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	<title>Impulso HQ &#187; hq que acontece</title>
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		<title>HQ que Acontece: Quando Eu Cresci</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 16:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Agaquê]]></category>
		<category><![CDATA[Ática]]></category>
		<category><![CDATA[Pierre Paquet]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Eu Cresci]]></category>
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Em algumas tribos ou sociedades primitivas, os rituais de passagem para a vida adulta são provas em que é preciso suportar uma dor extrema. Há casos de luvas com formigas, raspagem da pele ou um ornamento de osso colocado na orelha ou nariz.  Mas em Quando Eu Cresci, o personagem Pepeto irá descobrir que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/quando_eu_cresci.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24544" title="quando_eu_cresci" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/quando_eu_cresci.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Em algumas tribos ou sociedades primitivas, os rituais de passagem para a vida adulta são provas em que é preciso suportar uma dor extrema. Há casos de luvas com formigas, raspagem da pele ou um ornamento de osso colocado na orelha ou nariz.  Mas em Quando Eu Cresci, o personagem Pepeto irá descobrir que existem outros modos.</p>
<p>Para a estreia do selo Agaquê, a Editora Ática apostou em um álbum que além de surpreender pela bela arte, ainda nos traz uma história que a primeira vista pode soar como mais um conto inocente, mas depois veremos que a narrativa não é tanto direcionada a um publico muito infantil, pelo menos não toda ela.</p>
<p>Escrito por Pierre Paquet e ilustrado por Tony Sandoval, Quando Eu Cresci narra a história de Pepeto, que depois de comprar bombinhas, chega a sua casa e ao ver uma pequena imagem de Cristo menino caminhar e atravessar a parede do apartamento. Ao decidir em segui-lo, Pepeto dá início a uma surreal peregrinação pelas paredes.</p>
<p><span id="more-24543"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/quando_eu_cresci_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24546" title="quando_eu_cresci_3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/quando_eu_cresci_3.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>A partir daqui a imaginação toma conta. A cada parede que Pepeto consegue transpor, ele encontra um mundo diferente. Logo na primeira página vemos a paixão de Paquet pela África estampada num anúncio de bonde com um garoto que dança como Michel Jackson. Uma estação de trem é o cenário onde uma garota enamorada espera seu amado. Uma fonte dos desejos e suas habitantes também nos são mostrados. Um mundo florido e um solitário homem que não para de chorar. Enfim, fique preparado para algo que você não espera. Atrás de cada parede algo mágico o espera.</p>
<p>Não são apenas as savanas africanas e as paisagens intrigantes que encantam os olhos. As estranhas figuras que as habitam, que vão desde algo monstruoso encerrado numa prisão, e que pede a ajuda de Pepeto para sair, e alguns seres que aparecerão, desaparecerão e reaparecerão no caminho do menino, o deixam e nos deixam cada vez mais absorvidos nas situações.</p>
<p>Algumas situações, que como eu disse no começo, não são nada infantis. Pepeto se machuca, ele sangra, ele erra, ele chora. Nem todos os personagens são bondosos com ele, e o curioso é que alguns seres simplesmente desaparecem como se fossem imagens de um pesadelo ruim, deixando só as marcas e o susto.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/quando_eu_cresci_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24545" title="quando_eu_cresci_2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/quando_eu_cresci_2.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Esse é o doloroso caminho que Pepeto vai percorrer e tentar sobreviver aos seus perigos. Pierre Paquet diz que há várias mensagens na obra, e talvez a principal seja: “não tenha medo de errar”. O autor ainda revela que teve a ideia aos 14 anos, depois de sofrer uma perda. Será que só crescemos sempre depois da perda?</p>
<p>Quando Eu Cresci é uma HQ extraordinária com desenhos magníficos de Tony Sandoval, que me lembrou de alguns grafites, aliás, um amigo grafiteiro comprou o álbum e me disse: “estou lendo lentamente para aproveitar por mais tempo a historia e seus desenhos”. E isso é uma verdade, não tem como ler a graphic novel e não se deliciar com as imagens.</p>
<p>No final desse belíssimo álbum você ainda confere entrevistas com os autores, esboços e trechos do roteiro. Imperdível!</p>
<p><strong>Quando Eu Cresci</strong><br />
Editora Ática &#8211; selo Agaquê<br />
Roteiro: Pierre Paquet<br />
Arte: Tony Sandoval<br />
23 x 31,5 cm<br />
96 páginas<br />
Data de lançamento: julho de 2011<br />
R$ 35,90</p>
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		<title>HQ que Acontece: Aventuras de Menino</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Kazue Sada]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Boide]]></category>
		<category><![CDATA[Aventuras de menino]]></category>
		<category><![CDATA[L&PM]]></category>
		<category><![CDATA[mangá]]></category>
		<category><![CDATA[Mitsuru Adachi]]></category>

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Um pequeno livro de quadrinhos.  A capa amarela nos traz um garoto de camiseta vermelha e boné com as mãos nos bolsos e um olhar perdido e ao fundo algumas casinhas de uma pequena cidade ou do subúrbio japonês.
