No dia 1º de novembro estreia no Brasil o filme Bohemian Rhapsody, que mostrará em 135 minutos, a belíssima história de como Farrokh Bulsara, jovem nascido na Tanzânia, dos dentes tortos, mas com um talento extraordinário, se tornou um dos maiores nomes da música de todos os tempos.

Ao mesmo tempo em que está repleto de informações na tela, o filme deixa lacunas no roteiro acanhado que não ousa, assim como a banda londrina fez com a sua música. A produção do filme também passou por percalços. Depois da dúvida de quem seria o ator que viveria o ícone do rock oitentista nas telas, Sacha Baron Cohen (Borat) foi “descartado” e Rami Malek (Mr. Robot) escalado.

A atuação de Malek consegue entregar a veracidade e a verossimilhança do ator para com o personagem, no geral não é digna de um Oscar, porém é incrível da mesma forma. É possível perceber como realmente o ator se entregou ao papel de corpo e alma e em alguns momentos surpreende positivamente com sua desenvoltura.

A direção do filme é dividida entre Bryan Singer (X-men), que devido a conflitos com o elenco do filme, foi substituído por Dexter Fletcher, que também está no comando da biografia de Elton John, intitulada de Rocketman e com estreia prevista para 2019.

Visualmente o filme não apresenta nada de novo e não experimenta em nada, segue o padrão das biografias nas telonas. Alguns quadros são esteticamente lindos, suas cores são vivas e saltam aos olhos de quem assiste. A montagem segue o padrão “batida da música corte”, mas isso funciona, além do mais é sobre Queen que estamos falando.

As músicas se encaixam perfeitamente nas cenas, nas transições, nos cortes, tudo flui muito bem com a voz fenomenal de Freddie. Apesar de ter muitas músicas o silêncio se percebe nos momentos mais dramáticos do filme, onde Freddie está perdido num abismo de drogas, sexo e rock, tudo bem implícito, nada é mostrado de fato.

Seu primeiro ato é corrido, vemos a formação do Queen, quando Freddie Mercury (Rami Malek) se dispõe a ser vocalista da banda do guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, logo pulamos para os primeiros shows e quando percebemos, eles já estão em turnê no Japão. Além de conhecer o amor da sua vida, Mary Austin (Lucy Boynton).

O segundo ato apresenta o início do sucesso para a banda, os processos de criação de algumas das maiores músicas da história e as consequências do sucesso na mente de um Freddie Mercury cada vez mais companheiro da solidão.

O terceiro ato do filme mostra Freddie desistindo da carreira solo, ele então retorna a banda. E em uma das sequências mais emocionantes do filme, ele descobre que é soropositivo e na cena decorrente conta isso à banda. O filme se encerra com o famoso show da banda no Live Aid, evento que angariou fundos para ajudar a fome na África.

Temos um vislumbre de todo a desempenho de Freddie naquele dia, de como momentos antes ele havia resolvido todas as pendências da sua vida pessoal e ali ele extravasou tudo o que devia. Malek entrega a atuação da vida dele nos 20 minutos finais do filme, onde o público tem uma experiência magnífica, em alto e bom som do que Freddie Mercury representou para o mundo.

Bohemian Rhapsody oscila entre momentos bons e ruins, seu ritmo é meio apressado, mas é até entendível, 20 anos de história resumidos em duas horas era de se esperar que alguns acontecimentos ficassem de fora.

Emocionante, cativante e encantador. Apesar das diversas falhas, “Bohemian Rhapsody” vale a ida ao cinema e de preferência na maior tela possível.

Bohemian Rhapsody
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Peter Morgan, Anthony McCarten
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Elenco: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Aidan Gillen, Allen Leech, Tom Hollander, Mike Myers, Aaron McCusker, Meneka Das, Ace Bhatti, Priya Blackburn, Dermot Murphy, Dickie Beau, Tim Plester
Produção: GK Films, 20th Century Fox, New Regency Pictures, Tribeca Productions
Distribuição nacional: Fox Film do Brasil

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