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	<title>Impulso HQ &#187; entrevistas</title>
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		<title>Veja a primeira página de Anarquia do ZAP!HQ</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Anarquia]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Eduardo Corrales]]></category>
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		<category><![CDATA[Zap! HQ]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Impulso HQ conversou com Emílio Baraçal sobre as novidades do ZAP!HQ e seus títulos previstos para 2012

Em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional, o ZAP! HQ divulgou uma página do primeiro capítulo de Anarquia, série criada por Emílio Baraçal e Carlos Eduardo Corrales (roteiros), Felipe Watanabe (desenhos), Carlos Eduardo Ferreira (arte-final) e Salvatore Aiala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/zap_hq.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23156" title="zap_hq" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/zap_hq.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Impulso HQ conversou com Emílio Baraçal sobre as novidades do ZAP!HQ e seus títulos previstos para 2012<br />
</em></p>
<p>Em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional, o ZAP! HQ divulgou uma página do primeiro capítulo de Anarquia, série criada por Emílio Baraçal e Carlos Eduardo Corrales (roteiros), Felipe Watanabe (desenhos), Carlos Eduardo Ferreira (arte-final) e Salvatore Aiala (cores).</p>
<p>O título conta a história de Adriana Katsumoto e a sua busca por identidade, já que sua vida foi secretamente manipulada pelas autoridades para fins obscuros. No intuito de tomar o controle de sua própria vida, Adriana vê-se cada vez imersa na podridão e nas sujeiras dos bastidores do poder. Ao perseguir o que tanto deseja, acabará tendo que encarar políticos e empresários corruptos e seus inescrupulosos esquemas de propinas e acordos. Ao criar a persona de “Anarquia”, ela levará medo aos que sugaram da sociedade durante anos, tirando o poder deles e levando novamente ao povo.</p>
<p>O Impulso HQ conversou com Emílio Baraçal, que também é editor-chefe do ZAP! HQ:</p>
<p><span id="more-23155"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/03/novo_estudio.jpg" alt="" width="455" height="600" /><strong></strong></p>
<p><strong>Impulso HQ: Qual será a periodicidade de Anarquia?<br />
Emílio Baraçal: </strong>A periodicidade só será decidida de fato após algumas reuniões em fevereiro. Há um evento que iremos participar que servirá de deadline para muitas coisas. Isso é o que dá pra falar por enquanto.</p>
<p><strong>IHQ: Anarquia será um título próprio ou fará parte de uma coletânea?<br />
E.B.:</strong>Título próprio. Assim como também o é Cosmos, Arkanus e Os Bandeirantes.</p>
<p><strong>IHQ: O que os leitores podem esperar de Anarquia?<br />
E.B.: </strong>Do primeiro arco, história de origem. É onde toda a base da personagem será estabelecida para os arcos seguintes, que tem foco em espionagem, suspense e policial.</p>
<p><strong>IHQ: As produções serão impresas ou a Zap! HQ terá atividades digitais?<br />
E.B.:</strong> Primeiramente digital. Já temos uma política de histórias impressas, mas não dá pra dar detalhes ainda, infelizmente, pois também depende do evento o qual participaremos.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/capeta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23163" title="capeta" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/capeta.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Quais os planos da Zap! HQ para 2012 fora Anarquia?<br />
E.B.: </strong>Queremos disponibilizar as quatro séries &#8211; Anarquia, Cosmos, Os Bandeirantes e Arkanus &#8211; o mais rápido possível, mas depende mesmo do evento já mencionado. Então por enquanto é apenas produzir. Só saberemos com mais certeza depois de fevereiro. Teremos também o nosso site oficial, não utilizando mais o<a href="http://zaphq.wordpress.com/" target="_blank"> blog</a>. Nele, teremos as HQs digitais, atividades interativas com as séries e os criadores, bastidores da criação de cada história, fórum e muito mais coisas bem bacanas pra todo mundo se divertir.</p>
<p><strong>IHQ: Cosmos, Bandeirantes e agora Anarquia. A Zap!HQ lançará os três títulos simultaneamente em uma grande ação promocional?<br />
E.B.:</strong> Uma das ideias que temos é lançar os quatro &#8211; tem o Arkanus também, cuja equipe criativa, além de minha participação como corroteirista tem Alexandre Dias (corroteirista), Jack Herbert (desenhos), JP Mayer (arte-final) e Marcelo Maiolo (cores) &#8211; quase simultaneamente. Haverá um mês determinado para lançamento e a cada semana desse mês ainda não escolhido será lançada um dos títulos.</p>
<p><strong>IHQ: Pelo que foi divulgado até agora, as imagens e contextos dos personagens parecem ser todos habitados no Brasil. Isso será uma marca registrada do Zap! HQ?<br />
E.B.: </strong>Serão personagens que tem suas bases/raízes aqui, mas ocorrerá também de ter histórias deles acontecendo em outros países. Cosmos é um que é bem global, por exemplo. Anarquia em algum ponto terá que ir pra fora investigar esquemas de corrupção onde os criminosos têm parcerias estrangeiras. Então a coisa toda é bem expansiva. Mesmo porque também nossas histórias estarão disponibilizadas também em outros idiomas. Também queremos leitores estrangeiros.</p>
<p>___________________________________</p>
<p>Bem, agora para nos resta aguardar. Assim que tiver mais novidades   colocaremos aqui no Impulso HQ. O ZAP! HQ tem lançamento previsto para   segundo semestre de 2012. E Emílio ainda finaliza com um recado:</p>
<p><em>“Não íamos soltar ainda, mas não poderíamos deixar de dar nossa  contribuição às comemorações, certo? Quem sabe no Comic Book Day não  temos mais novida&#8230; Ops, falei demais?&#8221;</em></p>
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		<title>Papo de impulso com Oliver Borges – Aurora Comics</title>
		<link>http://impulsohq.com/entrevistas/papo-de-impulso-com-oliver-borges-%e2%80%93-aurora-comics/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 12:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dennis Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Oliver Borges]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nascido na Bahia, Oliver começou sua carreira nas artes gráficas aos 15 anos. Desde muito cedo seu especial fascínio por histórias em quadrinhos o fez se interessar por desenho artístico e técnico, nos quais aprofundou seus estudos. Aos 17 começou a trabalhar profissionalmente em um estúdio de ilustrações de sua cidade, Salvador, BA.
