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	<title>Impulso HQ &#187; resenha hqb</title>
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		<title>Resenha HQB: Yuri</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 11:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[conrad]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Og]]></category>
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		<category><![CDATA[Yuri]]></category>

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Com o Carnaval muito próximo, sempre surge a questão: quadrinhista gosta de samba?
Não podemos dizer se você gosta de samba/carnaval, mas com certeza irá se divertir muito com Yuri – Quarta-feira de Cinzas, de Daniel Og, publicado pela Conrad Editora.
Em sua primeira HQ, Daniel Og, ou simplesmente Dog, nos mostra um Rio de Janeiro, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/yuri_conrad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23301" title="yuri_conrad" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/yuri_conrad.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Com o Carnaval muito próximo, sempre surge a questão: quadrinhista gosta de samba?</p>
<p>Não podemos dizer se você gosta de samba/carnaval, mas com certeza irá se divertir muito com Yuri – Quarta-feira de Cinzas, de Daniel Og, publicado pela Conrad Editora.</p>
<p>Em sua primeira HQ, Daniel Og, ou simplesmente Dog, nos mostra um Rio de Janeiro, em pleno clima de Carnaval, com todas as suas figuras típicas: malandros, beatas, foliões, trabalhadores e um zumbi, isso mesmo, um zumbi! Tem como não ficar interessado?</p>
<p>O que poderia se tornar uma história triste, na verdade é uma verdadeira saga cômica. Você vai acompanhar Yuri, que foi enterrado no domingo de Carnaval e ressuscita no dia seguinte. Vendo que perdeu tudo o que ele tinha enquanto vivo, Yuri só consegue desejar uma coisa: morrer novamente.</p>
<p><span id="more-23300"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/yuri_conrad_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23302" title="yuri_conrad_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/yuri_conrad_02.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>Lembra que falamos que a história é recheada de personagens? O que poderia ser um problema se torna um dos grandes atrativos da narrativa. Daniel Og soube criar e compor muito bem a personalidade de cada personagem. Destaque vai para Andrei, uma figura que praticamente em todas as páginas te faz rir, inclusive em suas frases mais sérias como “eu quero voar como uma garça.”</p>
<p>Em 272 páginas, a improvável dupla parte em direção a uma verdadeira saga, onde vão passar desde desfiles, com direito a luta de Rei Momo, a peregrinações em um morro. Tudo isso vem acompanhado das cenas mais bizarras e inusitadas.</p>
<p>Tudo na obra de Og é folia? Não.</p>
<p>Fazendo uma análise sobre os tipos, e em algumas determinadas situações, você percebe que o autor faz algumas reflexões sobre um lado nada muito agradável do Carnaval e até sobre a sociedade, como na cena em que Yuri chega a seguinte conclusão: “a única coisa em comum entre mim e a cidade maravilhosa é que nós dois estamos apodrecendo.”</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/yuri_conrad_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23303" title="yuri_conrad_03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/yuri_conrad_03.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>Detalhe que muitas dessas reflexões não são escritas e sim representadas graficamente. O leitor deve estar atento aos quadros. Allan Sieber em sua apresentação escreve que o desenho de Dog é “sem frescuras e sem enganações baixas”, e tal definição não poderia ser mais precisa ou apropriada. É gostoso apreciar os traços de Og, e ver como ele usa os pretos chapados e os ângulos diferenciados em seus enquadramentos. Tudo reforça o dinamismo das páginas e o humor da história.</p>
<p>Para você que não gosta de Carnaval pode ler Yuri – quarta-feira de cinzas sem nenhuma preocupação ou receio da obra ser uma ode a nossa maior festa popular. Para quem já cai no samba irá se divertir ainda mais, pois com certeza irá se identificar com algum folião e pensar: “acho que já fiquei nessa situação”, e com certeza irá rir.</p>
<p>Yuri – quarta-feira de cinzas: leia e caia na folia.</p>
<p><strong>Yuri – quarta-feira de cinzas</strong><br />
Autor: Daniel Og<br />
Conrad Editora<br />
16 x 23 cm<br />
272 páginas<br />
R$ 36,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Val – O Consultor de Relacionamentos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 11:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dennis Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Vagner Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Val]]></category>

