Em setembro de 1996, os produtores de Batman The Animated Series se uniram para conceber a animação do Homem de Aço, ícone máximo do universo DC Comics, que estava em franca expansão e se consolidava com incrível força no meio áudio-visual. Superman Adventures traria grandes personagens, heróis e vilões, em tramas bem adaptadas num formato bem sucedido que chegava a fazer inveja até mesmo aos quadrinhos da época.

Superman herdara de série de Batman o estilo de desenho e animação. Nesse sentido, os traços limpos e dinâmicos retrataram o universo do Último Filho de Krypton com traços angulares e robustos. As histórias vêm contar a origem do personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 de forma gradativa, mas jamais modorrenta, a começar pelo desespero de seu pai, Jor El em convencer o conselho gestor de Krypton do fim iminente.

Ao longo de três episódios somos apresentados a elementos como Brainiac, cuja versão animada remete há uma relação que antecede a maturidade do herói, e características da personalidade de Clark Kent, passando por sua criação em Smallville, culminando no poderoso herói de traje azul e capa vermelha que enfrenta figuras como Metallo e, naturalmente, Lex Luthor enquanto interage no Planeta Diário, local de trabalho de personagens secundários importantes na mitologia do Superman, como a ávida Lois Lane, o jovem Jimmy Olsen e o editor Perry White.

O desenho animado do Homem de Aço contava também com personagens comuns a um período relativamente mais moderno dos quadrinhos, como o truculento Tenente Turpin, a corajosa Maggie Sawyer, a destemida Unidade de Crimes Especiais – UCE – e o professor Hamilton, cientista e aliado do campeão de Metrópolis – por sinal, cabe comentar como a cidade do Superman foi retratada: uma megalópole do futuro, com carros curvilíneos e arquitetura digna do filme do Fritz Lang – uma verdadeira cidade do amanhã.

Ao longo da primeira temporada, o Superman, tal qual Batman, foi perigosa e talentosamente apresentado a seus principais inimigos em aventuras excelentes, enfrentando desde as maquinações criminosas de Luthor ao poder de novos oponentes criados para a animação, como a elétrica Linha Viva.

Mas potencializando o que foi realizado em Batman, que apenas vez ou outra se deparava com algum personagem do UDC, Superman dividiu a tela com o famigerado Lobo num episódio duplo muito legal, e teve verdadeiros “crossovers” com heróis como Batman, Aço, Flash,, Novos Deuses, Legião dos Super-Heróis, Aquaman, Máxima, Lanterna Verde e Doutor Destino.

Até Kásnia, um problemático país fictício do leste europeu, e Gotham City foram citados e os asseclas e planos de Darkseid foram gradativamente introduzidos (e devidamente derrotados). A série animada contou com 3 temporadas (encerradas em maio de 1999) e um total de 54 episódios repletos de ação e excelentes adaptações de HQs – tanto que até a Supergirl foi inserida de forma interessante no desenho, conciliando elementos da origem clássica da personagem com a sacada moderna de Peter David, que escrevia sua revista no período.

Entre outros grandes momentos, a saga do herói na TV apresentou uma história incrível em que, dominado por Darkseid, o Homem de Aço se volta contra a própria Terra…

O som original trazia a voz de Tim Daily como Superman/Clark Kent, a bela Dana Delany como Lois Lane e Clance Brown, o inimigo-mor de Highlander no primeiro filme, sempre muito bem escalados por Andréa Romano. Já a versão brasileira, dublada em São Paulo, trouxe atores muito talentosos, mas que não ficaram tão legais, gerando interpretações equivocadas e erros de continuidade extramente boçais – vide o caso de Batman e Flash, que tiveram o mesmo dublador… E este ator, infelizmente, por motivos que permanecem desconhecidos e obtusos, não se esforçou nem um pouco em evidenciar as notórias diferenças entre os personagens, que definitivamente não tem nada em comum! Uma pena…

Enquanto isso… Na Sala da Justiça? Não! (Ainda não!) A série do Batman fora paralelamente retomada, em 1997 – período em que era exibida a 2ª temporada do Superman. Ambas passavam a apresentar um estilo de desenho mais dinâmico e sombrio. O “character designer” se tornara ainda mais direto e arrojado.

A animação ficou mais caprichada e deliciosamente rápida, deixando as lutas mais ferozes. O encontro de Superman e Batman na série animada do Homem de Aço é muito empolgante e muito bem conduzido – rechaçando até a aventura proposta pelo mestre John Byrne nas HQs.

E a versão animada abriu espaço para a construção da poderosa aliança entre Batman e Superman, que enfrentaram Luthor, Rãs Al Ghul e Brainiac (simplesmente ímpar o episódio em que o Último Filho de Krypton se traja de Homem-Morcego para aliar-se a Robin e descobrir o que aconteceu com Bruce Wayne na trama)… Nesta série, Robin é um Tim Drake cuja origem mistura elementos do finado (ou não) Jason Todd enquanto Dick Grayson amadureceu e assumiu a identidade de Asa Noturna.

Voltando nossa atenção especificamente para as aventuras desse “novo” Batman (The New Batman Adventures), houve desde histórias com seus tradicionais vilões, que também tiveram seus visuais reformulados, até encontros com Rastejante e Klarion o menino bruxo, criado por Jack Kirby, e propostas narrativas inusitadas – como o episódio em que um trio de garotos descreve como imaginam Batman, o que abre espaço para uma breve citação do épico Cavaleiro das Trevas de Frank Miller e do estilo de desenho “Dick Tracy” das histórias originais de Bob Kane nos anos 1940. No geral, cada um dos 21 episódios apresentou alguma preciosa menção ao universo de Batman, exibidos entre setembro de 1997 e janeiro de 1999 (duas temporadas)

Embora tenha sido dublada nos estúdios da Hebert Hitchers, no Rio de Janeiro, Márcio Seixa infelizmente não deu voz ao Batman nessa série. No entanto, Maurício Berger, que viria a dublar o Lanterna Verde no desenho da Liga da Justiça, interpretou o Homem-Morcego numa versão considerada muito mais próxima da versão original e sublime de Kevin Conroy. Alexandre Moreno e Darcy Pedrosa mantiveram-se respectivamente no papel de Dick Grayson/Asa Noturna e Coringa, garantindo alguma unidade com as temporadas anteriores do desenho.

Em 1999, o clima era de fim de século e milênio. Ocasião que Warner decidiu apostar numa inovadora versão do futuro do Homem-Morcego de Gotham, mas isso você confere em breve…

Dennis RodrigoartigosAsa Noturna,Batman,Batman The Animated Series,Bob Kane,Coringa,DC Comics,erry Siegel,Joe Shuster,Superman Adventures,The New Batman Adventures,WarnerEm setembro de 1996, os produtores de Batman The Animated Series se uniram para conceber a animação do Homem de Aço, ícone máximo do universo DC Comics, que estava em franca expansão e se consolidava com incrível força no meio áudio-visual. Superman Adventures traria grandes personagens, heróis e vilões,...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe