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	<title>Impulso HQ &#187; princípio da incerteza</title>
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		<title>SuperMiolos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 12:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MacAssis</dc:creator>
				<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[A noite dos mortos-vivos]]></category>
		<category><![CDATA[George Romero]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
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Ao contrario do que muita gente pensa, quando Mark Millar inseriu nas páginas de Quarteto Fantástico Ultimate (publicada em Marvel Millennium Homem-Aranha 56 a 58) um mundo dominado por zumbis, ele queria apenas fazer graça, e muita, com a maneira carinhosa pela qual Stan Lee se referia ao tipo de fanatismo de um certo grupos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10913" title="abertura" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/abertura6.jpg" alt="abertura" width="400" height="400" /></p>
<p>Ao contrario do que muita gente pensa, quando Mark Millar inseriu nas páginas de Quarteto Fantástico Ultimate (publicada em Marvel Millennium Homem-Aranha 56 a 58) um mundo dominado por zumbis, ele queria apenas fazer graça, e muita, com a maneira carinhosa pela qual Stan Lee se referia ao tipo de fanatismo de um certo grupos de fãs, capazes de idolatrar qualquer porcaria que publicassem com seus personagens favoritos: eram os  Marvel Zombies – ou Zumbis Marvel.</p>
<p>A história fez tanto sucesso que acabou dando origem a uma série de histórias baseadas na premissa de um universo Marvel totalmente habitado por zumbis.</p>
<p>Todo bom fã de HQ’s sabe que não são poucas as vezes em que roteiristas buscam sua inspiração em filmes e livros dos mais variados tipos (na verdade, fica muito feio quando um autor tenta esconder suas fontes de inspiração, como é o caso do seriado Heroes).</p>
<p>O problema é encontrar um bom material de referência, consistente com o universo dos heróis  e ao mesmo tempo capaz de cativar a atenção dos leitores.<br />
<span id="more-10911"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10914" title="11" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/114.jpg" alt="11" width="398" height="600" /></p>
<p>Nos quadrinhos de horror, por exemplo, é muito difícil para os autores encontrarem alguma consistência entre os vários mitos relacionados a aparições fantasmagóricas, vampiros ou zumbis e é isso o que torna esse gênero de quadrinhos muitas vezes enfandonho.</p>
<p>Claro, bons autores há em todo lugar (ou não…) e sempre há algum tipo de similariedade entre os relatos encontrados em filmes e na literatura.</p>
<p>Mas isso não facilita em nada o trabalho do escritor: como escolher entre tantas situações cliché, uma que realmente seja capaz de trazer alguma emoção à sua história? Em uma aventura de super-heróis a ambientação de horror pode parecer uma tarefa difícil, principalmente pelo receio de que as situações caiam no ridículo ao invés de causar algum medo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10915" title="10" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/105.jpg" alt="10" width="398" height="600" /></p>
<p>A grande sacada então é perceber que com um pouco de atenção e pensamento crítico, o mito mais bobo e inusitado pode criar o clima perfeito para uma grande história – e assim nasceram os Zumbis Marvel.</p>
<p><strong>Super Miolos</strong></p>
<p>Se você é fã dos filmes do diretor George Romero (“A noite dos mortos-vivos” por exemplo) então já está bastante familiarizado em como funciona essa coisa toda de voltar do túmulo em Hollywood: zumbis são pessoas mortas que por um motivo ou outro parecem desistir do tal descanso eterno e saem por ai em um estado de não-vida devorando cérebros de pessoas vivas, em uma clara tentativa de convencê-los de seu ponto de vista.</p>
<p>A pessoa mordida (ou ferida) por um zumbi, por sua vez também se torna um comedor de miolos – ainda que em certos contos isso não ocorra de forma instantânea: há sempre um diretor que gosta de torturar seus personagens!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10916" title="02" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/026.jpg" alt="02" width="400" height="400" /></p>
<p>E há uma vasta gama de zumbis disponíveis por aí, desde o criado por um sacerdote Vudu até aqueles capazes de seguir as ordens de seu criador, mas os Zumbis Marvel seriam um desmembramento (desculpem, nao resisti) do que considero ser o melhor tipo, aqueles que vemos nos filmes de John Romero: os zumbis selvagens, violentos e famintos.</p>
<p>São muito semelhantes aos vampiros, também mortos-vivos que se alimentam do sangue de pessoas vivas e cujas vítimas tendem a se erguer do túmulo como novos e sedentos vampiros.</p>
<p>Mas voltando aos Zumbis Marvel, sei que pode parecer piada mas analisar o surgimento de um desmorto semi-irracional (na história, eles parecem ser capazes de pensar racionalmente apenas quando se alimentam) e esfomeado com os olhos da razão pode explicar, por exemplo, como um planeta inteiro sucumbiria a infestação em tão pouco tempo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10917" title="05" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/056.jpg" alt="05" width="400" height="202" /></p>
<p>Siga-me em um raciocínio simples, facilmente ilutrado pelo que teria acontecido se no dia  02 de novembro de 2006 (data da realização da primeira Zombie Walk em São Paulo) se em algum cemitério qualquer tivesse surgido um zumbi.</p>
<p>Imagine-o perambulando pela cidade, logo após o término da caminhada em que dezenas de desocupados (eu, entre eles) perambularam pelas ruas de São Paulo vestidos e maquiados como zumbis.</p>
<p>E lá teria ido ele, andando pelo centro, ignorado pelas pessoas  não importando o quão deteriorado estivesse (desde que sua aparência fosse minimamente humana) até se aproximar o bastante de alguém para abocanhá-lo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10918" title="06" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/067.jpg" alt="06" width="400" height="202" /></p>
<p>Dois eventos ocorrem de forma simultânea quando um zumbi se alimenta d eum se vivo: em primeiro lugar, a quantidade de zumbis irá aumentar em uma unidade. Em Segundo lugar, a população humana diminuirá em uma unidade.</p>
<p>Se considerarmos a população de São Paulo como sendo algo da ordem de 15 milhões de pessoas (1,5&#215;106 em notação científica, para fins de arredondamento), vamos ignorar as taxas de morte/nascimento locais e nos concentrar apenas nos efeitos causados pelos zumbis.</p>
<p>Nenhum filme jamais deixou claro a frequência com que um desmorto precisa se alimentar, então vou supor aqui que cada zumbi necessite comer um miolo vivo ao menos uma vez por semana, para facilitar minhas contas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10919" title="08" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/087.jpg" alt="08" width="400" height="202" /></p>