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O personagem Val, criado pelo roteirista Vagner Francisco em 2001, surgiu em fanzines e com o tempo, migrou para a web, tornando-se uma publicação quase regular na internet. Seu nome advém do ator Val Khilmer (que viveu Bruce Wayne em Batman Eternamente e Iceman em Top Gun) e a presença dessas inusitadas referências cinematográficas, entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/val_fiiq_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>O personagem Val, criado pelo roteirista Vagner Francisco em 2001, surgiu em fanzines e com o tempo, migrou para a web, tornando-se uma publicação quase regular na internet. Seu nome advém do ator Val Khilmer (que viveu Bruce Wayne em Batman Eternamente e Iceman em Top Gun) e a presença dessas inusitadas referências cinematográficas, entre outras, me soam familiar ao ler Val O Consultor de Relacionamentos.</p>
<p>Particularmente, só há alguns dias eu assisti Hitch O Conselheiro Amoroso (2005), longa metragem estrelado por Will Smith (Eu Sou A Lenda, Eu, Robô), mas tive a impressão de que a HQ lançada durante o 7º Festival Internacional de Quadrinhos (2011) flertava com o plot do filme desde o início. Mas que sejam guardadas as devidas proporções, naturalmente!</p>
<p><span id="more-22900"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/val_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22905" title="val_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/val_02.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>Na trama, o garoto Clésio, um “looser” por excelência, descobre na internet sobre o famigerado Val e decide contratar seus serviços para se dar bem no amor. Não sei se assistiram a referida comédia romântica de Smith, mas saibam que Val não é como Hitch. Visualmente oitentista, ele é uma mistura de Stallone Cobra com a personalidade de&#8230; digamos&#8230; Macunaíma, o herói sem caráter, sucesso da literatura brasileira adaptado também para a telona, tendo como protagonista o saudoso Grande Otelo.</p>
<p>Mercenário de primeira, a consultoria de Val conduz Clésio a uma situação mais inacreditável e infame que a outra – diferente do que Hitch se propõe a fazer por seus clientes – e são justamente as encrencas que tornam a HQ fantasiosa e brasileira. Mas é no desfecho que a trama abandona quaisquer referências cinematográficas para dar espaço aos melhores e mais originais momentos da leitura – ainda que tais momentos sejam plenamente calcados no que pode haver de mais real e ordinário na história de duas pessoas.</p>
<p>Val O Consultor de Relacionamentos é ilustrada pelo mineiro Eric Ricardo de maneira bem intencionada, quase informal, livre de muitos dos ditames dos estilos em voga no circuito mainstream – em suma, uma arte bela e livre. Totalmente colorida e com uma impressão excelente, a edição destoa graficamente do que é praticado pela maior parte dos independentes – fator muito positivo e que pode ser estimulante para o mercado.</p>
<p><strong>Val &#8211; O Consultor de Relacionamentos</strong><br />
Independente<br />
Roteiro: Vagner Francisco<br />
Arte: R$ 7,00<br />
56 páginas, capa e miolo coloridos.<br />
Contato: <a href="http://blogdoericricardo.blogspot.com/p/loja-virtual.html" target="_blank">blogdoericricardo.blogspot.com/p/loja-virtual.html</a></p>
<p><strong>Twitter dos autores:</strong><br />
<a href="http://twitter.com/vagnerfrancisco" target="_blank">twitter.com/vagnerfrancisco</a><br />
<a href="http://twitter.com/peprpipc" target="_blank">twitter.com/peprpipc</a></p>
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		<title>Resenha HQB: EntreQuadros &#8211; Circulo Completo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 11:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Balão Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Entrequadros]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Mário César]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[
A primeira edição de EntreQuadros serviu apenas para reunir algumas HQs de Mário César num mesmo título. O segundo número foi onde o autor encontrou a verdadeira vocação da revista. Agora, esta terceira edição, convenientemente intitulada Círculo Completo, marca o amadurecimento artístico do autor – que tem no currículo trabalhos publicados na revista Front e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/entrequadros_circulo_comple.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22845" title="entrequadros_circulo_comple" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/entrequadros_circulo_comple.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>A primeira edição de EntreQuadros serviu apenas para reunir algumas HQs de Mário César num mesmo título. O segundo número foi onde o autor encontrou a verdadeira vocação da revista. Agora, esta terceira edição, convenientemente intitulada Círculo Completo, marca o amadurecimento artístico do autor – que tem no currículo trabalhos publicados na revista Front e na Nanquim Descartável.</p>
