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	<title>Impulso HQ &#187; hq que acontece</title>
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		<title>HQ que Acontece: Asterios Polyp</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 11:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Asterios Polyp]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Pellizzari]]></category>
		<category><![CDATA[David Mazzucchelli]]></category>
		<category><![CDATA[Lilian Mitsunaga]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos na Cia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conversando com meu amigo Mário Latino sobre literatura, ele me disse que basicamente todas as histórias contadas pela humanidade são apenas uma variação de dois textos primordiais: a Ilíada e a Odisséia.
Resumindo: estamos sempre escrevendo sobre um amor perdido, uma viagem em busca da amada, uma guerra, o regresso e suas consequências. Pois bem, esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/asterios_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Conversando com meu amigo Mário Latino sobre literatura, ele me disse que basicamente todas as histórias contadas pela humanidade são apenas uma variação de dois textos primordiais: a Ilíada e a Odisséia.</p>
<p>Resumindo: estamos sempre escrevendo sobre um amor perdido, uma viagem em busca da amada, uma guerra, o regresso e suas consequências. Pois bem, esse é o grande espírito encontrado na graphic novel Asterios Polyp, lançando no segundo semestre de 2011 pela Quadrinhinhos na Cia.</p>
<p>Eu vejo algo disso na história em quadrinhos sobre a vida do arquiteto Asterios Polyp, americano de ascendência grega, que na noite em que faz cinquenta anos perde tudo em um incêndio, causado por um raio (mandado por Zeus?).</p>
<p><span id="more-23174"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/asterios_03.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Em sua fuga, só consegue pegar três objetos: um isqueiro, um relógio e um canivete, que tiveram, tem ou terão algum significado na sua vida. E tenha calma! Antes que você ache que eu já contei toda a aventura do álbum, saiba que o grande mote não é o caminho percorrido, mas a transformação que Asterios passa  durante 344 páginas.</p>
<p>Afinal, o mais interessante é se perguntar: quem é Asterios? Um arquiteto que nunca viu um projeto desenhado por ele ter sido transformado em algo real, sua fama se resume aos projetos no papel. Sua “glória” o transforma em um professor universitário, arrogante e narcisista. Entre nós, Asterios é uma personagem bem humana, que ao perceber que havia perdido tudo, inclusive o seu grande amor, resolve fazer uma viagem.</p>
<p>E que peregrinação! Brilhantemente ilustrada por David Mazzucchelli, artista já consagrada por suas passagens pelos personagens Demolidor e Batman, e que ainda fez uma HQ a partir de um texto de Paul Auster, chamada Cidade de Vidro.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/asterios_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Premiada em 2010 com o Eisner e o Harvey, a saga de Asterios Polyp é uma graphic novel que é uma verdadeira festa para os olhos, Mazzucchelli com seu estilo próprio, redescobriu, ou melhor, propôs narrativas inusitadas, nem sempre lineares, bem elaboradas, complexas, mudanças de cor e traço a cada página, e mesmo assim, chegou a um resultado que ultrapassa a linguagem dos quadrinhos.</p>
<p>Mazzucchelli usa os recursos gráficos a serviço da narrativa, até a tipografia faz parte de todo um labirinto de referencias visuais que transforma a história não só em uma aula de quadrinhos, mas sim de design gráfico também, pois na graphic novel, nenhum elemento gráfico foi usado sem ter um objetivo.</p>
<p>Asterios Polyp foi uma das 10 melhores HQs lançadas no Brasil no ano passado (e olha que foi lançado muita coisa boa em 2011). A Quadrinhos na Cia. está de parabéns, pois o projeto gráfico do artista foi respeitado, principalmente no quesito composição, com a extraordinária competência de Lílian Mitsunaga. Imperdível.</p>
<p><strong>Asterios Polyp </strong><br />
David Mazzucchelli<br />
Quadrinhos na Cia.<br />
Tradução: Daniel Pellizzari<br />
19,7 x 26 cm<br />
344 páginas<br />
R$ 63,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Era a Guerra de Trincheiras</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Era a guerra de trincheiras]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Tardi]]></category>
		<category><![CDATA[Nemo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em 2011 a NEMO editora surgiu com uma promessa: ter em sua cartela de publicações bons títulos produzidos por autores nacionais, mais excelentes quadrinhos internacionais. Pois bem, promessa dita, promessa cumprida!