<p>Bem, logo após o primeiro contato físico entre nosso querido zumbi e um desavisado qualquer no decorrer da semana 1, teremos 2 zumbis e 1,5&#215;106 -1 habitante humano.</p>
<p>Trabalharei com algarismos significativos não só para facilitar o cálculo, mas para tornar o resultado ainda visualmente mais impactante. Vou supor também que o primeiro zumbi tenha acabado de sair de uma churrascaria-rodízio e só vá precisar se alimentar na próxima semana, juntamente com o zumbi original.</p>
<p>No dia 09 de novembro, os dois novos amiguinhos sairiam para um lanche, nos deixando 2 novos zumbis e 1,5&#215;106 -3 seres humanos. No dia 16 de novembro, seriam 8 zumbis contra 1,5&#215;106 -7 habitantes na cidade. A esta altura você ja deve ter percebido que o número de zumbis irá dobrar a cada 7 dias de forma que após uma quantidade de semanas “n”, nossos habitantes zumbis terão uma quantidade “2n”</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10920" title="12" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/123.jpg" alt="12" width="398" height="600" /></p>
<p>Foi exatamente assim que se deu a infestação Zumbi no universo Marvel, através de um tipo de série conhecida como progressão geométrica. O assustador é que toda progressão geométrica tende a crescer de forma muito, muito rápida e como você percebeu nos gibis, em pouco tempo o resultado é desastroso para os personagens: todos os zumbis (exceto o primeiro) eram pessoas vivas antes de serem atacadas.</p>
<p>No caso da cidade de São Paulo, havia uma população de 1,5&#215;106 pessoas da qual iríamos subtraindo o número de zumbis. Dessa forma, após uma quantidade “n” de semanas, o número de paulistanos seria de 1,5&#215;106 -2n +1 pessoas (lembre-se de que o número seria ímpar pois não contamos o zumbi original, por isso o “+1” na conta).</p>
<p>A quantidade de desmortos cresceria geometricamente, enquanto a população humana decresceria com a mesma taxa de progressão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10921" title="07" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/076.jpg" alt="07" width="400" height="202" /></p>
<p>Um outro detalhe para que eu usasse apenas números redondos em meu exemplo é que para que a taxa de nascimentos na cidade pudesse fazer alguma diferença significativa, o número de seres humanos teria que também duplicar semanalmente – e por mais que alguns cidadãos se esforcem de maneira incessante nesse sentido, trata-se de um número ainda muito acima da capacidade reprodutiva do ser humano e no dia 02 de maio de 2007 não haveria mais uma única alma viva na cidade de São Paulo. Isso decorridas 25 semanas do surgimento do primeiro zumbi.</p>
<p>E se considerarmos a população do nosso planeta Terra como 7 bilhões de pessoas (7&#215;109 em notação científica) no dia 02 de julho de 2007 nós teríamos 4,29&#215;109 zumbis famintos, prestes a exterminar a raça humana em seu próximo lanchinho. Apenas 32 semanas teriam se passado desde que o primeiro desmorto deu o ar de sua graça na capital paulistana. Apenas 8 meses…</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10922" title="13" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/135.jpg" alt="13" width="398" height="600" /></p>
<p>Mas ilustrei o raciocínio com zumbis normais (acuma?), dotados de um apetite normal (o que quer que isso signifique). E um zumbi superpoderoso, sera que não necessitaria se alimentar a prazos mais curtos (24 horas, por exemplo?).</p>
<p>Afinal, ele voa, tem superforça, supervelocidae…portanto, necessitaria de muito mais energia para manter seus poderes do que aquele primo distante que só grita “miolos, miolos” e se arrasta pelo meio da rua.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10923" title="04" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/048.jpg" alt="04" width="400" height="400" /></p>
<p>Não foi, portanto, marmelada ou apelação dos autores criar uma dimensão totalmente dominada por zumbis famintos, cuja única saída seria invadir as dimensões adjacentes e consumir os habitantes desses outros planetas em um ciclo de horror interminável…</p>
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		<title>A Força de Aceleração?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 11:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MacAssis</dc:creator>
				<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Allen]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
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No início de sua carreira como Flash, Wally West não era tão veloz quanto seu tio Barry Allen, sendo capaz &#8220;apenas&#8221; de quebrar a barreira do som, e não a da Luz, como seu tio. Embora fosse muito mais veloz quando usava a mascara de Kid Flash, essa limitação de poderes deu aos roteiristas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10902" title="08" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/086.jpg" alt="08" width="398" height="600" /></p>
<p>No início de sua carreira como Flash, Wally West não era tão veloz quanto seu tio Barry Allen, sendo capaz &#8220;apenas&#8221; de quebrar a barreira do som, e não a da Luz, como seu tio. Embora fosse muito mais veloz quando usava a mascara de Kid Flash, essa limitação de poderes deu aos roteiristas a oportunidade de explorar melhor seu potencial.</p>
<p>Mas, durante a clássica fase roteirizada por Mark Waid, Wally conseguiu atingir novos limites, ganhando poderes ainda maiores que os de seus predecessores: agora, ele era capaz de não só alcançar a barreira da velocidade da luz, como ser ainda mais rápido que ela. Isso se deveria a descoberta da existência da força de aceleração, um campo de energia que seria responsável pela velocidade de todos os Flashes.</p>
<p>Durante essa fase, o herói aprendeu também a transferir energia cinética a outros objetos e pessoas, além de roubá-la se quisesse, tornando-se o Flash mais poderoso até então.</p>
<p>Mas como exatamente isso funcionaria?</p>
<p><span id="more-10901"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10903" title="01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/017.jpg" alt="01" width="400" height="400" /></p>
<p>Em Física, velocidade (símbolo v) é a medida da rapidez com a qual um corpo altera sua posição; aceleração (símbolo: a) é a taxa de variação (ou derivada em função do tempo) de uma velocidade enquanto força (F) é aquilo que pode alterar (num mesmo referencial assumido inercial) o estado de repouso ou movimento de um corpo, ou ainda, deformá-lo.</p>
<p>A definição de Força não pode ser desvinculada da Terceira Lei de Newton (aquela que fala sobre ação &amp; reação) e é importante lembrar que uma força é detectada através de seus efeitos (por exemplo, a variação no módulo da velocidade de uma bola em estado inicial de repouso, ao ser chutada), uma alteração na direção e sentido do movimento do corpo (como a bola que acerta na trave durante sua tragetória) ou ainda na deformação no corpo em que é aplicada a força (no caso da bola, a deformação momentânea que sofre ao ser chutada).</p>
