo ponto de partida.

Trailer:



Percy Jackson e o Mar de Monstros

Direção: Thor Freudenthal
Roteiro: Marc Guggenheim
Duração: 1h 46min
Elenco: Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario, Jake Abel, Anthony Stewart Head, Stanley Tucci.

Fred TavarescinemaNós assistimosAlexandra Daddario,Anthony Stewart Head,Brandon T. Jackson,Jake Abel,Logan Lerman,Mar de Monstros,Marc Guggenheim,Percy Jackson,Rick Riordan,Stanley Tucci,Thor FreudenthalCom um novo diretor assumindo o lugar de Chris Columbus agora temos um filme a altura dos livros Fui assistir a exibição para a imprensa da segunda aventura de Percy Jackson nos cinemas com uma certa desconfiança, já que o primeira foi uma decepção, mesmo contando com Chris Columbus na...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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