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	<title>Impulso HQ &#187; resenha hqb</title>
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		<title>Resenha HQB: O Senhor das Histórias</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 12:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Nemo]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Wellington Srbek]]></category>
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Quando fez a sua estreia no mercado editorial dos quadrinhos a Nemo editora chegou com a proposta de também apostar nos talentos brasileiros. Um dos seus primeiros álbuns nacionais foi O Senhor das Histórias, que podemos definir como uma fábula daquelas direcionadas as crianças.
A narrativa é um conto folclórico que traz como protagonista Anansi, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/06/o_senhor_das_hist%C3%B3rias.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Quando fez a sua estreia no mercado editorial dos quadrinhos a Nemo editora chegou com a proposta de também apostar nos talentos brasileiros. Um dos seus primeiros álbuns nacionais foi O Senhor das Histórias, que podemos definir como uma fábula daquelas direcionadas as crianças.</p>
<p>A narrativa é um conto folclórico que traz como protagonista Anansi, um velho artesão de uma tribo africana que contava histórias enquanto tecia, e os mantos que eram produzidos demoravam muito tempo para ficarem prontos. Porém as mesmas histórias eram esquecidas, e quando ele se da conta disto inicia uma busca dos princípios de sabedoria e sobre suas origens.</p>
<p>Tenho certeza que o lado professor do roteirista Wellington Srbek falou mais alto aqui, e ele produziu um texto pensando naquele público alvo que está em fase de desenvolvimento. Acredite, sobreviver nos dias atuais contando histórias está cada vez mais difícil, tem que no mínimo gostar do que se faz, e nós sabemos o quanto Srbek gosta de contar boas histórias.</p>
<p><span id="more-24523"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/senhor_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24524" title="senhor_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/senhor_01.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>O texto flui de maneira acolhedora, familiar e gostosa para quem está lendo, ou até mesmo escutando. Ideal para se sentar com os pequenos em volta. Acho importante o trabalho de lendas e crenças para esse público. É necessário que as crianças aprendam a lidar com o diferente, isso é dar a elas o poder de escolher.</p>
<p>O livro tem um roteiro leve e de fácil entendimento, mas não basta escrever uma boa história sem mostra-la de uma forma diferente também, e aí entra a habilidade do quadrinhista Will, que traduziu o roteiro de uma maneira muito eficiente.</p>
<p>É bonito ver como a palavra se transforma na linguagem dos quadrinhos, que também descreve a palavra escrita. Will conseguiu ter e repassar um olhar de criança com a sua arte e adentrou em um profundo mergulho no imaginário do contador do universo desse conto. Todos esses recursos nos passam a sensação de que a história também é um pouco nossa, e assim ficamos prontos para compartilhá-la.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/senhor_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24525" title="senhor_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/senhor_02.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Para um história desse tipo funcionar para o público infantil, ela tem que provocar através do campo aberto da memória, da experiência e da imaginação. Não basta ler junto com este clima de se conhecer ou ganhar um livro. A narrativa deve atingir outros objetivos como educar, instruir, desenvolver a inteligência e ser um ponto de partida para a janela imaginaria do mundo. E sim, O Senhor das Histórias está na medida certa!</p>
<p>Quem é educador, ou mesmo os pais e avós, sabe que as crianças adoram figuras e sempre querem as histórias que associam aos livros. Qual educador, por exemplo, que nunca escutou dos pequenos &#8220;conta aquela do livro tal&#8221;?. Com certeza já consigo imaginar: &#8220;conta aquela do livro do velho da tribo&#8221;.</p>
<p>O mote da publicação, e que gera um elo com o leitor, é o repasse do conhecimento entre as gerações. O álbum instiga os pequenos a viverem e darem continuidade as suas matrizes, em seus papéis de transmissores da história e do conhecimento acumulado de crenças, mitos, costumes e valores preservados pela sociedade.</p>
<p>Gosto da cutucada que é historiada no livro em relação aos adultos que deixam de ter os sentimentos de infância, e como a história resgata a motivação e a demonstração como instrumento didático.</p>
<p>Parabéns a editora por pensar e expor esse tema!<br />
<strong><br />
O senhor das histórias</strong><br />
Editora NEMO<br />
Roteiro: Wellington Srbek<br />
Arte: Will<br />
20 x 28 cm<br />
24 páginas<br />
R$ 19,00</p>
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		<title>Resenha HQB: EP</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 12:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Dalts]]></category>