No que se diz respeito aos quadrinhos internacionais, Era a guerra de trincheiras, de Jacques Tardi, é um excelente exemplo de um trabalho editorial bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/guerra_de_trincheiras.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Em 2011 a NEMO editora surgiu com uma promessa: ter em sua cartela de publicações bons títulos produzidos por autores nacionais, mais excelentes quadrinhos internacionais. Pois bem, promessa dita, promessa cumprida!</p>
<p>No que se diz respeito aos quadrinhos internacionais, Era a guerra de trincheiras, de Jacques Tardi, é um excelente exemplo de um trabalho editorial bem feito. A editora trouxe uma obra ganhadora de prêmios internacionais, e soube fazer a sua apresentação: o belo álbum em capa dura e com 128 páginas, traz logo de cara um texto de abertura em que o autor diz que não fez um trabalho de historiador da primeira grande guerra, mas sim que contou varias histórias não em ordem cronológica sobre a guerra.</p>
<p>Apesar de não se considerar um historiador, Tardi fez uma pesquisa minuciosa de vestuário, armas, arquitetura, literatura e cinema da época do conflito, além de conversar com pessoas que lutaram na guerra ou foram testemunhas dela, ou seja, fez um trabalho de historiador, mas soube retratar isso como poucos!</p>
<p><span id="more-23141"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23142" title="guerra_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_01.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>O autor mostra todo conflito da Primeira Guerra (1914-1918), com uma HQ que foi lançada em 1983 com título de “O Buraco da Ogiva”. Inicialmente ele fala do ano de 1917, e em mais de 100 páginas são mostrados vários momentos da primeira guerra “moderna” da humanidade, onde foram experimentadas as novas invenções: gases mortais, aviões de combate e tanques de guerra.</p>
<p>Tardi na sua HQ tem atenção voltada para o homem:<em> “&#8230;o que prende minha atenção é o homem, independente de sua cor ou nacionalidade, o homem que usamos, o homem cuja vida não vale nada nas mãos de seus senhores&#8230; essa constatação banal continua sendo verdade hoje”</em>.</p>
<p>Com seu traço marcante, sua HQ tem o real objetivo de mostrar a situação brutal e desumana dos campos de batalha: <em>“não há herói, não há personagem principal, nesta aventura coletiva lamentável que é a guerra”</em>.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23143" title="guerra_04" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/guerra_04.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Uma curiosidade: entre as várias histórias contadas, existe uma que Tardi narra em 9 páginas que virou um filme com direção de Stanley Kubrick, estou falando de Glória Feita de Sangue de 1957.</p>
<p>Para quem não conhece o trabalho de Jacques Tardi, o álbum da NEMO é uma boa dica. Quadrinhos extraordinários!</p>
<p><strong>Era a Guerra de Trincheiras</strong><br />
Título original: C&#8217;était la guerre des tranchées<br />
Autor: Jacques Tardi<br />
Editora NEMO<br />
128 páginas<br />
22,5 x 29,5 cm<br />
R$ 49,00</p>
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		<title>HQ Que Acontece: Daytripper</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 10:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Manoel</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Daytripper]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Moon]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Bá]]></category>
		<category><![CDATA[Panini]]></category>

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“A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar. Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/02/daytripper_capa.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>“A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar. Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para compor amanhã&#8230;”</p>
<p>O texto acima é um excerto da música &#8220;Canto para minha morte&#8221;, imortalizada na voz de Raul Seixas, mas poderia muito bem ser uma chamada para Daytripper, HQ escrita e desenhada pelos gêmeos Fabio Moon e Gabriel Bá que obteve grande repercussão quando de seu lançamento nos EUA, e por vencer o prêmio Eisner Awards na categoria Melhor Minissérie.</p>
<p>Publicada no Brasil em um encadernado pela Editora Panini, a história trata das incertezas da vida e dos momentos que antecedem a morte. Brás de Oliva Domingos é um escritor de obituários que sonha em ser romancista. Ao longo dos dez capítulos da obra (publicada originalmente em dez edições) acompanhamos, mas não de forma cronológica, algumas fases de sua vida, desde pequeno, brincando no sitio de seus avôs, até a terceira idade.</p>
<p><span id="more-22816"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/day_tripper.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Como todas as outras obras da dupla, esta não segue o padrão do roteiro clássico, com o mocinho superando as dificuldades e derrotando o vilão,  mas sim, o personagem tem um objetivo, que, no fundo é o objetivo que todo mundo tem: ser feliz. Então, o que resta ao final de cada capítulo é saber se o Brás alcançou esse sonho, se ele fez sua vida valer a pena.</p>
<p>Os irmãos nos contam essa história enfocando diversos temas: a infância, a amizade, o amor, a violência, a paternidade etc. Todos eles muito próximos de nós leitores – quer sejamos brasileiros, estadunidenses, japoneses ou sul-africanos, e é aí que reside a grande força da obra e o motivo de sua repercussão: ela aborda questões humanas e, por isso, universais.</p>