Ok, confesso que quando vi pela primeira vez na livraria Aventuras de Menino nem arrisquei uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/aventuras_de_menino.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24550" title="aventuras_de_menino" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/aventuras_de_menino.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Um pequeno livro de quadrinhos.  A capa amarela nos traz um garoto de camiseta vermelha e boné com as mãos nos bolsos e um olhar perdido e ao fundo algumas casinhas de uma pequena cidade ou do subúrbio japonês.</p>
<p>Ok, confesso que quando vi pela primeira vez na livraria Aventuras de Menino nem arrisquei uma folheada rápida. Meses depois num sábado, peguei o ”pocket mangá” da editora L&amp;PM e para minha surpresa li um dos melhores quadrinhos dos últimos tempos!</p>
<p>Antes de tudo, temos que falar que esse álbum faz parte de uma iniciativa que foi a grande novidade da L&amp;PM em 201, que foi entrar na linha editorial dos mangás. A editora que já tem experiência em editar quadrinhos e antologias cobiçadíssimas contou com colaboração e consultoria do tradutor e especialista em mangás Alexandre Boide, e acertou em cheio!</p>
<p><span id="more-24549"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/aventuras_de_menino2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24551" title="aventuras_de_menino2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/aventuras_de_menino2.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>O grande ponto positivo e até podemos dizer como “a grande sacada” foi trazer uma obra que foge do estereótipo que os não conhecedores de mangá estão acostumados, ou seja, se você acha que vai ter gente “elevando o cosmos” ou “liberando o chakra” esqueça! O que você vai ler é uma coletânea em volume único do mangaká Mitsuru Adachi, que conhecido pelas suas comédias românticas e mangás esportivos.</p>
<p>A publicação reúne sete histórias que foram publicadas num período de sete anos (1998 a 2006), e todas falam da infância, o que deu certo e errado, quando os meninos se tornam adultos, as memórias que são despertadas quando se volta ao quarto de criança, fantasmas do passado e a covardia de menino.</p>
<p>Sim, a editora preferiu manter o sistema de leitura como a adotada no Japão, ou seja, manteve a leitura na ordem inversa (de trás pra frente). Isso é bom porque preserva as características da arte original.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/aventuras_de_menino3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24552" title="aventuras_de_menino3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/aventuras_de_menino3.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Os motivos para se identificar com a narrativa são diversos. O autor consegue promover no leitor uma viagem existencial abordando situações como a falta de habilidade no esporte, um amor dos tempos de escola e até dois sequestradores trapalhões! E tudo isso com um traço bonito e roteiros de simplicidade encantadora, uma forte marca de Mitsuru Adachi.</p>
<p>Por acaso um dos melhores capítulos fala da sorte e se chama “Escada do tempo”, que junto com “Caderno de desenho” foram os que me emocionaram profundamente.</p>
<p>Já reli três vezes “Aventuras de Menino”.</p>
<p><strong>Aventuras de Menino</strong><br />
Título Original: Boken-shonen<br />
L&amp;PM Pocket Mangá<br />
Autor: Mitsuru Adachi<br />
Tradução de Adriana Kazue Sada<br />
Preparação de Alexandre Boide<br />
216 páginas<br />
R$ 15,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Castelo de Areia</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 12:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo de areia]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Rodrigues de Barros]]></category>
		<category><![CDATA[Frederik Peeters]]></category>
		<category><![CDATA[Pierre-Oscar Lévy]]></category>
		<category><![CDATA[Tordesilhas]]></category>

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Originalmente lançado na França em 2010, Castelo de Areia foi mais um dos álbuns que chegaram sem fazer muito alarde e marcando estreias de selos direcionados à HQs. No caso a publicação é a primeira graphic novel do selo Tordesilhas, da Alaúde Editorial, e podemos dizer que foi uma estreia ousada e de muito bom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/castelo_areia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24537" title="castelo_areia" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/castelo_areia.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Originalmente lançado na França em 2010, Castelo de Areia foi mais um dos álbuns que chegaram sem fazer muito alarde e marcando estreias de selos direcionados à HQs. No caso a publicação é a primeira graphic novel do selo Tordesilhas, da Alaúde Editorial, e podemos dizer que foi uma estreia ousada e de muito bom gosto. Só para situar, em 2011 a obra concorreu ao prêmio de melhor álbum do Festival de Angoulême.</p>