Com 21 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/oliver_borges_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22925" title="oliver_borges_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/oliver_borges_02.jpg" alt="" width="455" height="202" /></a></p>
<p>Nascido na Bahia, Oliver começou sua carreira nas artes gráficas aos 15 anos. Desde muito cedo seu especial fascínio por histórias em quadrinhos o fez se interessar por desenho artístico e técnico, nos quais aprofundou seus estudos. Aos 17 começou a trabalhar profissionalmente em um estúdio de ilustrações de sua cidade, Salvador, BA.</p>
<p>Com 21 anos, percebendo as evoluções do mercado, decidiu estudar as vertentes da ilustração na informática e três anos mais tarde ingressou em uma faculdade de design. Trabalhou numa das melhores agências de publicidade do norte e nordeste do país na área de produção gráfica, onde, como arte-finalista, conheceu mais profundamente o mercado publicitário. Logo foi transferido para o setor de criação em que atuou na área de direção de arte.</p>
<p>Durante 5 anos Oliver criou ilustrações, marcas e design para essa e outras agências do estado, chegando finalmente a abrir sua própria empresa a <a href="http://www.auroracomics.com/index_br.htm" target="_blank">Aurora Studios</a>, pela qual publica seus quadrinhos.</p>
<p><span id="more-22924"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/11/o_guardiao_aurora_comics.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p><strong>Primeira revista em quadrinhos que leu?</strong><br />
Cavaleiro das Trevas, Batman Ano I, no final dos anos 1980. Ganhei do meu pai.</p>
<p><strong>Quadrinho favorito de todos os tempos?</strong><br />
Eu gosto muito do Watchmen e do V de Vingança.</p>
<p><strong>Seu trabalho favorito?</strong><br />
Eu gosto de desenhar as histórias do Nova Vida, que se passa no período contemporâneo, mas, modéstia a parte, gosto da saga Crepúsculo, uma fase de fantasia medieval dentro da Aurora Comics.</p>
<p><strong>Suas influências artísticas?</strong><br />
Eu gosto de uma galera mais velha guarda, como o trabalho do Neal Adams, do Alan Davis, gosto do roteiro do Alam Moore, da narrativa do (Frank) Miller de “antigamente”. Meio clichê dizer essas, mas são os caras que arrebentavam quando descobri os quadrinhos. Esses caras fizeram escola em seu tempo. Gosto do John Buscema também.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2010/01/aurora_comics_nova_vida.jpg" alt="" width="398" height="600" /></p>
<p><strong>Super-poder que gostaria de ter?</strong><br />
Ser indestrutível! Resolve um bocado de coisas!</p>
<p><strong>Filme favorito?</strong><br />
(Pensa bastante) Clube da Luta me marcou bastante.</p>
<p><strong>Livro favorito?</strong><br />
A Mão Esquerda de Deus (Paul Hoffman).</p>
<p><strong>Desenho animado favorito?</strong><br />
Vale animação 3D? Gosto demais da Pixar, mas Up Altas aventuras é demais, saí do cinema com a cara vermelha.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/oliver_borges_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22926" title="oliver_borges_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2012/01/oliver_borges_01.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a><strong>Banda ou Músico?</strong><br />
Ray Charles me impressiona, mas gosto do U2, do primeiro álbum do Áudio Slave, poxa, gosto de muita coisa!</p>
<p><strong>Programa de TV?</strong><br />
Gosto de documentários, mas estou achando Game of Thrones muito bom e adoro Walking Dead.</p>
<p><strong>Uma mensagem para o leitor do impulsohq.com:</strong><br />
Vamos acreditar mesmo naquilo que a gente acha muito difícil. O destino de todo mundo é um só, então vamos aproveitar bem o nosso tempo!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Papo de impulso com Aloísio de Castro</title>
		<link>http://impulsohq.com/entrevistas/papo-de-impulso-com-aloisio-de-castro/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 10:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dennis Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Aloísio de Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Carcará]]></category>

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O publicitário Aloísio de Castro desenha há mais de 50 anos. Influenciado pelo estilo dos grandes mestres europeus, em especial dos fumettis, os quadrinhos italianos de faroeste, em 2011, por meio de um programa de incentivo a cultura do Estado de São Paulo, deu forma a sua paixão pela nona arte com a publicação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/aloisio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22756" title="aloisio" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/12/aloisio.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>O publicitário Aloísio de Castro desenha há mais de 50 anos. Influenciado pelo estilo dos grandes mestres europeus, em especial dos fumettis, os quadrinhos italianos de faroeste, em 2011, por meio de um programa de incentivo a cultura do Estado de São Paulo, deu forma a sua paixão pela nona arte com a publicação de Carcará – uma aventura de vingança e redenção situada no tempo do cangaço. Confira a resenha HQB do Impulso HQ, <a href="http://impulsohq.com/resenha-hqb/resenha-hqb-carcara/" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p><strong>Primeira revista em quadrinhos que leu?<br />
</strong>Fantasma, de Lee Falck, quando eu tinha 6 anos de idade. Troquei o Pato Donald pelo Fantasma!</p>
<p><strong>Seu trabalho favorito?</strong><br />
Carcará!</p>
<p><strong>Quadrinho que lê?</strong><br />
Leio muito quadrinho europeu&#8230; Mas ultimamente tenho visto o trabalho de muita gente boa aqui do Brasil, fica até difícil de falar um em detrimento de outro.</p>
<p><span id="more-22755"></span><img class="aligncenter" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/08/carcara.jpg" alt="" width="455" height="600" /></p>
<p><strong>Suas influências artísticas?</strong><br />
(Quadrinhos) Italianos! Eu sempre gostei de quadrinhos europeus&#8230; Dino Bataglia, Crepax e, naturalmente, Jaime Cortez e meu amigo Zalla.</p>
<p><strong>Filme favorito?<br />
</strong> Gosto de muitos filmes de aventura, mas Blade Runner, o Caçador de Andróides, me chamou muita atenção.</p>
<p><strong>Livro favorito?<br />
</strong> Gosto muito de Machado de Assis, todos os livros (que agora também leio em quadrinhos)</p>
<p><strong>Banda ou Músico?</strong><br />
Chico Buarque.</p>
<p><strong>Programa de TV?</strong><br />
Gosto da programação da GNT.</p>
<p><strong>Uma mensagem para o leitor do impulsohq.com:<br />
</strong>Vamos continuar lendo e fazendo quadrinhos! Estou retomando quadrinhos com Carcará e para rimar, acho que não vou mais parar!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista: Chris Claremont</title>
		<link>http://impulsohq.com/entrevistas/entrevista-chris-claremont/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 11:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Claremont]]></category>
		<category><![CDATA[x-men]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sim amigos leitores. Abaixo você confere a entrevista que o Impulso HQ fez com ninguém menos que Chris Claremont, o homem que tornou os X-men a maior equipe campeã de vendas da Marvel, e que esteve a frente dos roteiros dos mutantes por mais de 15 anos seguidos.