<p>Já foi dito nas histórias que Jay Garrick era o Flash que conseguiria alcançar a velocidade da luz mais rapidamente (sic), enquanto Barry Allen seria capaz de conservá-la por mais tempo (sic novamente). Quem, afinal, teria sido o Flash mais poderoso?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10904" title="07" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/075.jpg" alt="07" width="398" height="600" /></p>
<p>Bem, acelerar até a velocidade da luz pode nos levar a dois caminhos: se essa aceleração for instantânea, trata-se mais de um caso de potência dos músculos das pernas do que mover as pernas em supervelocidade: ao correr, o herói empurra o solo para trás de si, formando um par de ação/reação forte o suficiente para arremessa-lo para frente cada vez mais rápido, até atingir a tal velocidade da luz.</p>
<p>O maior problema nessa situação seria um escorregão: o que usar como ponto de apoio? E o que calçar? Como respirar a essa velocidade? E, não sei quanto a vocês, mas correr me dá uma fome danada&#8230;</p>
<p>Mas, se a aceleração não for instantânea, então o herói deve ter reflexos rápidos o suficiente para evitar um acidente terrível, como tropeçar em uma pedra: se ele está acelerando até alcançar uma velocidade próxima (ou igual a) da luz, tropeçar significa entrar em órbita – é que existe uma coisa chamada velocidade de escape da Terra (velocidade que um foguete precisa alcançar para conseguir escapar da força de aceleração da gravidade da Terra).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10905" title="06" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/066.jpg" alt="06" width="400" height="400" /></p>
<p>Aliás, e quanto aos tímpanos? O que acontece quando o personagem quebra a barreira do som, como seus ouvidos reagiriam ao estrondo?</p>
<p>Sem falar no rastro de lixo que eles vao levando pelo caminho. Há o problema do suor na roupa também, mas e daí? Supervelocidade é um barato, quem liga para isso? Basta correr mais rápido que o cheiro e tudo bem&#8230;</p>
<p>Vamos lembrar então dos adicionais necessários a um herói com o poder da supervelocidade: um nível alto de inteligência é aconselhável, não só porque precisa de reflexos rápidos o suficiente para evitar que morra espatifado contra uma parede, mas principalmente devido aos efeitos relativísticos do movimento, que já explicamos: se a gente fica enjoado só de andar em montanha russa, imagine então vislumbrar toda a paisagem achatada, devido a alterações na compressão do espaço?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10906" title="04" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/047.jpg" alt="04" width="400" height="400" /></p>
<p>E um campo de força ou “aura protetora” também seria bem útil (a menos que se queira que o herói vire churrasco, devido ao atrito com o ar!).</p>
<p>Lembre-se que ao aplicarmos aqui as regras do nosso universo a um personagem de histórias em quadrinhos, não estamos querendo inviabilizar sua existência (o que de fato aconteceria), apenas sugerir aos leitores usarem sua imaginação em busca de soluções inteligentes para escapar de limitações que tornariam mais interessantes alguns roteiros de HQ.</p>
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		<title>26º Prêmio Ângelo Agostini</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 11:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[palestras, encontros e eventos]]></category>
		<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[Angêlo Agostini]]></category>
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		<description><![CDATA[
Quem estiver na cidade de São Paulo no dia 27 de fevereiro, sábado, a partir da 13h,  não pode perder a premiação Ângelo Agostini, um dos mais importantes prêmios de quadrnhos do país.
A cerimônia será realizada no Lapa Faustolo, e para o dia estão programadas uma série de atividades como Exibição do filme Deu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10994" title="convite_angelo_agostini" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/convite_angelo_agostini.jpg" alt="convite_angelo_agostini" width="398" height="600" /></p>
<p>Quem estiver na cidade de São Paulo no dia 27 de fevereiro, sábado, a partir da 13h,  não pode perder a premiação Ângelo Agostini, um dos mais importantes prêmios de quadrnhos do país.</p>
<p>A cerimônia será realizada no Lapa Faustolo, e para o dia estão programadas uma série de atividades como Exibição do filme <em>Deu no New York Times</em>,  (roteirizado e encenado      por Henfil), apresentação de lançamentos de autores nacionais, Entrega dos prêmios com exibição de trabalhos dos premiados, bate-papo com os quadrinhistas e  a criação de uma HQ coletiva gigante, os presentes serão convidados a desenhar uma sequência de uma HQ, com tema escolhido no início dos trabalhos.</p>
<p>Também não posso deixar de falar sobre a palestra <em>A Divulgação dos Quadrinhos na Internet</em>, que fui convidado a participar e estarei ao lado de grandes nomes e respeitáveis profissionais como Carlos Costa (HQ Maniacs), Fábio Sales (HQ Além dos Balões), Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos), Rodrigo Febrônio (Banca dos Quadrinhos) e Sidney Gusman (Universo HQ).</p>
<p><span id="more-10992"></span>Abaixo segue a lista das categorias e dos seus respectivos vencedores:</p>
<p><em>Melhor Desenhista</em> &#8211; Adauto Silva;<br />
<em>Melhor Roteirista</em> &#8211; Laudo Ferreira Júnior;<br />
<em>Melhor Cartunista</em> &#8211; Sivanildo Sill;<br />
<em>Melhor Lançamento</em> &#8211; <em>Roko-Loko &#8211; Hey Ho, Let´s Go!</em> (<strong>Editora Rock Brigade</strong>);<br />
<em>Melhor Fanzine</em> &#8211; <em>QI</em> (Edgard Guimarães);<br />
<em>Troféu Jayme Cortez</em> &#8211; José Salles (<strong>Editora Júpiter II</strong>);<br />
<em>Mestres do Quadrinho Nacional</em>: Franco de Rosa, Henrique Magalhães e Rodval Mathias.</p>
<p><strong> Senac Lapa Faustolo</strong><br />
Rua Faustolo, 1347 -Lapa<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Corre cipó, na casa da vó!</title>
		<link>http://impulsohq.com/principio_incerteza/corre-cipo-na-casa-da-vo/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 11:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MacAssis</dc:creator>
				<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Allen]]></category>
		<category><![CDATA[Flash]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Ciclone]]></category>
		<category><![CDATA[matrix]]></category>
		<category><![CDATA[Reino do Amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[supervelocidade]]></category>
		<category><![CDATA[Wally West]]></category>

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		<description><![CDATA[
No segundo artigo sobre o Flash, é bom lembrar que se em suas histórias um personagem de HQ pode se mover a uma velocidade próxima a da luz, isso não significa exatamente que ele pode correr à essa velocidade.