<p>O álbum, que conta com o roteiro de Pierre Oscar Lévy e ilustrações de Frederik Peeters, me lembrou do filme “O Anjo Exterminador”, do diretor Luis Buñuel, produzido em 1962, onde um grupo de pessoas convidadas para um jantar não conseguem mais sair da casa, como se houvesse uma força invisível impedindo a todos de passar.</p>
<p>Na HQ o conceito é parecido, algumas famílias chegam a uma praia e o que parece ser um dia normal vai se tornar o pesadelo. O que prende a atenção do leitor são as questões levantadas durante toda a narrativa, e como em um dia, apenas um dia, tudo na sua vida, inclusive os seus conceitos sobre ela pode mudar.</p>
<p><span id="more-24536"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/castelo_areia_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24538" title="castelo_areia_2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/castelo_areia_2.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>Mas calma, estou me adiantando. Deixe-me falar um pouco mais sobre a obra: tudo começa bem normal, no princípio você pode nem perceber que as “mudanças naturais” já começaram, afinal, o que pode haver de anormal em um marido dizendo a sua esposa que ela comprou maios de tamanhos menores para os filhos? Com a chegada de mais gente na praia, o que parecia uma manhã tranquila muda com a descoberta de um cadáver, mas as situações estranhas não param por aí, e a mãe afirma que o filho começou a crescer!</p>
<p>O impactante é quando você leitor percebe que é isso mesmo que acontece, e a chegada de novos personagens, como um escritor de ficção cientifica que chega com a filha e o genro, nos desvenda novas situações para a praia. Aliás, é o escritor que chega a hipótese que todos estejam envelhecendo um ano a cada meia-hora, e, além disso, percebe que há uma barreira, como um campo de força, que impede a fuga.</p>
<p>Contestando e depois de confirmado o estranho fato é hora de encarar a situação: da manhã até a noite os mais velhos vão morrer, uma criança vai ser gerada, nascerá e até o fim do chegará à idade adulta.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/castelo_areia_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24539" title="castelo_areia_4" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/05/castelo_areia_4.jpg" alt="" width="455" height="203" /></a></p>
<p>O que aconteceu? Quem é o responsável por tudo isso? O personagem Félix diz que viu um homem com estranhos óculos observando o grupo, verdade ou apenas um adulto com a idade mental de 5 anos pregando um peça nos outros?</p>
<p>Como no filme de Buñuel, não existe uma explicação, cada leitor vai ter a sua. O único fato certeiro é que algumas horas de leitura vão ter se passado e você terá envelhecido um pouco! E talvez esteja dentro de si as questões: Quanto tempo eu vou viver? Vou encontrar o amor? Vou ter filhos? Como vou morrer?</p>
<p>Bem, claro que não sei as respostas, portanto o melhor da vida é não ficar procurando explicações, e sim, viver. É o que eu penso, ainda mais depois de ler essa excelente graphic novel, que conta com um roteiro instigante e uma belíssima arte em preto e branco. É pra ter na coleção!</p>
<p><strong>Castelo de areia</strong><br />
Editora Tordesilhas<br />
Autores: Frederik Peeters e Pierre-Oscar Lévy<br />
Tradução: Diogo Rodrigues de Barros<br />
Data de lançamento: 9/2011<br />
22&#215;29cm<br />
104 páginas<br />
R$ 34,90</p>
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		<title>HQ que Acontece: A Trilogia Nikopol</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 12:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>

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		<description><![CDATA[
“Há no trabalho de Enki Bilal algo da força alucinógena de Willians Burroughs&#8230;”. É assim que Yann Moulier Boutang nos apresenta as HQs de Enki Bilal “A Feira dos Imortais”, “A mulher Armadilha” e “Frio Equador”, que foram compiladas no luxuoso álbum A Trilogia Nikopol, recente lançamento da Editora NEMO.