Pela primeira vez no Brasil, durante o Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_011.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22345" title="riocomicon_2011_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_011.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p>Sim amigos leitores. Abaixo você confere a entrevista que o Impulso HQ fez com ninguém menos que Chris Claremont, o homem que tornou os X-men a maior equipe campeã de vendas da Marvel, e que esteve a frente dos roteiros dos mutantes por mais de 15 anos seguidos.</p>
<p>Pela primeira vez no Brasil, durante o Rio Comicon 2011, Clameront com certeza foi uma das grandes atrações do evento, e esteve cercado por fãs por todos os momentos. A equipe do Impulso HQ conseguiu uma brecha em um dos momentos de descontração do roteirista e conversou com esse ícone dos quadrinhos, principalmente para qualquer fãs dos mutantes da Marvel. Confira:</p>
<p><strong>Impulso HQ: Inegável que a sua carreira está ligada aos X-men. Como foi a sua reação ao ver os personagens que o consagrou nos cinemas? Você gostou do resultado?<br />
Chris Claremont: </strong>Toda vez que você faz uma adaptação é muito difícil agradar a todos. As maneiras que o diretor decide contar a história são diferentes do escritor por inúmeras razões. A chave de tudo está como o diretor colocou o que é realmente importante para compor o personagem, e as situações certas. Se o diretor faz isso não haverá problemas.</p>
<p><span id="more-22344"></span>O divertido nos filmes de X-men é que no trabalho de Brian Singer ele seguiu isso, principalmente na escolha do elenco que foi feita por Lauren Shuler Donner e ele. Os atores certos para cada papel. Ele colocou a essência necessária de cada personagem que deveria aparecer nas telas. Para mim não interessa se o Wolverine dos cinemas não tem 1,64 de altura, porque Hugh Jackman tem as outras qualidades que eu espero que o personagem tenha. Não interessa se Halle Berry tem as características físicas da Tempestade, a essência que ela representou em seu papel estava certa, em termos de personagem.</p>
<p>A relação entre os personagens com a sociedade que é demonstrada nos filmes é a mesma que está nos quadrinhos. Então não importa para onde os personagens vão, em termos de interpretação foi maravilhoso. Você não pode julgar pelo o que você vê se os atores não são parecidos com os personagens, por exemplo, Liev Schreiber como Dentes de Sabre representou 99% de tudo o que o é personagem. Estava tudo lá.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_631.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22346" title="riocomicon_2011_63" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_631.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Você está acompanhando o projeto da continuação do filme do Wolverine? Você se preocupa se vão mudar a história?<br />
C.C.: </strong>Não há nada que possa me preocupar. A 20th Century Fox tem o controle do material, então eles controlam o filme, o diretor e o produtor, e sei que eles contrataram quem eles confiam pra fazer o projeto.</p>
<p>Eu como criador da história que será o material de origem, tenho que confiar que eles sabem o que estão fazendo. Mantenho os meus dedos cruzados e espero ver o que será. A pergunta essencial é que isso está totalmente fora das minhas mãos. Eu espero que seja uma boa adaptação do trabalho que Frank e eu fizemos porque esse foi um projeto duro de fazer e foi feito há mais de 20 anos, e com certeza eu quero ver isso nos cinemas. Mas o que acontece depois é uma decisão entre as pessoas que vão produzir o filme e o estúdio.</p>
<p><strong>IHQ: Em sua carreira, grandes desenhistas já deram vida aos seus personagens como Frank Miller e Milo Manara. Tem algum que não desenhou uma história sua e você gostaria que ele fizesse?<br />
C.C.: </strong>Com certeza o Jack Kirby. Eu acredito que os roteiristas sempre querem trabalhar com alguém que tenha a habilidade e encare o desafio surpreender, para que possamos falar “eu adoraria trabalhar com ele”. Eu gostaria de trabalhar novamente com vários outros artistas que eu já trabalhei. O desenhista Bill Sienkiewicz é um deles.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22347" title="riocomicon_2011_03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_03.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Qual é o grande desafio quando você encara um novo projeto de criar um arco de história para qualquer personagem?<br />
C.C.: </strong>O grande problema do desafio de encarar um projeto é ter tempo, e achar desenhistas que tenham tempo. Você procura por um desenhista e tenta conciliar o seu tempo com o dele. Isso atrapalha a inspiração e talvez a sua independência. Por isso na maioria das vezes eu escrevo pra mim. Com tempo é mais divertido.</p>
<p><strong>IHQ: Tem algum personagem que você ainda não escreveu e gostaria de trabalhar?<br />
C.C.: </strong>Nos quadrinhos não. Eu já escrevi bastante sobre super-heróis que eu tinha interesse. Agora eu prefiro escrever sobre os meus próprios personagens, e é isso. Hoje em dia eles me divertem mais.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_39.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22348" title="riocomicon_2011_39" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_39.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Você acompanha os profissionais brasileiros de quadrinhos no exterior?<br />
C.C.: </strong>Não, porque o acesso da produção brasileira de quadrinhos é muito difícil. Entretanto eu já trabalhei com desenhistas brasileiros e argentinos.</p>
<p><strong>IHQ: Você possuiu uma legião de fãs nos quadrinhos. Você sente alguma responsabilidade maior quando vai escrever uma HQ por causa deles?<br />
C.C.: </strong>Eu acho que todo escritor é responsável pelo que escreve e cria. Achar a melhor maneira de criar uma história requer personagens que sejam excitantes, empolgantes e inspiradores. Se eu quero que os leitores gastem o seu tempo lendo o meu trabalho, eu preciso que eles se divirtam e que queiram virar a página e pensem sobre os fatos. Essa é a minha responsabilidade. Qualquer coisa a mais que isso seria pretensão.</p>
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		<title>Papo de impulso com Mario Cau</title>
		<link>http://impulsohq.com/entrevistas/papo-de-impulso-com-mario-cau/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:58:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dennis Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Cau]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Impulso HQ inicia hoje uma série de post que são resultados de bate-papos durante a 7º FIQ. Se a ideia for bem recebida poderemos estender o Papo de Impulso para outros eventos. O Objetivo é que você leitor conheça mais sobre os profissionais de quadrinhos, por isso, sempre antes das perguntas iniciaremos os posts [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/051.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22405" title="05" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/051.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>O Impulso HQ inicia hoje uma série de post que são resultados de bate-papos durante a 7º FIQ. Se a ideia for bem recebida poderemos estender o Papo de Impulso para outros eventos. O Objetivo é que você leitor conheça mais sobre os profissionais de quadrinhos, por isso, sempre antes das perguntas iniciaremos os posts com uma mini biografia do entrevistado.</p>
<p>Sem mais enrolação, fique com o nosso Papo de Impulso com Mario Cau.</p>
<p>Formado em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, Mario Cau não encontrou lá o que esperava, mas encontrou muitas coisas &#8211; e pessoas &#8211; que não esperava. A experiência rendeu mais evolução com o aprendizado e troca de idéias, seja nas aulas, seja nos bate-papos de intervalos e cafés.</p>
<p>Cau produz a série de Histórias em Quadrinhos independentes &#8220;Pieces&#8221;, que traz histórias curtas e sem personagens fixos, mostrando pequenos momentos da vida cotidiana, convidando o leitor a uma reflexão sobre esses &#8220;pedaços de vida&#8221;. Com três edições publicadas, e duas indicações ao Troféu HQMIX 2009 (Publicação Independente de Autor e Desenhista Revelação), prepara mais histórias para futuras edições.</p>
<p><span id="more-22404"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/mario_cau_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22406" title="mario_cau_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/mario_cau_01.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Em 2010, publicou em conjunto com a Balão Editorial a edição especial &#8220;NÓS &#8211; Dream Sequence Revisited&#8221;, que traz compilado seu trabalho de conclusão de curso, em forma de uma História em Quadrinhos sem texto, explorando a narrativa, diagramação e metáforas visuais. Esta história foi exposta no Museu de Arte Comporânea de Campinas em 2007. A revista ainda traz um detalhado relato do processo criativo e de produção da obra, bem como um DVD contendo uma animação da mesma história, em formato &#8220;motion comic&#8221;, sendo a primeira animação deste estilo produzida no Brasil. A animação foi produzida em parceria com o Estúdio Animar, de Campinas.</p>
