Posts da Categoria ‘Nas bancas / Nas livrarias’

Nas livrarias: Monstro do Pântano – Raízes

Por Marcos Dark | 21 maio de 2013

Falar sobre o Monstro do Pântano e o escritor Alan Moore chega a ser quase uma associação de ideias. De fato, o personagem se tornou verdadeiramente cultuado após o escritor inglês assumir suas histórias e levá-lo a um patamar de qualidade que o diferenciava muito de outras histórias no gênero de terror.

Há quem diga que o sucesso do Monstro de Moore foi um dos principais motivos para a criação do selo Vertigo, especializado em histórias mais adultas do que os leitores de super-heróis da editora DC Comics estavam acostumados a ver.

Apesar de não ser exatamente um personagem identificável como “super-herói”, o Monstro do Pântano trazia várias características que o assimilaria com o universo de uniformizados que o rodeava. Mesmo sendo um personagem de terror quase genérico, tinha suas histórias serializadas, ocasionalmente se encontrava como personagens como Batman e Superman, e, principalmente, trazia uma índole… heroica. (mais…)

Batman – O que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?

Por Marcos Dark | 13 maio de 2013

A última história do Batman.

A ideia não é nova e muito menos inédita. Além do que, mesmo se não houvesse histórias do tipo, com certeza muitos fãs já se perguntaram como isso aconteceria.

A última história de qualquer personagem de quadrinhos nem sempre tem que estar ligada com sua morte. Em muitos casos, pode ser uma mera aposentadoria ou mesmo um evento onde ele pretenda passar a responsabilidade que carrega para alguém mais jovem, mais capacitado para os novos tempos.

Porém, quando falamos do fim de um personagem de quadrinhos, existem aqueles cujo único final imaginável seria a morte. E talvez não haja nenhum outro candidato melhor (ou pior, depende do ponto de vista) para isso do que… Batman. Sim, é possível imaginá-lo se casando e constituindo família, passando o manto para outro… Mas isso foi feito na Era de Prata dos Quadrinhos e, já ali, se tornou algo datado, algo que não seria tão aceitável nos dias de hoje.

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Nas Bancas: X-men Extra 136.1 – O Casamento do Ano

Por Marcos Dark | 6 maio de 2013

Uma grande novidade no mundo dos quadrinhos! Um super-herói gay tratado sem estereótipos! E mais: o casamento desse citado super-herói! E uma análise sobre a diferença que realmente vale: como um ser humano comum pode suportar o relacionamento com alguém superpoderoso, que está arriscando sua vida constantemente! Tudo nesse parágrafo é verdade. Exceto a primeira frase.

Estrela Polar, super-herói assumidamente gay no Universo Marvel, e não é o único, obviamente não levanta aqui essa bandeira por conta do casamento. Ao contrário do que a própria indústria dos quadrinhos costuma fazer, sequer tornaram o casamento do herói uma espécie de evento. Afinal, em um universo habitado por mutantes de todas as formas, chega a ser um evento corriqueiro.

Quando o super-herói canadense foi criado pelo escritor e desenhista John Byrne para integrar a super-equipe, também canadense, chamada Tropa Alfa (da qual Wolverine tem forte ligação) já planejava revelar a opção sexual do personagem de forma sincera. Isso já na década de 1980.

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Fábulas 3: O Livro do Amor

Por Marcos Dark | 16 abril de 2013

Apesar do nome deste encadernado, não se trata de uma única saga aqui reunida. Na verdade, das 8 histórias apresentadas nessa edição, apenas 4 delas pertencem ao referido arco. Todas elas escritas por Bill Willingham, idealizador da série.

O especial se inicia com uma aventura “solo” de João das Lorotas (ou o João do Pé-de-Feijão, como é mais conhecido). O personagem é um odiado anti-herói no mundo das Fábulas, com sua mente sempre voltada para trapacear qualquer um, das mais diversas formas e por motivos que vão dos mais megalomaníacos aos mais mesquinhos (sim, muitas vezes nesta ordem).

