AVISO: TEXTO COM SPOILERS!

Califórnia, 2049. Após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um Blade Runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles. Após encontrar Sapper Morton (Dave Bautista), K descobre um fascinante segredo: a replicante Rachel (Sean Young) teve um filho, mantido em sigilo até então. A possibilidade de que replicantes se reproduzam pode desencadear uma guerra deles com os humanos, o que faz com que a tenente Joshi (Robin Wright), chefe de K, o envie para encontrar e eliminar a criança.

Blade Runner 2049 não é um filme fácil para os neófitos, muito menos um filme moderno. Fica a impressão de que eles quiseram repetir a velha fórmula de sucesso. O diretor Denis Villeneuve seguiu a cartilha de Ridley Scott e Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch tentaram a todo custo fazer algo que lembrasse a trilha New Age feita por Vangelis.

Por mais que seja uma nova história, com novos personagens, tudo nos remete ao clássico. Não só por ser uma continuação, mas porque é seguro. Tanto que até a aparição de Rick Deckard (Harrison Ford) temos um filme e depois que ele aparece e recupera seu protagonismo de direito, o “K” (Ryan Gosling) começa a esmaecer, perdendo tudo, inclusive a relevância para a história.

Alguns personagens como Niander Wallace (Jared Leto), o novo criador de replicantes que pretende começar uma revolução, e a líder da célula revolucionária, que lembra a K de seu verdadeiro papel nesta história, parecem soltos no enredo.

O mesmo pode ser dito de Luv (Sylvia Hoeks). Ela aparece como mensageira e executora de Wallace, nada, além disso. Poderia ter sido o antagonista perfeito de K, só que não. A Tenente Joshi (Robin Wright) é outro exemplo. O que ela sabia? Qual o seu envolvimento com Wallace? Nada foi explicado. Por se tratar de um filme demasiadamente longo e com cenas arrastadas, poderiam ter aproveitado as quase três horas de exibição colocando mais narrativa e menos visual.

Não é um filme ruim, e é maravilhoso rever o mundo Blade Runner com a tecnologia moderna de CGI, porém, pode dar sono.

Blade Runner 2049
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Hampton Fancher e Michael Green
Baseado no romance de Philip K. Dick
Fotografia: Roger Deakins
Trilha sonora: Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch
Elenco: Ryan Gosling,Dave Bautista,Robin Wright,Mark Arnold,Vilma Szécsi,Ana de Armas, Wood Harris,David Dastmalchian,Tómas Lemarquis, Sylvia Hoeks, Jared Leto, Sallie Harmsen, Hiam Abbass, Mackenzie Davis
Produtor Excecutivo: Ridley Scott

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/10/Blade-Runner-2049.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/10/Blade-Runner-2049-150x150.jpgAlexandre DassumpcaocinemaNós assistimosAna de Armas,Benjamin Wallfisch,Blade Runner 2049,Dave Bautista,David Dastmalchian,Denis Villeneuve,Hampton Fancher,Hans Zimmer,Hiam Abbass,Jared Leto,Mackenzie Davis,Mark Arnold,Michael Green,Philip K. Dick,Ridley Scott,Robin Wright,Roger Deakins,Ryan Gosling,Sallie Harmsen,Sylvia Hoeks,Tómas Lemarquis,Vilma Szécsi,Wood HarrisAVISO: TEXTO COM SPOILERS! Califórnia, 2049. Após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um Blade Runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles. Após...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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