<p>Já publicou quadrinhos em revistas e coletâneas nacionais e internacionais, dentre elas as premiadas Café Espacial e Nanquim Descartável, bem como Quadrinhópole, Contos da Madrugada, Machado, Front, Heavy Metal, Negative Burn, Layer Zero, Short Stack, Shrunken Wool, 2012 &#8211; Final Prayer. Ainda em 2010 integrou o time do elogiado livro MSP+50, sucessor do também sucesso MSP50, que traz homenagens de autores nacionais a Maurício de Sousa.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/mario_cau_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22407" title="mario_cau_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/mario_cau_02.jpg" alt="" width="457" height="455" /></a></p>
<p>Como ilustrador, atende agências de publicidade e editoras, atendendo clientes como Bosch, Skil, Curso Integral, Mantova, Caterpillar, Campinas Decor. No campo editorial, ilustrou livros para a Fundação Educar, Editora Moderna, as ONGS Estre e ASPE, e as revistas Rolling Stone, Fantástico e Sem Crise.</p>
<p>Também é professor de História em Quadrinhos e Ilustração na Pandora Escola de Arte, em Campinas, onde reside.</p>
<p><strong>Papo de Impulso:</strong></p>
<p><strong>Primeira revista em quadrinhos que leu?</strong><br />
Cebolinha! Não sei o número, mas é uma que ele começa chorando.</p>
<p><strong>Quadrinho favorito de todos os tempos?</strong><br />
Crítica do Fábio Moon e Gabriel Bá.</p>
<p><strong>Seu trabalho favorito?</strong><br />
Terapia.</p>
<p><strong>Quadrinho que lê?</strong><br />
Estou tentando acompanhar muita coisa pela internet, muitos webcomics.</p>
<p><strong>Influências artísticas?</strong><br />
(Will) Eisner, Fábio Moon, Gabriel Bá, Jeff Smith, Craig Thompson, Terry Dodson, Stuart Immonen e Bruce Timm</p>
<p><strong>Superpoder que gostaria de ter?</strong><br />
Cara, teleporte! E eu gostaria poder desacelerar o tempo também!</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/45.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22408" title="45" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/45.jpg" alt="" width="455" height="455" /></a></p>
<p><strong>Livro favorito?</strong><br />
Parque dos Dinossauros do Michael Crichton</p>
<p><strong>Filme preferido?</strong><br />
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e o Clube dos Cinco.</p>
<p><strong>Desenho animado favorito?</strong><br />
Quando criança era He-Man e ThunderCats, atualmente é Uma Família da Pesada.</p>
<p><strong>Banda ou músico (a)?</strong><br />
Foo Fighters na lata!</p>
<p><strong>Programa de TV?</strong><br />
Eu ando acompanhando muito seriado&#8230; Big Ben Theory, The Office, Californication (por incrível que pareça eu gosto de Californication, cara)</p>
<p><strong>Mensagem para os leitores do impulsohq.com:</strong><br />
Continuem lendo quadrinhos! Principalmente os feitos por brasileiros e independentes!</p>
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		<title>Entrevista: Gabriel Bá e Fábio Moon – Daytripper</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 11:15:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Daytripper]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Moon]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Bá]]></category>
		<category><![CDATA[Vertigo]]></category>

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Fabio Moon e Gabriel Bá marcam a sua trajetória profissional sempre com resultados que impressionam. A cada novo trabalho os irmãos quadrinhistas conseguem arrancar os mais altos elogios do público e da mídia especializada, e com o seu mais recente lançamento não foi diferente.
Daytripper é o primeiro trabalho da dupla para o selo adulto da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_1041.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22309" title="riocomicon_2011_104" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_1041.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Fabio Moon e Gabriel Bá marcam a sua trajetória profissional sempre com resultados que impressionam. A cada novo trabalho os irmãos quadrinhistas conseguem arrancar os mais altos elogios do público e da mídia especializada, e com o seu mais recente lançamento não foi diferente.</p>
<p>Daytripper é o primeiro trabalho da dupla para o selo adulto da DC Comics, a Vertigo. A minissérie lançada em 2010 nos Estados Unidos, ganhou uma versão encadernada em 2011 com 256 páginas, essa edição foi a graphic novel mais vendida nos Estados Unidos, segundo ranking do jornal New York Times, em março de 2011.</p>
<p>O Impulso HQ conversou com a dupla durante o Rio Comicon sobre Daytripper, história que rendeu aos quadrinhistas os prêmios internacionais Harvey, Eagle e Eisner, aproveitando o lançamento da versão nacional pela editora Panini. Confira:</p>
<p><span id="more-22308"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/daytripper_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22310" title="daytripper_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/daytripper_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>Impulso HQ: Qual foi a maior dificuldade na produção de Daytripper?<br />
Bá e Moon: </strong>A maior dificuldade foi escolher quais momentos na vida do personagem Brás a gente iria retratar para montar uma história que fosse coerente para fechar em algo que mesmo sendo explicada em dez capítulos, tudo junto funcionasse e fizesse sentido para o leitor.</p>
<p><strong>IHQ: Vocês sentirão alguma responsabilidade maior em situar e retratar a história no Brasil, sendo que primeiro ela foi publicada no exterior?<br />
Bá e Moon: </strong>Não por passar no Brasil, mas a única responsabilidade que a gente sentiu foi que era um projeto maior, com mais páginas que qualquer outro livro que a gente fez, uma série mensal que seria publicada por mais tempo, então era um projeto mais ambicioso. A responsabilidade foi de conseguir fazer um bom trabalho com o espaço que a gente tinha. Mais espaço tinha que ficar melhor.</p>
<p><strong>IHQ: Com Daytripper vocês acham que estão mudando a cara do cenário editorial de quadrinhos?<br />
Bá e Moon: </strong>Não sei se com o Daytripper, mas com quinze anos de trabalho sim. Com Daytripper ainda é cedo para dizer. Ele acabou de ser lançado aqui e teremos que ver se ele terá um impacto tão grande no mercado nacional e na cara dos quadrinhos, e do jeito que o público enxerga os quadrinhos. Só esperando pra ver.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/daytripper_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22311" title="daytripper_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/daytripper_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a><strong></strong></p>
<p><strong>IHQ: Muitos apontam Daytripper como o melhor trabalho da dupla até agora. Vocês concordam com essa afirmação?<br />
Bá e Moon: </strong>Ele é o melhor da gente até agora. Talvez não seja melhor a partir do próximo. A gente cada vez melhora e tenta ver o que dá para aperfeiçoar. Por ser o mais recente ele é o mais legal.</p>
<p><strong>HQ: Acompanhando o Twitter de vocês ficou claro a emoção da dupla de ter Daytripper publicada aqui no Brasil. É um sentimento diferente de quando ela foi publicada a primeira vez lá fora?<br />
Bá e Moon:</strong> Sim. A gente cresceu lendo quadrinhos e compartilhando essa paixão com os nossos amigos, família e com o público aqui. Um dos medos de publicar lá fora é que o material fique inacessível para o público aqui, então ter esse material publicado no Brasil tem um valor especial pra gente porque devido a essa dedicação que temos em produzir quadrinhos, nós também queremos que as pessoas aproveitem também. Ter o Daytripper publicado aqui era muito importante pra nós desde o princípio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_271.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22312" title="riocomicon_2011_27" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_271.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Moon e Bá com o editor orignal de Daytripper, Bob Schreck</em></p>
<p><strong>IHQ: Vocês já falaram de paixão, separação, morte, terror e etc. Tem algum gênero ou algo em quadrinhos que vocês não fizeram e têm vontade de produzir?<br />
Bá e Moon: </strong>Deve ter um monte, mas a gente ainda não fez porque ainda não caiu da cabeça para o papel. Quando a gente descobrir tudo o que temos vontade de fazer, que a gente acha que vai ter um bom desafio, que vai ser diferente do já fizemos e vai dar uma boa história em quadrinhos, tentaremos trabalhar e fazer sempre.</p>
<p><strong>IHQ: E os próximos projetos? Teremos mais independentes?<br />
Bá e Moon: </strong>Por enquanto estamos fazendo vários projetos com editoras. Estamos fazendo mais Casa Nova com Matt Fraction na Icon, tem os Dois Irmãos para a Companhia das Letras que é uma adaptação de um livro do Milton Hatoum, tem o projeto Cidades Ilustradas para a editora Casa 21 e será a cidade de São Luís do Maranhão. Esses são o que a gente já divulgou e nos tomarão os próximos dois anos do nosso trabalho.</p>
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		<title>Entrevista Rafael Grampá – quadrinhista</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 11:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Furry Water]]></category>
		<category><![CDATA[Mesmo Delivery]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Grampá]]></category>

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Um dos convidados nacionais do Rio Comicon foi o quadrinhista Rafael Grampá, que a cada dia consegue mais espaço e destaque no mercado internacional de quadrinhos. Depois do imenso sucesso de Mesmo Delivery, Grampá vem se tornando um dos profissionais mais requisitados.