<p>E é justamente a revista independente Nanquim Descartável o melhor titulo para situar o leitor por onde caminha o estilo de HQ presente em EntreQuadros. Circulo Completo segue uma linha mais cotidiana onde os pequenos momentos da vida são mais saborosos e importantes, cuja narrativa se baseia quase que completamente na força dos diálogos (algo mais ou menos na linha de filmes como Antes do amanhecer).</p>
<p>Na trama, o psicólogo Freuderico marca um encontro com Karina, uma garota que ele conheceu pela internet. O personagem encontra-se um pouco nervoso, já que seu último relacionamento terminou há mais de dois anos. Mas estaria ele preparado para um novo amor?</p>
<p><span id="more-22814"></span>Enquanto tenta controlar o misto de ansiedade e nervosismo natural do primeiro encontro, Freuderico conversa com Karina sobre as peculiaridades e tristezas de sua última história de amor.</p>
<p>A partir daí a trama envereda-se por diálogos com uma boa dose de melancolia, palavras de incentivos e alguns pensamentos interessantes sobre a vida e como aproveitá-la ao máximo enquanto conhecemos um pouco mais sobre o passado de Freuderico e sua última paixão.</p>
<p>E a HQ caminharia assim, como mais um titulo focado no poético e cotidiano, com toda a prolixidade características do gênero, se não fosse a inserção de uma passagem fantástica (e até engraçada, para dizer a verdade) envolvendo a morte e a vida que algumas pessoas acreditam haver depois dela.</p>
<p>E essa inserção surpreende o leitor, diferencia o título de quase tudo o que se tem feito por ai no mesmo gênero e faz com que a história fique em nossa memória mesmo algum tempo depois de tê-la lido.</p>
<p>A arte de Mário César continua com seus tradicionais traços grossos e sua competente variação de câmera. Desta vez, a HQ é impressa em preto e tons de verde.</p>
<p>É um trabalho que foge, e muito, do lugar comum e fala sobre a vida, a morte e o amor que transpassa tudo isso.</p>
<p><strong>EntreQuadros – Circulo Completo</strong><br />
Autor: Mário César<br />
Balão Editorial<br />
88 páginas<br />
Data: Outubro de 2011<br />
R$ 25,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Lagarto Negro &amp; Velta</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 10:55:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dennis Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Abdon Soussy]]></category>
		<category><![CDATA[Emir Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Fabiano Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Rocha]]></category>
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		<category><![CDATA[Júpiter II]]></category>
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		<category><![CDATA[Velta]]></category>

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		<description><![CDATA[
Encontros entre super-heróis brasileiros geram grandes expectativas nos fãs e os gibis da Editora Júpiter II tem sido a casa para tais uniões. Depois de Raio Negro, criação do eterno e saudoso mestre Gedeone Malagola, é a vez do Lagarto Negro, de Gabriel Rocha, se juntar a Velta de Emir Ribeiro em uma grande aventura.
Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/lagarto_negro_velta.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Encontros entre super-heróis brasileiros geram grandes expectativas nos fãs e os gibis da Editora Júpiter II tem sido a casa para tais uniões. Depois de Raio Negro, criação do eterno e saudoso mestre Gedeone Malagola, é a vez do Lagarto Negro, de Gabriel Rocha, se juntar a Velta de Emir Ribeiro em uma grande aventura.</p>
<p>Na história intitulada Romance Proibido, Velta está tentando levar uma vida “normal” após os eventos mostrados em Velta 35 anos, mas uma urgência econômica a faz aceitar um serviço como detetive: encontrar a filha de um grande empresário no Rio de Janeiro. Na capital carioca, Velta se dirige a uma favela em busca da garota, uma mimada revolucionária apaixonada por um chefe do tráfico, e o Lagarto Negro toma parte da trama para colocar alguns bandidos a nocaute.</p>
<p>Mesmo com roteiro de seu criador, Gabriel Rocha, o Lagarto Negro é, de fato, um coadjuvante no roteiro, notoriamente influenciado pelo estilo de Emir Ribeiro. Na verdade, Emir acompanha de perto a produção e, ao finalizar o lápis do fanzineiro Abdon Soussy, o paraibano impõe seu desenho.</p>
<p><span id="more-22622"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/velta_lagarto_negro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22623" title="velta_lagarto_negro" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/velta_lagarto_negro.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Embora infelizmente nem a vasta e respeitável experiência artística de Emir tenham inibido erros de anatomia e o excesso no emprego de retículas, a primeira história do gibi parece totalmente produzida por ele, o que deve agradar seus inúmeros fãs pelo Brasil.</p>
<p>A edição conta com um “extra” sobre o processo de concepção da HQ, mas o mesmo seria uma leitura muito mais interessante se tivesse sido usado para comentar elementos que, no fim das contas, não vingaram na versão final por motivos apenas os criadores conhecem.</p>
