O filme A Cura (A Cure For Wellness) do diretor Gore Verbinski, o mesmo do clássico “O Chamado”, consegue fugir da fórmula muito utilizada nos filmes de terror da atualidade: trilha sonora pesada, movimentação de câmera angustiante, sustos óbvios e contínuos e histórias sem grande profundidade. Eu já fui preparada para passar a maior vergonha da vida com os possíveis sustos e reações espontâneas, mas nada disso aconteceu (ainda bem!).

Poucos minutos após o início do filme somos apresentados a Lockhart, interpretado por Dane DeHaan (O Espetacular Homem- Aranha), um jovem empresário – não tão honesto – de Nova York que recebe a missão de buscar seu chefe em uma espécie de casa de reabilitação nos Alpes Suíços.

Essa rehab foi construída em um terreno que há 200 anos foi o local de um acontecimento triste e sombrio que ainda causa sentimentos não tão bons nos moradores da região.

O que Lockhart não esperava é que sua rápida visita se tornaria um pesadelo sem fim nesse lugar cheio de mistérios, tratamentos milagrosos (mais promissores que aqueles produtos anunciados nos programas de TV) e que uma história do seu passado viria à tona.

Após conhecer Hannah e outros pacientes – todos com idade avançada e ricos –, o jovem passa a desconfiar dos métodos utilizados e isso acaba incomodando os funcionários e, principalmente, o diretor do local.

Durante a trama é inevitável fazer comparações ao filme Ilha do Medo (2010), estrelado por Leonardo DiCaprio. À medida que o personagem principal vai descobrindo coisas cada vez mais estranhas e até mesmo aterrorizantes, sua saúde mental e física são colocadas à prova, deixando todos sem saber o que é real e o que pode ser apenas imaginação.

Além dessa clara semelhança, A Cura também tem alguns momentos que lembram a série The AO (disponível no Netflix), principalmente quando somos apresentados aos tratamentos e aos equipamentos utilizados.

Infelizmente ainda não conseguimos o filme de terror perfeito.

Com uma duração longa demais, quase duas horas e meia, a trama acaba se arrastando em algumas partes, mas logo um gancho interessante aparece e nossa atenção é retomada.

A curiosidade que é despertada e a simpatia que temos com Lockhart (principalmente após compreendermos sua história) é o grande trunfo do filme que acaba deixando a desejar no seu desfecho.

Ah, deixo aqui uma dica que Lockhart nos ensina no filme: nunca assine papéis antes de ler o que está escrito.

Trailer:

A Cura
Título original: A Cure for Wellness
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Justin Haythe
Direção de fotografia: Bojan Bazelli
Trilha Sonora: Benjamin Wallfisch
Elenco: Dane DeHaan, Jason Isaacs, Mia Goth, Lisa Banes, Magnus Krepper, Ivo Nandi
Duração: 146 min
Distribuição nacional: FOX Film do Brasil

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/02/a-cura-1.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/02/a-cura-1-150x150.jpgGiovana ContiericinemaA Cura,Benjamin Wallfisch,Bojan Bazelli,Dane DeHaan,Fox Film,Gore Verbinski,Ivo Nandi,Jason Isaacs,Justin Haythe,Lisa Banes,Magnus Krepper,Mia GothO filme A Cura (A Cure For Wellness) do diretor Gore Verbinski, o mesmo do clássico “O Chamado”, consegue fugir da fórmula muito utilizada nos filmes de terror da atualidade: trilha sonora pesada, movimentação de câmera angustiante, sustos óbvios e contínuos e histórias sem grande profundidade. Eu já fui...IMPULSO HQ é um site que se propõe a discutir histórias em quadrinhos e assuntos derivados como cinema, games e cultura pop em geral.