Depois de ser o primeiro brasileiro a escrever uma história para a Marvel Comics [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_62.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22302" title="riocomicon_2011_62" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_62.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p>Um dos convidados nacionais do Rio Comicon foi o quadrinhista Rafael Grampá, que a cada dia consegue mais espaço e destaque no mercado internacional de quadrinhos. Depois do imenso sucesso de Mesmo Delivery, Grampá vem se tornando um dos profissionais mais requisitados.</p>
<p>Depois de ser o primeiro brasileiro a escrever uma história para a Marvel Comics para a revista Strange Tales II, cstrelando o mutante Wolverine, o brasileiro também pode revitalizar um dos personagens mais clássicos da mitologia mutante, o Noturno.</p>
<p>Recentemente foi anunciado que Mesmo Delivery ganhará uma versão para os cinemas e a direção ficará com Mauro Lima, diretor de Meu nome não é Johnny. Apesar de estar em estado embrionário, como mesmo disse Grampá em sua palestra para o Rio Comicon, o quadrinhista se divide entre outros trabalhos como a produção de sua próxima HQ a Furry Water, que o quadrinhista não prefere falar muito, pois ela se tornou algo maior do que o projeto original. <em>“Falarei dela na hora em que formos lançarmos. Teremos muita coisa legal para falar, e vamos falar muito. Não quero gastar bala”</em>, disse Grampá sobre a HQ.</p>
<p><span id="more-22301"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/grampa_05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22304" title="grampa_05" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/grampa_05.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>Impulso HQ: Você está sendo requisitado para projetos importantes como a reformulação do visual do Noturno. Teremos mais trabalhos seus seguindo essa linha de reformulação? Haverá novos roteiros seus para outros personagens?<br />
Rafael Grampá: </strong>É bem possível. Sempre primo pela escolha de fazer os meus próprios personagens, mas eu tenho um carinho especial pelo Demolidor e pelo Batman. O Wolverine eu já fiz, e não quero fazer outra porque aquela história ficou muito boa. E se eu for fazer outro personagem será o meu roteiro.</p>
<p><strong>IHQ: Você escreveria para um título mensal?<br />
R.G.: </strong>Mensal eu nunca vou fazer. Uma graphic novel especial eu toparia fazer, mas com esses personagens que eu falei. Com qualquer outro super-herói eu não toparia.</p>
<p><strong>IHQ: Por que você topou a reformulação do Noturno?<br />
R.G.: </strong>No caso do Noturno fiz porque ele não tinha um visual definido e ele iria voltar. A Marvel me pediu para reformular, mas pediram para o cara errado. Eu faço um trabalho muito detalhado e depois não vão conseguir fazer, porque vai ser difícil repetir.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/grampa_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22303" title="grampa_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/grampa_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Você ficou frustrado pela recusa do projeto da reformulação do Noturno?<br />
R.G.: </strong>Não porque não foi uma coisa de “faça assim desse jeito”. Perguntaram pra mim se eu estava a fim de fazer e eu topei, mas eu avisei que eu iria fazer do jeito que eu quero. Eu fiz um lance que eu curti. Não fiquei frustrado porque curti muito o visual e eu vou usá-lo para um personagem meu.</p>
<p><strong>IHQ: O que você pode adiantar sobre a adaptação de Mesmo Delivery?<br />
R.G.: </strong>O projeto está em estado embrionário. A gente recém fechou o projeto que está capitado e escolhemos o diretor que é o Mauro Lima. A gente sabe mais ou menos o que queremos fazer, minhas ideias e as do Mauro estão se complementando, e estamos escrevendo o roteiro do filme juntos. Como está embrionário eu estou acompanhando passo a passo, mas não tem muito o que falar ainda.</p>
<p><strong>IHQ: Falando de outra adaptação, como anda o projeto de Dobro de Cinco?<br />
R.G.: </strong>Esse projeto está engavetado. O orçamento estava muito caro na época. As produtoras nem são mais sócias, então eu acho difícil esse projeto sair. Eu ouvi boatos de que queriam fazer de novo porque agora teria investidores interessados, mas não sei se os produtores andaram conversando. Me falaram isso por cima e perguntam se eu toparia, mas eu não sei se eu faria não. Hoje em dia eu perdi um pouco do tesão pelo o que rolou, e se for pra fazer, prefiro fazer algo meu.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/grampa_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22305" title="grampa_03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/grampa_03.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Com toda a sua exposição na mídia alterou alguma coisa no seu trabalho ou o modo que você enxerga as histórias quadrinhos?<br />
R.G.: </strong>Não, eu continuo o mesmo. Desenho todos os dias o dia inteiro. Minha visão dos quadrinhos é uma página em branco e os quadros surgindo na minha frente. Ler quadrinhos eu ando lendo pouco. Eu continuo matando um leão por dia. Sou um trabalhador do Brasil.</p>
<p>O lance de estar na mídia ou não é algo do trabalho e da exposição que teve lá no início, mas não atrapalha e ajuda bastante porque eu acho que o trabalho artístico tem que ter isso.</p>
<p><strong>IHQ: Depois de Furry Water qual é o seu próximo projeto?<br />
R.G.: </strong>Estou acabando a Furry Water, mas ainda tenho um bom trabalho pela frente e quando for lançada as pessoas vão entender. Tenho um convite de uma editora francesa para fazer um álbum, e outros projetos que não posso falar, mas são muito bacanas. Preciso acabar a Furry Water para começar esses outros projetos. Tenho possíveis projetos como diretor para dirigir os capítulos de uma série, mas isso eu também não posso falar.</p>
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		<title>Entrevista: Roger Cruz – quadrinhista</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 11:13:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Nudes in Fury]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Xampu Lovely Losers]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ele dispensa apresentação. Para os leitores de quadrinhos de super-heróis dos anos 1990, principalmente da Marvel Comics, Roger Cruz representa um dos artistas mais expoentes da sua geração.