		<category><![CDATA[EP]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Magentaking]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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EP é a sigla para Extended play que é uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum.  Com essa rápida explicação já deu pra sacar que a edição independente de autoria de Dalts e Magentaking fala sobre música, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24630" title="ep" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>EP é a sigla para Extended play que é uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum.  Com essa rápida explicação já deu pra sacar que a edição independente de autoria de Dalts e Magentaking fala sobre música, e para ser mais preciso, sobre rock’n roll.</p>
<p>A história sem palavras lida basicamente com dois conceitos: a dualidade e o caos. Toda a narrativa é centrada no rock, e vamos concordar, há um universo melhor para se explorar a dualidade e o caos?</p>
<p>Fique atento durante a leitura às referências e aos detalhes, quando você entrar no clima, com certeza irá “ouvir” a trilha sonora ao fundo e perceber que o conflito apresentado está além de “qual é a minha banda favorita?”.</p>
<p><span id="more-24629"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24631" title="ep_2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep_2.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>Para os que gostam de rock, EP é uma revigorante leitura, pois carrega consigo o espírito de um grande show ou de um grande festival, onde a emoção de estar presente e participar daquele momento são a única coisa que importa.</p>
<p>Não se deixe enganar pelo pequeno formato da publicação (20,5 x 12 cm) e pela capa simples, apenas a sigla EP e o símbolo que estará presente em todo ao álbum, tudo isso em branco no fundo chapado preto. Dentro da publicação há dois traços que irão surpreender os leitores.</p>
<p>Exaltando a dualidade entre claro e escuro, o leve e o pesado, a dupla explora a posição par e impar das páginas para criar o contraste entre um traço mais denso e carregado de tinta com um mais fino e suave, com mais espaço para as áreas em branco.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24632" title="ep_3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep_3.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>Esse show de imagens é apresentado ora em páginas inteiras, que servem muito bem para detalhar os personagens, os seus estilos e influências (atento aos detalhes!), ora em páginas onde a diagramação dos quadros não segue uma organização, e dentro do seu próprio caos se torna mais interessante para a proposta da publicação.</p>
<p>Outro ponto que vale ressaltar é o enquadramento e o ângulo de câmera em alguns quadros. Além de contribuir, e muito, para a dinâmica da narrativa, ainda nos brinda com belas imagens de forte apelo visual.</p>
<p>EP é uma leitura rápida e prazerosa. Mantém você leitor atento e curioso para saber o resultado final. Apesar de a publicação tratar de caos e dualidade, podemos colocar também um terceiro elemento: a busca por si próprio. Mais do que um estilo, o personagem busca uma identidade.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24633" title="ep_4" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/ep_4.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>Claro que essa ultima conclusão é subjetiva, e foi baseada em meu repertório. Em meio ao caos e tanta dualidade, os caminhos de entendimento de EP são diversos, e obviamente se alterando de leitor para leitor. E a “confusão” pode te direcionar para questões como: quantos personagens são? Tudo isso é real? Quem tem a melhor banda? Quem é o Deus do rock’n roll?</p>
<p>Em um bate-papo com os autores, eles até comentaram que EP não é para ter um significado fechado, ou até mesmo uma moral da história, e sim, ser o resultado das conclusões de cada um.</p>
<p>Logo, leia EP e tire as suas conclusões. A leitura das imagens vale a pena!</p>
<p><strong>EP</strong><br />
Dalts e Magentaking<br />
Edição ndependente<br />
P&amp;B<br />
20,5 x 12 cm<br />
56 páginas<br />
R$ 15.00<br />
Contatos: <a href="mailto:dalts.dalton@gmail.com" target="_blank">dalts.dalton@gmail.com</a> | <a href="mailto:magentaking@gmail.com" target="_blank">magentaking@gmail.com</a></p>
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		<title>Resenha HQB: Brasil 1.500 &#8211; Segredo de Estado</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 12:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Andrei Miralha]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil 1500]]></category>
		<category><![CDATA[Devir]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Fonseca]]></category>
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Lançado em novembro de 2011, o álbum Brasil 1500 &#8211; Segredo de Estado nos apresenta uma trama que tem a sua narrativa que foca a disputa de poder, os jogos políticos e nos homens que se aventuraram a conquistar riquezas e terras em um mundo desconhecido.
