
Recentemente Robert Crumb esteve no Brasil, na festa literária FLIP, em Paraty. No evento, ao lado de Gilbert Sheldon, o autor divulgava sua versão em quadrinhos de Gênesis, isso mesmo, o primeiro livro as Bíblia.
Lançado no Brasil pela Conrad em 2009, o álbum fez barulho exatamente por ser o amoral Crumb interpretando a Bíblia. Mas o quadrinhista, ícone da contracultura americana de quadrinhos underground desde os anos 60, não vai além do texto original ao transpô-lo para os quadrinhos. É o livro bíblico que vemos em narrativa gráfica, ipsis literis (uma tradução para o inglês de Robert Alter).
Ou seja, em Gênesis, Crumb perde uma de suas principais características que é a sua visão crítica e escrachada do mundo. Tal qual um artista plástico que faz retratos, Crumb foi pago para simplesmente para reproduzir algo e o fez. Com a maestria que só ele seria capaz de fazer, é verdade, mas ainda assim uma simples reprodução.