Depois de mais de 20 trabalhando com o mercado norte-americano, Roger em 2010 surpreendeu o público brasileiro com a sua HQ autoral Xampu Lovely Losers e nesse ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_65.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22245" title="riocomicon_2011_65" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_65.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p>Ele dispensa apresentação. Para os leitores de quadrinhos de super-heróis dos anos 1990, principalmente da Marvel Comics, Roger Cruz representa um dos artistas mais expoentes da sua geração.</p>
<p>Depois de mais de 20 trabalhando com o mercado norte-americano, Roger em 2010 surpreendeu o público brasileiro com a sua HQ autoral Xampu Lovely Losers e nesse ano lançou o sketchbook Nudes In Fury, uma compilação de ilustrações eróticas.</p>
<p>O Impulso HQ conversou com Roger Cruz, durante o Rio Comicon, e o quadrinhista falou sobre a sua carreira e quais os seus planos para o futuro. Confira:</p>
<p><strong>Impulso HQ: Do início da sua carreira até hoje, o que mais mudou no mercado editorial de quadrinhos no Brasil?<br />
Roger Cruz: </strong>Nunca tive muito contato com o mercado nacional, o contato que eu tive foi bem no começo da minha carreira, onde eu trabalha em editoras pequenas e de conteúdo erótico. Naquela época era muito difícil, não tinha mercado praticamente. Hoje estou vendo esse caminho novo, que é o dos independentes, que começou com os gêmeos Bá e Moon.</p>
<p><span id="more-22243"></span>Xampu não é exatamente uma HQ independente, mas era um bom momento para lançar esse projeto que é muito antigo. Eu já estava há 20 anos trabalhando para o mercado americano e vi essa possibilidade desse pessoal produzindo e achei que fosse um bom momento. Eu já tinha as histórias escritas então resolvi parar um pouco com o mercado americano e decidi fazer as quatro edições.</p>
<p>É muito difícil apontar exatamente aonde isso tece início. Começa com uma pessoa mostrando o caminho. Não sei te dizer exatamente quem são essas pessoas. Não sei dizer se foram os gêmeos, porque na verdade eles não criaram esse movimento, mas eles trouxeram novamente para o mercado essa produção com histórias que fogem se super-heróis, e que mostram a vida cotidiana. Isso já tinha antes, mas o mercado estava muito voltado para quadrinhos americano de super-heróis, e agora isso voltou com tudo porque essa juventude está querendo ver isso.</p>
<p>Acho que as coisas são cíclicas, talvez daqui a pouco comece novamente o quadrinho europeu. Não tem como prever.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_120.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22246" title="riocomicon_2011_120" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_120.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Ser popular tanto aqui no Brasil como no exterior atrapalha na hora de produzir?<br />
R.C.: </strong>Isso é uma coisa que eu estava conversando outro dia. Eu estava assistindo X-factor na TV e eu via todas as pessoas que iam lá e eram perguntadas por que elas queriam ganhar o prêmio, elas respondiam que queriam ser famosas. E isso me faziam perguntam porque elas sempre tinham a motivação errada, pelo menos na minha opinião.</p>
<p>A motivação de você querer fazer alguma coisa é você gostar daquilo e querer fazê-la mais do que tudo, e não ganhar prêmio. A minha motivação sempre foi gostar desenhar, e isso é uma coisa que eu não troco por outra posição. Então nunca tive pressão enquanto a isso, nem em relação ao público ou em estar em exposição. Minha preocupação é sempre fazer o meu melhor. Não estou em competição com outros artistas, e sim comigo mesmo.</p>
<p>Ser popular não acrescentou em nada, aliás, isso é uma coisa que eu não gosto muito. Sou muito tímido, então eu gosto quando não me reconhecem muito.</p>
<p><strong>IHQ: Depois de um bom tempo publicando no exterior, em 2010, você surpreendeu uma grande geração que não conhecia o seu trabalho autoral. O Xampu é o verdadeiro Roger Cruz?<br />
R.C.: </strong>É um dos. Não tenho apenas histórias parecidas com Xampu, por exemplo, Gutigutz é uma outra faceta do meu trabalho, que é um trabalho de humor, que eu gosto muito de fazer.</p>
<p>Xampu é bastante de mim, porque coloquei muito de mim naquele trabalho porque parte também de memórias de pessoas que eu conheci e de histórias que eu queria contar sobre elas. São histórias bem comuns e eu acho que até por isso que as pessoas que leram gostaram e se identificaram bastante.</p>
<p>Xampu é Roger Cruz, o Gutigutz também e super-heróis foi por um tempo. Acho que nada é tão definitivo também. Não era o Roger Cruz quando eu desenhava apenas super-heróis, porque eu já tinha a ideia de migrar. Conheço muitos artistas que querem desenhar super-heróis pelo resto da vida, mas isso é uma realidade pra ele, cada um tem uma. Eu tenho três ou quatro diferentes.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_991.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22247" title="riocomicon_2011_99" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_991.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: O seu mais recente lançamento é Nudes In Fury. Por que lançar um sketchbook agora com uma carreira consolidada?<br />
R.C.: </strong>Mas porque não? É um trabalho que eu fiz e compilei. Não é bem um sketchbook, tem muitas coisas ali que foram bem trabalhadas, então eu chamo de Artbook. Tenho planos para lançar um sketchbook e não sei como direcionar, porque eu tenho armários cheios de sketch que eu faço rotineiramente. Um dia pretendo fazer uma compilação disso.</p>
<p>Eu não vejo muito essa questão do momento. Eu nem penso muito nessa questão mercadológica. Foi assim com o Xampu, eu parei tudo naquele momento. Eu tinha trabalhos para a produzir para o mercado americano, mas eu avisei antes que eu não iria fazer mais aquele trabalho porque eu tinha que terminar o Xampu.</p>
<p>Sobre o sketchbook, eu tinha começado a desenvolver um trabalho com hachuras que rendeu muitos desenhos e pretendo lançar também no futuro.</p>
<p><strong>IHQ: Você acha que o leitor brasileiro vai começar a ter uma cultura de comprar sketchbook?<br />
R.C.: </strong>Eu espero que sim. Eu compro muito o material que vem de fora, eu pelo menos adoro. Não sei se o publico que lê quadrinhos aqui no Brasil, que lê não só pelos desenhos, mas também pelas histórias, não sei se eles se interessariam tanto pelo sketchbook. Mas eu acredito que tem mercado porque vendeu um bom número de Nude In Fury, então eu acho que tem um interesse.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_103.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22248" title="riocomicon_2011_103" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_103.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Quais são os seus planos para os projetos futuros?<br />
R.C.: </strong>Gutigutz é um porque ainda não publiquei. E esse é um projeto que eu pretendo lançar com uma certa sequência, porque na minha cabeça as histórias são intermináveis. Quero fazer os dois álbuns seguintes de Xampu para terminar o arco. Eu gostaria de fazer um livro com aquarelas, uma história em quadrinho toda aquarelada. Tenho muitas histórias escritas, mas ainda não têm forma de álbum ou de um gibi.</p>
<p><strong>IHQ: Para o próximo semestre teremos algum novo álbum de Roger Cruz?<br />