<p>A história seguinte, A Incógnita dos Sicários II, roteiro de Gabriel Rocha com arte excelente de Fabiano Ribeiro, Lagarto Negro está em ação contra uma gangue e conta com um informante, mas a situação foge ao controle e termina de forma trágica para o agente duplo.<a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/velta_lagarto_negro2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22624" title="velta_lagarto_negro2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/velta_lagarto_negro2.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>São 9 páginas intensas, muito bem ilustradas, mas que levantam tanto a dúvida quanto a uma eventual parte I quanto o eventual desdobramento dos fatos mostrados aqui.</p>
<p>Lagarto Negro &amp; Velta apresenta uma história que vem somar-se com perfeição ao universo e mitologia da personagem de Emir, enquanto a segunda trama “pertence” ao herói, ainda que pareça “faltar” algo – a bela ilustração de capa, na minha opinião, reforça isso.</p>
<p><strong>Lagarto Negro &amp; Velta</strong><br />
Editora: Júpiter II<br />
Roteiros: Gabriel Rocha<br />
Arte: Abdon Soussy e Fabiano Ribeiro<br />
Miolo em preto e branco<br />
28 páginas<br />
R$ 3,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Tune 8</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 11:21:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Tune 8]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tune 8 é uma história escrita e desenhada por Rafael Albuquerque (Power Trio e Vampiro Americano) e publicada semanalmente no portal Ig Jovem. Esta versão impressa reúne as 14 primeiras páginas da trama.
A história é sobre um viajante no tempo que se vê perdido numa época inóspita repleta de dinossauros e humanos igualmente inóspitos.
Como se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/resenha_hqb_tune8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22544" title="resenha_hqb_tune8" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/resenha_hqb_tune8.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Tune 8 é uma história escrita e desenhada por Rafael Albuquerque (Power Trio e Vampiro Americano) e publicada semanalmente no portal<a href="http://quadrinhos.ig.com.br/autor/rafael-albuquerque/" target="_blank"> Ig Jovem</a>. Esta versão impressa reúne as 14 primeiras páginas da trama.</p>
<p>A história é sobre um viajante no tempo que se vê perdido numa época inóspita repleta de dinossauros e humanos igualmente inóspitos.</p>
<p>Como se trata de uma narrativa na qual cada página é publicada uma vez por semana, a condução da trama é muito fragmentada e ler as páginas numa tacada só deixa mais evidente essa característica: as páginas não se harmonizam muito bem, uma vez que todas deixam ganchos para as próximas e não parecem ter uma relação muito direta com a trama dos últimos quadros da página anterior – claro que esse é um recurso essencial para a característica original da obra, mas soa um pouco estranho para uma edição fechada.</p>
<p><span id="more-22542"></span>A obra é uma ficção científica no melhor estilo Metal Hurlant e parece envolver conspirações políticas numa época futurista, mas com grandes características medievais. Por ser uma edição curta, chega a ser até surpreendente a quantidade de ação na trama.</p>
<p>A arte de Albuquerque é digna de nota, principalmente pela junção de traços grossos com texturas que transformam páginas de composições relativamente simples em grandes momentos da nona arte. Os tons de laranja e verde, com algumas pitadas de vermelho, deixam a leitura ainda mais saborosa.</p>
<p>Complementam a edição sketchs dos personagens acompanhados de comentários de Albuquerque que revelam todo seu comprometimento e seriedade para com o trabalho.</p>
<p>Por ser uma história curta, com apenas 14 páginas, não conhecemos a trama inteira, mas é justamente isso, e a arte evidentemente, que desperta a vontade de acompanhar a história que faz uma homenagem aos primórdios da HQ ao resgatar um formato de continuidade que já foi muito popular no gênero.</p>
<p>Resta-nos, agora, esperar ansiosamente pelas terças feiras (dia que a HQ é publicada no portal) e aguardar as próximas publicações impressas.</p>
<p><strong>Tune 8</strong><br />
Autor: Rafael Albuquerque<br />
Publicação independente<br />
28 páginas<br />
Data: Outubro de 2011<br />
R$ 15,00<br />
Contato: <a href="http://www.tune-8.com" target="_blank">www.tune-8.com</a></p>
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		<title>Resenha HQB: A cachoeira de Paulo Afonso</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 11:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[A Cachoeira de Paulo Afonso]]></category>
		<category><![CDATA[André Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Pallas editora]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[
A cachoeira de Paulo Afonso é um poema presente na obra Os Escravos, escrita por Castro Alves e publicada em 1876, que ganha agora uma adaptação em quadrinhos feita por André Diniz.
