Posts da Categoria ‘consciência e quadrinhos’

O olhar quadrinhístico – parte 02

Por Gazy Andraus | 30 abril de 2009

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Parte da HQ “Quirte”, Spirit, de Will eisner

Os “espaços” entre uma cena e outra da realidade que nossos olhos vêem; os espaços do entreolhar, das piscadelas, os “vãos” desses momentos são os mesmos que existem entre os quadrinhos desenhados…nós transportamos nossa realidade nas páginas decupadas de uma história em quadrinhos!

Creio que consegui unificar a complexidade da questão, resumindo a importância das HQ e as situando como parte integrante de nossa existência: elas são metaforizações do que nossos olhos vêem. Talvez por isso tal obviedade gritante até então não tenha sido ainda codificada, já que está bem à frente de nosso nariz!

Mas, às vezes, como na HQ semi-abstrata do autor espanhol Rubéns, não conseguimos enxergar além de nossos narizes!
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O olhar quadrinhístico – parte 01

Por Gazy Andraus | 24 abril de 2009

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Parte da HQ “Quirte”, Spirit, de Will eisner

Muitas vezes, o óbvio não salta à mente humana, o que pede um trabalho árduo de investigação, até que, após ter-se dado inúmeras voltas, alcança-se o objetivo que se configura, em todo o caso, imprevisível.Mas atinge-se com outros olhos, outra roupagem: é como se o sacrifício da procura tivesse sido necessário.

Pode-se rememorar uma passagem bíblica, a do filho pródigo, que, desejoso de conquistar sua “liberdade” e desbravar o incógnito, se lança ao mundo afastando-se de sua família. Após circunvoluções com novas experiências (boas e más), eis que retorna ao lar, revigorado, saudoso, mas como que renascido.

Porém, talvez este “filho pródigo” jamais tivesse amadurecido para a vida, se não realizasse o ímpeto de sua alma, desbravando o que seu íntimo lhe pedira anteriormente. Seu pai, compreendendo isso, não obstaculizou, pois sabia ser uma etapa fundamental para seu crescimento!

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Além do coração e do raciocinius – parte 3

Por Gazy Andraus | 3 fevereiro de 2009

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Fig 1: Trecho da HQ “Terminal” de Flávio Calazans, contendo as leis da robótica de Isaac Asimov. Esta HQ faz parte do álbum “Guerra das Idéias”, de Calazans, lançado pela Editora Marca de Fantasia (http://www.marcadefantasia.com.br/albuns.htm), em 2001.

Conforme relatei anteriormente, em maio de 2003, um fato me chamou a atenção no noticiário da TV: um trabalhador da Bahia se recusou a cumprir sua função, ao não derrubar uma casa que fora construída em terreno particular, mantendo esperançosa a família que ali residia e chorava do lado de fora, aguardando o desfecho da situação.

Pois bem, em face ao ocorrido, havia escrito um texto (“Arrependa-se Sr. Coração, disse o poderoso Cérebro Raciocinius!”), colocando em paralelo uma frase de Henry David Thoreau, retirada de seu livro Desobediência Civil (mas citada em uma história em quadrinhos adulta, na extinta revista Krypta).

Tracei o acontecido, e a noticiada prisão do trabalhador, que atendia pelo nome de Amilton dos Santos, quando, uns 10 dias depois, uma segunda notícia me reverberou nos ouvidos: a de que ele foi elevado à categoria de “herói”, pois a prefeitura de Salvador, sensibilizada (e pressionada pela população), evitou a demolição das casas, adquirindo o terreno, e por fim, prometendo entregar aos moradores as escrituras.

Escrevi, na época, um segundo texto (“Arrependa-se Sr. Coração, disse o poderoso Cérebro Raciocinius! Não! Não enquanto eu estiver batendo pela Vida, pois assim me disse a Sra. Esperança!”), renovando as esperanças na humanidade, face ao ocorrido, e alertando que ações isoladas muitas vezes trazem conseqüências enormes (como se respalda na física fractal e a teoria do efeito borboleta).

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Arrependa-se Sr. Coração, disse o poderoso Cérebro Raciocinius! – parte 2

Por Gazy Andraus | 18 dezembro de 2008

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Figura 01

“Arrependa-se Sr. Coração, disse o poderoso Cérebro Raciocinius!
Não! Não enquanto eu estiver batendo pela Vida, pois assim me disse a Sra. Esperança!”