Se no universo imaginário dos quadrinhos um velocista pode correr a 300 mil km/s, isso significa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10892" title="5" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/5.jpg" alt="5" width="400" height="400" /></p>
<p>No segundo artigo sobre o Flash, é bom lembrar que se em suas histórias um personagem de HQ pode se mover a uma velocidade próxima a da luz, isso não significa exatamente que ele pode correr à essa velocidade.</p>
<p>Se no universo imaginário dos quadrinhos um velocista pode correr a 300 mil km/s, isso significa que ele necessita acelerar até atingir essa velocidade: ele vive como uma pessoa normal e ativa seu poder quando acha que é preciso. Todos os Flashes sempre se comportaram dessa maneira, levando suas vidas em suas identidades secretas até que o chamado da justiça surgisse no horizonte.</p>
<p>Todos, exceto um: o Flash da megasérie “O Reino do Amanhã”, cuja identidade secreta nunca foi exatamente revelada – ele vestia o elmo do Joel Ciclone, tinha os traços de Wally West e se comportava como Barry Allen.</p>
<p>Especula-se que seja Wally West devido a cidade escolhida para ser sua “base de operações”, mas isso nunca ficou claro. Em sua apresentação na história é dito que “ele vive nos instantes entre um Segundo”, mas o que exatamente isso significa?</p>
<p><span id="more-10891"></span><img class="aligncenter size-full wp-image-10893" title="06" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/065.jpg" alt="06" width="400" height="400" /></p>
<p>Neste caso, se o personagem se move à velocidade da luz, significa que pensa, anda, respira e corre nesta mesma velocidade: é impossível para ele mover-se mais depressa (lembre-se de que a luz não pode ser acelerada, pois sua velocidade é constante! E constante significa que não muda!), mesmo que ele corra, sua velocidade não irá mudar.</p>
<p>Na verdade, ela também não irá diminuir, a menos que ele mude seu meio de propagação (a velocidade da luz é de 300mil km/s no vácuo.</p>
<p>Em outros meios, como a água, ela diminui de acordo com a penetrabilidade do meio). Então, da mesma maneira que você e eu nos movemos em nossa velocidade normal, esse personagem viveria em sua velocidade incrivelmente alta – o que está longe de ser uma situação agradável.</p>
<p>Imagine viver em um mundo onde o tempo está, literalmente, parado. Todas as pessoas do planeta não passam de estátuas para você, é possível observar as gotas de chuva suspensas no ar (como naquela cena do filme Matrix Revolutions), andar sobre a água com a mesma facilidade com que pessoas normais andam pelo asfalto. Pois é, imagine viver para sempre preso nos instantes entre os milésimos de um microssegundo!<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-10894" title="03" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/036.jpg" alt="03" width="398" height="600" /></p>
<p>Em se tratando do nosso herói, o personagem poderia salvar todas as vidas em perigo no planeta antes mesmo que elas percebessem estar em perigo&#8230;. ou não?</p>
<p>Afinal, ser superveloz não significa poder estar em dois lugares distantes ao mesmo tempo e fatalmente alguém irá morrer em algum momento, simplesmente porque o Flash não poderia estar lá para salva-la: e agora?</p>
<p>Como decidir para onde ir e a quem salvar? Talvez por isso um herói tão poderoso tenha restringido sua area de ação a uma única cidade, onde poderia evitar esses dilemas morais.</p>
<p>E não vamos nos esquecer que não haveria mais a “identidade secreta” para dar ao personagem a ilusão de uma vida normal: impossibilitado de desacelerar, coisas simples como ler um livro seriam impossíveis para ele pois a transferência de momento de sua mão ao virar a página desestabilizaria as moléculas do papel, que explodiriam!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10895" title="04" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/046.jpg" alt="04" width="400" height="400" /></p>
<p>Sinto muito, mas é a lei da conservação de energia! Pode esquecer essa história de ler uma biblioteca inteira em um minuto, mesmo porque existe a dilatação do tempo para quem se move em velocidades próximas a velocidade da luz, e o que pareça um minuto para ele pode muito bem ser uma vida inteira para nós.</p>
<p><strong>Ou seja:</strong> supervelocidade neste nível pode estar bem longe de ser uma supervantagem&#8230; aliás, está mais para superproblemão!!!</p>
<p>Mas e o inverso? Como seria uma história que se passasse em um mundo onde coisas estranhas acontecessem o tempo todo?</p>
<p>Um lugar em que os barcos nos mares fossem atacados por gigantescas ondas que surgissem sem o menor aviso e correntes de ar com a velocidade de um tornado rumassem castigando as cidades em uma linha de destruição aleatória? Uma cidade em que os objetos explodissem sozinhos, onde balas dos revólveres desistissem de voar no meio de sua trajetória ou simplesmente sumissem de seus tambores?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10896" title="01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/016.jpg" alt="01" width="398" height="600" /></p>
<p>Estranho? Pois é essa a vida dos habitantes da Keystone City de “O Reino do Amanhã”, vivendo em uma cidade estranha, que poderia muito bem receber o título de “mal assombrada”, graças a presença do Flash!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Corre Cotia, na casa da tia!</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 11:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MacAssis</dc:creator>
				<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Allen]]></category>
		<category><![CDATA[Bart Allen]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Flash]]></category>
		<category><![CDATA[John Wesley Shipp]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade Restrita]]></category>
		<category><![CDATA[Superamigos]]></category>
		<category><![CDATA[Wally West]]></category>

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		<description><![CDATA[
Segurem o fôlego, porque hoje o &#8220;Princípio da Incerteza&#8221; tentará acompanhar o pique do velocista mais famoso das Histórias em Quadrinhos!
Com seu nome gentilmente traduzido para &#8220;Relâmpago&#8221; no antigo desenho dos Superamigos, o Flash ( e não &#8220;o the flash&#8221; como muita gente gosta de falar) sempre teve cadeira cativa no panteão dos heróis mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/abertura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10552" title="abertura" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/abertura.jpg" alt="abertura" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Segurem o fôlego, porque hoje o &#8220;Princípio da Incerteza&#8221; tentará acompanhar o pique do velocista mais famoso das Histórias em Quadrinhos!</p>
<p>Com seu nome gentilmente traduzido para &#8220;Relâmpago&#8221; no antigo desenho dos Superamigos, o Flash ( e não &#8220;o the flash&#8221; como muita gente gosta de falar) sempre teve cadeira cativa no panteão dos heróis mais poderosos da DC e todas as suas encarnações ( Jay Garrick (1940-1956), Barry Allen (1956-1986), Wally West (1986-2006, 2007-) e Bart Allen (2006-2007) integraram  a Liga da Justiça em algum momento, ou a superequipe correspondente em sua realidade/época/uorévers.</p>
<p>A popularidade do herói se deve a semelhança com o deus Hermes (ou Mercúrio, dependendo do referencial) e se mover a velocidades inimagináveis ao homem comum.</p>