<p>Apresentar a morte nos faz valorizar e apreciar em nós mesmos atos como: o primeiro beijo, o último gole de cerveja, o reencontro após muito tempo com um grande amigo, o nascimento do filho, a morte do pai etc.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/daytripper_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Bá e Moon bordam de maneira sensível a vida e morte, e não têm a pretensão de dar respostas ou ensinar algo sobre como cada um deve viver. Ao contrário, levanta diversas questões, que ficam martelando em nossas mentes muito depois de ter terminada a leitura da obra.</p>
<p>Tudo isso embalado com os ótimos traços da dupla e as exuberantes cores de Dave Stewart, que consegue captar com sua paleta os exatos tons da vida em seus mais diversos momentos.</p>
<p>Um trabalho que merece ser lido.</p>
<p>Confira a nossa entrevista com Gabriel Bá e Fábio Moon falando sobre Daytripper, <a href="http://impulsohq.com/entrevistas/entrevista-gabriel-ba-e-fabio-moon-%E2%80%93-daytripper/" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p><strong>Daytripper</strong><br />
Autores: Fabio Moon &amp; Gabriel Bá<br />
Editora Panini<br />
256 páginas<br />
Data: Setembro de 2011<br />
R$ 62,00 (capa dura), R$ 24,90 (capa cartonada)</p>
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		<title>HQ que Acontece: Combate Inglório</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 10:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Al Williamson]]></category>
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		<description><![CDATA[
É mais que um álbum em HQ. É uma edição que deve ser comparada a um registro histórico: são 29 histórias publicadas entre outubro de 1965 e julho de 1966. A coletâne reúne as quatro edições de &#8220;Blazing Combat&#8221; da editora americana Warren. Todas as capas ilustradas por Frank Frazetta.
Preciso dizer mais do álbum Combate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/08/combate_inglorio.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>É mais que um álbum em HQ. É uma edição que deve ser comparada a um registro histórico: são 29 histórias publicadas entre outubro de 1965 e julho de 1966. A coletâne reúne as quatro edições de &#8220;Blazing Combat&#8221; da editora americana Warren. Todas as capas ilustradas por Frank Frazetta.</p>
<p>Preciso dizer mais do álbum Combate Inglório, um dos mais recentes lançamentos da Gal Editora? Então que tal isso: as histórias falam do horror da guerra, e não a exalta em nenhum momento, por isso mesmo a série foi boicotada e acusada de subversiva e antiamericana. A publicação durou menos de um ano nas bancas.</p>
<p>Lançada no período da Guerra do Vietnã (1959 a 1975), a revista Blazing Combat, não retratava apenas os conflitos que ocorreram no Sudeste Asiático, mas as histórias narram situações em quase todas as guerras em que os americanos estiveram envolvidos, como a guerra civil americana, 1º e 2º guerra mundial, guerra da Coreia, e uma suposta guerra nuclear.</p>
<p><span id="more-22455"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22456" title="combate_inglorio_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Todas são ótimas, e na minha opinião uma das melhores é justamente da suposta guerra nuclear, que foi escrita por Archie Goodwin e desenhada pelo genial Alex Toth. Nela não temos o conflito, mas o que acontece depois, a luta pela &#8220;sobrevivência”, num mundo onde só existe um ser humano.</p>
<p>Falando em genialidade esses quadrinhos que contavam com alguns dos principais desenhistas da época como Wallace Wood, Gene Colan, Al Williamson, Joe Orlando, Reed Crandall, John Severin, entre outros.</p>
<p>Para todo bom apreciador de HQ Combate Inglório é uma boa dica, e garanta logo o seu, pois vale lembrar que o álbum teve uma tiragem única de 1500 exemplares para o mercado nacional.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22457" title="combate_inglorio_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/combate_inglorio_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Além de todas as histórias em quadrinhos de Blazing Combat, os extras do álbum como a entrevista do roteirista de 28 das 29 histórias, Archie Goodwin e do dono da editora James Warren, fazem da publicação da Gal Editora, um dos melhores lançamentos de 2011.</p>
<p>Quando terminei de ler, comecei novamente!</p>
<p><strong>Combate Inglório</strong><br />
Roteiro: Archie Goodwin<br />
Desenhos: Alex Toth, Gene Colan, Al Williamson, Alex Toth, John Severin e outros<br />
Capa: Frank Frazetta<br />
Gal Editora<br />
16,5 x 24,0 cm<br />
208 páginas em preto, branco e cores<br />
R$ 42,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Tarzan: a volta do Rei das Selvas</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 10:49:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Devir]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Rice Burroughs]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Kubert]]></category>
		<category><![CDATA[Rei das Selvas]]></category>
		<category><![CDATA[tarzan]]></category>

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		<description><![CDATA[
Desde de moleque acompanho as aventuras de Tarzan, tanto que me lembro que um dos primeiros filmes que vi no cinema foi &#8220;Tarzan contra o mundo&#8221; de 1942, com Johnny Weissmuller como o rei das Selvas, com direção de Richard Thorpe e roteiro de Edgar Rice Burroughs.