Para quem não sabe, ele está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/nikopol_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /><em></em></p>
<p><em>“Há no trabalho de Enki Bilal algo da força alucinógena de Willians Burroughs&#8230;”.</em> É assim que Yann Moulier Boutang nos apresenta as HQs de Enki Bilal “A Feira dos Imortais”, “A mulher Armadilha” e “Frio Equador”, que foram compiladas no luxuoso álbum A Trilogia Nikopol, recente lançamento da Editora NEMO.</p>
<p>Para quem não sabe, ele está citando o escritor<em> beat</em> que criou os “cutups”, prática que consiste em reunir tudo que ele achava relacionado ao seu livro. E quando digo tudo, é tudo mesmo, valia desde recortar artigos de jornais ou revistas, até fotos de lugares que lembravam o seu texto. Todo esse material era recortado e colado na página do seu escrito.</p>
<p>Nas palavras do próprio escritor:<em> “Faço uma porção de exercícios naquilo que chamo de viagem no tempo, tomando coordenadas, tal como o que fotografei no trem, o que estava pensando naquele momento, o que estava lendo e o que escrevi. Tudo isso para ver o quanto eu consigo me lançar de volta, completamente, naquele determinado ponto do tempo.”</em></p>
<p><em><span id="more-24380"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/nikopol_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></em></p>
<p>Tudo isso foi explicado para que você entenda o clima das histórias que você vai encontrar nesse belo álbum de quadrinhos, que agora chega a nossas mãos em sua versão completa, como muito bem lembrado na divulgação do álbum, no Brasil só foram lançadas nos anos 1980, as duas primeiras partes “Os Imortais” e a “Mulher Enigma”.</p>
<p>Bilal cola panfletos, textos de jornais e até um encarte de um jornal para narrar a história, com desenhos extraordinários, repletos de detalhes e uma colorização manual no mesmo nível. A possibilidade de finalmente os leitores brasileiros lerem a última parte da saga, “Frio Equador”, fica evidente como nos quadrinhos de Bilal se fala sobre tudo: política, religião, terrorismo, viver, amar, morrer ou ser imortal.</p>
<p>Interessante notar também outras referências como o ambiente: uma terra futurista com prédios sujos e quebrados, que segundo o autor, o lembram a Belgrado pós-guerra em que ele nasceu e cresceu (ele foi morar em Paris quando tinha 9 anos em 1960).</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/04/nikopol_03.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Vale a pena acompanhar as aventuras e desventuras de Jill Bioskop e Alcide Nikopol, que segundo Bilal <em>“&#8230;eles tem suas as raízes em mim, eles são parte de mim que foram empurradas até os seus limites. Eles vieram de mim, mas eles não são eu”. </em>Tem como essa frase não deixar um álbum interessante?</p>
<p>Um dos melhores lançamentos do ano. Edição impecável.</p>
<p><strong>A Trilogia Nikopol</strong><br />
Editora Nemo<br />
Autor e ilustrador: Enki Bilal<br />
Tradução: Fernando Scheibe<br />
24 x 32 cm<br />
184 páginas<br />
R$ 69,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: O Paraíso de Zahra</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 12:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Amir]]></category>
		<category><![CDATA[Barba Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Khalil]]></category>
		<category><![CDATA[Leya]]></category>
		<category><![CDATA[O Paraíso de Zahra]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vou começar pelo fim. Quando olhei pela primeira vez o álbum e o folheei, ao chegar nas páginas finais me deparei com um texto em letras miúdas, a princípio achei que fosse um texto em árabe, peguei uma lente e vi que era uma lista de nomes.
Antes fossem nomes de quem comprou o álbum ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/paraiso_zahra.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Vou começar pelo fim. Quando olhei pela primeira vez o álbum e o folheei, ao chegar nas páginas finais me deparei com um texto em letras miúdas, a princípio achei que fosse um texto em árabe, peguei uma lente e vi que era uma lista de nomes.</p>
<p>Antes fossem nomes de quem comprou o álbum ou fez parte da publicação, mas não&#8230;.na realidade é o registro de 16.901 pessoas mortas desde 1979 até 2009 em um conflito que pelo visto está longe de acabar.</p>
<p>Dito isso já dá para imaginar o clima de O Paraíso de Zahra, álbum publicado em janeiro pela editora Barba Negra, que conta à história da busca por um nome que talvez se encontre nessa lista.</p>
<p><span id="more-23560"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/paraiso_zahra_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23562" title="paraiso_zahra_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/paraiso_zahra_01.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Triste? Com certeza, mas o mais sufocante é que para descobrir se esse nome está ou não na lista, você leitor tem que acompanhar a busca incansável de Zahra, mãe de Mehdi (que foi visto pela última vez nos protestos na Praça da Liberdade), e seu outro filho, o autor do blog chamado “<a href="http://www.zahrasparadise.com/lang/pt/" target="_blank">O Paraíso de Zahra</a>”.</p>
<p>Em uma busca que parece um pesadelo escrito por Kafka, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, e a saga chega a parecer um busca inútil, pois parece que o desaparecido nunca existiu (tática usada em alguns países perto do nosso ou por aqui mesmo, diga-se de passagem).</p>
