
Fig. 01
Este texto foi originariamente publicado no site Internwwws em 2003, mas como o referido site não parece se encontrar mais no ar, tomo a liberdade, como autor do texto, de republicá-lo nesta seção “Consciência e Quadrinhos”, já que ele faz parte de uma trilogia de textos que irei disponibilizando aqui ao leitor (e agora com imagens).
Além do mais, é pertinente ao tema da seção, e o assunto não se esgotou e nem envelheceu, como vocês poderão ver a seguir.
Assim, utilizar-me-ei de ficcionalidade para começar uma história, cujo cerne não é ficcional.
[Prólogo:
Há sempre aqueles que perguntam “o que está acontecendo?”.
Para aqueles que precisam perguntar, para aqueles que precisam de muita explicação, para aqueles que precisam que se lhes indique o caminho, aqui vai:
“A massa humana serve ao Estado não como homens, mas como máquinas, com seus corpos. São o exército, a milícia, carcereiros, policiais, a força civil etc. Na maioria dos casos, não há exercício livre nem de julgamento ou no sentido moral; eles se nivelam com a madeira, a terra e as pedras; e homens de pau talvez possam ser manufaturados para servir o mesmo propósito.
Esses homens merecem tanto respeito quanto um homem de palha ou um monte de lixo. Têm o mesmo valor que cavalos e cães. No entanto, mesmo eles podem ser, comumente, considerados bons cidadãos.
Outros, como a maioria dos legisladores, políticos, advogados, ministros e funcionários, servem ao Estado basicamente com suas cabeças; e, como raramente fazem qualquer distinção moral, servem tão bem ao Diabo, sem o querer, quanto a Deus.
Uns poucos, os heróis, patriotas, mártires, reformadores no sentido mais amplo, e homens, servem ao Estado com sua consciência também, e lhe impõem resistência, necessariamente, a maior parte do tempo; e são tratados como inimigos por ele.”
Henry David Thoreau – Desobediência Civil
Este é o cerne da questão. Começaremos pelo meio e, depois, saberemos o princípio; o fim surgirá por si próprio.]
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