R.C.: </strong>Além da Gutigutz tem uma outra ideia que é lançar de forma independente um livro com dicas de desenhos. Será uma publicação de aprenda a desenhar anatomia e perspectiva. Eu comecei esse projeto para um aplicativo do Iphone, e eu produzi muita coisa que não foi utilizada no aplicativo, então eu quero continuar e lançar isso em um formato barato para compartilhar com a galera e com aquela moçada que sempre me pergunta.</p>
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		<title>Entrevista: Érica Awano – quadrinhista</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 11:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Alice no País das Maravilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Érica Awano]]></category>
		<category><![CDATA[DBride]]></category>
		<category><![CDATA[Holy Avenger]]></category>

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Quadrinhista conversa com o Impulso HQ e revela uma possível volta de Holy Avenger
Para muitos ela é a principal mangaká do Brasil, e conquistou uma legião de fãs com os desenhos para Holy Avenger, da editora Talismã, a mais longa série de quadrinhos nacionais já publicada, com 42 edições. Atualmente ela trabalha para o mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_50.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22237" title="riocomicon_2011_50" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_50.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Quadrinhista conversa com o Impulso HQ e revela uma possível volta de Holy Avenger</em></p>
<p>Para muitos ela é a principal mangaká do Brasil, e conquistou uma legião de fãs com os desenhos para Holy Avenger, da editora Talismã, a mais longa série de quadrinhos nacionais já publicada, com 42 edições. Atualmente ela trabalha para o mercado norte-americano, e o seu mais recente trabalho publicado no País é DBride, da editora Jambô.</p>
<p>Claro que estamos falado de Érica Awano, uma das quadrinistas brasileiras mais bem sucedidas no mercado norte-americano, que pelo seu trabalho para a adaptação em quadrinhos de Alice no País das Maravilhas para a Dynamite Entertainment, arrancou excelentes críticas da mídia especializada.</p>
<p>O Impulso HQ conversou com a carismática quadrinhista, durante o Rio Comicon, que conversou sobre a sua carreira, planos para o futuro, e inclusive nos revelou um possível relançamento de Holy Avenger, em breve. Confira:</p>
<p><span id="more-22236"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/erica_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22238" title="erica_02" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/erica_02.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a><strong></strong></p>
<p><strong>Impulso HQ: Do início da sua carreira a te hoje, o que você analisa que mais mudou no mercado de quadrinhos?<br />
Érica Awano: </strong>No mercado propriamente acho que mudou nada. A impressão que tenho é que nesses dez anos o avanço da divulgação, por conta da Internet, você tem um cenário diferente. Você tinha menos chances antes de o seu trabalho ser visto do que hoje em dia. Mas o mercado editorial de publicações eu tenho visto diminuir. Está mais difícil publicar revistas, está mais difícil de distribuir, para colocar em banca então você tem que encontrar uma editora muito disposta a bancar um prejuízo por um bom tempo até conseguir colocar a revista em um patamar de venda regular.</p>
<p><strong>IHQ: A Holy Avenger foi um marco na sua carreira. Você sente saudades de produzi-la? Faria algum especial?<br />
E.A.: </strong>Eu estava comentando isso com o Cassaro outro dia, porque o pessoal da editora Jambô está tentando organizar esse material e relançá-lo como um encadernado. E eu estou tendo que desencavar as páginas originais para escanear novamente, porque as primeiras edições foram escaneadas na antiga editora, e as imagens ficaram serrilhadas. Então estou reescaneando e tratando as imagens. E às vezes dá uma aflição, porque eu olho as páginas e tenho vontade de corrigir alo ali ou algo aqui. Nesse sentido tenho muita vontade de voltar a desenhá-los.</p>
<p>Comentei com o Cassaro que eu até fiz alguns rabiscos de páginas de como seria a Holy se ela fosse produzida hoje em dia, mas os planos é que seja lançada uma reedição com retículas.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/erica_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22239" title="erica_01" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/erica_01.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Depois de algum tempo publicando no exterior, como foi voltar a publicar no Brasil com DBride?<br />
E.A.: </strong>É divertido porque a Holy foi o meu primeiro trabalho de longa duração, mas na verdade ela foi o meu segundo trabalho, o que não ajuda muito no quesito experiência. Na Holy teve muita coisa que eu estressei a toa, teve muita coisa que eu poderia ter me poupado, teve muita coisa que eu poderia ter feito da forma mais inteligente.</p>
<p>Bem ou mal a DBride me ajudou nesse ponto, porque foi como se eu tivesse fazendo a Holy novamente só que com uma carga de experiência maior, então eu pude curtir mais, eu inventei coisa que não tinha, até topei fazer uns robozinhos bem fakes, e é divertido fazer aquilo.</p>
<p><strong>IHQ: Como foi trabalhar na adaptação de Alice no País das Maravilhas? Você teve liberdade para tomar decisões de como seriam os personagens?<br />
E.A.: </strong>Não. A Alice faz parte de uma série produzida pela Dynamite chamada “The Complete” que são adaptações fiéis dos livros, então você não pode pirar na maionese, você tem que ser fiel a proposta do livro.</p>
<p>A ideia era: a história original foi ilustrada pelo John Tenniel, que fez um trabalho em aquarela, então foi por isso que as cores tiveram que aquareladas e meio desbotadas, para fazer referência a primeira edição do livro. Eles pediram para não fazer a Alice com aquela cara de Disney, porque não é assim no original, então busquei os desenhos originais do Tenniel para ver como era a Alice dele. Foi um trabalho bem divertido porque foi bem diferente do que estou acostumada a fazer.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/erica_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22240" title="erica_03" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/erica_03.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Você acompanha a produção de mangá nacional? Já podemos afirmar que temos um mangá brasileiro?<br />
E.A.: </strong>Temos um mangá brasileiro, só que as pessoas esperam muita coisa quando se fala em mangá. Eles esperam que o mangá nacional seja igual ao japonês, mas é óbvio que não será é igual. Cada país sempre acrescenta alguma coisa. Seria tolice e uma imbecilidade fazer um mangá no Brasil totalmente igual ao mangá do Japão. Pra que então? Não faz. Compre o quadrinho do Japão. Fazer só para dizer que você consegue imitar 100% o japonês? Se for pra fazer isso, não faça. Arrume outra carreira.</p>
<p>O Brasil tem qualidades fantásticas em termos de história. Temos muitas referências vindas de vários lugares. Tem muita coisa boa que você pode aproveitar do mangá, mas você não deve copiar todo ele. Essa mania de querer copiar tudo acaba tirando a inteligência da narrativa e as pessoas acabam fazendo coisas esquisitas como fazer a história no sentido oriental de leitura.</p>
