Cada vez mais o cinema do leste europeu vem ganhando notoriedade aqui no Brasil. Desta vez é uma produção de fantasia que chega aos cinemas. A premissa do filme é muito boa, no entanto, produção peca nos diálogos clichês interpretados de forma muito dramática.

Uma cidade, em algum lugar que não é mencionado no filme, teve suas fronteiras fechadas após uma suposta epidemia tomar conta de grande parte do local.

Ainda criança, Abigail (Tinatin Dalakishvili) teve que ver seu pai ser levado pelos inspetores e o Comandante Garret (Artyom Tkachenko), por ter sido afetado por essa doença misteriosa. Anos depois, ela inicia uma investigação quebrando as regras e passando por cima das autoridades para ir à procura de seu pai. Na busca ela descobre que ela e a cidade possuem poderes mágicos e que a epidemia é apenas uma desculpa para reprimir esses poderes.

A ideia do filme é muito boa, porém quando encontra o líder dos rebeldes com poderes que lutam contra a repressão das autoridades, os diálogos ficam clichês e decorados, como se tivessem sendo dublados muito porcamente por outros atores, já que a expressão não condiz com a frase ou está muito teatral.

Do nada o filme deixa de ser uma jornada da Abigail e passa a ser a de um moleque apaixonado e prepotente que acha que manda na jovem. Obviamente temos o caso amoroso antigo dele que fica com ciúmes e toma decisões erradas e faz com que toda a revolução sofra.

Os atores não são tão ruins, a Tinatin poderia interpretar a Anastasia em um live-action da animação, mas a química com o interesse amoroso não funciona, aliás, só o fato dela ter um interesse amoroso já fica todo confuso, pois é de repente e sem explicação nenhuma.

A produção lembra um pouco até Maquinas Mortais, o trailer promete muito e o filme não entrega nada. A ideia de uma sociedade pós-apocalíptica ou de outro mundo, vai saber, com poderes em uma temática steampunk trazia uma gama enorme de possibilidade de histórias fugindo do clichê adolescente, mas infelizmente a linha seguida foi a de sempre.

O filme tenta abordar tantos assuntos importantes que se perde em si própria, como a trama do início, ou até mesmo um dos amigos de Abigail que é evado e esse fato não é explorado, o que é uma pena, pois poderiam ter explorado a ideia de família e amizade de uma forma muito mais simples da que o roteiro tentou apresentar.

O único ponto positivo são os efeitos dos poderes, mas e isso sozinho não salva a aventura que é cansativa e com cara de mais do mesmo e nem tem um sotaque diferente para se destacar dos outros tantos.

Uma grande oportunidade perdida.

Abigail e a Cidade Perdida
Direção: Aleksandr Boguslavskiy
Roteiro: Aleksandr Boguslavskiy e Dmitriy Zhigalov
Fotografia: Eduard Moshkovich
Trilha sonora: Ryan Otter
Elenco: Tinatin Dalakishvili, Rinal Mukhametov, Artyom Tkachenko, Ravshana Kurkova, Kseniya Kutepova, Gleb Bochkov, Olivier Siou, Sesil Plezhe, Nikita Dyuvbanov, Nikita Tarasov, Petar Zekavica, Aleksandra Serebryakova, Marta Timofeeva, Sergey Goroshko, Dmitry Lugovkin, Ivan Chuykov, Alexey Shilnikov, Alexandr Polamishev, Vasily Shemyakinsky, Mikhail Selgis
Produção: KD Studios
Distribuição nacional: PlayArte Pictures

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