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	<title>Impulso HQ &#187; theatro q</title>
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		<title>Últimos dias de “Meu amigo, Charlie Brown”</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 12:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariá Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[theatro q]]></category>
		<category><![CDATA[Broadway]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Peanults]]></category>
		<category><![CDATA[Ricco Antony]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Shultz]]></category>
		<category><![CDATA[Shopping Frei Caneca]]></category>
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		<description><![CDATA[
Pois é gente! Como foi anunciado aqui no Impulso HQ, os quadrinhos Peanults, de Robert Shultz,  foram para os palcos como um incrementado musical da Broadway:  “Meu Amigo, Charlie Brown”.
Esse final de semana é o último! Eu sugiro que vocês não percam.
Eu fui ver e gostei horrores! Tudo na peça remete ao mundo dos quadrinhos.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/05/014.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12801" title="01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/05/014.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>Pois é gente! Como foi anunciado aqui no Impulso HQ, os quadrinhos Peanults, de Robert Shultz,  foram para os palcos como um incrementado musical da Broadway:  “Meu Amigo, Charlie Brown”.</p>
<p>Esse final de semana é o último! Eu sugiro que vocês não percam.</p>
<p>Eu fui ver e gostei horrores! Tudo na peça remete ao mundo dos quadrinhos.</p>
<p>O cenário é como se fosse um desenho, os personagens estão superbem caracterizados. O que mais me agradou foi que algumas cenas eram  como tirinhas de jornal: curtas, com pequenos diálogos e com uma “moral da história” no final; que, na maioria das vezes, nos roubava risadas.</p>
<p>O roteiro é bem fragmentado. Não conta uma história com começo, meio e fim. São várias cenas que mostram  diversas situações da vida de Charlie Brown e de seu amigos. Há também momentos em que cada personagem canta sua música e nessas horas  a iluminação, mais a dança, mais a beleza do canto dos atores cria um verdadeiro show.</p>
<p>A peça foi classificada como infantil, mas, de acordo com o produtor Ricco Antony, ela tem atraído pessoas de diversas idades. Acontece que as crianças se divertem com as danças, com as músicas, com os personagens infantis, mas não acompanham o enredo.</p>
<p><span id="more-12797"></span><a href="../wp-content/uploads/2010/05/022.jpg"><img class="aligncenter" title="02" src="../wp-content/uploads/2010/05/022.jpg" alt="" width="455" height="200" /></a></p>
<p>Schulz, o “pai” dos Peanuts, criou um grupo de crianças para discutir o cotidiano no que ele pode apresentar de mais banal, porém são personagens muito reflexivos  e, por vezes, até irônicos.  Lino é um personagem que vive citando dados históricos e científicos para explicar qualquer coisa.</p>
<p>Schroeder toca Beethoven no seu pianinho de cauda longa. Sally chega a citar Shakespeare. Charlie Brown vive falando sobre seu estado deprimido. São crianças bem exóticas, no mínimo!</p>
<p>Acredito que a Lucy é a mais normal de todos. Sempre apaixonada, mandona como irmã mais velha, preguiçosa com os deveres da escola e bem esquentadinha. Ela faz a festa das crianças quando dispara seus gritos no meio dos cantos.</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2010/05/054.jpg"><img class="aligncenter" title="05" src="../wp-content/uploads/2010/05/054.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>Outro personagem que ganha o carisma de todos é o cão Snoopy. É muito engraçado ver uma pessoa vestida de Snoopy. Achei ótimo eles não terem enchido o ator com uma cabeça de Snoopy feito de espuma, nem obrigá-lo a andar de quatro todo o tempo. Afinal ele é um cão que dança, canta, sapateia e lati nas horas vagas.</p>