Meus irmãos colecionavam os quadrinhos do Tarzan, assim no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/07/tarzan_2_devir.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Desde de moleque acompanho as aventuras de Tarzan, tanto que me lembro que um dos primeiros filmes que vi no cinema foi &#8220;Tarzan contra o mundo&#8221; de 1942, com Johnny Weissmuller como o rei das Selvas, com direção de Richard Thorpe e roteiro de Edgar Rice Burroughs.</p>
<p>Meus irmãos colecionavam os quadrinhos do Tarzan, assim no começo da década de 1970, um deles trouxe para casa o gibi de Tarzan desenhado  por Joe Kubert. Segundo Mario Latino, toda a obra é desenhada com um esboço biográfico de Kubert, ou melhor dizendo, de &#8220;Joe Kubert, o gigante dos quadrinhos&#8221;.</p>
<p>Então com isso você já sabe que não pode perder o segundo volume da coletânea que a Devir Livraria lançou em julho desse ano. Tarzan: a Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias, traz novamente o belíssimo traço do desenhista que sempre foi assumido como um fã das tiras do personagem na sua infância e que realizou um sonhou de recriar as aventuras do Lorde Greystoke com total aprovação da família de Edgar Rice Burroughs.</p>
<p><span id="more-22450"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/tarzan_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22451" title="tarzan_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/tarzan_02.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Com essa aprovação, você já sabe que e o trabalho de Kubert é fiel àquelas aventuras originais do personagem, que eu lia em seus livros quando eu tinha 11 ou 12 anos. São histórias com traficantes de escravos, princesas, personagens montruosas, cidades perdidas, rubis do tamanho de ovos de avestruz, e muita, muita aventura na selva e fora dela, afinal, selva também pode ser de pedra e com grandes edifícios.</p>
<p>Nesse segundo volume, a Devir compila dez histórias para deixar qualquer fã de Tarzan babando. Com os desenhos do Kubert, quem foi garoto como eu nos anos 1970 vai poder reviver esse clássico dos quadrinhos. A edição ainda traz um apêndice bacana que mostra &#8220;A grande aventura de Tarzan no cinema!&#8221;.</p>
<p>O que posso falar mais desta bela coletânea editada pela Devir? Apenas não perca tempo e vá correndo comprar o seu álbum de &#8220;A Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias&#8221;, vale o investimento!</p>
<p>Ps: meu pai é outro grande fã do homem-macaco.</p>
<p><strong>Tarzan: a Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias </strong><br />
História e Arte: Joe Kubert<br />
Devir Livraria<br />
16,5 cm × 24,0 cm<br />
Colorido<br />
Papel off-set<br />
216 páginas<br />
R$ 49,50</p>
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		<title>HQ que Acontece: A Juventude de Corto Maltese</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 11:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Ban]]></category>
		<category><![CDATA[Corto Maltese]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Nemo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um dia qualquer do ano da graça de 1983 passando pela rua Barão de Itapetininga me deparei com o álbum “A Balada do Mar Salgado&#8221;, que tinha acabado de ser lançado, desde a leitura desta maravilhosa aventura, nunca mais parei de ler as aventuras do marinheiro Corto Maltese.
