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O episódio não é dos mais populares. Durante a Segunda Guerra, soldados ingleses, franceses e aliados de outras nacionalidades se viram presos na cidade de Dunquerque, na França, enquanto Hitler tomava o norte do país.

Resgatá-los foi a missão da Operação Dínamo, realizada ao longo de dez dias entre o fim de maio e o começo de junho de 1940. A vontade de Winston Churchill, então primeiro-ministro britânico, era de resgatar 45 mil dos 400 mil soldados. Uma aliança entre a Marinha, a Força Aérea e civis fez mais: trouxe de volta 340 mil homens em meio aos bombardeios.

Esse pedaço da história acaba de chegar às telas pelas mãos do diretor Christopher Nolan (A Origem, trilogia Batman) e já é apontado (merecidamente) como candidato a ‘filme de Oscar’. Dunkirk, de fato, é arrasador.

Sem concentrar o protagonismo em apenas um personagem, Nolan reuniu um timaço de atores. Keeneth Branagh é o comandante Bolton, Tom Hardy é o piloto de caça Ferrier, Mark Rylance é o civil que parte em resgate dos jovens com seu barco e Fion Whitehead é o soldado que aguarda uma chance, em uma agonia palpável, de salvar a própria pele. Em comum, todos despem-se de vaidade e entregam performances que juntas dão ao filme uma força impressionante.

E se o talento de Nolan por vezes é ofuscado por sua insistência em soar grandiloquente, aqui ele não pesa a mão e passa longe dos vícios dos dramas de guerra. Esqueça banhos de sangue, membros decepados e câmeras que perseguem compaixão do espectador. Dunkirk desperta emoções genuínas sem apelações. É grandioso? Muito. Mas sem perseguir tal condição.

Dos panfletos jogados pelos alemães pedindo aos adversários que se rendam, passando pelo desespero dos britânicos quando presos em um navio alvo de tiros (tente não fincar as unhas na poltrona durante essa sequência) à antecipação do medo e da vergonha pela forma como seriam recebidos por seus compatriotas após o fracasso da ação militar, tudo é conduzido na medida exata, sem qualquer arroubo de sentimentos.

Com menos de duas horas de duração, Dunkirk é de uma originalidade ímpar. Tem poucos diálogos, poucas batalhas (o rosto dos combatentes alemães sequer é mostrado), e três pontos de narrativa com três espaços de tempo distintos. A tensão, fundamental em uma produção do gênero, está lá. E é um grande prazer vê-la brotar da tela de forma tão orgânica.


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Dunkirk
Direção e roteiro: Christopher Nolan
Direção de fotografia: Hoyte Van Hoytema
Trilha sonora: Hans Zimmer
Elenco: Fionn Whitehead, Damien Bonnard, Aneurin Barnard, Lee Armstrong, James Bloor, Barry Keoghan, Mark Rylance, Tom Glynn-Carney, Tom Hardy, Jack Lowden, Harry Styles, Cillian Murphy, Kenneth Branagh, James d’Arcy
Distribuidora: Warner Bros.

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/07/Dunkirk.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/07/Dunkirk-150x150.jpgEder GarridocinemaNós assistimosAneurin Barnard,Barry Keoghan,Christopher Nolan,Cillian Murphy,Damien Bonnard,Dunkirk,Fionn Whitehead,Hans Zimmer,Harry Styles,Jack Lowden,James Bloor,James D’Arcy,Kenneth Branagh,Lee Armstrong,Mark Rylance,Tom Glynn-Carney,Tom Hardy,Warner BrosO episódio não é dos mais populares. Durante a Segunda Guerra, soldados ingleses, franceses e aliados de outras nacionalidades se viram presos na cidade de Dunquerque, na França, enquanto Hitler tomava o norte do país. Resgatá-los foi a missão da Operação Dínamo, realizada ao longo de dez dias entre...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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