<p>Como a peça é um musical, ela conta com vários números de dança e canto entre as cenas “normais”. Tudo bem afinado, bem coreografado, com incríveis efeitos de iluminação e ao som de uma orquestra. Acho que é essa magnitude toda que se refere à Broadway. Essas cenas lembram bastante a versão que fizeram dos Peanuts para a televisão.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/05/043.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12804" title="04" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/05/043.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>A produção da peça se preocupou com cada detalhe para que a referência aos quadrinhos fosse latente. Isso pode &#8211; se ver no encarte da peça, que é em forma de revistinha.  Além do mais os personagem não só usam as roupas e o cabelo iguais aos dos desenhos, mas todos os gestos foram inspirados nas posições que os desenhos costumam aparecer nas tirinhas. É mesmo muito capricho!</p>
<p>Neste fim de semana, por ser o último, há uma promoção: levando uma lata de leite você paga meia &#8211; entrada.  O que é uma bela ajuda, já que a inteira é 60 reais!<br />
É isso! Em suma, “Meu amigo, Charlie Brown”, é uma peça que não só usa os personagens de uma série de quadrinhos como mote, mas que se debruça na sua linguagem. Vai lá vê!</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/05/033.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12805" title="03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/05/033.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>MEU AMIGO, CHARLIE BROWN – Um Musical da Broadway </strong><br />
Local: Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 &#8211; 6º Andar)<br />
Telefones: (11)3472.2226 – 2229 &#8211; 2230<br />
Temporada: Até 29 de maio de 2010<br />
<strong><br />
INGRESSOS: </strong><br />
Preços: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia) Apresentando na bilheteria uma lata de leite em pó paga-se meia entrada.<br />
Duração: 75 minutos<br />
Lotação: 600 lugares<br />
Classificação Etária: livre<br />
Vendas pelo telefone: (11)4003-1212<br />
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br<br />
Grupos: (11) 3472-2227 &#8211; Com Betania de segunda a sexta das 10:00 às 18:00</p>
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		<title>Strangenos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 15:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariá Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[theatro q]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Alberti]]></category>
		<category><![CDATA[Gina Monge]]></category>
		<category><![CDATA[Labirinto]]></category>
		<category><![CDATA[Praça Roosevelt]]></category>
		<category><![CDATA[satyros]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje eu vou falar de uma peça que vi em um teatro na Praça Roosevelt. Mas quero primeiro falar da Praça Roosevelt. Ô lugar! Tem de tudo ali! Até tabacaria. Bares e restaurantes chiques e descolados, onde você pode achar cervejas baratas e caras, mas sempre geladas.
Também é um lugar interessante pelo público que frequenta: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11581" title="placa_roosevelt" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/placa_roosevelt.jpg" alt="placa_roosevelt" width="400" height="400" /></p>
<p>Hoje eu vou falar de uma peça que vi em um teatro na Praça Roosevelt. Mas quero primeiro falar da Praça Roosevelt. Ô lugar! Tem de tudo ali! Até tabacaria. Bares e restaurantes chiques e descolados, onde você pode achar cervejas baratas e caras, mas sempre geladas.</p>
<p>Também é um lugar interessante pelo público que frequenta: artistas de todas as áreas, gente famosa, jovens, malucos, velhos, cachorros, punks, crianças alternativos, mendigos, travestis, mulheres bonitas e feias, héteros e homossexuais&#8230;. Toda essa galera faz dessa praça um dos lugares mais vivos da cidade, um lugar que borbulha, que ferve, onde as coisas acontecem&#8230;.</p>
<p>E como não falar da loja de quadrinhos que há no meio de tudo aquilo e que torna a praça um lugar ainda mais interessante? É na HQMix Livraria que muitos lançamentos de quadrinhos acontecem e onde, no fim de semana, você pode sentar e posar para uma caricatura!</p>
<p>Só que a Praça Franklin Roosevelt nem sempre foi assim, ao contrário! Ela era um lugar bem &#8220;decadente&#8221;, perigoso, sem nenhuma atração cultural, comercial ou gastronômica. Aos poucos os teatros foram indo pra lá (a Cia. Os Satyros foi que teve a iniciativa), o que atraiu gente pro lugar e assim a praça deixou de ser um palco de bang-bang e outras cositas mais.</p>