Para quem não sabe, o personagem é criação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/corto_juventude_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>Um dia qualquer do ano da graça de 1983 passando pela rua Barão de Itapetininga me deparei com o álbum “A Balada do Mar Salgado&#8221;, que tinha acabado de ser lançado, desde a leitura desta maravilhosa aventura, nunca mais parei de ler as aventuras do marinheiro Corto Maltese.</p>
<p>Para quem não sabe, o personagem é criação de Hugo Pratt feita por encomenda para o jornal francês Le Matin, em 1981, como uma série em quadrinhos para ser publicada no decorrer do ano em tiras diárias em preto e branco e uma prancha colorida semanal.</p>
<p>Se você nunca ouviu falar do personagem pode aproveitar o álbum “Corto Maltese &#8211; a juventude”, lançado recentemente pela editora NEMO, e descobrir como Pratt encantou um público com figuras fictícias que se embasavam na história. Falando das figuras do álbum, algumas parecem ter saído de uma HQ de “Terry e os Piratas”, de Milton Caniff, a grande influência de traço de Hugo Pratt.</p>
<p><span id="more-22154"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/cm_04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22155" title="cm_04" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/cm_04.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Antes de conhecer Corto Maltese e suas aventuras, eu tinha assistido um filme e lido o livro em que foi baseado “Lorde Jim&#8221; de Joseph Conrad. O personagem de Pratt tem muito deste marinheiro e de outro também chamado Jim, o Capitão Jim Mccay, personagem do filme &#8220;Big Country&#8221;, no Brasil intitulado “Da Terra Nascem os Homens”.</p>
<p>Por algum tempo achei que era só uma impressão minha, mas ao lendo uma entrevista de Hugo Pratt a Joan Benavent feita em 1979, dizendo que seus personagens são uma mescla de quadrinhos (Milton Caniff) com o cinema americano de John Ford, John Huston, Howard Hawks mais a união da literatura de Conrad Salgari e Kipling, eu não tive mais dúvida.</p>
<p>Editado pela primeira vez no Brasil, a história não é bem um começo sobre a vida de Corto, que surge somente no final da trama, e funciona mais para apresentar o primeiro encontro do marinheiro, com então 17 anos, com Rasputin, personagem que estará presente em algumas das suas futuras aventuras.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/cm_05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22156" title="cm_05" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/cm_05.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>É uma aventura que se passa  no período da guerra entre Japão e Rússia (1904-1905) na Manchúria, e tudo gira em torno dos bastidores desse conflito, e além de narrar esse primeiro encontro também discute sobre códigos de honra e amizade.</p>
<p>O álbum da NEMO além da capa dura tem uma excelente introdução com fotos e textos exclusivos, falando sobre as origens da guerra russo-japonesa, e nos apresentam os ambientes e contexto em que se passa a história, assinada por Marcos Steiner.</p>
<p>Para finalizar, em 1982 Juan Antonio de Blas escreveu “Un tal&#8230; Corto Maltés&#8221;, um compilado de 13 documentos entre cartas e telegramas. A primeira carta do Major Okeda, do serviço secreto japones, fala de dois amigos Jack London (escritor e correspondente de guerra) e um misterioso marinheiro (um agente secreto inglês), um tal&#8230; Corto Maltese. O penúltimo documento, uma carta de Lilian Hellman a Dashiell Hammett, conta como ela conheceu Corto, que fazia parte das brigadas internacionais na luta contra Franco na Espanha e como ele desapareceu misteriosamente numa batalha. No final da carta ela diz que vai tomar um trago e como os judeus erguer um brinde: la kati-va (pela esperança).</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/corto_juventude_04.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p>A mistura de realidade e ficção sempre estiveram presentes nas histórias desse marinheiro que já cruzou os sete mares em busca de aventura. Ler Hugo Pratt sempre é sinal de uma boa história. Fica aqui então o meu brinde a esperança que a editora NEMO publique todos os álbuns de “Corto Maltese&#8221;.</p>
<p><em>“La kati-va!”</em></p>
<p><strong>Corto Maltese – A Juventude</strong><br />
Editora NEMO<br />
Autor: Hugo Pratt<br />
Tradutora: Ana Ban<br />
Capa dura<br />
21,5 x 28,5 cm<br />
96 páginas<br />
R$ 45,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Pequeno Pirata</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 11:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Barba Negra]]></category>
		<category><![CDATA[David B]]></category>
		<category><![CDATA[Pequeno Pirata]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como alguns sabem, eu trabalho em uma das poucas loja especializada em quadrinhos em São Paulo, e em um dia desses abrindo uma caixa de livros da editora Barba Negra, me deparei com o álbum O Pequeno Pirata, do quadrinhista francês David B.
O quadrinho é baseado no conto “Le Roi Rose” (Rei Rosa, no original) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/08/pequeno_pirata.jpg" alt="" width="454" height="609" /></p>
<p>Como alguns sabem, eu trabalho em uma das poucas loja especializada em quadrinhos em São Paulo, e em um dia desses abrindo uma caixa de livros da editora Barba Negra, me deparei com o álbum O Pequeno Pirata, do quadrinhista francês David B.</p>
<p>O quadrinho é baseado no conto “Le Roi Rose” (Rei Rosa, no original) do também francês Pierre Mac Orlan. O quadrinhista David B. é conhecido aqui no Brasil com os dois  álbuns de &#8220;Epiléptico&#8221;, que infelizmente não li, mas que eu já tinha curtido seus desenhos só de folheá-los.</p>
<p>Como a tarde estava tranquila aproveitei e li o Pequeno Pirata. Foi 1 hora de puro prazer.</p>
<p><span id="more-21777"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/pqno_pirata_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21778" title="pqno_pirata_2" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/pqno_pirata_2.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>Já tinha visto algumas versões da lenda do Holandês Voador, uma delas de Edgar Allan Poe, e até um conto de ficção científica com esse nome, de Ward Moore, muito bom por sinal.</p>
<p>Para quem não está familiarizado com as adaptações do conto, é bom ter em mente que o nome do capitão é diferente em todas elas, mas a essência da história é a mesma, uma tripulação e o navio são amaldiçoados e tem que vagar até o final dos tempos, e todos os navios que o avistam sofrem um naufrágio.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/pqno_pirata_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21779" title="pqno_pirata_3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/pqno_pirata_3.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>No álbum de David B., a tripulação depois de saquear e matar todos a bordo de um  navio, no início do século XX, encontra um garotinho (o rei rosa) e resolvem criá-lo.</p>
<p>Parece simples, mas David B. demonstra em uma narrativa segura como essa situação pode ser extremamente desconfortável, tanto para os vivos, como para os mortos.</p>
<p>Acontece que o tempo passa e o garoto cresce, e então chegará a hora de escolher, a vida (morte) entre os piratas que ele adora ou a vida como um garoto normal.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/pqno_pirata_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21780" title="pqno_pirata_1" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/pqno_pirata_1.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>Claro que não estragarei o prazer e contar aqui o final dessa muito bacana que foi indicada ao Eisner Awards 2011 na categoria melhor livro estrangeiro. Não é a toa que David B.faz parte da chamada geração dos “novos quadrinhos franceses”.</p>
<p>David B. consegue sempre tratar de assuntos polêmicos de uma maneira sensível, como  a doença do irmão mais velho. Dessa vez quem entra em pauta é a morte, e narrada de uma maneira original.</p>
<p>Um dos melhores lançamentos do ano.</p>
<p><strong>Pequeno Pirata</strong><br />
David B.<br />
Editora Barba Negra<br />
Tradução: Maria Clara Carneiro<br />
20,5 x 27,5 cm<br />
48 páginas<br />
R$ 29,90</p>
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		<title>HQ que Acontece: Noturno</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 14:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Noturno]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador Sanz]]></category>
		<category><![CDATA[Zarabatana]]></category>

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		<description><![CDATA[
Borges e Cortazar têm agora a boa companhia de Salvador Sanz, autor do álbum Noturno, uma história que mistura ficção científica e realismo fantástico. Esse portenho, de apenas 36 anos, está no mesmo patamar de &#8220;Moebius&#8221; não só nos desenhos, mas também com o seu bizarro roteiro.
Noturno é o primeiro título da Coleção Fierro, da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/noturno_capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21593" title="noturno_capa" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/noturno_capa.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Borges e Cortazar têm agora a boa companhia de Salvador Sanz, autor do álbum Noturno, uma história que mistura ficção científica e realismo fantástico. Esse portenho, de apenas 36 anos, está no mesmo patamar de &#8220;Moebius&#8221; não só nos desenhos, mas também com o seu bizarro roteiro.</p>
<p>Noturno é o primeiro título da Coleção Fierro, da editora Zarabatana, que tem como proposta publicar histórias originalmente lançadas na Fierro mensal em formato série.</p>
<p>Salvador Sanz em 144 páginas, nos apresenta com uma arte P&amp;B a invasão de uma moderna Buenos Aires (que já havia sido arrasada na HQ &#8220;O Eternauta&#8221; de H.G. Oesterheld e Solano Lopes), por  gigantescos pássaros, que parecem também com insetos, chamados &#8220;noturnos&#8221;, vindos de um mundo antigo e estranho.</p>
<p><span id="more-21591"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/noturno_0.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21594" title="noturno_0" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/noturno_0.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>Tudo começa no show do mágico Ciempies (inseto com vários pés), quando Lucio e Lucia se oferecem como assistentes em um número. Suas vidas não serão mais as mesmas a partir deste ato. Os protagonistas vão se ver dentro de um sonho, ou pior ainda  dentro de um pesadelo.</p>
<p>Todos nós sonhamos que voamos, mas quando acordamos sabemos que foi um sonho, mas com eles é diferente! Dormir é a porta para uma outra dimensão.</p>