Falando assim até parece mais do mesmo, e você pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/brasil_1500.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Lançado em novembro de 2011, o álbum Brasil 1500 &#8211; Segredo de Estado nos apresenta uma trama que tem a sua narrativa que foca a disputa de poder, os jogos políticos e nos homens que se aventuraram a conquistar riquezas e terras em um mundo desconhecido.</p>
<p>Falando assim até parece mais do mesmo, e você pode até se perguntar: e por que eu leria esse álbum?</p>
<p>Bem&#8230; antes de escrever qualquer coisa a respeito desse livro, vou dar ênfase ao meu ver a dois pontos fortes dessa publicação: a ambientação dos personagens e as cores que ficaram perfeitas, e a maneira simples, mas ao mesmo tempo grandiosa, que o autor nos possibilita navegar pelo imaginário e retornar à história do nosso país.  Isso realmente merece ser dito. Só por esses dois quesitos já vale a pena à aquisição da obra.</p>
<p><span id="more-24506"></span>A obra acerta ao colocar sem fantasias o contexto do descobrimento do Brasil dentro das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI). Portugal e Espanha eram as nações mais poderosas do mundo e se lançaram ao mar em busca de novas terras para explorar. Usavam também o mar como rota para chegar as Índias, grande centro comercial da época, onde compravam especiarias (temperos, tecidos, joias) para revender na Europa com alta lucratividade.</p>
<p>O descobrimento do Brasil não se resume em uma frase. Precisamos de mais, e nas páginas de Brasil 1500 &#8211; Segredo de Estado, encontramos esse fator que pesa na hora do aprendizado. Quando inserido em um contexto alegre e divertido, um corriqueiro assunto escolar se torna suave e atrativo, facilitando a aprendizagem dos alunos (crianças e adolescentes) que estão tendo contato pela primeira vez.</p>
<p>Para os que já conhecem bem essa história e estão cansados de monotonia o álbum também não irá decepcionar. A história vem em ritmo de uma aventura ácida, e o tema do descobrimento é pano de fundo para uma aventura empolgante.</p>
<p>Outro acerto dos autores foi utilizar o lado bom da ilustração, que geralmente nas publicações que abordam o descobrimento, principalmente naquelas utilizadas nas escolas, são chatas e não agregam informação ao texto. Em Brasil 1500 por meio das imagens você pode conhecer mais sobre a vida, cultura, religião e outras informações sobre os povos que habitavam o território brasileiro no período da chegada dos portugueses e de uma maneira bem interessante.</p>
<p>Toda boa produção desse tipo deixa aberto o canal para nossa imaginação navegar ainda mais, uma vez que leitura é isso: viajar pelo passado, pelo presente e pelo futuro. Isso tudo sem sair do lugar, e esse álbum tem esse poder.</p>
<p>Para não falarem que só rasguei seda, como educadora vou deixar aqui registrado o meu porém. Achei o livro um tanto quanto introdutório na questão de se contar a história. Tudo é bonito, tudo é muito alegre, mas ficou um tanto quanto breve a questão do desenvolvimento de como será a relação do personagem principal com o descobrimento do Brasil e como ele irá se envolver em tudo isso. Se a intenção é dar continuidade, talvez fosse melhor deixar mais claro isso nesse primeiro volume, e deixa-lo um pouco mais recheado.</p>
<p>Mas é fato que com uma ferramenta dessa fica muito mais prazeroso querer estudar. Por que quando eu ia para escola não era assim? Teria sido muito mais fácil&#8230; rs<br />
<strong><br />
Brasil 1500 – Segredo de Estado</strong><br />
Devir Livraria<br />
Roteiro: Fábio Fonseca<br />
Arte: Andrei Miralha e Otoniel Oliveira<br />
20,5 × 27,5 cm<br />
Colorido<br />
Papel couchê<br />
48 páginas<br />
R$ 26,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Sonho de uma noite de Verão</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 12:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Lillo Parra]]></category>
		<category><![CDATA[Nemo]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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		<category><![CDATA[Sonho de uma noite de verão]]></category>
		<category><![CDATA[Wanderson de Souza]]></category>

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Já comentei como a Coleção Shakespeare em Quadrinhos da editora Nemo é uma iniciativa bem bacana. Além de trazer clássicos do romancista inglês na linguagem das HQs ainda nos apresenta os novos talentos nacionais que com certeza merecem mais espaço.
Sonho de uma noite de Verão é justamente um belo exemplo dessa iniciativa e nos surpreende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24413" title="sonho_capa" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_capa.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Já comentei como a Coleção Shakespeare em Quadrinhos da editora Nemo é uma iniciativa bem bacana. Além de trazer clássicos do romancista inglês na linguagem das HQs ainda nos apresenta os novos talentos nacionais que com certeza merecem mais espaço.</p>
<p>Sonho de uma noite de Verão é justamente um belo exemplo dessa iniciativa e nos surpreende em diversos aspectos. Wanderson de Souza (desenhos) e Lillo Parra (roteiro) executam um belo trabalho e leva até o leitor um clássico revisto com um olhar de fantasia, rejuvenescendo a uma das comédias mais antigas e famosas da literatura mundial.</p>
<p>A obra de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão, é ambientada na Grécia mítica e tem como personagens élfos e uma gama de seres mitológicos, misturando magia e realidade em uma só dimensão. Trata-se de uma comédia que gira em torno de fugas, perseguições e equívocos, e toda a trama acontece num bosque onde se refugiam os vários personagens.</p>
<p><span id="more-24411"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24414" title="sonho_2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_2.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Só aí já temos um grande enredo para uma boa HQ e muito motivo para dar asas à imaginação, e com certeza Lillo Parra deixou se levar por todo esse clima e converteu essa peça teatral escrita em meados de 1590 em um roteiro dinâmico, com uma descrição minuciosa do clássico.</p>
<p>Parra não deixou passar despercebido nenhum ponto chave da história e coloca de maneira equilibrada todos os elementos que deixaram história famosa: confusão, amor, encantamentos e casais que passam por muitas situações estranhas até se acertarem e enfim serem felizes para sempre.</p>
<p>Não é a toa que por esse trabalho Lillo foi indicado ao 24º Troféu HQMIX na categoria “Novo Talento – Roteirista” e já foi convidado para escrever um segundo volume para a coleção Shakespeare em Quadrinhos.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24415" title="sonho_3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_3.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Outro que se deixou levar pela magia do álbum foi Wanderson de Souza. Uma arte de encher os olhos e um colorido agradara crianças e adultos e todos os seres fantásticos. O quadrinhista que já havia mostrado todo o seu talento em edições independentes, aqui mais uma vez surpreende com a diversidade de ângulos e clareza nas páginas. Tudo na dose certa.</p>
<p>A ambientação da floresta e o encontro dos seres fantásticos são um show a parte. Os senhores da natureza são representados com uma majestade que os deixam mais belos e mágicos. Apenas faltou um pouco de ousadia na disposição dos quadros que ficaram muito simétricos, talvez algo mais diferenciado nas cenas da floresta fizesse a história ganhar ainda mais ação.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24416" title="sonho_4" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/sonho_4.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>A adaptação fiel garante o entendimento da história mesmo para quem toma contato com ela pela primeira vez. A fácil compreensão é um grande acerto para a aceitação da obra, afinal estamos falando sobre Shakespeare.</p>
<p>É um baita presente para os filhos, sobrinhos e para os mais grandinhos também.</p>
<p><strong>Sonho de uma noite de Verão</strong><br />
Editora NEMO<br />
Coleção Shakespeare em Quadrinhos<br />
Arte: Wanderson de Souza<br />
Roteiro: Lillo Parra<br />
20 X 28 cm<br />
64 páginas<br />
R$ 39,00</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Resenha HQB: Clara dos Anjos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 12:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Clara dos Anjos]]></category>
		<category><![CDATA[Elisa v. Randow]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Lélis]]></category>
		<category><![CDATA[Lima Barreto]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos na Cia]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Wander Antunes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em Clara dos Anjos, de Lima Barreto, é relatada a história de uma pobre mulata do subúrbio carioca, filha de carteiro, que apesar dos cuidados excessivos da família, acaba sendo enganada, seduzida, e deflorada por Cassi Jones, rapaz de condição menos humilde que a sua. Clara na verdade é uma personagem que resume em si [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/clara_dos_anjos.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Em Clara dos Anjos, de Lima Barreto, é relatada a história de uma pobre mulata do subúrbio carioca, filha de carteiro, que apesar dos cuidados excessivos da família, acaba sendo enganada, seduzida, e deflorada por Cassi Jones, rapaz de condição menos humilde que a sua. Clara na verdade é uma personagem que resume em si a triste condição da mulher de cor vítima do preconceito racial e da agressão sexual.</p>
<p>Publicado pela Quadrinhos na Cia., o álbum chega em momento certo, e acredito eu,  e com embasamento para várias discussões em sala de aula, oficinas e atividades pedagógicas. Clara dos Anjos pode ser abordada por vários aspectos, e destaco aqui um que me chama mais atenção: a situação social da mulher negra escrava que esta subordinada às necessidades sexuais de seu senhor, sendo objeto de desejo pelo seu exotismo, em contraste com o condicionamento social da mulher branca (ser esposa e mãe).</p>
<p>Grávida e com Cassi Jones desaparecido, após ter pensado até no aborto, Clara é convencida a procurar a família de seu algoz e pedir reparação do dano. Clara agora tinha a noção exata da sua situação na sociedade, fora preciso ser ofendida irremediavelmente nos seus melindres de solteira, ouvir os desaforos da mãe do rapaz para se convencer de que ela não era uma moça como as outras. Era muito menos no conceito de todos.</p>
<p><span id="more-24501"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/clara_dos_anjos_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24502" title="clara_dos_anjos_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/clara_dos_anjos_01.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>Lima Barreto representa na figura de Clara, e no seu drama, a condição social da mulher pobre e negra, que sofre geração após geração. Mas essa obra pode ser muito mais profunda. Na cena final, ao relatar o que se passara na casa da família de Cassi Jones para a sua mãe, Clara conclui, em desespero, como se falasse em nome dela, da mãe e de todas as mulheres em iguais condições: Nós não somos nada?</p>