A obra narra as angústias da escrava Maria que, depois de passar por uma situação de grande sofrimento, resolve se matar na cachoeira Paulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/andre_diniz_hqmix.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>A cachoeira de Paulo Afonso é um poema presente na obra Os Escravos, escrita por Castro Alves e publicada em 1876, que ganha agora uma adaptação em quadrinhos feita por André Diniz.</p>
<p>A obra narra as angústias da escrava Maria que, depois de passar por uma situação de grande sofrimento, resolve se matar na cachoeira Paulo Afonso – um conjunto de quedas d’água do rio São Francisco, na Bahia – no último momento, Lucas, também escravo, aparece para tentar convencê-la a não cometer tal ato.</p>
<p>No decorrer da narrativa, o poema adquire contornos épicos e revela ser uma emocionante história de tristeza e amor, escancarando alguns dos infortúnios pelos quais passavam os escravos no decorrer de suas vidas – características sempre presentes no trabalho de Castro Alves, que ficou conhecido como “O poeta dos escravos”. Sem esquecer de mencionar a surpreendente passagem fantástica do poema, no melhor estilo Allan Poe, quando Lucas conversa com seu próprio eco.</p>
<p><span id="more-22535"></span>Nesse sentido, ponto para André Diniz, por resgatar uma obra de tal qualidade e torná-la acessível às novas gerações, mesmo a HQ mantendo o linguajar com o qual o poema foi escrito em meados do século XIX.</p>
<p>Diniz consegue essa façanha ao enxugar o texto, deixando apenas o essencial para o entendimento da trama e, claro, com a presença de seus belos desenhos que apresentam temas e padrões inspirados na arte africana. Interessante que, em certa passagem ao narrar o passado dos personagens, o traço de Diniz muito se assemelha à xilogravura.</p>
<p>Além dos traços, a diagramação arejada e o uso de tons de cinza para diferenciar figura e fundo compõem diversas páginas de encher os olhos.</p>
<p>Um trabalho emocionante que certamente comoverá todos os leitores que derem uma oportunidade à obra.</p>
<p>Parabéns a André Diniz por repaginar a obra e disponibilizá-la a um novo público, que tem a oportunidade de conferir o trabalho de dois grandes artistas brasileiros: o poeta e o quadrinista.</p>
<p><strong>A cachoeira de Paulo Afonso</strong><br />
Autor: Andre Diniz<br />
Editora Pallas<br />
64 páginas<br />
Data: Setembro de 2011<br />
R$ 30,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Salomão Ventura &#8211; caçador de lendas 2</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:07:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Giorgio Galli]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Salomão Ventura]]></category>

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O segundo volume de Salomão Ventura nos apresenta a versão original do Curupira, uma monstruosa criatura de cabelos vermelhos, musculosa, peluda, com 6 cifres na cabeça, os pés virados para trás e cujo encargo é proteger as matas de pessoas indesejáveis.