<p>Para chocar mais, essa não é uma narrativa 100% inventada. A trama fala de assuntos reais, é uma ficção, mas baseada nos protestos contra as eleições (fraudulentas) no Irã em 2009. A HQ saiu primeiro em capítulos na Internet no blog já citado e depois foi lançada em formato graphic novel com texto de “Amir” e os desenhos muito expressivos de “Khalil”. Os nomes estão entre aspas porque os autores preferem se manterem anônimos por razões políticas.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/paraiso_zahra_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23563" title="paraiso_zahra_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/02/paraiso_zahra_02.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>O Paraíso de Zahra é mais um lançamento de excelente da Leya / Barba Negra e seus acabamentos gráficos de primeira linha. Só uma dica. Para um entendimento melhor para quem não está familiarizado com a situação política da região, eu recomendo a leitura dos apêndices no final da graphic novel antes de começar a leitura dos quadrinhos.</p>
<p>Profundo, sério e impossível de lê-lo sem se emocionar. O álbum é uma boa dica para conhecer os quadrinhos fora do eixo América (que vai da pontinha da patagônia ao cucuruto do Canadá), Europa e Ásia (Japão e Coréia).</p>
<p><strong>O Paraíso de Zahra</strong><br />
Autores: Amir e Khalil<br />
Editora LeYa / Barba Negra<br />
16 X 23 cm<br />
272 páginas<br />
R$ 39,90</p>
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		<title>HQ que Acontece: Asterios Polyp</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 11:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Asterios Polyp]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Pellizzari]]></category>
		<category><![CDATA[David Mazzucchelli]]></category>
		<category><![CDATA[Lilian Mitsunaga]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos na Cia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conversando com meu amigo Mário Latino sobre literatura, ele me disse que basicamente todas as histórias contadas pela humanidade são apenas uma variação de dois textos primordiais: a Ilíada e a Odisséia.
Resumindo: estamos sempre escrevendo sobre um amor perdido, uma viagem em busca da amada, uma guerra, o regresso e suas consequências. Pois bem, esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/asterios_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Conversando com meu amigo Mário Latino sobre literatura, ele me disse que basicamente todas as histórias contadas pela humanidade são apenas uma variação de dois textos primordiais: a Ilíada e a Odisséia.</p>
<p>Resumindo: estamos sempre escrevendo sobre um amor perdido, uma viagem em busca da amada, uma guerra, o regresso e suas consequências. Pois bem, esse é o grande espírito encontrado na graphic novel Asterios Polyp, lançando no segundo semestre de 2011 pela Quadrinhinhos na Cia.</p>
<p>Eu vejo algo disso na história em quadrinhos sobre a vida do arquiteto Asterios Polyp, americano de ascendência grega, que na noite em que faz cinquenta anos perde tudo em um incêndio, causado por um raio (mandado por Zeus?).</p>
<p><span id="more-23174"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/asterios_03.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Em sua fuga, só consegue pegar três objetos: um isqueiro, um relógio e um canivete, que tiveram, tem ou terão algum significado na sua vida. E tenha calma! Antes que você ache que eu já contei toda a aventura do álbum, saiba que o grande mote não é o caminho percorrido, mas a transformação que Asterios passa  durante 344 páginas.</p>
<p>Afinal, o mais interessante é se perguntar: quem é Asterios? Um arquiteto que nunca viu um projeto desenhado por ele ter sido transformado em algo real, sua fama se resume aos projetos no papel. Sua “glória” o transforma em um professor universitário, arrogante e narcisista. Entre nós, Asterios é uma personagem bem humana, que ao perceber que havia perdido tudo, inclusive o seu grande amor, resolve fazer uma viagem.</p>
<p>E que peregrinação! Brilhantemente ilustrada por David Mazzucchelli, artista já consagrada por suas passagens pelos personagens Demolidor e Batman, e que ainda fez uma HQ a partir de um texto de Paul Auster, chamada Cidade de Vidro.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/asterios_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Premiada em 2010 com o Eisner e o Harvey, a saga de Asterios Polyp é uma graphic novel que é uma verdadeira festa para os olhos, Mazzucchelli com seu estilo próprio, redescobriu, ou melhor, propôs narrativas inusitadas, nem sempre lineares, bem elaboradas, complexas, mudanças de cor e traço a cada página, e mesmo assim, chegou a um resultado que ultrapassa a linguagem dos quadrinhos.</p>
<p>Mazzucchelli usa os recursos gráficos a serviço da narrativa, até a tipografia faz parte de todo um labirinto de referencias visuais que transforma a história não só em uma aula de quadrinhos, mas sim de design gráfico também, pois na graphic novel, nenhum elemento gráfico foi usado sem ter um objetivo.</p>
<p>Asterios Polyp foi uma das 10 melhores HQs lançadas no Brasil no ano passado (e olha que foi lançado muita coisa boa em 2011). A Quadrinhos na Cia. está de parabéns, pois o projeto gráfico do artista foi respeitado, principalmente no quesito composição, com a extraordinária competência de Lílian Mitsunaga. Imperdível.</p>
<p><strong>Asterios Polyp </strong><br />
David Mazzucchelli<br />
Quadrinhos na Cia.<br />
Tradução: Daniel Pellizzari<br />
19,7 x 26 cm<br />
344 páginas<br />
R$ 63,00</p>
]]></content:encoded>
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		<title>HQ que Acontece: Era a Guerra de Trincheiras</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Era a guerra de trincheiras]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Tardi]]></category>
		<category><![CDATA[Nemo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em 2011 a NEMO editora surgiu com uma promessa: ter em sua cartela de publicações bons títulos produzidos por autores nacionais, mais excelentes quadrinhos internacionais. Pois bem, promessa dita, promessa cumprida!
