E se o Superboy não pudesse falar? Tá, e daí? O personagem utiliza sua superforça e não precisa tanto assim da fala. Mesmo assim, e se o Superboy não pudesse falar? Ou como um detalhe bobo desse poderia render uma história (ou situação) inteira?

Em uma história da revista Superboy 54 de 1957, o super-herói aparece em Smallville ostentando seus poderes, mas com alguma coisa diferente. Ele não podia falar! A origem do problema pouco importava. O negócio, na época, era ter uma ideia e colocá-la em prática. Afinal, a explicação para uma situação absurda não poderia ser menos absurda. Aqui, no caso, testes com uma bomba de hidrogênio faz com que a atmosfera reverbere a voz de Superboy (uma supervoz, diga-se passagem) ampliando-a ponto de um mero “alô” do herói ser capaz de causar um terremoto.

Desafios desse tipo, onde o herói é exposto a limitações, geralmente surgem de tempos em tempos. Nesse caso, Superboy terá que ficar calado durante 24 horas, que é o tempo estabelecido para que o efeito atmosférico se dissipe. Parece fácil. Mas não é.

Apesar de usar seus poderes para resolver as mais diversas situações, o herói tem que usar da sua criatividade para avisar inocentes do perigo que correm. Quando uma tubulação de gás subterrânea começa a vazar, utiliza as letras de um luminoso de um cinema para avisar as pessoas que estão na rua acima do vazamento.

E assim Superboy passa suas 24 horas de sufoco, tentando avisar, entre outros, um cego que está prestes a ser eletrocutado e a torcida em um estádio que está prestes a desabar.

Até mesmo em uma situação em que corre perigo sua voz faz falta. Caindo em uma emboscada onde um bandido coloca kriptonita em uma sala, ficando incapaz de pedir socorro sem destruir a cidade (kriptonita era tão abundante naquela época que dava a impressão de ser vendida em mercearia). A solução para esse problema, pra lá de criativa, é que ele usa uma nota de cinco dólares e marca letras específicas do Lincoln Memorial, estampado na nota, para pedir socorro a um joalheiro!

Mesmo com tantos problemas a serem resolvidos com seus superpoderes, a limitação dá outra dor de cabeça ao herói, muito maior do que salvar vidas: Lana Lang. A “namorada” de Clark Kent na época (identidade secreta do herói) era fissurada em tentar provar que o jovem era, na verdade, o Superboy.

Ela encontra a grande chance quando vê Clark mudo, alegando estar com laringite, ao mesmo tempo em que o herói de aço. Coincidência? Lana promete voltar a casa de Clark no dia seguinte para ver se a tal laringite já passou. Caso não tenha, ela terá provas suficientes para alimentar sua teoria.

Ao final da história, depois de Superboy passar por vários sufocos, Lana vai até a casa de Clark e o encontra com uma compressa sobre a cabeça, dando a ideia de que ainda está doente. Mas o jovem abre a boca e fala! Lana fica descontente com sua teoria frustrada e vai embora, sem perceber que Clark usava uma espécie de capacete que projetava sons aos na mente das pessoas, como se fosse telepatia e presente de uma das aventuras dele enquanto herói, fazendo com que mexesse apenas a boca, deixando que o capacete fizesse o resto dos sons na cabeça de Lana.

Sim, um final pra lá de forçado para uma situação que vinha sendo resolvida na mais alta criatividade até então. Mas as histórias do Superboy nessa época (meados da década de 50) eram leves assim e descompromissadas com qualquer roteiro mais elaborado.

Marcos Darkprata da casaDC Comics,Era de Prata,SuperboyE se o Superboy não pudesse falar? Tá, e daí? O personagem utiliza sua superforça e não precisa tanto assim da fala. Mesmo assim, e se o Superboy não pudesse falar? Ou como um detalhe bobo desse poderia render uma história (ou situação) inteira? Em uma história da revista Superboy...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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