Aqui, a missão do Curupira é livrar a floresta de um grupo farmacêutico estrangeiro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/resenha_hqb_salomao_ventura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22546" title="resenha_hqb_salomao_ventura" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/resenha_hqb_salomao_ventura.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>O segundo volume de Salomão Ventura nos apresenta a versão original do Curupira, uma monstruosa criatura de cabelos vermelhos, musculosa, peluda, com 6 cifres na cabeça, os pés virados para trás e cujo encargo é proteger as matas de pessoas indesejáveis.</p>
<p>Aqui, a missão do Curupira é livrar a floresta de um grupo farmacêutico estrangeiro que pretende extrair de maneira ilegal alguns exemplares de espécimes para serem usados em seus propósitos comerciais.</p>
<p>Se, por um lado, a HQ insere o folclórico personagem num contexto bem atual, a biopirataria, por outro, decepciona um pouco se comparada a edição de estréia, principalmente nos quesitos violência e sangue.</p>
<p><span id="more-22539"></span>A trama até apresenta uma ou outra passagem com esses elementos, mas de forma escassa e contida, nada que se compare com as verdadeiras atrocidades da edição anterior.</p>
<p>Fãs de terror, gênero no qual se enquadra a edição, querem ver o sangue jorrar nas histórias que sigam essa temática, mas esta HQ tenta se focar mais na trama, apresentando os soldados e pesquisadores que invadem a floresta amazônica e suas motivações para isso, mas o faz de forma superficial e repleta de clichês.</p>
<p>Não há um trabalho forte na criação dos personagens, todos eles parecem ser, invariavelmente, maus e gananciosos e isso faz com que não sintamos empatia por ninguém, nem mesmo pelo Curupira, em nenhum momento no decorrer da leitura. Até mesmo Salomão Ventura recebe um tratamento superficial aqui, ele aparece somente nas últimas páginas e se contenta apenas em conversar com o Curupira enquanto este destroça impiedosamente seus adversários.</p>
<p>As mortes além de escassas são também sem muita criatividade e ocorrem da maneira mais rápida e menos interessante possível, o autor não utiliza muito bem o cenário e a fauna local que poderiam render situações memoráveis.</p>
<p>Como ponto positivo fica a evolução de Giorgio Galli como desenhista, principalmente no quesito arte final e o belo uso que ele faz de retículas.</p>
<p>Resta-nos torcer para que a próxima edição traga toda a qualidade do terror que Galli demonstrou saber criar no número de estréia do título.</p>
<p><strong>Salomão Ventura – Caçador de lendas 2</strong><br />
Autor: Giorgio Galli<br />
Publicação independente<br />
22 páginas<br />
Data: Setembro de 2011<br />
R$ 1,99<br />
Contato: <a href="ttp://salomaoventura.blogspot.com" target="_blank">salomaoventura.blogspot.com</a></p>
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		<title>Resenha HQB: Um sábado qualquer&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 11:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Ruas]]></category>
		<category><![CDATA[Devir]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Um sábado Qualquer]]></category>

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Um sábado qualquer&#8230; é uma série de tiras de Carlos Ruas publicadas desde 2009 em um site homônimo e que apresenta a atuação de Deus e outros personagens religiosos nos primórdios do mundo.
O site faz um sucesso estrondoso, recebendo mais de 50 mil visitas diárias e agora parte de seu conteúdo recebe uma versão impressa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/resenha_hqb_um_sabado_qualq.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22359" title="resenha_hqb_um_sabado_qualq" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/resenha_hqb_um_sabado_qualq.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Um sábado qualquer&#8230; é uma série de tiras de Carlos Ruas publicadas desde 2009 em um site homônimo e que apresenta a atuação de Deus e outros personagens religiosos nos primórdios do mundo.</p>
<p>O site faz um sucesso estrondoso, recebendo mais de 50 mil visitas diárias e agora parte de seu conteúdo recebe uma versão impressa, para perpetuar suas tiras e disponibilizá-las num formato mais prático de ler no dia a dia.</p>
<p>Como quase todos os trabalhos nesse formato, a força das tiras está no humor que, em vez de se fixar em questões doutrinárias, crítica à religião ou sobre a existência ou não de Deus, se foca nos defeitos humanos. Isso graças à personalidade do Todo Poderoso, muito mais próximo ao perfil dos deuses gregos do que ao Deus cristão que aprendemos a amar e temer nas missas de domingo.</p>