<p>Não acho isso bacana porque você não lê naquele sentido. O mangá só tem aquele formato porque a sua leitura é desse jeito. Eu acho que ai já beira a estupidez. É bom você pegar as coisas boas, mas seguir cegamente não.</p>
<p><strong>IHQ: O que os fãs de Erica Awano podem esperar para 2012. Mais álbuns nacionais ou apenas o mercado no exterior?<br />
E.A.: </strong>Sinceramente não sei o que vai acontecer ano que vem, não tenho planos ainda. Sei que tenho algumas coisas para fazer no exterior. Aqui no Brasil não sei se esse trabalho será publicado, mesmo a Alice, eu acho difícil que apareça por aqui.</p>
<p>Não sei mesmo, de repente o Cassaro arrume um tempo e eu resolva fazer de novo alguma coisa legal.</p>
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		<title>Entrevista: Marcelo Braga – Diburros Sketchbook</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 11:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diburros]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Braga]]></category>
		<category><![CDATA[Sketchbook]]></category>

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Lançado na San Diego Comic-Con 2011 e depois no Brasil, o Diburros Sketchbook 2011 é um apanhado de desenhos de observação, esboços, rabiscos de Marcelo Braga, que em 52 páginas, 35 inéditas, reúne a obra do quadrinista, que esteve nos principais eventos de quadrinhos para divulgar esse tipo de publicação que ainda não é muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_1211.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22230" title="riocomicon_2011_121" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_1211.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p>Lançado na San Diego Comic-Con 2011 e depois no Brasil, o Diburros Sketchbook 2011 é um apanhado de desenhos de observação, esboços, rabiscos de Marcelo Braga, que em 52 páginas, 35 inéditas, reúne a obra do quadrinista, que esteve nos principais eventos de quadrinhos para divulgar esse tipo de publicação que ainda não é muito comum no Brasil.</p>
<p>Durante o Rio Comicon, o Impulso HQ conversou com o quadrinhista que falou mais sobre o por que de publicar um álbum de sketchs, e quais são as maiores dificuldades. Confira:</p>
<p><strong>Impulso HQ: Por que você escolheu um álbum de sketch para ser o seu primeiro lançamento para divulgar o seu trabalho?<br />
Marcelo Braga: </strong>Em primeiro lugar é o que eu tinha na mão quando eu decidi ir para a San Diego Comic-Con. Sempre imaginei que essas convenções são recheadas de Sketchbooks, e raramente eu vejo um aqui no Brasil. Mas dá para entender o motivo. Já é difícil fazer um gibi, e é mais complicado você fazer um Sketchbook, porque ele é um subproduto de um trabalho que você já fez. Teve esse dois motivos: achei interessante, e foi fácil eu produzir porque eu já tinha esse material pronto.</p>
<p><span id="more-22229"></span><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_68.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22231" title="riocomicon_2011_68" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_68.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Como foi a receptividade para Diburros Sketchbook em San Diego?<br />
M.B.: </strong>Foi boa. Eu estava bem localizado, e estava no mesmo stand que o Gustavo Duarte e os Gêmeos (Bá e Moon), que já são conhecidos, então isso ajudou bastante. Lá o público tem uma cabeça mais aberta, então apesar de ser uma convenção basicamente de fãs, tinha um pessoal interessado em conhecer coisa nova. Foi bem bacana.</p>
<p><strong>IHQ: Qual é a função do sketchbook?<br />
M.B.: </strong>O sketchbook não é pra você ler, ele é um produto pra você olhar. A função dele é você tentar entender o processo de produção do autor. Eu gosto, porque eu gosto de desenho. Eu gosto de saber como os desenhistas que eu admiro constroem as suas formas e a sua diagramação. No sketchbook você consegue perceber como o desenhista risca, como é o seu traço, como é a sua precisão e etc. Pra mim isso funciona como uma aula.</p>
<p><strong>IHQ: Você acha que os leitores nacionais conseguem adquirir essa cultura do sketchbook?<br />
M.B.: </strong>Acho que sim. Se você mostra uma coisa legal para qualquer pessoa que gosta, ela vai gostar. Não tem nada no sketchbook que impeça alguém de gostar. Acho que só falta tempo para que venha uma maior variedade de sketchbooks.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_88.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22232" title="riocomicon_2011_88" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_88.jpg" alt="" width="457" height="456" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Já teve algum retorno dos leitores brasileiros sobre o Diburros Sketchbook?<br />
M.B.: </strong>Todo mundo que comprou achou legal. Vendeu muito bem e está indo mais rápido do que eu esperava. Teve bastante procura desde quando eu lancei. Acho que a maioria entendeu a proposta.</p>
<p><strong>IHQ: Então pra você foi uma surpresa essa procura?<br />
M.B.: </strong>Foi uma surpresa sim. Do jeito que a coisa aconteceu, foi bastante positiva. Foi bem bacana.</p>
<p><strong>IHQ: O que é mais fácil: produzi uma história em quadrinho ou um sketchbook?<br />
M.B.: </strong>Eu acredito que seja mais fácil produzir um sketchbook porque você já tem o hábito de fazer o sketch, que é o rabiscar e o desenhar. Isso também vai do desenhista, pode ser que para alguns seja mais fácil produzir a HQ, se ele não rabisca muito.</p>
<p><a href="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_106.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22233" title="riocomicon_2011_106" src="http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2011/11/riocomicon_2011_106.jpg" alt="" width="455" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Tem alguma vantagem ou desvantagem de ter o primeiro lançamento um sketchbook?<br />
M.B.: </strong>Não sei se tem vantagem ou desvantagem. Acho que no fim dá tudo na mesma. Talvez eu apareceria mais se eu tivesse produzido uma história em quadrinho, porque mais gente está interessada em comprar uma história do que um sketchbook, mesmo porque ainda não temos essa cultura, como a gente conversou. Mas pra mim foi bacana, era o que eu queria fazer, não me preocupei com o que seria melhor para o público e sim o que seria mais interessante pra mim. Isso me abriu várias portas, já conheci bastante gente e fui em vários lugares, pra mim está sendo super bom. Talvez tivesse sido ainda melhor se eu tivesse produzido uma HQ porque mais gente compra. O sketchbook compra quem gosta de desenho, ou seja, é um público menor.</p>
<p><strong>IHQ: Para os próximos projetos serão mais sketchbooks, ou você irá produzir uma HQ?<br />
M.B.: </strong>Eu vou fazer uma história completa, e vou fazer mais sketchbooks. Tenho uma história com uns personagens que estou fazendo há algum tempo, mas não divulguei nada ainda, e não sei se ela será de forma independente. Vou deixar ela pronta e vou mandar para alguns editores, se eles se interessarem pode dar certo, senão eu publico independente e divido em capítulos porque é uma história comprida. Não sei se será para o ano que vem. Primeiro eu pretendo finalizá-la.</p>
<p>________________________________________</p>
<p>Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcelo Braga acesse o site do autor <a href="http://www.diburros.com.br/" target="_blank">diburros.com.br</a>.</p>
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