O live-action “Bravestorm” é uma homenagem a duas séries clássicas da TV japonesas do gênero tokusatsu anos 70: Silver Kamen (1971-1972) e Super Robot Red Baron (1973-1974). Longa é uma mistura doida de Transformers, Exterminador do Futuro, X-Men, Círculo de Fogo e Power Rangers.

Dirigido por Nobuja Okabe, que também assina o roteiro, é possível notar claramente o sentimento de homenagem às suas séries favoritas de Super Sentai e Anime, por isso podemos dizer que o resultado não chega a ser uma adaptação nem de Silver Kamen ou Red Baron. O que temos é uma releitura dos personagens repaginados para os tempos atuais.

Sendo a estreia de Okabe como roteirista, diretor e supervisor de efeitos especiais, podemos considerar o resultado como positivo, mas o acúlumo de funçoes pesou em certos momentos. O roteiro apresenta algumas soluções preguiçosas, como o surgimento conveniente de um poder de teletransporte não mencionado até então, e furos que fazem o telespectador sair do clima da trama.

Nossa sorte é que Okabe não é nenhum iniciante. Tendo no seu currículo produções como “Ultraman Ginga Densetsu – The Movie”, “Gamera vs. Biolante” e os jogos Soul Calibur II, Xenosaga, Tales of Symphonia e Panzer Dragoon Orta, o diretor consegue transformar Bravestorm em uma boa diversão.

Contextualizando a história, o ano é 2050 e os humanos foram dizimados por uma raça de ETs que construíram um enorme robô para transfora a atmosfera em um ambiente tóxico. Cinco humanos conseguem sobreviver e, com a ajuda do traje do Silver Kamen, realizam uma viagem no tempo para encontram o seu avô e fazê-lo acreditar nessa louca história.

O personagem que seria o principal é Ken, um jovem boxeador que só pensa em lutar e quer ser o melhor. Sua vida vira de ponta cabeça quando encontra os 3 irmãos que o levam para encontrar seu irmão (o avô deles), um engenheiro especialista em robôs, que havia sumido há tempos.

A mistura louca dos elementos de ficção científica também causa certa confusão no enredo, mas como afirmei, se você não se prender as coerências da vida e se entregar ao clima nostálgico dos filmes do Ultraman e Power Rangers, que são bem representado nas lutas quanto no uso de bonecos para os monstros, a produção cumpre o seu papel.

O filme não é nenhuma obra prima em termos de interpretação, a dublagem, aparentemente, mal feita propositalmente, não ajuda, mas o filme é uma diversão boa pra quem gosta de robôs gigantes e não aguenta mais filmes dos Transformers.

Longa chega em seu clima nostálgico com as cenas robôs com movimentos limitados, apresentando mais armamento e menos luta corpo a corpo, mas causando a destruição em massa da cidade durante aos embates entre os gigantes.

BraveStorm é mais uma produção que chegou em mais de 30 salas de cinema espalhadas pelo país, graças a Saito Company, que tem feito exibições únicas de alguns live actions japoneses dublados em diferentes cidades, então, se você se intessa pelo gênero é bom ficar de olho no site da empresa e acompanhar as datas e salas de exibição.

Bravestorm é uma diversão para quem curte os seriados japoneses antigos os cultuados tokusatsus e super sentais. Se relevar os furos e a interpretação exagerada em alguns momentos, você terá um bom entretenimento com direito a boas risadas.

BraveStorm
Direção: Junya Okabe
Roteiro: Junya Okabe
Fotografia: Yuki Noguchi
Elenco: Shunsuke Daitô, Shu Watanabe, Mitsu Dan, Tom Fujita, Shigeru Izumiya, Koichi Kasuga, Yuki Matsuzaki, Soran Tamoto, Yasufumi Terawaki, Chihiro Yamamoto, Hisashi Yoshizawa
Distribuição: Sato Company

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