O fato que aconteceu anteriormente (dia 02 de maio de 2003), em Salvador na Bahia, quando um trabalhador se recusou a derrubar uma casa para reintegração de posse, teve um desfecho inusitado!

Eu, sensibilizado que estava, havia escrito um texto a respeito, apropriando-me do trecho do livro “Desobediência Civil” de Henry David Thoreau, que havia servido de abertura para uma HQ (história em quadrinhos) de cunho instigador, publicada na década de oitenta no Brasil (a HQ “Arrependa-se, Arlequim!” Disse o Sr. Tiquetaque”).

Parecia que Amilton, o funcionário “desobediente” apenas protelou o inevitável. Mas eis que novo informe me chegou em 15 de maio, pelo noticiário televisivo, trazendo ainda algumas informações que não haviam sido divulgadas antes, e que delineiam novo rumo aos acontecimentos.

Então, vejamos: a casa que seria derrubada, estaria acompanhada de mais outras 9 famílias (o noticiário não deixou claro se equivale ao número de casas), pois todas estavam numa área possuída por outro(s) dono(s).

Informaram ainda que um engenheiro, o dono do terreno, no qual estava construída a casa em enfoque (que pertencia à família da merendeira Telma Santos) ganhara uma ação iniciada há 24 anos, que consistia na reintegração de posse.

Esta era a razão da demolição da casa, no dia 02 de maio de 2003, por ordem judicial. Foi dito ainda que o tratorista contratado para fazer o serviço, “Amilton dos Santos não teve coragem de avançar nem sob ameaça de prisão”.

Desta forma, porque “ele está obstruindo a ação da justiça e em face disso”, estava sendo “preso em flagrante delito”, como esbravejou um dos “burocratas” para a câmera. No primeiro noticiário, termina aí o relato, deixando em aberto que brevemente outro tratorista substituiria o desobediente funcionário…ou seja, ele havia dado uma esperança temporária à família desesperada.

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Arrependa-se Sr. Coração, disse o poderoso Cérebro Raciocinius! – parte 1

Por Gazy Andraus | 22 outubro de 2008

Fig. 01

Este texto foi originariamente publicado no site Internwwws em 2003, mas como o referido site não parece se encontrar mais no ar, tomo a liberdade, como autor do texto, de republicá-lo nesta seção “Consciência e Quadrinhos”, já que ele faz parte de uma trilogia de textos que irei disponibilizando aqui ao leitor (e agora com imagens).

Além do mais, é pertinente ao tema da seção, e o assunto não se esgotou e nem envelheceu, como vocês poderão ver a seguir.

Assim, utilizar-me-ei de ficcionalidade para começar uma história, cujo cerne não é ficcional.

[Prólogo:

Há sempre aqueles que perguntam “o que está acontecendo?”.

Para aqueles que precisam perguntar, para aqueles que precisam de muita explicação, para aqueles que precisam que se lhes indique o caminho, aqui vai:

“A massa humana serve ao Estado não como homens, mas como máquinas, com seus corpos. São o exército, a milícia, carcereiros, policiais, a força civil etc. Na maioria dos casos, não há exercício livre nem de julgamento ou no sentido moral; eles se nivelam com a madeira, a terra e as pedras; e homens de pau talvez possam ser manufaturados para servir o mesmo propósito.

Esses homens merecem tanto respeito quanto um homem de palha ou um monte de lixo. Têm o mesmo valor que cavalos e cães. No entanto, mesmo eles podem ser, comumente, considerados bons cidadãos.

Outros, como a maioria dos legisladores, políticos, advogados, ministros e funcionários, servem ao Estado basicamente com suas cabeças; e, como raramente fazem qualquer distinção moral, servem tão bem ao Diabo, sem o querer, quanto a Deus.

Uns poucos, os heróis, patriotas, mártires, reformadores no sentido mais amplo, e homens, servem ao Estado com sua consciência também, e lhe impõem resistência, necessariamente, a maior parte do tempo; e são tratados como inimigos por ele.”

Henry David Thoreau – Desobediência Civil

Este é o cerne da questão. Começaremos pelo meio e, depois, saberemos o princípio; o fim surgirá por si próprio.]