<p>Claro que ele é &#8220;apenas&#8221; superveloz &#8211; nada do kit completo do super-herói básico como voar ou superforça, mas sua popularidade já lhe rendeu não apenas a participação em desenhos animados e revistas em quadrinhos.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10553" title="12" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/12.jpg" alt="12" width="400" height="400" /></a></p>
<p>O seriado televisivo The Flash foi um enorme sucesso na década de 1990 (sim, eu estive lá). Estrelado por John Wesley Shipp no papel do velocista escarlate capaz de alcançar a velocidade do som, todos os 21 episódios (mais o piloto da série) estão disponíveis em DVD e valem muito a pena.</p>
<p><span id="more-10551"></span></p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/09.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10554" title="09" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/09.jpg" alt="09" width="400" height="400" /></a><br />
Ok, mas a pergunta é &#8220;por que o Flash do seriado podia se mover somente a velocidade do som (340 m/s) enquanto os heróis dos quadrinhos podem ultrapassar frequentemente a velocidade da luz (300.000.000 m/s)?</p>
<p>Bem, isso se deve principalmente a fortes restrições orçamentárias da época, mas o que quero discutir aqui são as implicações de algo se mover duas ou três vezes mais rápido que a velocidade da luz e para isso é preciso dar uma olhadinha no que  Einstein disse em seu artigo sobre a Relatividade Restrita (ou Relatividade Especial, tanto faz).</p>
<p>Pegar legal o significado do que vou dizer é bem fácil se você já tiver visto um jogo de basquete uma vez na vida&#8230;</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/07.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10555" title="07" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/07.jpg" alt="07" width="398" height="600" /></a><br />
<strong>Espaço e tempo ou Espaço-Tempo? </strong></p>
<p>Faça agora a seguinte experiência: bata duas vezes na mesa, no mesmo local. Pronto? Bem, infelizmente você não conseguiu: porque a mesa não estava mais no mesmo lugar em que estava no instante em que você bateu a primeira vez: lembre-se de que a Terra gira ao redor de seu eixo, gira em torno do sol, nosso sistema solar se move dentro da nossa galáxia, que está se movendo dentro do universo, que está em expansão. Percebeu a jogada?</p>
<p>Não existe repouso absoluto, porque tudo está em movimento no decorrer do tempo. E tempo/espaço são uma coisa só! Se você ainda achou difícil entender isso, pense assim: uma praia fica a 60 km de sua casa (essa é uma medida de distância, ou seja, espaço).</p>
<p>Você pode dizer que mora a 60 km da praia, mas se tiver um carro capaz de fazer 60km em uma hora, em velocidade constante, também pode dizer que mora a 1 hora da praia (que é uma medida de tempo!).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10558" title="13" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/13.jpg" alt="13" width="400" height="400" /></p>
<p>Pois bem, em escalas maiores também dá na mesma, desde que se use como unidade de medida uma velocidade constante – no caso, a da luz: 300 mil km em um segundo&#8230; essa foi a explicação que Einstein encontrou como resposta a vários problemas (um dos quais você conhecerá a seguir)!</p>
<p>E veja como é facinho de entender: você é capaz de se mover no espaço, mas não se mover no tempo? Nunca tentou? Então, experimente dar um passo para o lado, sem que o ponteiro de segundos do seu relógio se mova. Não conseguiu? Pois é, tento isso desde pequeno e também nunca consegui, relaxe – você não está sozinho nessa.</p>
<p>Ótimo, agora que você já entendeu que espaço-tempo é uma coisa só e que não existe repouso absoluto (porque tudo continua se movendo no tempo), vamos ver se sua imaginação é mesmo tão boa quanto você imagina (sei que isso foi um pleonasmo, mas tudo bem, afinal o texto é sobre física).<br />
Imagine um atleta quicando uma bola de basquete no meio da quadra.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="fig_01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fig_01.jpg" alt="fig_01" width="400" height="400" /></p>
<p>O atleta está parado e a bola quica entre sua mão e o chão da quadra em linha reta, certo?<br />
Você está olhando da arquibancada e lá está o atleta, parado, quicando a bola num sobe-e-desce em linha reta, igualzinho na figura1&#8230;certo?</p>
<p>Você é o observador nº 1. O atleta será o observador nº 2 e para ele a bola de basquete também sobe-e-desce em linha reta, como na figura 1. Tudo bem até aqui?</p>
<p>Então, o atleta começa a correr quicando a bola: para ele, a bola continua o sobe-e-desce em linha reta (figura1), mas para você não: você olha e vê a bola subindo e descendo em zigue e zague acompanhando o atleta, como na figura 2, não é mesmo?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10559" title="fig_02" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fig_02.jpg" alt="fig_02" width="400" height="400" /></p>
<p>Eu sei que esse é um exemplo bobo e bem óbvio, mas acredito que seja a maneira mais fácil de se entender o que acontece quando algo se move na velocidade da luz: vamos trocar agora a bola de basquete por um fóton (é, aquela particulazinha de luz!).</p>
<p>Preste muita atenção: se o atleta está parado no meio da quadra e começa a quicar o fóton no chão, o fóton irá fazer o movimento de sobe-e-desce da figura 1.<br />
Você, que está sentado na arquibancada, olha para o atleta e vê o fóton fazendo o mesmo movimento. Agora, o atleta começa a correr pela quadra, quicando o fóton.</p>
<p>Para melhorar o exemplo, vamos fazer com que o atleta agora passe a correr em uma velocidade muito, muito próxima a da luz: lá está nosso atleta, oficialmente conhecido como observador nº 2, correndo em uma velocidade muito próxima a da luz (depois eu explico por que ele não corre na velocidade da luz) e quicando o fóton (esse sim, se move na velocidade da luz, afinal&#8230;ele é uma partícula de luz).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10560" title="10" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/10.jpg" alt="10" width="400" height="400" /></p>
<p>Para ele, o fóton faz o movimento da figura 1, da mesma maneira que a bola de basquete. Só que você, o observador nº 2, vê o fóton fazendo o movimento igual ao da figura 2, da mesma maneira que a bola de basquete.</p>
<p>Bem, hora da morte cerebral: sinto muito, mas não tem outro jeito, hora de botar pra funcionar sua imaginação: se no referencial do observador 1 o fóton percorre um espaço maior quando se comporta de acordo com a figura 2, e faz isso na mesma quantidade de tempo que gasta para fazer o movimento da figura 1 no referencial do observador 2, isso te traz um problemão: como é possível que ele percorra distâncias diferentes em uma mesma unidade de tempo?</p>
<p>Lembre-se de que a velocidade da luz é constante, portanto o fóton não pode ter acelerado (como a bola de basquete)! Como você explica essa situação?<br />
Como diria Jack, vamos por partes: velocidade é o quanto algo percorre (distância) em um certo tempo (V=S/t, como você aprende na escola). Portanto, se a velocidade é constante (não muda), algo tem que mudar para que a igualdade seja válida: ou o espaço, ou o tempo. Se o tempo for maior, o espaço deve ser menor e vice-versa – porque no caso do jogador quicando o fóton, o resultado da conta já está lá, é a velocidade da luz.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10561" title="01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/01.jpg" alt="01" width="398" height="600" /><strong></strong></p>
<p><strong>Entendeu? </strong><br />