<p><span id="more-11578"></span>A isso já ouvi muita gente dando o nome de &#8220;revitalização da Praça Roosevelt&#8221;, que ainda não está completa, pois a praça em si (onde tem banquinhos e árvores) não é muito ocupada.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11582" title="satyros" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/satyros.jpg" alt="satyros" width="400" height="202" /></p>
<p>Mas voltando para o teatro. Existem muitos teatros na Praça Roosevelt: Espaço dos Satyros I e II, Teatro do Ator, Espaço Parlapatões, Teatro Studio 184 e o Miniteatro.<br />
Ufa! Quanta coisa. Então se você quer ver uma peça, mas não quer escolher qual nem em qual teatro, vá para a praça! Lá você decide. E o que é muuuuuito legal: tem peças, praticamente, todos os dias.</p>
<p>A que eu fui ver se chama Strangenos e está em cartaz às quartas e quintas no Espaço dos Satyros I, até 27 de Maio! O bom de assistir peças pela semana é que o movimento é bem reduzido e você não precisa chegar uma hora antes para &#8220;disputar&#8221; um ingresso.</p>
<p>Sobre a peça. É um monólogo, em que o ator &#8220;incorpora&#8221; diversos personagens em variadas situações, que possuem em comum o tema do estrangeiro. Fala da dificuldade de ser um estrangeiro, de não poder se comunicar por não conhecer a língua local e os perigos que isso pode gerar; fala da solidão misturada com a saudade;  fala da busca por sentir-se em casa. A imigração italiana e de  nordestinos para São Paulo, também é um tema bastante abordado. É uma peça lindíssima. Com cenas cômicas e trágicas.</p>
<p>Acabada a peça quem puder e quiser pode ficar mais um pouco para o bate-papo com o ator e a diretora.</p>
<p><strong>Confira um trecho da peça abaixo:</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/GdKKMnaT9cs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/GdKKMnaT9cs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O que mais me chamou atenção foi a interpretação do ator, que conseguia, sem cenário, levar o público para muitos lugares. Daniel Alberti é muito talentoso, seu corpo durante a peça se metamorfoseou em personagens de sexos, idades e comportamento tão distintos, que parecia mágica! Sim, o teatro é o espaço da mágica e do sonho. Ai, ai&#8230;. E a iluminação e a música contribuem bastante para que essa atmosfera mística seja possível.</p>
<p>Quando terminei de ver a peça, aproveitei para dar uma passada na loja de livros e revistas em quadrinhos, que fica aberta até meia- noite! Procurei algum quadrinho que falasse sobre temas que foram discutidos na peça e é claro que encontrei!</p>
<p>Vários quadrinhos abordam o tema da imigração. Aliás, a presença dos quadrinhos pela 1ª vez no Brasil aconteceu graças a imigração italiana, que nos trouxe Ângelo Agostini! Tive contato com uma edição da revista Front, que tem uma seleção de quadrinhos feita, especialmente, para comemorar o centenário da imigração japonesa.</p>
<p>Encontrei também três livros do escritor e desenhista Guy Delisle: Shenzhen, uma viagem à China; Pyongyang, uma viagem à Coréia do Norte e Crônicas Birmanesas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11580" title="delisle" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/delisle.jpg" alt="delisle" width="398" height="600" /></p>
<p>Os três livros são registros das viagens que o escritor fez a esses países, e não são simples passeios. Ele vive um tempo nos lugares para conhecer bem o modo de vida de cada cultura. Parecem livros muito legais, vale a pena conferir!</p>
<p>Pronto. Taí! Dica de teatro e de quadrinhos do fundo do meu coração! Hahaha!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11579" title="27" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/271.jpg" alt="27" width="400" height="400" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Deslile em sua visita ao Brasil, no FIQ! 2009 em Belo Horizonte (MG)</em></p>
<p>Confira a entrevista do Impulso HQ com alguns quadrinhistas internacionais que compareceram no FIQ! 2009, entre eles o próprio Guy Deslile, <a href="http://www.impulsohq.com.br/2009/11/13/fiq-2009-%E2%80%93-entrevistas-craig-thompson-olivier-tallec-guy-deslile-e-ben-templesmith/">clicando aqui</a>.</p>
<p>Até a próxima!</p>
<p>Mariá Coelho</p>
<p><strong>Strangenos</strong><br />
Grupo Teatro Labirinto<br />
Com Daniel Alberti e direção de Gina Monge<br />
De  quartas e quintas as 20:30h &#8211; Até 27 de Maio<br />