No que se diz respeito aos quadrinhos internacionais, Era a guerra de trincheiras, de Jacques Tardi, é um excelente exemplo de um trabalho editorial bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/guerra_de_trincheiras.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Em 2011 a NEMO editora surgiu com uma promessa: ter em sua cartela de publicações bons títulos produzidos por autores nacionais, mais excelentes quadrinhos internacionais. Pois bem, promessa dita, promessa cumprida!</p>
<p>No que se diz respeito aos quadrinhos internacionais, Era a guerra de trincheiras, de Jacques Tardi, é um excelente exemplo de um trabalho editorial bem feito. A editora trouxe uma obra ganhadora de prêmios internacionais, e soube fazer a sua apresentação: o belo álbum em capa dura e com 128 páginas, traz logo de cara um texto de abertura em que o autor diz que não fez um trabalho de historiador da primeira grande guerra, mas sim que contou varias histórias não em ordem cronológica sobre a guerra.</p>
<p>Apesar de não se considerar um historiador, Tardi fez uma pesquisa minuciosa de vestuário, armas, arquitetura, literatura e cinema da época do conflito, além de conversar com pessoas que lutaram na guerra ou foram testemunhas dela, ou seja, fez um trabalho de historiador, mas soube retratar isso como poucos!</p>
<p><span id="more-23141"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23142" title="guerra_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_01.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>O autor mostra todo conflito da Primeira Guerra (1914-1918), com uma HQ que foi lançada em 1983 com título de “O Buraco da Ogiva”. Inicialmente ele fala do ano de 1917, e em mais de 100 páginas são mostrados vários momentos da primeira guerra “moderna” da humanidade, onde foram experimentadas as novas invenções: gases mortais, aviões de combate e tanques de guerra.</p>
<p>Tardi na sua HQ tem atenção voltada para o homem:<em> “&#8230;o que prende minha atenção é o homem, independente de sua cor ou nacionalidade, o homem que usamos, o homem cuja vida não vale nada nas mãos de seus senhores&#8230; essa constatação banal continua sendo verdade hoje”</em>.</p>
<p>Com seu traço marcante, sua HQ tem o real objetivo de mostrar a situação brutal e desumana dos campos de batalha: <em>“não há herói, não há personagem principal, nesta aventura coletiva lamentável que é a guerra”</em>.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23143" title="guerra_04" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_04.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Uma curiosidade: entre as várias histórias contadas, existe uma que Tardi narra em 9 páginas que virou um filme com direção de Stanley Kubrick, estou falando de Glória Feita de Sangue de 1957.</p>
<p>Para quem não conhece o trabalho de Jacques Tardi, o álbum da NEMO é uma boa dica. Quadrinhos extraordinários!</p>
<p><strong>Era a Guerra de Trincheiras</strong><br />
Título original: C&#8217;était la guerre des tranchées<br />
Autor: Jacques Tardi<br />
Editora NEMO<br />
128 páginas<br />
22,5 x 29,5 cm<br />
R$ 49,00</p>
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		<title>HQ Que Acontece: Daytripper</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 10:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Daytripper]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Moon]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Bá]]></category>
		<category><![CDATA[Panini]]></category>

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		<description><![CDATA[
“A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar. Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/02/daytripper_capa.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>“A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar. Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para compor amanhã&#8230;”</p>
