Lá no cantinho quase escondido entre os milhares de títulos da Netflix tem uma série de roteiro original chamada Atypical. Ela é tudo que você não pode esperar, começando do início: o protagonista, Sam, que é autista.

A trama da série é sobre como Sam se porta em relação à sociedade, seu comportamento e modo de pensar e como ele busca agir como as outras pessoas, como por exemplo, procurando uma namorada. A trama é contada pela perspectiva de Sam, que também participa como narrador da série.

A série se destaca por abordar com leveza e delicadeza pontos sérios e muito duros da realidade de pessoas que convivem com doenças neurológicas. O bullying é recorrente na série e não apenas com o protagonista Sam (Keir Gilchrist) que no nasceu com uma deficiência não visível , o que faz portadores dessa doença não serem compreendidos pela sociedade em que vivem, chegando a ser ridicularizados.

Sam interage com alguns personagens foco em dois núcleos: o primeiro é de sua família onde seus pais lidam com as dificuldades de criar uma criança/adolescente com necessidades especiais, sua irmã que acaba não recebendo a devida atenção, já que estão todos voltados pro Sam o tempo todo, mas que o protege como ninguém. O outro núcleo é o de contatos sociais, basicamente composto pela sua psicóloga Julia e seu amigo Zahid.

Em um formato próximo a um sitcom, a direção de arte deve ser aplaudida. Ambientes leves com iluminação e cores ‘na medida’, acompanhados de uma trilha sonora bem suave, quase que imperceptível. A sensação é que foi planejada como se fosse para uma pessoa com autismo pudesse assistir sem se incomodar com tantas cores, movimentos e sons.

O ritmo da série fica por conta dos diálogos que fluem de maneira agradável e foge do piegas e, conta com o temperamento e comportamento de Sam, nós nunca sabemos o que esperar.

Atypical apresenta de maneira sutil o melhor e o pior de cada um mostrando que em todo bem há um pouco de mal. Embora todos estejam fazendo “o seu melhor” para que possa funcionar para todos, não há um que não falhe de vez em quando, mostrando que o normal é questão de perspectiva.

A série se torna mais sóbria quando mostra os grupos de encontro em que a mãe (Jennifer Jason Leigh) participa mostrando outras mães com filhos com o mesmo diagnóstico, mas grau mais avançado comemorando pequenas vitórias, menores do que as de Sam, inclusive.

É na família que enxergamos os principais contrapontos: os pais procurando não tratá-lo como incapaz, tentando se aproximar cada vez mais dele e sua irmã fazendo o possível para estar ao lado de Sam e protegê-lo, mas também ainda buscando o seu crescimento.

Com ritmo e estética agradáveis, a nova ‘dramédia’ da Netflix funciona muito bem, trazendo um tema difícil e delicado da melhor maneira possível. Com o jeito Sam de ser, extremamente literal e agindo por impulso o tempo todo, nunca se sabe o que esperar, até da cena mais simples.

Estes personagens tão diferentes convivendo buscam uma coisa em comum: viver em harmonia.

Para nossa alegria, via Twitter o ator Michael Rapaport que interpreta o pai de Sam anunciou que a série foi renovada para segunda temporada, ainda sem muitas informações a respeito.

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/10/atypical-netflix.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/10/atypical-netflix-150x150.jpgMarina CiconelicinemaNós assistimosAtypical,Jennifer Jason Leigh,Keir Gilchrist,Michael Rapaport,NetflixI wanna tell all the @Atypical @netflix SUPPORTERS Atypical is officially picked up for season 2!!! pic.twitter.com/zGMNv6rGwW — MichaelRapaport (@MichaelRapaport) 13 de setembro de 2017 Lá no cantinho quase escondido entre os milhares de títulos da Netflix tem uma série de roteiro original chamada Atypical. Ela é tudo que você...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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