De acordo com Einstein, o que acontece é o seguinte: para o atleta que está se movendo a uma velocidade próxima a da luz, o tempo está passando mais devagar do que para você.<br />
Em compensação, no seu referencial, o que parece menor é o espaço: por isso que você vê o fóton percorrer um espaço maior!</p>
<p>Agora você deve estar pensando “O quêêê?” , porque se no seu referencial o espaço é menor, o que é que o atleta enxerga quando olha pra você? Bem, trata-se da resposta definitiva para qualquer regime de peso: o atleta te vê comprimido, magrinho, magrinho, como se a sua largura fosse quase como a espessura de uma folha de papel sulfite.</p>
<p>Esses são os chamados efeitos relativísticos do movimento e tudo que se mover em uma velocidade próxima a da luz está sujeito a eles. Inclusive o Flash, que deveria ver o mundo enquanto corre como uma aparentemente infinita sequencia de pauzinhos finissíssimos. Mas por que no exemplo eu disse “velocidade próxima a da luz” e não “velocidade da luz”?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10562" title="04" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/041.jpg" alt="04" width="398" height="600" /></p>
<p>Bem, digamos que os fótons descobriram a fonte da eterna juventude: eles nascem e morrem com a mesma velocidade&#8230;onde o tempo literalmente não passa!<br />
Ou seja: se o atleta se movesse na velocidade da luz, o tempo não passaria para ele, entendeu? Isso porque a velocidade da luz (c) é a velocidade limite no nosso universo, nada se move mais rápido que ela. Portanto, Wally West teria para sempre a mesma idade que tinha ao receber seus poderes, sendo um eterno aborrescente.</p>
<p>De fato, dado a frequencia com que todos os velocistas alcançam a velocidade da luz em suas aventuras, nenhum deles jamais envelheceria aos nossos olhos: fato-flash!</p>
<p>Enquanto isso no universo real, é fácil entender por que é impossivel que algo se mova mais rápido do que a luz, através de um simples exercício mental: imagine uma máquina ou dispositivo capaz de funcionar mais rápido que a velocidade da luz. Algo do tipo “o dobro da velocidade da luz”.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10563" title="06" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/06.jpg" alt="06" width="398" height="600" /></p>
<p><strong>Pronto?</strong></p>
<p>Agora, imagine que esse dispositivo, ao receber uma pergunta qualquer, emite a resposta automaticamente, nessa mesma velocidade mais rápida que a da luz. Então, imagine-se agora a uma certa distância dessa máquina. Você envia uma pergunta para ela, mas faz isso em um meio que se propague na mesma velocidade da luz.</p>
<p>Sabe o que vai acontecer? Você irá receber a resposta, antes mesmo de ter feito a pergunta! Porque se a máquina funciona mais rápido que a velocidade da luz, então ela recebe a pergunta enviada por você e manda a resposta com uma velocidade superior (à velocidade da pergunta), mas viajar em uma velocidade qualquer, significa percorrer um determinado espaço em uma quantidade de tempo qualquer, correto?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10564" title="08" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/08.jpg" alt="08" width="400" height="400" /></p>
<p>Então, viajar ao dobro da velocidade da luz significa percorrer o mesmo espaço na metade do tempo que a luz levaria para percorre-lo: a resposta viaja de volta a uma velocidade que lhe permite ultrapassar a pergunta no caminho da vinda, ou seja, você recebe a resposta antes mesmo de fazer a pergunta.</p>
<p>Espero que depois dessa rápida (e espero eu, não-tão-chata) aula sobre relatividade as aventuras do Flash possam ser lidas com outros olhos por vocês e não no sentido de &#8220;nada disso aconteceria de verdade&#8221; porque qualquer um é capaz de dizer isso sem saber praticamente nada do que expliquei ali em cima.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10565" title="05" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/05.jpg" alt="05" width="398" height="600" /></p>
<p>A graça do negócio é ler e se perguntar &#8220;como isso seria possível&#8221; já que a condição básica para a diversão nas histórias do Flash é aceitar (em uma espécie de &#8220;o que aconteceria se..?&#8221;) a existência dos seus poderes.<br />
Ok, então ele consegue alcançar velocidades relativísticas&#8230; mas como fica o atrito com o vento? Que marca de tênis ele usa (me parecem ser bem resistentes!)?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-10566" title="03" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/02/03.jpg" alt="03" width="398" height="600" /></p>
<p>Como ele consegue ouvir as conversas enquanto se move milhares de vezes mais rápido que o som e o mais importante: O quanto ele precisa comer para ter todo esse pique?</p>
<p>São perguntas assim que fazem do Flash um dos super-heróis  favoritos de muitos cientistas e estudantes de ciências &#8211; inclusive o ilustre Sheldon Cooper, do seriado The Big Bang Theory&#8230;</p>
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		<title>MANITÚ!</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 10:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MacAssis</dc:creator>
				<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[biomecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Chefe Apache]]></category>
		<category><![CDATA[Cubo]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Yabu]]></category>
		<category><![CDATA[Galileu]]></category>
		<category><![CDATA[giganta]]></category>
		<category><![CDATA[Legião do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[MANITÚ]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrado]]></category>
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		<category><![CDATA[Superamigos]]></category>
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Chefe Apache, segundo o Fábio Yabu, é exemplo de caráter, homem, mito, índio, sinônimo de super-heroísmo! O mais famoso dos Superamigos&#8230;OU NÃO! Criado em 1977 para o desenho animado dos &#8220;Superamigos&#8221; (&#8220;Challenge of the SuperFriends&#8221;), é apenas um índio da tribo dos Apaches dos dias de hoje, com o poder de se transformar num gigante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_abertura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10322" title="apache_abertura" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_abertura.jpg" alt="apache_abertura" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Chefe Apache, segundo o Fábio Yabu, é exemplo de caráter, homem, mito, índio, sinônimo de super-heroísmo! O mais famoso dos Superamigos&#8230;OU NÃO! Criado em 1977 para o desenho animado dos &#8220;Superamigos&#8221; (&#8220;Challenge of the SuperFriends&#8221;), é apenas um índio da tribo dos Apaches dos dias de hoje, com o poder de se transformar num gigante com 50 pés de altura &#8211; o equivalente a 16 metros, no Sistema Internacional.</p>
<p>Como era praxe naquela época, sua origem é simplista -  ele ganhou seu poder do xamã de sua tribo em troca de salvar algumas pessoas que estavam em perigo.</p>
<p>São dois os pontos que podemos falar aqui &#8211; o primeiro, do artifício utilizado pelos roteristas que conseguiram resolver dois problemas com uma única tacada: o problema da representação das minorias no desenho e a criação de um adversário a altura (opa!) da Giganta (uma das integrantes da Legião do Mal)</p>