<p><span id="more-22342"></span>O Deus de Um sábado qualquer&#8230; é divertido, preguiçoso, vingativo e adora sacanear sua criação – o homem, que também não fica atrás: é divertido, preguiçoso, vingativo e adora sacanear seu criador e todo mundo.</p>
<p>E por serem tão demasiadamente humanos, é muito fácil criar empatia pelos personagens de Carlos Ruas.</p>
<p>Nesta edição acompanhamos a verdade por trás da expulsão do homem no paraíso, a criação do ornitorrinco, o motivo pelo qual as tartarugas não falam, a prova definitiva da extinção dos dinossauros, histórias da arca de Noé, a queda de Lúcifer, a criação do amor e muitos outros assuntos que todos nós já ouvimos falar, independentemente da crença que cada um tenha.</p>
<p>Sem mencionar os épicos encontros de Deus com Freud, Nietzsche, Darwin, Einstein e até Mickey Mouse e Papai Noel. Tudo isso representado de forma divertida, muito divertida.</p>
<p>Os desenhos de Ruas são simples, como se seus personagens fossem de pelúcia, com suas mãos e pés mais parecidos com pão ou bolacinha. Adão e Eva são retratados no melhor estilo boneco palitinho – o que comprova que você não precisa ser nenhum Michelangelo para fazer quadrinhos, desde que, claro, as histórias sejam boas e combinem com o estilo do traço – e isso deixa os personagens ainda mais carismáticos e as tiras ainda mais saborosas de se ler.</p>
<p>O único senão vai para a edição que repetiu a mesma tira, praticamente na mesma página do álbum. Um verdadeiro pecado para uma editora do porte da Devir.</p>
<p>No mais, um trabalho divino. Eu não costumo gargalhar lendo quadrinhos, mas é difícil se conter frente a tamanho talento deste jovem carioca.</p>
<p>Se você já tem o hábito de ler quadrinhos, eu recomendo que leia Um sábado qualquer&#8230;, você vai se divertir muito.</p>
<p>Se você não tem hábito de ler quadrinhos, eu recomendo que leia Um sábado qualquer&#8230;, você vai se divertir muito.</p>
<p><strong>Um sábado qualquer&#8230;</strong><strong></strong><br />
Autor: Carlos Ruas<br />
Devir<br />
128 páginas<br />
Data: Agosto de 2011<br />
R$ 35,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Encruzilhada</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 11:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya/Barba Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Encruzilhada]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo D’Salete]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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Encruzilhada, segundo álbum de Marcelo d’Salete, reúne 5 HQs curtas de temáticas urbanas, como é tradicional na obra deste paulista.
Cada história nos apresenta uma faceta da vida nas periferias das cidades: o dia a dia de garotos de rua; a violência escancarada e impune destas regiões; os amores platônicos nas janelas de conjuntos habitacionais; a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/07/encruzilhada.jpg" alt="" width="454" height="651" /></p>
<p>Encruzilhada, segundo álbum de Marcelo d’Salete, reúne 5 HQs curtas de temáticas urbanas, como é tradicional na obra deste paulista.</p>
<p>Cada história nos apresenta uma faceta da vida nas periferias das cidades: o dia a dia de garotos de rua; a violência escancarada e impune destas regiões; os amores platônicos nas janelas de conjuntos habitacionais; a dura rotina dos camelôs e todo o universo que envolve as quadrilhas de roubos de carros.</p>
<p>Mas reduzir a esses elementos os assuntos abordados nas HQs de d’Salete seria menosprezar todo o universo que compõe suas narrativas. Chega ser até surpreendente o modo como o autor consegue juntar, de forma natural e coerente, as mais diversas situações e personagens num espaço tão curto como suas HQs.</p>
<p><span id="more-22340"></span>Do mesmo modo, engana-se quem acha que suas histórias são carregadas apenas de agonia e solidão. Aqui há espaço para a tradicional religiosidade dos nordestinos, a dura rotina dos seguranças, o drama das meninas que são mães na adolescência, as idosas que têm apenas seus animais de estimação como companhia, a inescrupulosidade de comerciantes e clientes que querem levar vantagem em tudo, os decadentes pontos comerciais nos quais ainda são possíveis jogar fliperama (em plena era dos Xboxs e Playstations da vida) e todas aquelas desgraças que estamos acostumados a assistir nos jornais televisivos nos finais de tarde. Por outro lado, também há espaço para demonstrações de afeto, amizade, heroísmo, justiça e esperança.</p>
<p>As histórias de d’Salete não estão aqui para defender os pobres e oprimidos, colocando-os como heróis ou vítimas, tampouco servem para propagar os estereótipos violentos das periferias ou chocar as pessoas com o excesso de dramas e infortúnios. O grande diferencial de suas histórias é que elas são uma espécie de crônicas, um relato, fiel e isento, de causos que ocorrem nessas regiões distantes e quase sempre esquecidas. Se o artista, como dizem, é a antena de seu tempo, d’Salete prova ser o quadrinista em maior sintonia com os subúrbios brasileiros.</p>
