Pantera Negra, primeiro filme de super-heróis do ano da Marvel Studios, chega aos cinemas em 2018 mostrando que muito ainda pode ser explorado e que fórmulas desgastadas podem ser deixadas de lado sem nenhum remorso.

Confira a sinopse:

Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás.

Se você for ao cinema esperando um Tony Stark negro que repete a mesma fórmula dos filmes de origem da Marvel Studios, Pantera Negra vai te surpreender. É um filme com poucas piadas, mais focado na África e com um discurso anticolonialismo que apesar de bem dosado, não perde sua força.

Apesar de deixar claro que é um filho temporão da Blackxploitation, o filme ainda tem o DNA da Marvel e não decepciona. Temos belas cenas de perseguição que valerão o ingresso em 3D, uma história quase Shakespeariana sobre um príncipe que se torna rei e tem seu reinado ameaçado por um parente que desconhecia ter e o final ainda nos entrega um T’Challa mais maduro e envolvido com o mundo além de Wakanda, o que garantirá seu envolvimento em Vingadores: Guerra Infinita.

Um ponto fraco do filme é o arco de Erick Kilmonger, que apesar de todo o discurso e o potencial para se tornar um vilão interessante acaba virando mais um MCGuffin do que o mal supremo que foi prometido. Ele é necessário para o andamento da história, faz o protagonista repensar a forma que vê o mundo, mas como vemos no final, como ele e Nakia tinham a mesma motivação, a mudança poderia ter partido dela.

O Garra Sônica (Andy Serkis) também acabou sendo mais um motivo para levar Killmonger e o agente Ross à Wakanda do que o perigo real e imediato que imaginávamos.

O ponto forte certamente é o visual de raiz dos tecnobadulaques. Por mais que o filme se inspire mais nas animações europeias do que nos visuais criados por Jack Kirby, todas as tecnologias têm inspiração e nomes tribais. Curiosamente, Suri, irmã do Pantera e provedora tecnológica nacional não é muito chegada nas tradições locais e prefere se vestir como o colonizador.

Pode-se dizer que apesar das (poucas) derrapadas, tivemos um grande acerto. Pantera Negra é um dos poucos filmes da Marvel com identidade própria.

Pantera Negra
Direção: Ryan Coogler
Roteiro: Ryan Coogler e Joe Robert Cole
Fotografia: Rachel Morrison
Trilha sonora: Ludwig Göransson
Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Letitia Wright, Winston Duke, Sterling K. Brown, Angela Bassett, Forest Whitaker, Andy Serkis, Florence Kasumba, John Kani, David S. Lee, Nabiyah Be
Produção: Marvel Studios e Walt Disney Pictures

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2018/02/pantera-negra-marvel-8.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2018/02/pantera-negra-marvel-8-150x150.jpgAlexandre DassumpcaocinemaNós assistimosAndy Serkis,Angela Bassett,Chadwick Boseman,Danai Gurira,Daniel Kaluuya,Forest Whitaker,Joe Robert Cole,Letitia Wright,Lupita Nyong'o,Martin Freeman,Marvel Studios,Michael B. Jordan,Pantera Negra,Ryan Coogler,Sterling K. Brown,Winston DukeFacebook Twitter Instagram Youtube Pantera Negra, primeiro filme de super-heróis do ano da Marvel Studios, chega aos cinemas em 2018 mostrando que muito ainda pode ser explorado e que fórmulas desgastadas podem ser deixadas de lado sem nenhum remorso. Confira a sinopse: Após a morte do rei T'Chaka (John Kani), o príncipe T'Challa (Chadwick...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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