Como eu já disse, trabalhei na HQMix Livraria um tempo atrás. Naquela época, entre madrugadas e telefonemas. Tentando juntar uma galera para fazer uma HQ, nos últimos dias de trampo que conheci o Renato, que acabou me chamando para escrever aqui.
Um tempo depois, mesmo já tendo acabado o trampo eu voltei lá. Meio que para fechar, meio que para conversar com o Gual e Dani. Fiquei por lá um tempão. A noite toda eu acho.
Sempre que estou por lá, passo os olhos pelas prateleiras, saboreando o que tem ali.
Muita coisa muito boa e que eu nunca li, nunca vou poder ler. Algumas que eu nem quero ler, outras eu nunca quis. Nem nunca vou querer.
Fã de comics que sou, sempre acabo nessa seção da livraria, sempre olhando mais uma lombada, procurando alguma coisa que eu goste, que me faça querer sentar e ler. Nessas encontrei Maus. E também crise de identidade.
A princípio nada ali parecia ser nada demais. Mais uma historinha da liga. Não gosto da liga. Nunca achei as histórias boas, dignas de nota.
Aí o autor foi lá e tirou a maior chatice de toda história da LJA: Os superpoderes monstruosos que a equipe reúne em seu elenco. Tirou e deixando pouca coisa. No fim a gente tem só a dúvida.
Começa com o Dibny, o homem elástico, um herói de segunda ou quinta categoria (depende da fase) perdendo a esposa. Pronto. Já não era mais a liga que eu conhecia, não era mais os Super Amigos. Trágico, meio preocupante, mas instigante.