<p>Como vocês sabem, eu trabalho em uma livraria, e a maioria das pessoas com quem conversei, e que leram o álbum, gostaram só das ilustrações, outras do roteiro e das ilustrações, mas nenhuma ficou indiferente ao trabalho do quadrinhista e se disseram admiradas pelo trabalho de Sanz.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/noturno_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21595" title="noturno_3" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/10/noturno_3.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>A arte de &#8220;Noturno&#8221; é extraordinária e os seus detalhes  são de tirar o fôlego.</p>
<p>Com mais uma bela edição da editora Zarabatana, que vem fazendo um belo projeto editorial, Noturno é uma  chance a mais de conhecer a maravilha que são os quadrinhos dos nossos vizinhos argentinos.</p>
<p><strong>Noturno</strong><br />
Salvador Sanz<br />
Editora Zarabatana<br />
Coleção Fierro nº1<br />
21 x 28 cm<br />
P&amp;B<br />
144 páginas<br />
R$ 41,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Batman: Ano Um</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 12:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[David Mazzuchelli]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Richmond Lewis]]></category>

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“Ele é claramente um homem com uma missão, mas não de vingança, Bruce não busca desforra pessoal, ele é muito maior, muito mais nobre que isso. Quer tornar o mundo um lugar melhor, onde o menino Wayne não seria uma vítima. Pode-se dizer que ele trabalha para se tornar desnecessário. Batman é um herói que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/batman_ano_1_capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21313" title="batman_ano_1_capa" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/batman_ano_1_capa.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><em>“Ele é claramente um homem com uma missão, mas não de vingança, Bruce não busca desforra pessoal, ele é muito maior, muito mais nobre que isso. Quer tornar o mundo um lugar melhor, onde o menino Wayne não seria uma vítima. Pode-se dizer que ele trabalha para se tornar desnecessário. Batman é um herói que gostaria de não precisar existir”</em> (Frank Miller-1986).</p>
<p>Esse trecho pertence ao posfácio da bela edição que a editora Panini lançou de Batman: Ano Um, em agosto desse ano.</p>
<p>Na história clássica do homem-morcego você acompanha a construção de um herói em quase 11 meses e Frank Miller, autor do roteiro, deixa claro o significado de suas palavras sobre Batman quando nos apresenta o herói em sua primeira aparição, e apesar de levar muita porrada, não larga um ladrão que vai cair de uma escada de incêndio. É um Batman em começo de carreira, comete erros e tem dúvidas.</p>
<p><span id="more-21312"></span></p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/batman_ano_1_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21315" title="batman_ano_1_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/batman_ano_1_01.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>A Gotham City percorrida por Bruce Wayne lembra a Nova York de Travis no filme “Taxi Driver” com muita violência, prostitutas adolescentes e corrupção, mas ao contrário de Travis, ele não se torna um anjo vingador armado até os dentes, usando o que aprendeu em anos de treinamento de artes marciais e uma tecnologia bem longe dos filmes atuais.</p>
<p>Frank Miller conta no seu roteiro como algumas pessoas entraram na vida de Batman, por exemplo, Selina, a Mulher-gato, e seu aliado e amigo comissário (aqui ainda tenente) Gordon.</p>
<p>O desenhista desse grande clássico, David Mazzucchelli, diz ter uma lembrança que Batman entrou na sua vida em 1966, mas para mim ele entrou definitivamente na minha vida em 1967. Eu já tinha lido algumas histórias de Batman, mas com a estréia do seriado na TV Paulista nesse ano passei a ser um leitor constante de suas aventuras, além de assistir aos dois seriados dos anos 40 na TV.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/batman_ano_1_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21316" title="batman_ano_1_03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/batman_ano_1_03.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Achei que depois do Batman desenhado por Neal Adams nunca mais veria o encapuçado com roteiros e desenhos tão geniais, pois eu estava enganado. O Batman de Frank Miller, David Mazzucchelli, com cores de Richmond Lewis é brilhante e humano.</p>
<p>Não posso esquecer de registrar aqui que além da excelente história, o álbum no padrão de edição de luxo da editora Panini tem ainda mais de 40 páginas de extras com estudos de personagens, páginas do roteiro original, esboços além do já citado posfácio de Frank Miller.</p>
<p>Sua leitura é essencial a todos os amantes de histórias em quadrinhos.</p>
<p><strong>Batman Ano Um</strong><br />
Roteiro: Frank Miler<br />
Desenhos: David Mazzuchelli<br />
Editora Panini<br />
Capa dura com reserva de verniz<br />
Papel couchê<br />
17 x 26 cm<br />
148 páginas<br />
R$ 37,00</p>
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		<title>HQ que Acontece: Projeto Superpowers</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 12:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Floreal Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[hq que acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Ross]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Paul]]></category>
		<category><![CDATA[Devir]]></category>
		<category><![CDATA[Doug Klauba]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Krueger]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Superpowers]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Sadowski]]></category>

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Libertar seus amigos depois aprisioná-los após meio século na Caixa de Pandora para salvar o mundo, pode ter perdão?