<p>Reflexivo não? E tudo isso foi representado na linguagem dos quadrinhos em um álbum belíssimo. Ao folhear o livro tive uma surpresa tamanha ao ver que as descrições textuais de Lima Barreto estão todas lá. Os personagens foram representados com muita fidelidade ao que se imagina como eles seriam. Esse realismo criado por Lelis, e suas aquarelas maravilhosas, gera um retrato real do contexto da obra, que auxilia a compreensão e facilita a leitura, essa que por sua vez é realista, cruel e de sobrevivência.</p>
<p>Por sua vez Wander Antunes, responsável pela adaptação do texto, soube preservar as sutilezas da narrativa original, principalmente a questão feminina perante a sociedade, como a sua submissão, seu papel como objeto e como propriedade. A história em si é apenas pano de fundo para as discussões ideológicas femininas e de classes.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/clara_dos_anjos_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24503" title="clara_dos_anjos_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/clara_dos_anjos_02.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>Nessa adaptação pode ser observada uma humilhação moral da figura da mulher negra, e o estereotipo construído, revelando a preocupação com a manutenção do preconceito de cor na sociedade brasileira. Temas muito comuns no nosso cotidiano, ainda nos dias de hoje onde tentamos eliminar ao máximo a questão do preconceito racial que ainda existe fortemente de forma velada.</p>
<p>Clara dos Anjos é um romance que denúncia da situação de homens e mulheres, que após abolição se viram entregues a própria sorte, marginalizados, e vítimas do preconceito racial. Em especial a mulher negra, vítima não só do preconceito, como historicamente da agressão sexual, nas diversas formas, como a marca de mulher disponível.</p>
<p>E ainda hoje nos deparamos com tamanho descaso e exclusão social e racial.</p>
<p>Uma narrativa comovente e autoral com apelo visual inusitado. O álbum aproveita os recursos que a linguagem dos quadrinhos pode acrescentar à história, e ainda se valoriza e dá uma nova roupagem a história, resultado da parceria dos veteranos Wander Antunes e Lelis.</p>
<p>Clara dos Anjos é um romance que reflete até os dias de hoje. Leitura obrigatória.</p>
<p><strong>Clara dos Anjos</strong><br />
Quadrinhos na Cia<br />
Texto: Lima Barreto<br />
Adaptação: Wander Antunes<br />
Ilustrações: Lelis<br />
Capa: Elisa V. Randow<br />
21 x 27 cm<br />
120 páginas<br />
R$ 42,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Quadrinhos A2</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 14:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Eiko]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Crumbim]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos A2]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[
Produzida por Paulo Crumbim e Cristina Eiko, Quadrinhos A2 é uma HQ produzida de forma independente, e é um relato autobiográfico das situações que um quadrinhista pode encarar ao ir à um grande evento, os chamados Comicons, e também algumas passagens da vida do casal.
A iniciativa que nasceu no site Quadrinhos A2 ganhou a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/promocao_quadrinhos_a2.jpg" alt="" width="457" height="455" /></p>
<p>Produzida por Paulo Crumbim e Cristina Eiko, Quadrinhos A2 é uma HQ produzida de forma independente, e é um relato autobiográfico das situações que um quadrinhista pode encarar ao ir à um grande evento, os chamados Comicons, e também algumas passagens da vida do casal.</p>
<p>A iniciativa que nasceu no site Quadrinhos A2 ganhou a sua versão impressa ano passado e compila a primeira temporada das histórias já publicadas na Internet, além de páginas inéditas e making of do conteúdo.</p>
<p>As histórias com profunda inspiração em acontecimentos pessoais dão um toque a mais para a publicação, logo de cara da pra notar a cumplicidade e o talento que o casal divide, tanto no amor como na arte.</p>
<p><span id="more-24398"></span>De leitura rápida e leve, Quadrinhos A2 tem como “clímax” alguns acontecimentos engraçados e inteligentes e para a versão impressa a arte-final foi refeita em preto e branco, com histórias com começo, meio e fim.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/promocao_quadrinhos_a2_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Falando das histórias, uma narra a viagem para o Rio de Janeiro onde aconteceu uma Comicon. Destaco essa porque a narrativa realmente dá vida a diversas situações engraçadas, bem típicas e características do casal. Quando você notar que começou a ler, ops, acabou e você fica com aquele gosto de quero mais!</p>
<p>A arte da capa e toda a produção do álbum foram muito caprichadas. Uma HQ simples, mas que possui traços com estilo próprio. Não é a toa que Quadrinhos A2 foi indicada ao 24º Troféu HQMIX em duas categorias: Web Quadrinhos e Publicação Independente.</p>
<p>Uma curiosidade: Quadrinhos A2 não é no formato A2, e sim meio ofício. O nome é referência a produção em conjunto do casal.<br />
Confesso que ainda não tinha lido nada dos autores. O resultado após a leitura é que me surpreendi e sem medo de ser feliz, fiquei fã!</p>
<p><strong>Quadrinhos A2</strong><br />
Autores: Paulo Crumbim e Cristina Eiko<br />
13,5 x 19cm<br />
Acabamento: costura<br />
140 páginas<br />
R$ 15,00<br />
Contatos: <a href="http://www.quadrinhosa2.com/" target="_blank">www.quadrinhosa2.com</a></p>
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		<title>Resenha HQB: Romeu e Julieta</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 14:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Nemo]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Romeu e Julieta]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[
A história já é muito conhecida: Romeu e Julieta é uma tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare, sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. Dos clássicos de Shakespeare, um dos meus preferidos!