<p>Na versão original dos Quadrinhos, Giganta não tinha poderes &#8211; era apenas muito forte. Depois do desenho animado a vilã foi remodelada e passou a poder alterar seu tamanho e força física proporcionalmente.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10325" title="apache_7" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_7.jpg" alt="apache_7" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Embora sua altura máxima varie de acordo com a série em que participa, vamos nos ater ao desenho dos Superamigos em que ela e Chefe Apache conseguiam alcançar exatamente a mesma altura.</p>
<p>Suas lutas eram realmente um grande problema para os desavisados&#8230;</p>
<p><span id="more-10321"></span></p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10324" title="apache_8" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_8.jpg" alt="apache_8" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Para os jovens daquela época e trintões de atualmente, a habilidade de crescer até o tamanho de um edifício era presença constante na cultura pop, principalmente nos seriados nipônicos como Ultraman, Ultraseven e (o meu favorito, defensor da Terra contra os perigos da poluição) o Spectreman.</p>
<p>Isso sem falar no King Kong, Godzilla e todos os monstros gigantes que povoavam os filmes B da época. Era um efeito pouco explorado em desenhos animados, porém, mesmo mexendo com a cabeça da criançada.</p>
<p>Afinal, seria possível um homem se tornar um gigante e depois voltar ao seu tamanho normal?</p>
<p>Claro que sim, em nossa imaginação. Porque na realidade, tudo o que existe é feito de átomos – e tudo o que sabemos sobre átomos nos diz que eles não podem ser aumentados ou reduzidos (exceto, nesse ultimo caso, em condições extremas: há espaço dentros dos átomos, mas a teoria quantica deixa bem claro que não se trata de espaços vazios.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10326" title="apache_2" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_2.jpg" alt="apache_2" width="400" height="202" /></a></p>
<p>Elétrons estão zunindo em volta do núcleo a incríveis velocidades. Um átomo pode ser comprimido, mas só sob condições de extremo calor e pressão, como no interior de uma estrela entrando em colapso.)</p>
<p><strong>A lei do Quadrado e do Cubo</strong></p>
<p>Sem entrar nos detalhes da estrutura atômica, vamos descobrir por que seria impossível para o Chefe Apache (ou a Giganta) aumentarem seus tamanhos (mesmo que de forma mística).</p>
<p>Descoberta no século XVI por Galileu, a lei do Quadrado e do Cubo explica que nenhum organismo biológico pode sofrer uma mudança de tamanho (conseqüentemente, de escala) sem modificar sua forma ou conformação: o volume deste organismo crescerá em razão cúbica, mas a superfície que o contém aumentará apenas em uma razão quadrada.</p>
<p>É, eu sei: aqui é aonde você para a leitura e pensa xi, lá vem as contas, certo? Tudo bem, é uma idéia bem comum dizer que não é possível entender física sem mandar muito bem na matemática&#8230; mas estamos falando de algo bem básico, que fica fácil de entender se você desenhar (é serio!).</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/cubo_linha_quadrado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10327" title="cubo_linha_quadrado" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/cubo_linha_quadrado.jpg" alt="cubo_linha_quadrado" width="400" height="400" /></a></p>
<p><strong>Funciona assim: </strong>desenhe uma linha com 1 cm de comprimento. Ela é uma linha, portanto, possui apenas uma dimensão.</p>
<p>Agora, desenhe um quadrado com 1cm de lado &#8211; temos aqui uma figura bidimensional (possui duas dimensões).</p>
<p>Bem, se você dobrar o comprimento do lado desse quadrado para 2cm, caberão dentro dele agora 4 quadrados com 1cm de lado, certo?</p>
<p>Isso acontece porque ao dobrarmos o tamanho da figura, aumentamos a área de sua superfície pelo quadrado de 2, ou seja, 4 vezes.</p>
<p>Mas um organismo vivo é tridimensional, ao contrário do quadrado que você desenhou e só possui duas dimensões: teremos que lidar com outra grandeza física, que é o volume.</p>
<p><strong>Não se preocupe é algo muito fácil de acompanhar:</strong> imagine que o quadrado que você desenhou tenha na verdade 1m de lado e transforme-o em um cubo. Esse cubo teria então mas agora 1 metro de altura x 1 metro de largura por 1 m de profundidade, e vamos atribuir a ele 1kg de massa. Você pode obter a área de superfície deste cubo (que terá 1m2) fazendo em uma de suas faces um corte transversal.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10328" title="apache_6" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_6.jpg" alt="apache_6" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Agora, dobre o tamanho da aresta para 2 metros e teremo um cubo 2 vezes mais fundo, 2 vezes mais largo e 2 vezes mais alto &#8211; porém, um corte transversal da face do cubo não terá 2m2, mas 4m2, ou seja: no caso de uma criatura viva, o corte transversal de seu músculo (ou osso) seria 4 vezes maior que antes.</p>
<p>E isso porque ao dobrar as medidas, do cubo, seu volume de 1 cubo original para 8 cubos originais (2&#215;2x2). Como resultado, sua massa foi de 1kg para 8kg.</p>
<p>Se no lugar do cubo estivéssemos falando do Chefe Apache ao soltar seu famoso grito (&#8220;MANITÚ!&#8221;), diríamos que ele agora seria 2 x mais alto, 4 x mais forte, mas 8x mais pesado.</p>
<p>Estamos lidando aqui com um fato muito importante da biomecânica: a força de um organismo vivo está associada à area de corte transversal de seu músculo e a lei do cubo e do quadrado mostra que se dobrarmos o tamanho de uma criatura, sua força irá quadruplicar, mas seu peso octoplicará!</p>
<p>Consequentemente, sua força (em termos práticos) será reduzida a metade, o que não só é desinteressante para o super-herói, como leva a um problema ainda maior: a força dos ossos de suas pernas aumentaria “elevado ao quadrado”, mas seu peso aumentaria “elevado ao cubo”: ou seja, seus ossos se curvariam sob a pressão do corpo!</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_1.jpg"><img class="aligncenter" title="apache_1" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apache_1.jpg" alt="apache_1" width="400" height="202" /></a></p>
<p>Para entender melhor, aplique essa regra a uma formiga com 6,2mm, 3 mg de massa e capaz de erguer 150 mg (é um fato bem difundido que as formigas são capazes de erguer 50 vezes seu peso).</p>
<p>Aumentando o comprimento da formiga (elas não andam em pé) para 1,83m, ela teria 80 kg de massa, mas pela regra do cubo e do quadrado, só seria capaz de erguer 13 kg.</p>
<p>Comparado a um policial comum, ela não parece lá uma fera muito ameaçadora e infelizmente a mesma regra se aplica aos nosso querido Chefe Apache, sem falar dos guerreiros que tão valentemente defendiam a humanidade contra todo o tipo de monstros gigantes.</p>
<p>Incluindo Baratas. Mas cá entre nós, acho &#8220;bem feito&#8221; pra Giganta!</p>
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		<title>Não é um Super-homem</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 17:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MacAssis</dc:creator>
				<category><![CDATA[princípio da incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaman]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Liga da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[newton]]></category>
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Para a estréia dessa coluna eu gostaria de falar um pouco sobre um dos heróis mais injustiçados da DC Comics e tentar esclarecer um pouco do por que ele é (e sempre será) um dos meus personagens favoritos: o Aquaman.