<p>O texto acima é um excerto da música &#8220;Canto para minha morte&#8221;, imortalizada na voz de Raul Seixas, mas poderia muito bem ser uma chamada para Daytripper, HQ escrita e desenhada pelos gêmeos Fabio Moon e Gabriel Bá que obteve grande repercussão quando de seu lançamento nos EUA, e por vencer o prêmio Eisner Awards na categoria Melhor Minissérie.</p>
<p>Publicada no Brasil em um encadernado pela Editora Panini, a história trata das incertezas da vida e dos momentos que antecedem a morte. Brás de Oliva Domingos é um escritor de obituários que sonha em ser romancista. Ao longo dos dez capítulos da obra (publicada originalmente em dez edições) acompanhamos, mas não de forma cronológica, algumas fases de sua vida, desde pequeno, brincando no sitio de seus avôs, até a terceira idade.</p>
<p><span id="more-22816"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/day_tripper.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Como todas as outras obras da dupla, esta não segue o padrão do roteiro clássico, com o mocinho superando as dificuldades e derrotando o vilão,  mas sim, o personagem tem um objetivo, que, no fundo é o objetivo que todo mundo tem: ser feliz. Então, o que resta ao final de cada capítulo é saber se o Brás alcançou esse sonho, se ele fez sua vida valer a pena.</p>
<p>Os irmãos nos contam essa história enfocando diversos temas: a infância, a amizade, o amor, a violência, a paternidade etc. Todos eles muito próximos de nós leitores – quer sejamos brasileiros, estadunidenses, japoneses ou sul-africanos, e é aí que reside a grande força da obra e o motivo de sua repercussão: ela aborda questões humanas e, por isso, universais.</p>
<p>Apresentar a morte nos faz valorizar e apreciar em nós mesmos atos como: o primeiro beijo, o último gole de cerveja, o reencontro após muito tempo com um grande amigo, o nascimento do filho, a morte do pai etc.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/daytripper_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Bá e Moon bordam de maneira sensível a vida e morte, e não têm a pretensão de dar respostas ou ensinar algo sobre como cada um deve viver. Ao contrário, levanta diversas questões, que ficam martelando em nossas mentes muito depois de ter terminada a leitura da obra.</p>
<p>Tudo isso embalado com os ótimos traços da dupla e as exuberantes cores de Dave Stewart, que consegue captar com sua paleta os exatos tons da vida em seus mais diversos momentos.</p>
<p>Um trabalho que merece ser lido.</p>
<p>Confira a nossa entrevista com Gabriel Bá e Fábio Moon falando sobre Daytripper, <a href="http://impulsohq.com/entrevistas/entrevista-gabriel-ba-e-fabio-moon-%E2%80%93-daytripper/" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p><strong>Daytripper</strong><br />
Autores: Fabio Moon &amp; Gabriel Bá<br />
Editora Panini<br />
256 páginas<br />
Data: Setembro de 2011<br />
R$ 62,00 (capa dura), R$ 24,90 (capa cartonada)</p>
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		<title>HQ que Acontece: Combate Inglório</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 10:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Al Williamson]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Toth]]></category>
		<category><![CDATA[Archie Goodwin]]></category>
		<category><![CDATA[Combate Inglório]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Frazetta]]></category>
		<category><![CDATA[Gal Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Gene Colan]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Orlando]]></category>
		<category><![CDATA[John Severin]]></category>
		<category><![CDATA[Reed Crandall]]></category>
		<category><![CDATA[Wallace Wood]]></category>

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		<description><![CDATA[
É mais que um álbum em HQ. É uma edição que deve ser comparada a um registro histórico: são 29 histórias publicadas entre outubro de 1965 e julho de 1966. A coletâne reúne as quatro edições de &#8220;Blazing Combat&#8221; da editora americana Warren. Todas as capas ilustradas por Frank Frazetta.