Romeu e Julieta é uma HQ da editora Nemo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/romeu_julieta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24405" title="romeu_julieta" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/romeu_julieta.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>A história já é muito conhecida: Romeu e Julieta é uma tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare, sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. Dos clássicos de Shakespeare, um dos meus preferidos!</p>
<p>Romeu e Julieta é uma HQ da editora Nemo que faz parte da Coleção Shakespeare em Quadrinhos. Com essa coletânea a editora teve uma iniciativa bem bacana: trazer as histórias do autor inglês com uma visão gráfica diferente, sempre pelas mãos dos talentos brasileiros.</p>
<p>E é justamente o que você encontra nessa edição. As talentosas Marcela Godoy e Roberta Pares tiveram uma percepção feminina sobre o romance e através da arte escolhida para ilustrar a clássica tragédia, no caso o mangá, o leitor realmente vai conseguir se aproximar e se identificar mais com os personagens.</p>
<p><span id="more-24404"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/romeu_julieta2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24406" title="romeu_julieta2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/romeu_julieta2.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>A dupla soube aproveitar o enredo da história e o cenário a cidade de Verona para dar uma visão bastante romântica, que foi idealizada objetivamente na arte de Roberta Pares. Resultado: um álbum com um charme encantador!</p>
<p>É inegável o poder de comunicação e aceitação que os mangás têm, sem contar a flexibilidade de atingir a qualquer tipo de público, mas não adiantaria nada disso se os aspectos criativos não se destacassem nesta HQ, e o grande ponto forte dessa edição é que Marcela, responsável pelo roteiro, nos conta a história com muita naturalidade e fluidez. Ler Shakespeare nunca foi tão gostoso!</p>
<p>Shakespeare não é uma leitura fácil, isso todos sabemos.  Mesmo já sendo muito conhecida a história da família Montecchio e da família Capuleto, que vivem em constantes conflitos, e como a trama se intensifica quando Romeu encanta-se por Julieta, e os jovens decidem viver o seu grande amor proibido, ainda há gente que torce o nariz só de pensar em começar a ler.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/romeu_julieta3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24407" title="romeu_julieta3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/romeu_julieta3.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Essa versão de Romeu e Julieta é inovadora, sendo sem dúvida uma das melhores adaptações do clássico de William Shakeaspeare. Agrada Capoletos e Montéquios. Está tudo lá: o conflito de duas famílias poderosas e que são inimigas mortais, as juras de amor eterno, as lutas, as frustrações, os medos e os sentimentos típicos dos adolescentes do épico clássico.</p>
<p>Não deixem de ler. Recomendadissimo! Além de ser um ótimo presente, o álbum também é uma importante ferramenta pedagógica. Com certeza a aceitação do clássico não será mais monótona para os que estão iniciando e será bem mais divertida para os que já conhecem.</p>
<p>Que me perdoem os rapazes, mas para ilustrar e narrar tão bem um romance Romeu e Julieta tinha que ser uma produção realizada por mulheres! rs.</p>
<p><strong>Romeu e Julieta</strong><br />
Editora Nemo<br />
Coleção Shakespeare em Quadrinhos<br />
Roteiro: Marcela Godoy<br />
Ilustração: Roberta Pares<br />
Capa cartonada<br />
Colorido<br />
20cm x 28cm<br />
64 páginas<br />
R$39,00</p>
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		<title>Resenha HQB: Peraltas do Caribe (ATUALIZADO)</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 12:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Mauricio de Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Panini]]></category>
		<category><![CDATA[Peraltas do Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[turma da Mônica]]></category>

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		<description><![CDATA[
A coleção Clássicos do Cinema Turma da Mônica é mais uma das grandes sacadas de Mauricio de Sousa e toda a sua equipe. Misturar o universo da turminha com as histórias que emocionaram na grande tela gera aventuras inusitadas e é claro, como não poderia deixar de serem, engraçadíssimas.