Ridicularizado por muitas histórias banais que o tornaram merecedor do título de &#8220;limpador de aquários oficial&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_abertura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10067" title="aqua_abertura" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_abertura.jpg" alt="aqua_abertura" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Para a estréia dessa coluna eu gostaria de falar um pouco sobre um dos heróis mais injustiçados da DC Comics e tentar esclarecer um pouco do por que ele é (e sempre será) um dos meus personagens favoritos: o Aquaman.</p>
<p>Ridicularizado por muitas histórias banais que o tornaram merecedor do título de &#8220;limpador de aquários oficial&#8221; da Liga da Justiça,  recentemente o Rei da Atlântida teve sua origem recontada, seu papel na cronologia da DC remodelado até um visual bad-ass incrementado, tudo para tentar coloca-lo em seu papel de direito como um dos &#8220;grandes&#8221; da editora.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10068" title="aqua_05" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_05.jpg" alt="aqua_05" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Sério, todo respeito ao gosto de cada um, mas essa versão &#8220;Capitão Gancho&#8221; do Aquaman me decepcionou profundamente&#8230; para mim, ele será sempre o bom moço com péssimo gosto para combinar cores em suas roupas, que utilizava bolinhas d´água em suas lutas e cavalgava cavalos marinhos.</p>
<p>E mesmo essa versão reformulada trouxe a continuidade do maior problema que um super-herói pode enfrentar: um autor que não faz a menor idéia de como seus poderes funcionam, o que é a chave para uma história decente! Muita gente reclama do Superman (e falarei sobre ele mais pra frente), mas as pessoas se esquecem do nível de poder do Aquaman.</p>
<p><span id="more-10066"></span>Em um episodio de &#8221; Liga da Justiça Sem Limites&#8221;, em que os heróis estão sendo atacados pelo exercito americano, um soldado tem a pachorra de dizer que &#8221; ele é durão, mas não é um Super-homem&#8221; ao se referir aos poderes do Capitão Ganch..ops, ao Aquaman.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10069" title="aqua_01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_01.jpg" alt="aqua_01" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Essa doeu fundo no meu coração: como assim ele&#8221;não é um Super-homem&#8221;? Cara-pálida, o sujeito consegue nadar do leito oceânico a superfície em 3 segundos e já salta direto para o combate &#8211; e estamos falando da plataforma oceanica a cerca de 200 metros de profundidade, um feito inimaginável para um ser humano devido ao bends ou  &#8220;doença da descompressão&#8221; como é chamada.</p>
<p>Trata-se de uma horrível ameaça à segurança dos mergulhadores, que devem fazer sempre paradas ocasionais durante sua subida à superfície. Todos ouvimos falar sobre descompressão e é comum vermos &#8221; câmaras de descompressão&#8221; em filmes de ficção científica, e é para isso que elas servem: para evitar o bends.</p>
<p>No caso de um mergulhador, o que ocorre é que mesmo o surfista mais descontraído da praia está sob constante pressão: 1kg/cm², que é o que nós chamamos de &#8221; uma atmosfera&#8221; (não confundir com &#8220;o um anel&#8221;, por favor) e significa a força, por unidade de área, exercida pela coluna de ar da atmosfera da terra em um determinado ponto ao nível médio do mar.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_06.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10070" title="aqua_06" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_06.jpg" alt="aqua_06" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Muita informação? Ok, indo por partes podemos dizer que este valor equivale ao &#8220;peso&#8221; da atmosfera sobre um quadradinho de 1 cm² que você desenha com o dedo na areia da praia.</p>
<p>Melhorou? Só não vá se esquecer que a unidade de medida correta para &#8220;peso&#8221; é o newton (N), mas não é sobre isso o que eu quero falar, mas sobre o que acontece quanto alguém mergulha: o peso da coluna d´água sobre ele  será acrescido  ao valor de 1 atmosfera, de forma que a uma profundidade de 10 metros o mergulhador estará sujeito a uma pressão equivalente a &#8220;duas atmosferas&#8221; ou 2kg/(m•s²) que é o equivalente a 2 Pascal (Pa) no Sistema internacional de Medidas.</p>
<p>De forma cumulativa, a cada 10 metros de profundidade devemos somar mais 1 pascal a esse valor e não é preciso que se desça mais do que isso para ter que emergir de forma lenta e gradual, evitando o surgimento de pequeniníssimas bolhas de nitrogênio que bloqueariam alguns terminais de vasos sanguineos, causando dores imensas por todo o corpo, principalmente nas juntas.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10071" title="aqua_04" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_04.jpg" alt="aqua_04" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Além, é claro, de tonturas, paralisia temporária e convulsões, dependendo do caso. É o &#8220;mal dos mergulhadores&#8221; ou bends em ação.</p>
<p>Voltando ao Aquaman, 200 metros de profundidade equivalem a 21 Pa.</p>
<p>Vencer essa distância em 3 segundos significa nadar a 66,6 m/s ou seja, quase 240 km/h! Para compararmos, o agulhão-vela (um peixe esquisitão com um grande bico em forma de espada) é considerado o animal aquático mais veloz do mundo por conseguir atingir 109 km/h em pequenas distâncias.</p>
<p>De acordo com um ranking elaborado pelo especialista em peixes Aidan Martin, diretor do Centro ReefQuest de Pesquisa em Tubarão, dos Estados Unidos, o agulhão-vela é seguido de perto pelo peixe-espada, que nada a 96 km/h, e pelo marlim, que atinge por volta de 80 km/h.</p>
<p>O feito desses animais é excepcional, uma vez que a água é cerca de 750 vezes mais densa que o ar, o que exige dos peixes uma extraordinária força para se locomover. Dos outros animais marinhos, vale ressaltar a rapidez de golfinhos (cujo campeão em velocidade é a orca, com 55 km/h &#8211; ah, você também achava que a orca fosse uma baleia?) e tubarões, em que o mais ráido é o mako-cavala, com 50 km/h.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10072" title="aqua_02" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_02.jpg" alt="aqua_02" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Agora, estamos falando de uam cena específica em que o Aquaman estava a apenas 200 metros de profundidade &#8211; não sei a localização da Atlântida, mas um chute seguro seria dizer que o reino perdido se encontra em algum lugar da região chamada de Planície Abissal no oceano Atlântico (adivinhem só por que ele recebeu esse nome?), situado entre 2.000 a 6.000 metros de profundidade.</p>
<p>Sim, estamos falando de algum lugarsujeito a algo entre 200 a 600 Pa, e de um personagem capaz de se mover sob essa pressão com a mesma desenvoltura com que eu ou você nos movimentamos em nosso dia-a-dia.</p>
<p>Vamos adotar um valor médio, 400 Pa para imaginarmos um pouco da densidade muscular do Aquaman &#8211; e qual seria seu nível de força, sabendo que um homem em boa forma física é capaz de erguer 100kg com as duas mãos, sob o efeito de 1 Pa.</p>
<p>Sinta-se livre para multiplicar esse valor por 400, ignorando os efeitos da aceleração da gravidade e empuxo da água, para não cairmos no risco de contas desnecessárias e temos alguém capaz de erguer 40 toneladas sem muito esforço quando está fora da água, levando em conta que Aquaman é tão forte quanto qualquer atlante em boa forma física.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10073" title="aqua_03" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2010/01/aqua_03.jpg" alt="aqua_03" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Nem vou entrar no quesito &#8220;velocidade&#8221;, mas se quiserem usar um ser humano como referencia para uma &#8220;regra de 3&#8243;, o atleta considerado como &#8220;o homem mais rápido do mundo&#8221; consegue correr a 36,8 km/h e o recorde mundial de natação equivale a uma velocidade de 9km/h.</p>
<p>Ele é no mínimo duas vezes mais rápido que o animal mais veloz dos oceanos, é capaz de erguer 20 toneladas com cada braço e é imune ao bends&#8230;e ainda assim &#8220;não é um super-homem&#8221;? O que o soldado queria, que ele vestisse a cueca por cima da calça?</p>
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