Inteira R$20,00 / Meia R$ 10<br />
Espaço Satyros I &#8211; Pr. Roosevelt, 214<br />
(11) 3258-6345</p>
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		<title>O Gênio em Concurso</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 12:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariá Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[theatro q]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cartaz de divulgação é uma foto novela, clique na imagem para ampliá-lo
Como não há nenhuma peça em cartaz que faça relação direta entre teatro e quadrinhos, lá vou eu na minha &#8220;heróica e mesopotâmica missão&#8221; (espero que o Macaco Simão não me cobre os direitos autorais por usar uma interjeição literária dele) de achar pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/o_genio_em_concurso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11438" title="genio_concurso" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/genio_concurso.jpg" alt="genio_concurso" width="400" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Cartaz de divulgação é uma foto novela, clique na imagem para ampliá-lo</em></p>
<p>Como não há nenhuma peça em cartaz que faça relação direta entre teatro e quadrinhos, lá vou eu na minha &#8220;heróica e mesopotâmica missão&#8221; (espero que o Macaco Simão não me cobre os direitos autorais por usar uma interjeição literária dele) de achar pelo em ovo e fazer essa relação.</p>
<p>Dessa vez não foi nada difícil! A peça que eu fui ver me lembrou muito quadrinhos no que se refere à construção e caracterização dos personagens. Vou começar do começo!</p>
<p>A peça se chama &#8220;O gênio em concurso&#8221; e é uma adaptação de uma peça que um dramaturgo brasileiro (Joaquim Manuel Macedo) escreveu em 1862: A Torre em concurso.</p>
<p>O grupo Teatro Meio pegou esse texto pré-histórico (brincadeira!) e promoveram algumas adaptações, mas a trama e os temas tratados permanecem.</p>
<p>É assim: uma cidadezinha medíocre do Brasil, dessas que nem no mapa aparece, resolve fazer algo significante para tornar a cidade conhecida, de quebra rica e presente em todos os mapas.</p>
<p><span id="more-11437"></span>No original é uma torre de uma igreja, na adaptação é um pólo de informática. Para isso quer que um estrangeiro seja o responsável, porque, segundo os políticos locais, o que vem de fora é sempre melhor.</p>
<p>Sim, esse texto foi escrito no século XIX e permanece muito atual. O quadro político é composto  por: um presidente covarde que é controlado pela irmã megera e é manipulado pelos 2 principais partidos, um velhote conservador (que conserva principalmente a capacidade de enganar o povo), um delegado déspota, uma professora burra e prepotente e um riquinho, metido a fino, que é na verdade um pilantra com um discurso pomposo.</p>
<p>Bom, mas sobre a peça em si você pode ver mais no site do grupo, <a href="http://teatrolaemcasa.wordpress.com/">clicando aqui</a>. Lá tem também fotos, trechos da peça e tudo sobre o grupo e o Teatro Lá em Casa (sede do grupo). Abaixo um trecho da peça.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jf22bBClPCk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/jf22bBClPCk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Eu fiz meu trabalho de casa e entrevistei o pessoal do grupo Teatro Meio. Ficou bem informal, então não vou colocar aqui em forma de entrevista. Ainda não sou uma &#8220;Marília Gabriela&#8221;, mas eu chego lá. Aguardem&#8230;.</p>
<p>Como já disse essa peça não foi inspirada em HQ (tirando o cartaz de divulgação que é uma foto novela), mas correlações TÊM de ser possíveis (hahaha)! Para mim as duas paralelas se cruzam (sim, porque não. Eu dou nó em paralela) na caracterização de personagem.  Muitos quadrinhos fazem o sucesso que fazem por conta da força dos seus personagens.</p>
<p>É o caso do &#8220;Mafalda&#8221;, &#8220;Calvin e Haroldo&#8221;, &#8220;Hagar&#8221;, &#8220;Snoopy&#8221;, &#8220;Garfield&#8221;, &#8220;Turma da Mônica&#8221;, &#8221; SpyX Spy&#8221;  e muitos outros. Nessa peça os personagens sustentam todo o espetáculo e não a trilha sonora (que é muuuuito boa), a iluminação e o cenário (que não existe, praticamente).</p>