E em Peraltas do Caribe você encontra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/peraltas_do_caribe.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24351" title="peraltas_do_caribe" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/peraltas_do_caribe.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>A coleção Clássicos do Cinema Turma da Mônica é mais uma das grandes sacadas de Mauricio de Sousa e toda a sua equipe. Misturar o universo da turminha com as histórias que emocionaram na grande tela gera aventuras inusitadas e é claro, como não poderia deixar de serem, engraçadíssimas.</p>
<p>E em Peraltas do Caribe você encontra justamente isso, situações inusitadas e engraçadas. A história é uma sátira ao primeiro filme da franquia Piratas do Caribe, “A Maldição do Pérola Negra”, e tem como personagem principal o Cebolinha, que aqui vive o Cebolek Spilo, ou melhor dizendo, Capitão Cebolek Spilo.</p>
<p>A mistura desses dois universos possibilitou que a liberdade criativa fosse muito bem utilizada para agradar diversos tipos de leitores. O trunfo aqui foi que o roteirista soube aproveitar as características originais de cada personagem da Turma da Mônica e transforma-los nos peraltas. Inclusive essa liberdade foi tanta que permitiu a aparição de personagens que nem estariam no filme, que é o caso de Tia Dalmônica, que tem passagens hilárias na trama.</p>
<p><span id="more-24350"></span>Lembra que falamos que a publicação agrada a vários tipos de leitores? Então, isso fica evidente quando você começa a observar os níveis de leitura, ou as piadas gráficas, encontradas em Peraltas do Caribe.</p>
<p>O leitor que nunca viu o filme vai se divertir, pois a história bem elaborada e gostosa de ler e não se prende fielmente à película. Quem já conhece a saga de Jack Sparrow e é fã do pirata e sua trupe não vai deixar de reconhecer algumas passagens do filme e irá se surpreender com a transposição caricata que é executada na publicação.</p>
<p>E é claro, não podemos deixar de mencionar as passagens direcionadas para os leitores que acompanham os quadrinhos fora das páginas dos quadrinhos. Tem como não rir vendo Sidney Gusman como Gusmão em uma conversa de grande importância com o governador Maurício? E como não deixar de perceber o encontro de vários piratas famosos (dos quadrinhos e do cinema) em Tortuga?<br />
E também vai uma dica para quem gosta de analisar roteiro: Peraltas do Caribe é um prato cheio!</p>
<p>Não bastasse o desafio de ser uma adaptação que reúne dois universos (o que não é nada fácil), a narrativa em alguns momentos usa como solução para o enredo um dos artifícios mais difíceis de lidar: a metalinguagem.</p>
<p>Explicando: basicamente metalinguagem é quando você utiliza elementos que subvertem a própria linguagem (nesse caso a dos quadrinhos), e o que vemos em Peraltas do Caribe é esse atifício sendo usado para o que em teatro se chama de quebra da quarta parede, ou seja, o personagem dialoga com o leitor, e diz que você leitor está lendo uma história em quadrinho. O grande perigo desse artifício é que ele pode distanciar o leitor, fazendo-o perder todo o interesse na ação. A grande sacada no roteiro foi usar isso a favor das piadas e justificar as aparições, fazendo o leitor ir para o universo da Turma da Mônica, que por si só já é muito interessante e cheio de peculiaridades. Isso foi genial!</p>
<p>Detalhes sobre como a história apresenta e resolve questões como a maldição do Pérola Negra, qual é o feitiço que recai sobre os peraltas e suas vilanias e qual é o valioso tesouro, sinceramente não iremos colocar neste post, pois não queremos estragar a boa leitura que é Peraltas do Caribe.</p>
<p>E para aqueles que se perguntam se essa saga de peraltices terá uma continuação, fiquem sabendo que tudo indica que sim, e isso não é spoiler, já que é de conhecimento geral que a franquia dos Piratas do Caribe é uma trilogia. Agora só nos resta apenas esperar pelo próximo filme, ops, que dizer, edição!</p>
<p><strong>Peraltas do Caribe</strong><br />
Clássicos do Cinema nº 30<br />
Editora Panini<br />
revista bimestral<br />
19 x 27,5 cm<br />
48 páginas<br />
R$ 5,50</p>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO</strong></p>
<p>Hoje, 27 de abril de 2012, acontece um sorteio via twitter. Iremos sortear três exemplares de Peraltas do Caribe via Twitter. Participe!</p>
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		<title>Resenha HQB: Mix Tape</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 12:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Lu Cafaggi]]></category>
		<category><![CDATA[Mix Tape]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não dá para explicar sobre este trabalho sem descrever e destacar dois pontos centrais da obra: a arte suave e a saudosista ideia primorosa que encanta logo de cara.
