Na madrugada do dia 14 de março o mundo perdeu um dos seus maiores nomes da ciência, Stephen Hawking. Ao longo dos seus 76 anos o astrofísico britânico ganhou notoriedade através das suas pesquisas e teorias no campo da cosmologia, mas conseguiu também se tornar um ícone da cultura pop graças ao seu amor pela ficção científica, sua personalidade e pela capacidade de superar as dificuldades impostas pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa sem cura da qual era portador.

Por conta da doença, Hawking utilizava uma cadeira de rodas e um sintetizador de voz para se comunicar, o que tornaram o físico uma das figuras mais visualmente reconhecíveis do meio científico.

Ele era um cientista que buscava levar ao público comum o teor de suas obras e lançou livros que se tornaram best-sellers, como “Uma Breve História do Tempo” e “O Universo numa Casca de Noz”, publicados no Brasil pela Editora Intrínseca.

Ciência e cultura pop

Stephen Hawking foi homenageado várias vezes em diferentes meios. Filmes, séries, animações, músicas, quadrinhos… A influência e a personalidade do cientista alcançaram diversos meios e ajudaram na disseminação das suas teorias, como a do espaço-tempo e dos buracos negros que estão sempre influenciando séries e filmes de ficção científica como “Interestelar”.

Mas além de dar ideias para a produção de novas obras de ficção, Hawking fez várias “pontas” em séries e animações. Entre elas vale a pena destacar:

Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (Star Trek: The Next Generation)

Stephen Hawking sempre foi assumidamente um grande fã da série. Ele participou do episódio “Descent, Part I”, da sexta temporada, em que jogou pôquer com o Tenente Comandante Data e outros dois dos maiores nomes da física: Albert Einstein e Isaac Newton.

The Big Bang Theory

Stephen Hawking foi figura recorrente em The Big Bang Theory. Entre 2012 e 2017 ele apareceu em sete episódios, mas o mais marcante para os fãs da série é o seu primeiro encontro com Sheldon, que é um grande fã de seu trabalho. No episódio, o físico lê um artigo de Sheldon e identifica um erro cometido pelo personagem, que desmaia ao perceber o equívoco. Acontece Sheldon…

Os Simpsons, Futurama e até Os Padrinhos Mágicos

O astrofísico também dublou a si mesmo em episódios dos Simpsons e era muito fã da animação, ele chegou a dizer em uma entrevista que considerava Os Simpsons como “a melhor coisa na televisão americana”. Dizem que uma action figure de sua versão no desenho animado ficava sempre em seu escritório.

Ele também apareceu em Futurama, inclusive como se sua cabeça tivesse sido preservada dentro de um frasco até o século 31.

Em Os Padrinhos Mágicos, Stephen Hawking aparece na sala de aula com uma cadeira de rodas mais “agressiva”.

Monty Python

Em 2015 Hawking cantou a música “Galaxy Song”, do filme “Monty Phyton – O Sentido da Vida”, de 1983, e participou do documentário do grupo de comediantes britânico ao lado do também físico Brian Cox.

Música

Ele foi homenageado e citado em várias músicas como “Da Vinci” do Weezer e “Me and Stephen Hawking”, de Manic Street Preachers. A voz de seu sintetizador também foi inspiração para bandas como U2 e Radiohead.

David Gilmour utilizou trechos de um discurso que Hawking fez em um comercial na música “Keep Talking”, do álbum “The Division Bell” do Pink Floyd, lançado em 1994. No discurso o físico fala que “As maiores conquistas da humanidade vieram através do diálogo enquanto os maiores fracassos da ausência dele”.

Quadrinhos

Nos quadrinhos, Hawking apareceu no Universo Marvel, com destaque para uma participação em X-Men em que ele aparece favorável aos mutantes e próximo de Hank MacCoy, o Fera.

Sua vida também foi adaptada para os quadrinhos em “Stephen Hawking: Riddles of Time & Space”, da editora norte-americana Bluewater Productions.

Sua vida no cinema e A Teoria de Tudo

Em 2004 a BBC produziu “A história de Stephen Hawking”, um filme para televisão sobre a vida do físico britânico com ninguém menos que Benedict Cumberbatch no papel do cientista. A produção foi indicada ao prêmio BAFTA e Cumberbatch indicado na categoria Melhor Ator.

Sua vida voltou ao cinema recentemente em “A Teoria de Tudo”, filme que adapta a obra “Travelling to Infinity: My Life with Stephen” de Jane Hawking, ex-esposa de Stephen Hawking, que conta o período em que o casal se conhece e inicia seu relacionamento e mostra o começo da carreira do cientista e a progressão de sua doença. O casal é interpretado pelos britânicos Eddie Redmayne, que venceu o Oscar de melhor ator pelo filme, e Felicity Jones.

Stephen Hawking foi uma grande mente que pôde levar a ciência para mais perto das pessoas e com isso influenciar gerações em diferentes áreas. Certa vez ele disse:

“Nós somos uma espécie avançada de macacos em um planeta menor de uma estrela mediana. Mas nós conseguimos entender o universo. E isso nos torna muito especiais.”

Sim, ele se provou muito especial.

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