O fato das histórias do Comando Selvagem se passarem na Segunda Guerra Mundial permitia que Stan Lee brincasse com fatos históricos, dando crédito ao grupo como responsável por pitorescas influências nos acontecimentos. Daí temos o Comando Selvagem abrindo caminho pela França para que os americanos fizessem a investida final no que ficou conhecido como Dia D. Também foi graças ao Comando que Hitler ordenou o fechamento dos laboratórios que testavam a bomba atômica, afinal o grupo de heróis destruiu e até causou a explosão nuclear dentro de uma dessas bases.

A interação com o restante do Universo Marvel não demorou a aparecer nas páginas da revista. Mesmo com as aventuras ocorrendo em um momento cronológico anterior ao surgimento dos super-heróis, pequenos detalhes eram apresentados para mostrar ao leitor que o grupo pertencia, sim, ao mesmo mundo onde os heróis da Marvel existiam (ou existiriam).

No terceiro número de sua revista, o Sargento Fury se encontra com um agente especial americano da OSS. Era um simples soldado naquela época. Mas, anos depois, seria conhecido como Senhor Fantástico, líder do Quarteto Fantástico, que atendia pelo seu nome civil, Reed Richards. Tempos depois, este encontro planejado viria a ser retomado, quando Nick Fury, que após a Segunda Guerra se tornou um agente da CIA, procurou o Quarteto Fantástico para enfrentar o vilão Monge do Ódio.

Nesta aventura, que ocorreu nas páginas da revista do Quarteto, Fury manipula as situações sozinho, uma vez que o grupo de heróis está dominado pelo raio de ódio do vilão. O interesse do então agente Fury teria um desfecho mais fantástico do que o próprio Quarteto. O Monge do Ódio, na verdade, era ninguém menos do que Adolf Hitler, o fuher alemão que ameaçou o mundo durante a Segunda Guerra e era motivo mais do que justo para a existência de personagens como Nick Fury.

Com o passar dos meses, as aventuras do Comando Selvagem vão dando mais espaço para a ação e vão se tornando mais sérias. Apesar de vilões como o Lord Ha-Ha (espécie de brincadeira-abreviatura com Lord Hawley, um traidor inglês), o grupo sofre sua primeira baixa, quando Jonathan Junior Juniper é atingido e morre no meio de uma batalha.

Há até mesmo espaço para um pré-romance entre Fury e a irmã do traidor inglês, dando um ar dramático e mostrando que, afinal de contas, a guerra não era tão engraçada assim… A Guerra, na verdade, era um acontecimento cruel e selvagem. Ainda mais selvagem do que o grupo que Fury comandava.

Confira a primeira e a segunda parte do texto Comando Selvagem, clicando aqui e aqui.

Marcos Darkprata da casaComando Selvagem,Howling Commandos,Marvel,Nick Fury,Stan LeeO fato das histórias do Comando Selvagem se passarem na Segunda Guerra Mundial permitia que Stan Lee brincasse com fatos históricos, dando crédito ao grupo como responsável por pitorescas influências nos acontecimentos. Daí temos o Comando Selvagem abrindo caminho pela França para que os americanos fizessem a investida final...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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