Escrito e desenhada por Lu Cafaggi, basicamente a HQ narra a história de quatro mulheres e sua relação com a música, mas com essa proposta, o projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/03/mixtape.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24069" title="mixtape" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/03/mixtape.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Não dá para explicar sobre este trabalho sem descrever e destacar dois pontos centrais da obra: a arte suave e a saudosista ideia primorosa que encanta logo de cara.</p>
<p>Escrito e desenhada por Lu Cafaggi, basicamente a HQ narra a história de quatro mulheres e sua relação com a música, mas com essa proposta, o projeto consegue ir muito além, e a quadrinhista consegue exprimir com o seu traço delicado e singelo emoções que ficam marcadas no leitor, igual àquela música que a gente nunca esquece.</p>
<p>O projeto gráfico de Mix Tape apresenta um design muito atemporal. Toda a estrutura lembra o formato de uma fita k7, dando um aspecto delicado e lúdico à publicação independente, que foi impresso em um papel que enriquece a arte produzida de forma quase artesanal e lírica.</p>
<p><span id="more-24068"></span>Mix Tape nos apresenta uma das poucas publicações que consegue fazer a interação de maneira perfeita com a arte ilustrada que foi impressa com a proposta de ser uma seleção particular de músicas para marcar algum momento e ser entregue a uma pessoa, só que é claro, Lu Caffagi nos delicia com HQs e não com canções.</p>
<p>A utilização de cores que ampliam a questão estética e sugerem viagens delicadas a todos os sentidos e emoções são muito convidativas aos temas abordados, como o resgate de memórias simples, regadas a ficção.</p>
<p>Há tempos não me deparo com trabalho tão criativo. Para completar toda a delicadeza, Mix Tape se apresenta em quatro pequeninos livrinhos com de 8 páginas cada, no formato 7 X 10 cm, e tudo se encaixa em uma capa, que sim é a representação de uma fita K7.</p>
<p>Com pouco texto e traços elegantes Lu Cafaggi nos apresenta uma “fitinha” tão delicada que nos fica a sensação que ela tem que ser dada de presente para aquela pessoa especial que você precisa dizer o quanto ela é importante!</p>
<p>Fica a dica: quer dar um presente com muita sensibilidade e que com certeza vai marcar a sua relação com alguém? Mix Tape é o presente ideal!</p>
<p><strong>Mix Tape</strong><br />
Roteiro e arte: Lu Cafaggi<br />
Edição independente<br />
32 páginas<br />
R$ 9,60<br />
Contato: <a href="http://www.lospantozelos.blogspot.com" target="_blank">www.lospantozelos.blogspot.com</a></p>
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		<title>Resenha HQB: Uma Patada com Carinho</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 12:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thina Curtis</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha hqb]]></category>
		<category><![CDATA[Barba Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Chiquinha]]></category>
		<category><![CDATA[HQB]]></category>
		<category><![CDATA[Leya]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Uma patada com carinho]]></category>

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Uma Patada com Carinho &#8211; As histórias pesadas da Elefoa Cor-de-rosa &#8211; é o primeiro livro da cartunista gaúcha Fabiane Bento Langona, publicado pela editora Leya/Barba Negra e já vem com conteúdo de clássico para leitoras e também já se posiciona como referência para outras cartunistas.
Sim, o livro aborda o universo feminino, mas de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/patada_com_carinho.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Uma Patada com Carinho &#8211; As histórias pesadas da Elefoa Cor-de-rosa &#8211; é o primeiro livro da cartunista gaúcha Fabiane Bento Langona, publicado pela editora Leya/Barba Negra e já vem com conteúdo de clássico para leitoras e também já se posiciona como referência para outras cartunistas.</p>
<p>Sim, o livro aborda o universo feminino, mas de uma forma astuta e consegue de maneira criativa se impor e sobreviver ao universo masculino. Temas como moda, amor, sexo, questões ambientais, amizades, entre outros são narrados de uma forma tão deleitosa que você só consegue largar o livro somente depois que devora-lo todinho!</p>
<p>Recomendadíssimo para as adolescentes e para todo o mulheril de plantão, e é claro, para os homens que querem entender um pouco sobre a mente feminina. E rapazes, acreditem, não é fácil!</p>
<p><span id="more-24051"></span>A história expõe fatos que levam as três personagens principais , a Elefoa, a girafa e uma ursa, personagens que diga se de passagem são bem diferentes uma das outras em quesito de personalidade e na qual convivem e compartilham entre si os mesmos anseios, a lidarem com seus problemas cotidianos  muito próximos dos vivenciados pelos(as) leitores(as).</p>
<p>Chiquinha, como é conhecida a autora, nos apresenta em 128 páginas situações com muito humor e com sutiliza nos demonstra que ela não é o tipo de escritora que está somente preocupada com a questão do riso, mas sim de uma reflexão sobre o convívio igualitário.</p>
<p>A editora Leya / Barba Negra acertou em dar espaço para Chiquinha e nos deliciar com um álbum que apesar de ser focado no universo feminino, não limita o público masculino de sua leitura, além de dar a oportunidade para a autora demonstrar que as cartunistas estão no mesmo patamar no humor e na habilidade gráfica.</p>
<p>Creio e espero ser o primeiro de vários álbuns de Chiquinha que veremos publicados.<br />
<strong><br />
Uma Patada com Carinho &#8211; As histórias pesadas da Elefoa Cor-de-rosa</strong><br />
Autora: Chiquinha<br />
Editora: Leya / Barba Negra<br />
14&#215;18 cm<br />
128 páginas<br />
R$ 34,90</p>
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