Sua (má) fama é mostrada ao extremo nesse pequeno conto, onde ele consegue trapacear o Diabo e até mesmo a Morte! E sempre da forma mais picareta e improvisada possível. Mas teve carisma o suficiente para se destacar entre os diversos personagens desse universo, a ponto de ganhar sua própria revista. A arte fica por conta do detalhista Bryan Talbot, que consegue transformar cenas que pendem para o escatológico de uma forma que atiça a curiosidade do leitor a ver cada detalhe.

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Nas Bancas: Marvel Terror nº5

Por Marcos Dark | 8 abril de 2013

A Marvel tem um elenco respeitável de personagens que se encaixam no gênero de terror, mesmo atuando em um universo cheio de super-heróis. Seu representante menos obscuro, nesse grupo, talvez seja o Motoqueiro Fantasma. O personagem surgiu nos anos 1970, quando se via uma ascensão do gênero de terror na mídia, e chegou a ter sua própria revista mensal que durou por uma década.

Porém, salvo uma nova versão do personagem, que teve uma segunda série mensal a partir da década de 1990, nunca engrenou uma durabilidade mais constante como seus outros colegas heróis. Mas é um personagem querido, cultuado, além de estiloso. Por isso é comum suas participações em histórias de outros personagens, bem como minisséries e especiais. Provavelmente, um personagem feito para fazer sucesso nesses formatos.

Um dos fatores de uma revista mensal desse gênero não funcionar com o personagem é a tradicional mania das equipes criativa em mudar um conceito tão simples (se bem que outros personagens, se pensarmos bem, também são conceitos simples que sofrem na mão dos editores, escritores e desenhistas… não generalizando, é claro).

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Nas Bancas: Vingadores VS X-Men 0

Por Marcos Dark | 4 abril de 2013

Corro o risco de parecer saudosista quando acontecimentos nos quadrinhos atuais me fazem lembrar sagas passadas. Mas isso acontece mais como curiosidade do que como saudosismo. No final da década de 1980 houve uma minissérie (e não um evento) conhecida como X-Men versus Vingadores (no Brasil, publicada pela Editora Abril no início da década de 1990).

Na ocasião, Vingadores era um grupo de poderosos heróis da Marvel e… e… tá. Mas, e daí? Eles não eram mutantes. Por outro lado, os X-Men passavam por uma fase (longa) de popularização que os tornavam um estrondoso sucesso editorial. E até isso denotavam outros tempos. Afinal, era um sucesso “editorial” e não um sucesso de bilheteria cinematográfica que se tornariam futuramente. Pois bem, mas eram os X-Men. E X-Men vendia. E Vingadores também… bom… vendiam. Mas não era X-Men. Logo, nada como ajudar os amigos com uma minissérie cujo título começava com o grupo que vendia versus o grupo que “até que” vendia.

O tempo passou e as coisas mudaram. Mudaram muito. E, em se tratando das duas equipes, isso não significa que a situação se inverteu. X-Men ainda vendem, mas seu sucesso (e agora já se pode somar a ajuda da bilheteria cinematográfica e como franquia) estava um tanto quanto diluído em uma overdose de minisséries, títulos e tudo mais relacionado aos mutantes.

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Nas Bancas: Wolverine – O Melhor no que Faz nº2

Por Marcos Dark | 1 abril de 2013

A primeira vez que li o jargão do Wolverine, onde diz que é o melhor no que faz (seguido do complemento explicando que o que ele faz não é nada bonito), foi na minissérie Wolverine, na década de 1980. Essa revista foi uma espécie de teste definitivo da popularidade do personagem (que já vinha se destacando na revista dos X-Men) e trazia o suprassumo das equipes criativas Marvel da época.

Nesse especial, tínhamos como escritor Chris Claremont, o papa dos mutantes (na época), que durante seu longo período escrevendo sobre os pupilos de Charles Xavier, calçou todos os principais elementos do que hoje é uma franquia multimídia. Nos desenhos, ninguém menos que Frank Miller, que também salvou outro título do cancelamento e o alçou para uma das séries de super-heróis mais cultuadas de todos os tempos: Demolidor.