Os super-heróis da Era de Ouro (1930-1950) dos quadrinhos estão de volta e tem que decidir se ajudam um Combatente Ianque velho e acabado que pede ajuda em uma missão que só eles podem ajudar. Mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/superpowers_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21071" title="superpowers_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/superpowers_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Libertar seus amigos depois aprisioná-los após meio século na Caixa de Pandora para salvar o mundo, pode ter perdão?</p>
<p>Os super-heróis da Era de Ouro (1930-1950) dos quadrinhos estão de volta e tem que decidir se ajudam um Combatente Ianque velho e acabado que pede ajuda em uma missão que só eles podem ajudar. Mas como lidar com o seu traidor após tanto sofrimento causado por ele?</p>
<p>Essas são questões que pode ser encontradas em Projeto Superpowers, lançado pela Devir Editora, com roteiro de Jim Krueger e Alex Ross (ganhador de 5 prêmios Eisner). Vale ressaltar que apenas as capas são de Alex Ross, as artes dentro da publicação são assinadas por Carl Pau, Doug Klauba e Stephen Sadowski.</p>
<p>Os antigos combatentes voltam para eterna luta contra o mal depois de ficarem aprisionados na mítica caixa ou urna de Pandora, que segundo a lenda grega ela conteria todos os males, mas dentro dela havia também a esperança. Antes que digam que a caixa de Pandora pode ser uma ideia batida ou muito usada, ela tem uma função que está diretamente ligada a nossa realidade.</p>
<p><span id="more-21070"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/superpowers_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21072" title="superpowers_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/superpowers_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Alex Ross e Jim Krueger, dupla responsável por grandes séries como Justiça e Terra X, usam esse artifício para justificar o desaparecimento desses personagens que foram criados em uma época que eles surgiam aos montes, mas com o passar do tempo eles não conseguiram destaque maior que grandes ícones como Capitão América, Superman, Batman e etc., e acabaram não sendo mais publicados.</p>
<p>É interessante ver alguns desses super-herois como Terror Negro, Mascarada, Flama, Escaravelho, Coruja, Garra, o Espírito Americano e outros, recriados para os dias atuais e como o seu isolamento dentro da caixa os alteraram não só psicologicamente, mas também em relação aos seus poderes. Esse talvez seja o ponto forte do roteiro.</p>
<p>Como existem dezenas de super-heróis o roteiro às vezes soa confuso, mas vale à pena acompanhar a saga desses primeiros personagens com superpoderes agora  não mais combatendo  nazistas, mas gente que lucra com guerra e faz dela um negocio rendoso.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/superpowers_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21073" title="superpowers_03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/09/superpowers_03.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>A edição da Devir traz em 256 páginas coloridas além das sete histórias iniciais, extras como os estudos de personagens, artes conceituais, fichas biográficas, e estudo de layout. Deixando a curiosidade sobre os personagens que estão nos extras, mas não na história.</p>
<p>História, aliás, que prioriza o ponto de vista do Combatente Ianque, e as suas motivações para aprisionar os seus amigos por tanto tempo. Você irá descobrir que nem sempre temos que tomar as melhores atitudes para fazer o bem. Pelo menos é isso que o personagem acredita.</p>
<p>Mas fica a questão: qual a melhor maneira de lutar contra malfeitores ultramodernos?</p>
<p>Libertar velhos “amigos” e saber que isso pode levar a própria morte foi à decisão do Combatente Ianque, mas será que isso dará certo?</p>
<p>É o que você vai descobrir nesse e em outros volumes da série Superpowers.</p>
<p><strong>Projeto Superpowers</strong><br />
Roteiro: Alex Ross e Jim Krueger<br />
Arte: Carlos Paul, Doug Klauba e Stephen Sadowski<br />
Capas e direção de arte: Alex Ross<br />
Editora Devir<br />
16,5 cm X 24 cm<br />
256 páginas<br />
R$ 48,50</p>
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