<p>Todos esses elementos estão bem definidos, bem caricatas, marcantes e cada personagem é representado por vários atores. Eles se revessam na interpretação, ou seja, a personagem Fau é interpretada hora por uma atriz, hora por um ator, hora por outra atriz. Não existe um personagem correspondendo a um só ator que o interpretará o tempo todo.</p>
<p>E isso faz da peça um grande show. Graça aos figurinos básicos que o elenco usa para interpretar os personagens (que constitui basicamente em perucas) é possível essa grande rotatividade, que intensifica a comicidade da peça.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="teatro_la_em_casa" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/teatro_la_em_casa.jpg" alt="teatro_la_em_casa" width="400" height="202" /></p>
<p>A peça é muito divertida. Parece até resultado de uma gostosa e descontraída brincadeira entre atores, mas para que ela ficasse assim a galera estudou muito sobre o humor, viu filmes, peças de comédia, leram romances cômicos, enfim estudaram o que era engraçado e porque era engraçado e aprenderam direitinho.</p>
<p>O humor da peça não é daquele tipo &#8220;refinado&#8221;, é mais um humor &#8220;bagaceira&#8221;, como uma atriz começou. De tão esdrúxulas que são certas cenas o expectador pode ter aquela sensação de &#8220;vergonha alheia&#8221; e comentar consigo &#8220;Que corajosos que são esses atores de se exporem a esse papel.</p>
<p>Ainda bem que não estou no lugar deles, e isso fará com que tudo se torne ainda mais engraçado, afinal, a gente adora rir dos outros, não é mesmo? É como falam por aí &#8220;pimenta no nariz (é nariz mesmo, tá? eu não falo palavrão aqui <img src='http://impulsohq.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> ) dos outros é refresco&#8221;.(hahahaha)</p>
<p>Eu aconselho aos leitores que percam ou ganhem seu tempo vendo essa peça.</p>
<p>Acredito que vocês não vão se arrepender. Além de a peça ser ótima, o lugar (Teatro Lá em Casa) é muito aconchegante e confortável. Só para vocês terem uma idéia a platéia assiste à peça acomodada em confortáveis poltronas. Oiá que beleza!</p>
<p>Então, se você não vai fazer nada esse fim de semana ou estava pensando em fazer o de sempre, ou sei lá o que você planejou, mude seus planos e sua vida (exageraaaaada!) e vá ver essa peça. Ou não, mas depois não diga que eu não avisei.</p>
<p><strong>O Gênio em Concurso</strong><br />
Direção Alex Brasil<br />
Com o Grupo de Teatro Meio (Lívia, Tatiana, Igor, Miguel e Paulo)<br />
Sonoplastia Toddy e Felipe<br />
Sábado às 21 hrs ( R$ 30 inteira 15 meia )<br />
Domingo às 19 hrs ( R$ 25 inteira, 12,50 meia)<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Teatro Lá em Casa:</strong><br />
Rua Lopes de Oliveira 635, Barra Funda, São Paulo – SP<br />
Próximo ao Metrô Marechal Deodoro<br />
Informações e reservas: (11) 7628-9995</p>
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		<title>tHeatro Q</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 12:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariá Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[theatro q]]></category>
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		<category><![CDATA[satyros]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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		<description><![CDATA[
Caracterização de um personagem de Death Note para o teatro
É isso mesmo! O nome da coluna é tHeatro Q, uma mistura de teatro com HQ, ou seja, farei a relação entre teatro e HQ (sim, eu gosto de explicar tudo nos mínimos detalhes. Para mim nada é auto-explicativo. Não, não estou tratando ninguém como criança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11256" title="death_note_teatro" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/death_note_teatro.jpg" alt="death_note_teatro" width="398" height="600" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Caracterização de um personagem de Death Note para o teatro</em></p>
<p>É isso mesmo! O nome da coluna é tHeatro Q, uma mistura de teatro com HQ, ou seja, farei a relação entre teatro e HQ (sim, eu gosto de explicar tudo nos mínimos detalhes. Para mim nada é auto-explicativo. Não, não estou tratando ninguém como criança ao fazer isso, all right?).</p>
<p>Sim, dá pra relacionar teatro com HQ desde quando Einstein disse que tudo é relativo. Mesmo antes dele falar isso tudo era relativo. Dá pra relacionar alhos com bugalhos e até coisas que aparentemente e foneticamente não tem relação como parafuso e  andorinha, teatro e HQ&#8230;.</p>