Preciso dizer mais do álbum Combate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/08/combate_inglorio.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>É mais que um álbum em HQ. É uma edição que deve ser comparada a um registro histórico: são 29 histórias publicadas entre outubro de 1965 e julho de 1966. A coletâne reúne as quatro edições de &#8220;Blazing Combat&#8221; da editora americana Warren. Todas as capas ilustradas por Frank Frazetta.</p>
<p>Preciso dizer mais do álbum Combate Inglório, um dos mais recentes lançamentos da Gal Editora? Então que tal isso: as histórias falam do horror da guerra, e não a exalta em nenhum momento, por isso mesmo a série foi boicotada e acusada de subversiva e antiamericana. A publicação durou menos de um ano nas bancas.</p>
<p>Lançada no período da Guerra do Vietnã (1959 a 1975), a revista Blazing Combat, não retratava apenas os conflitos que ocorreram no Sudeste Asiático, mas as histórias narram situações em quase todas as guerras em que os americanos estiveram envolvidos, como a guerra civil americana, 1º e 2º guerra mundial, guerra da Coreia, e uma suposta guerra nuclear.</p>
<p><span id="more-22455"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22456" title="combate_inglorio_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Todas são ótimas, e na minha opinião uma das melhores é justamente da suposta guerra nuclear, que foi escrita por Archie Goodwin e desenhada pelo genial Alex Toth. Nela não temos o conflito, mas o que acontece depois, a luta pela &#8220;sobrevivência”, num mundo onde só existe um ser humano.</p>
<p>Falando em genialidade esses quadrinhos que contavam com alguns dos principais desenhistas da época como Wallace Wood, Gene Colan, Al Williamson, Joe Orlando, Reed Crandall, John Severin, entre outros.</p>
<p>Para todo bom apreciador de HQ Combate Inglório é uma boa dica, e garanta logo o seu, pois vale lembrar que o álbum teve uma tiragem única de 1500 exemplares para o mercado nacional.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22457" title="combate_inglorio_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Além de todas as histórias em quadrinhos de Blazing Combat, os extras do álbum como a entrevista do roteirista de 28 das 29 histórias, Archie Goodwin e do dono da editora James Warren, fazem da publicação da Gal Editora, um dos melhores lançamentos de 2011.</p>
<p>Quando terminei de ler, comecei novamente!</p>
<p><strong>Combate Inglório</strong><br />
Roteiro: Archie Goodwin<br />
Desenhos: Alex Toth, Gene Colan, Al Williamson, Alex Toth, John Severin e outros<br />
Capa: Frank Frazetta<br />
Gal Editora<br />
16,5 x 24,0 cm<br />
208 páginas em preto, branco e cores<br />
R$ 42,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Tarzan: a volta do Rei das Selvas</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 10:49:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Devir]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Rice Burroughs]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Kubert]]></category>
		<category><![CDATA[Rei das Selvas]]></category>
		<category><![CDATA[tarzan]]></category>

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		<description><![CDATA[
Desde de moleque acompanho as aventuras de Tarzan, tanto que me lembro que um dos primeiros filmes que vi no cinema foi &#8220;Tarzan contra o mundo&#8221; de 1942, com Johnny Weissmuller como o rei das Selvas, com direção de Richard Thorpe e roteiro de Edgar Rice Burroughs.
Meus irmãos colecionavam os quadrinhos do Tarzan, assim no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/07/tarzan_2_devir.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Desde de moleque acompanho as aventuras de Tarzan, tanto que me lembro que um dos primeiros filmes que vi no cinema foi &#8220;Tarzan contra o mundo&#8221; de 1942, com Johnny Weissmuller como o rei das Selvas, com direção de Richard Thorpe e roteiro de Edgar Rice Burroughs.</p>
<p>Meus irmãos colecionavam os quadrinhos do Tarzan, assim no começo da década de 1970, um deles trouxe para casa o gibi de Tarzan desenhado  por Joe Kubert. Segundo Mario Latino, toda a obra é desenhada com um esboço biográfico de Kubert, ou melhor dizendo, de &#8220;Joe Kubert, o gigante dos quadrinhos&#8221;.</p>
<p>Então com isso você já sabe que não pode perder o segundo volume da coletânea que a Devir Livraria lançou em julho desse ano. Tarzan: a Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias, traz novamente o belíssimo traço do desenhista que sempre foi assumido como um fã das tiras do personagem na sua infância e que realizou um sonhou de recriar as aventuras do Lorde Greystoke com total aprovação da família de Edgar Rice Burroughs.</p>
<p><span id="more-22450"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/tarzan_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22451" title="tarzan_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/tarzan_02.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Com essa aprovação, você já sabe que e o trabalho de Kubert é fiel àquelas aventuras originais do personagem, que eu lia em seus livros quando eu tinha 11 ou 12 anos. São histórias com traficantes de escravos, princesas, personagens montruosas, cidades perdidas, rubis do tamanho de ovos de avestruz, e muita, muita aventura na selva e fora dela, afinal, selva também pode ser de pedra e com grandes edifícios.</p>
<p>Nesse segundo volume, a Devir compila dez histórias para deixar qualquer fã de Tarzan babando. Com os desenhos do Kubert, quem foi garoto como eu nos anos 1970 vai poder reviver esse clássico dos quadrinhos. A edição ainda traz um apêndice bacana que mostra &#8220;A grande aventura de Tarzan no cinema!&#8221;.</p>
<p>O que posso falar mais desta bela coletânea editada pela Devir? Apenas não perca tempo e vá correndo comprar o seu álbum de &#8220;A Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias&#8221;, vale o investimento!</p>
<p>Ps: meu pai é outro grande fã do homem-macaco.</p>
<p><strong>Tarzan: a Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias </strong><br />
História e Arte: Joe Kubert<br />
Devir Livraria<br />
16,5 cm × 24,0 cm<br />
Colorido<br />
Papel off-set<br />
216 páginas<br />
R$ 49,50</p>
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