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Humanéia: (Epopéia Humana Informacional)

Por Gazy Andraus | 29 agosto de 2008

A Epopéia humana é um cadinho que contém e pode conter infinitas caracterizações. E aí imbricam-se e confrontam-se oriente, médio-oriente e ocidente. Mas então, há que se reportar à história humana, pois que o homem em sendo animal gregário, traz em instância primeira a possibilidade inata da comunicação.

Sabe-se que, a se colocar metaforicamente um relógio de 12 horas computando-se desde o inextricado big-bang universal até a apoteose hominídea, insere-se esta última há poucos minutos finais da décima segunda hora.

Ainda mais: milhões de centenas de anos atrás viviam imensos répteis de peculiaridades intrigantes. Naqueles tempos onde a composição químico-físico do ar pedia pulmões gigantes em forma de fole, primata algum podia subsistir.

Mas o universo, desde o seu big-bang, evolui, e provavelmente desde antes de tal explosão, cujo mistério enceta aos pesquisadores dúvidas insolúveis (principalmente se o universo for mesmo eterno, encetado por ciclos de implosão e explosão).

É nesta evolução que répteis dantescos deram lugar a aves, e pequenos primatas primitivos descamparam lado a lado dos mamíferos, herbívoros e carnívoros. Impressionam atualmente, novas descobertas de fósseis e relíquias que, graças à tecnologia, acabam por “informar” ao homem de agora que muitos conceitos científicos têm que ser revistos. Mesmo a respeito de Purgatorius , as informações não estão finalizadas.

Pois que, de primitivos seres peludos, avançaram para linhas darwinianas, como orangotangos, gorilas, chimpanzés e homo sapiens (derivado este de outros, como cro-magnon e australopitecus), de hábitos gregários e cérebro em desenvolvimento, estes seres principiaram com pequenas descobertas e criações de utensílios cotidianos: de Prometeu, fizeram o fogo, e da pedra lascada, lanças para o abate, culminando no inusitado: a roda.

Assim, na pré-história, quando as noites eram frias e úmidas, as quais eram aplacadas pelo fogo e couro, os pré-homens se entocavam em cavernas.

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Os Escravos da cana

Por Gazy Andraus | 17 junho de 2008

Pense em todos os dias…

Pense no que mais é importante para você se manter vivo…

Pense que em primeira instância é o alimento, que traz ao seu organismo vitalidade e energia, renovando-o e deixando você apto a continuar vivendo e realizando seus afazeres em prol a realizar seus desígnios que, em teoria, estariam aliados a uma sempre melhora da vida em geral, seja lá o que for isso, já que a entropia teima em nos levar a um “caos” (a entropia é a segunda lei da termodinâmica, e realiza o “equilíbrio” entre as energias no universo inteiro: quanto mais energia é disponibilizada, mais ela tende a se tornar indisponível, equilibrando tudo, a se culminar em algo que pode ser chamado de “morte térmica”.

Por exemplo: o sol fornece-nos energia, mas ele está se consumindo. Quanto mais a energia solar é utilizada, mais ela vai trocando de energia de utilizável para não utilizável, até que um dia não mais haja nenhum resquício de energia a ser cambiada e tudo cessa).

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“Consciência e quadrinhos”

Por Renato Lebeau | 16 junho de 2008

O blog Impulso tem o grande orgulho de abrir mais uma categoria.

Ela se chamará “Consciência e quadrinhos”, onde o colaborador Gazy Andraus publicará seus textos, que diferente da maioria, eles serão mais reflexivos, não tratam diretamente de Hq, mas ele as utiliza como exemplo, e o objetivo é visar uma tomada de consciência dos leitores em diversos assuntos.

Um texto de sua autoria já foi publicado aqui no Impulso Hq, quem não leu Araquém Alcântara – Terra Brasilis: imagens entre a razão e a emoção, está perdendo um interessante texto.

Espero que vocês leitores, gostem dessa iniciativa.

Araquém Alcântara – Terra Brasilis: imagens entre a razão e a emoção

Por Gazy Andraus | 28 maio de 2008

Imagem retirada do site www.araquem.com.br

As imagens são formas que se materializam a nossos olhos graças à existência da luz, que também é um outro estado vibracional da própria matéria, donde se conclui que tudo o que vemos são manifestações da energia-luz, e o que não vemos seria simplesmente uma ausência desse fenômeno.

Porém, tudo é informação: até mesmo a eletricidade (Marshal MacLuhan), e, segundo as descobertas científicas, tanto o átomo pode ser um corpúsculo material como uma probabilidade ondulatória.

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