<p>Tá, vai! A relação não está tão longe. Aposto que vocês, sozinhos, conseguem perceber várias coisas similares entre esses dois mundos. Por exemplo: criação de personagem, trama, roteiro, cenário, figurino&#8230;..</p>
<p>Daí, vocês vão dizer que a relação que eu vou traçar é a mesma que existe entre cinema e quadrinhos. Bom, pode ser&#8230;. Será? É o que vocês, ou melhor, nós vamos ver.</p>
<p>Pensando cinema e quadrinhos como não falar de Batman, O Homem Aranha, Sin City e V de Vingança? Sem falar do Asterix e  Obelix. Ás vezes essas versões não ficam muito boas, mas às vezes ficam melhores, ou tão boas quanto o original.</p>
<p><span id="more-11250"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11257" title="cena_piratas_do_tiete" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cena_piratas_do_tiete.jpg" alt="cena_piratas_do_tiete" width="400" height="202" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Cena da peça Piratas do Tiete, de Laerte</em></p>
<p>Vai ser um desafio para eu traçar esse paralelo porque não conheço muuuuuuuuuuuuuuuuito de HQ. Conheço mais de teatro, mas adoro HQ. Já que estou falando de versões de quadrinhos pra outras linguagens, no teatro, tivemos três montagens memoráveis, na minha opinião: &#8220;Piratas do Tiete&#8221;, do Laerte; Avenida Dropsie, do Will Eisner e &#8220;O que você foi quando era criança&#8221;, de Laurenço Mutarelli.</p>
<p>Ambas as montagens eu vi em São Paulo, no Sesi da Paulista. Ultimamente muitos Mangás foram adaptados para o teatro como, por exemplo &#8220;O caderno da Morte&#8221;, baseado no mangá &#8220;Death Note&#8221;.</p>
<p>Essas adaptações de HQ pra teatro costumam ser  muito elaboradas. Cenários e figurinos são sempre caprichados, mas o que sempre me chamou atenção foi a  maneira como os atores interpretam as personagens das histórias em quadrinhos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11259" title="satyros_hqmix" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/satyros_hqmix.jpg" alt="satyros_hqmix" width="400" height="400" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Convite da HQMix Livraria para a realização de Satyros em Quadrinhos</em></p>
<p>Normalmente as personagens são bem caricatas, expressando as características principais com um certo exagero, e é no trabalho de corpo que os personagens ganham mais vida e faz lembrar mais e mais os quadrinhos.</p>
<p>Ah! E só pra dar um exemplo do caminho oposto, ou seja, adaptações de teatro para quadrinhos, é bom lembrar o que o pessoal da HQMix Livraria promoveu em uma das Satyrianas (projeto do grupo de teatro Os Satyros): Satyros em Quadrinhos.</p>
<p>Bom, pode ser informação demais ou de menos.  Acho que vamos ter bastante tempo para conversar sobre essas questões. Isso mesmo, conversar. Não estou aqui para ensinar ninguém. Por isso quero críticas, sugestões, elogios&#8230;.flores ou tomates! hahaha</p>
<p>Ah! E mandem dicas de peças, impressões sobre peças que vocês viram, coisas que vocês querem que eu corra atrás.  Vou tentar fazer dessa coluna algo útil e interativo. Tomara que dê certo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11258" title="avenida_dropsies" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/03/avenida_dropsies.jpg" alt="avenida_dropsies" width="400" height="400" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Capa do álbum Avenida Dropsie, de Will Eisner</em></p>
<p>A coluna também terá função socio-cultural <img src='http://impulsohq.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  . É! Divulgar peças de teatro pra galerinha do HQ e HQ para a galerinha do teatro.</p>
<p>Além disso, farei entrevistas com atores, diretores, produtores, quadrinistas envolvidos com teatro, diretores de teatro envolvidos com quadrinhos&#8230;. E, tenho certeza, que vou acabar fazendo um monte de coisa que agora eu não sei o que é, afinal, &#8220;a vida é uma caixinha de surpresas&#8221;. hahaha</p>
<p>Acho que é isso. Essa é a primeira vez que escrevo pro Impulso HQ e é com muito orgulho e&#8230; ansiedade que faço isso. E estou escrevendo somente pra apresentar a coluna e a mim mesma.</p>
<p>Logo menos escrevo mais e mais. Espero que gostem. Aguardem!</p>
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