Em Janeiro de 1999, a Warner Bros endossava mais uma produção relacionada aos personagens da DC Comics: Batman Beyond, batizado no Brasil como Batman do Futuro. A proposta? Um novo e jovem Batman para lidar com uma Gotham tecno-futurística e ainda repleta de problemas com a criminalidade. Tudo indicava que de nada valeu todo o esforço de Bruce Wayne ao longo de sua carreira.

A trama concebida pela equipe do produtor Bruce Timm principia justamente daquela que seria a última aventura de Bruce Wayne, velho, mas que se vale de um traje negro de orelhas dignas do Mike Mignola e cheio de recursos para seu aprimoramento físico no combate ao crime.

Inicialmente, vemos a caracterização empregada em Batman Gotham Knights, e somos conduzidos ao covil de uma quadrilha de sequestradores. Batman surge e confronta os adversários, que no passado não representariam desafio para algum ao Homem-morcego.

Debilitado pela idade e ferido, Batman chega à situação limite de recorrer a arma perdida por um dos bandidos para impedir o pior… Em choque com seu próprio ato vemos como Bruce Wayne finalmente decide abandonar a carreira de vingador mascarado. Com essa genial metáfora relacionada a origem do personagem criado por Bob Kane no final da década de 1930, diante dos trajes de Robin, Batgirl e Asa Noturna expostos na Batcaverna, o velho Wayne acrescenta seu traje tecno-bélico a galeria e diz “nunca mais”.

Anos depois, Gotham respira tecnologia, arrojo e modernidade, mas ainda é atormentada por velhas mazelas e agruras sociais. O crime encontra-se em índices altíssimos e há uma gangue de Coringas, além de empresários inescrupulosos donos e interesses e corporações nefastas. Terry Mcguiniss, um jovem rebelde de 17 anos, vem a envolver-se com a lenda de Batman. Respondendo a um verdadeiro chamado do destino, o rapaz se torna Batman e tem como mentor o próprio Bruce Wayne, centenário e carrancudo, mas ainda ávido e combativo e que possui um majestoso cachorro dog alemão chamado Ás (referência a cão de Batman em HQs da Era de Prata). Nesse admirável mundo novo, Bárbara Gordon, por exemplo, é a comissária de polícia, assumindo o legado de seu pai.

Os primeiros episódios apresentam Terry a sua nova realidade, adquirindo experiência a cada aventura, enfrentando novos vilões e, aos poucos, vamos sabendo o destino de alguns dos grandes inimigos do Batman original – paralelamente, o grande vilão da temporada inicial, um milionário chamado Powers, que se tornara radiativo após um acidente e que fora responsável pela morte do pai de Terry, tem alguns confrontos esporádicos com o herói.

No longa-metragem em animação Batman do Futuro O Retorno do Coringa é revelado o destino final do maior inimigo do Homem-morcego numa trama sensacional (pouparei os detalhes para que o leitor do impulsohq.com possa assistir e esbaldar-se com o Palhaço do Crime em sua derradeira luta dizendo coisas como “Oh, debaixo de toda essa coragem você não passa de um menininho chorando pelo papai e pela mamãe…”).

Em dezembro de 2000, após 3 temporadas repletas de referências a elementos do passado do herói clássico (e outras imensamente inusitadas e bem vindas, como o traje usado por Batman em Kingdon Come empregado na animação para deter o Senhor Frio) e alguns crossovers (Projeto Zeta, Kobra…). Dentre estes, há um episódio genial com a Liga da Justiça do futuro, que certamente encorajou a produção do desenho da equipe. Assim, Batman Beyond chegou ao “fim” para, no futuro, vir a ser, de fato, incorporado ao UDC com uma frequência que, tenho certeza, superou as expectativas dos próprios produtores.

Nos EUA, Kevin Conroy continou a emprestar sua voz cavernosa ao velho e taciturno Bruce Wayne, mantendo ímpar unidade no universo animado da DC/Warner. Já em terras tupiniquins, a despeito de ter sido dublado nos estúdios da Herbert Richters como Batman The Animated Series, Bruce foi dublado pelo veterano Roberto Macedo (voz do Roy, tiranossauro amigo do Dino da série Família Dinossauro… lembram-se?).

Terry tem a voz jovial de Clécio Souto (que também dubla o ator Chris Evans, o Tocha Humana na versão brasileira do Quarteto Fantástico e mais recentemente o Capitão América no desenho dos Vingadores – o que me faz crer que ele dublará o Sentinela da Liberdade no filme que estreia em breve). Vale destacar que a Comissária Gordon foi dublada com talento pela bela Mabel César (voz da “patroa” do seriado Eu, a patroa e as crianças).

De fato, a aparição da Liga do futuro em Batman Beyond abriu espaço que a Warner desse carta branca para a produção do desenho da superequipe que consolidaria a plenitude da DC Comics em sua versão animada, mas isso fica pra outro dia.

Dennis RodrigoartigosBatman,Batman Beyond,Bruce Timm,DC Animated,DC Comics,WarnerEm Janeiro de 1999, a Warner Bros endossava mais uma produção relacionada aos personagens da DC Comics: Batman Beyond, batizado no Brasil como Batman do Futuro. A proposta? Um novo e jovem Batman para lidar com uma Gotham tecno-futurística e ainda repleta de problemas com a criminalidade. Tudo indicava...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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