Essa minissérie original, em quatro partes, mostrava um Wolverine mais crível, sem os “efeitos especiais” de superpoderes mutantes e, inclusive, pouco usa do recurso principal de um super-herói, que é usar um colorido uniforme. Chega ao ponto de suas garras mais parecerem armas brancas como as carregadas por qualquer assassino profissional, fazendo o leitor esquecer até mesmo que saíam de suas mãos e eram banhadas com o fictício e resistente metal adamantium.

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Nas livrarias: V.I.S.H.N.U.

Por Floreal Andrade | 27 março de 2013

Com um toque dos quadrinhos dos anos 1960 e 1970, em que o uso de retículas e os temas da atualidade da época eram à base dos seus roteiros (religiões orientais, luta contra ditaduras ou governos coloniais, o uso e abuso da tecnologia e etc.) “V.I.S.H.N.U.” é uma graphic novel produzida a seis mãos, fruto da parceria entre o norte-americano Eric Acher e os brasileiros Ronaldo Bressane e Fabio Cobiaco.

Lançado em dezembro de 2012 pela Quadrinhos na Cia. o projeto levou cinco anos para ser concluído e é uma mistura de thriller e ficção-científica. É o primeiro livro de FC nacional publicado pelo selo de quadrinhos da Companhia das Letras, e tem como ambientação um futuro em que até cidadãos comuns podem ter seus robôs pessoais e muitas maravilhas tecnológicas.

E nesta terra de maravilhas nada parece superar em termos de satisfação os “Dudes”, robôs que fazem parte do dia a dia da humanidade. Essa tecnologia é usada para todos os serviços, desde dirigir o trânsito até para serviços sexuais. Só que como nada realmente é perfeito, os Dudes entram em colapso.

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Nas Livrarias: Coleção Histórica Marvel – Os Vingadores

Por Marcos Dark | 25 março de 2013

Sempre fui de opinião de que os quadrinhos, no Brasil, careciam de renovação dos leitores. Havia um mercado feito para um público específico, uma gama que se mostrava fiel aos lançamentos, principalmente naqueles que chamamos de mensais. O problema é que a preocupação sempre foi em manter esse público, sem se dar conta que esse mesmo público iria crescer e, anos depois, a mesma parcela de leitores (ou seja, os MESMOS leitores) estaria ali, firmes e fortes, adquirindo mensalmente sua leitura de quadrinhos favorita. Olhando o mercado hoje, sabemos que não foi assim que aconteceu.

Bom… mais ou menos. Também temos que contar com aqueles que desistiam com o tempo. Mas o fato é que nem mesmo para repor os desistentes era trabalhado em algo que pudesse trazer mais leitores para as fileiras.

Em muitos casos, ao contrário dos rumos do próprio mercado americano, não se trata de atualizar mitos já conhecidos, mas de tentar mostrar ao pretenso novo leitor quem é, afinal, aquele “novo” personagem do qual ele se identificou e passou a ser fã. As reformulações feitas hoje se baseiam em detalhes que parecem ultrapassados ao leitor moderno, dando a impressão de serem enfadonhos.

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Nas livrarias: Desistência do Azul

Por Floreal Andrade | 20 março de 2013

Lançado no começo de novembro de 2012, Desistência do Azul, publicado pela editora Zarabatana Books, é o primeiro livro em quadrinhos do paulista L.M.Melite, que anteriormente havia publicado algumas histórias em antologias. Nessa obra, que nos foi enviada pelos parceiros da Comix Book Shop, o que o leitor verá é um projeto que dividirá as opiniões, e é claro, por isso, com certeza ele será um álbum muito comentado, e até por que não, cobiçado?

Realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2011 – ProAC 2011 – e com o subtítulo de “um pretensioso ensaio sobre a memória e a imaginação”, essa graphiq novel trata da vida de um garoto chamado Lucius Trunda, seu chapéu velho e a sua odisseia numa caótica cidade grande, com uma polícia violenta e bizarras figuras que encontra na sua jornada. Notou alguma semelhança com São Paulo ou com outra metrópole?

Mas é claro que uma obra que divide opiniões não é limitada e, portanto, não vamos dar um limite à localização, poderia ser em qualquer cidade, poderia ser em qualquer imaginação. Isso mesmo, imaginação. E como sabemos, ela não tem limites, ou definições de conceitos, e por isso talvez seja tão difícil definir Desistência do Azul.

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