<p>Uma grande novidade em sua obra é que, aqui, sua visão crítica se faz mais presente. Principalmente em relação às grandes corporações financeiras, que constantemente põem o mundo em crise – e cujas maiores vítimas são as pessoas simples, justamente os personagens principais de suas HQs. Neste álbum, grandes marcas como Motorola e Adidas (apenas para ficar em dois exemplos) são presença constante, sempre sufocando os personagens nos quadros e tomando-lhes os lugares de maior destaque nas composições. Nem mesmo famosas marcas dos quadrinhos e do cinema escapam de sua crítica.</p>
<p>Sua arte continua com um traço sujo que não se preocupa em ser preciso ou elegante e suas texturas que deixam ainda mais ásperas as histórias narradas. As páginas abusam de quadros pequenos e de margens negras. A narrativa segue uma linha mais poética, fragmentando demasiadamente o tempo nas histórias. E tudo isso contribui para o clima denso, claustrofóbico e perturbador da edição.</p>
<p>Ai, o leitor que acompanhou a resenha até aqui e percebeu toda essa rasgação de ceda que eu escrevi, vai pensar que esta é uma das melhores obras que eu li esse ano. O fato curioso é que não é bem assim&#8230;</p>
<p>Se por um lado as características de sua arte e narrativa demonstram a evolução do artista, por outro acabam deixando as histórias confusas e complexas de mais obrigando-nos a relê-las algumas vezes para percebermos a diferença entre os personagens, suas atitudes, seus papéis dentro da narrativa ou a grande passagem do tempo entre uma situação e outra.</p>
<p>E isso acaba tirando um pouco – ou muito, dependendo do seu gosto – o prazer da leitura e diminuindo o grande potencial que as histórias demonstram ter.</p>
<p>Uma pena.</p>
<p><strong>Encruzilhada</strong><strong></strong><br />
Autor: Marcelo d’Salete<br />
Leya/Barba Negra<br />
120 páginas<br />
Data: Agosto de 2011<br />
R$ 29,90</p>
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		<title>Sabor Brasilis (preview)</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 10:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dennis Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[George Schall]]></category>
		<category><![CDATA[Hector Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Casado]]></category>
		<category><![CDATA[PROAC]]></category>
		<category><![CDATA[Sabor Brasilis]]></category>

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		<description><![CDATA[
Distribuída gratuitamente no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) a prévia de Sabor Brasilis – graphic novel selecionada pelo ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) – brinca com a ideia da HQ que está por vir (prevista para 2012). Foram 500 revistas distribuídas gratuitamente de mão em mão, no estande Pandemônio Comix, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/sabor_brasilis_review.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22401" title="sabor_brasilis_review" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/sabor_brasilis_review.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Distribuída gratuitamente no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) a prévia de Sabor Brasilis – graphic novel selecionada pelo ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) – brinca com a ideia da HQ que está por vir (prevista para 2012). Foram 500 revistas distribuídas gratuitamente de mão em mão, no estande Pandemônio Comix, resultando no esgotamento dessa tiragem no próprio festival.</p>
<p>Resultado do roteiro de Hector Lima (Manticore, MSP Novos 50) e Pablo Casado (Duo, Inkshot) com arte de Felipe Cunha (Rock n’Roll All Night) e George Schall (MSP Novos 50), a narrativa se inicia com uma situação propositalmente novelesca: um embrolho amoroso com inúmeras e dramáticas conseqüências que apresenta a trama do misterioso assassinato de Olívia Ribeiro.</p>
<p><span id="more-22400"></span>Na verdade, tal conflito é fruto de uma trama tecida por vários escritores ao redor de uma mesa, conversando sobre cada possibilidade e suas consequências para a narrativa dos personagens citados. O fato de cada parte ser ilustrada num estilo de desenho torna ainda mais clara à cisão entre a ficção e a “realidade” propostas.</p>
<p>Com essa prévia, que pode ser lida no endereço eletrônico <a href=" http://saborbrasilis.net/ " target="_blank">saborbrasilis.net</a> os autores tanto brincam quanto desafiam, pois, como está na própria edição “agora, com apenas dois meses de novela pela frente, todos precisam colocar seu talento à prova e evitar que o final de Sabor Brasilis seja um desastre completo”.</p>
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