A-CASA-ONDE-NASCEU-SUPERBOY-DC-COMICS-ERA-DE-PRATA-1Grande parte da diversão nas histórias da Era de Prata estavam em um elemento peculiar: o exagero. Era uma época em que as histórias abusam da ficção científica e da fantasia… ou da fantasia científica, já que certos absurdos científicos eram mostrados, mesmo em uma época em que o conhecimento está décadas atrás do que conhecemos hoje. Ainda assim, era conhecimento suficiente para nos divertir com os absurdos apresentados.

Um desses absurdos está na história que mostra a casa onde o Superboy nasceu. Se o herói já tinha problemas com pedaços de kryptonita que caíam na Terra, resultado dos “tecos” de seu planeta natal que explodiu, imagine o que é lidar com um pedaço… generoso… desse mesmo planeta. E olha que a própria história tenta minimizar a coisa chamando o pedaço de fragmento quando, na verdade, mostra é praticamente um bairro inteiro caindo próximo a Pequenópolis.

Obviamente, aqui temos uma verdadeira overdose de absurdos, já que um pedaço do planeta que explodiu tem praticamente suas edificações intactas sobre ele; esse pedaço, com tanto lugar no universo para pairar, vai cair justo no planeta Terra e justo próximo a seu último nativo. Além disso, um bloco enorme desse tamanho caindo na Terra, apenas se assenta em Pequenópolis, sem muitos danos causar.

A-CASA-ONDE-NASCEU-SUPERBOY-DC-COMICS-ERA-DE-PRATAMas, licenças poéticas a parte, tudo faz parte da estrutura e tipo da história, feita para divertir. Só assim para aceitarmos que, além dos pontos citados acima, ainda cai justamente uma parte com a casa (intacta, lembre!) aonde nasceu o pequeno Kal-El.

Nesse ponto, começa o drama do menino de aço, já que ele gostaria muito de conhecer a casa em que nasceu, ver fotos de sua família e até mesmo reencontrar seus velhos brinquedos (sim, eles também estavam lá… intactos!). O problema é que, assim como outros fragmentos de Krypton, esse generoso pedacinho de chão se tornou um grande bloco de kryptonita, elemento fatal para o herói, que o impedia de aproximar. Ele até tentou se aproximar com uma roupa de chumbo… mas pesquisadores o aconselharam a não fazer isso, já que a radiação naquele rochedo era forte demais até mesmo para o chumbo.

A-CASA-ONDE-NASCEU-SUPERBOY-DC-COMICS-ERA-DE-PRATA-3Ainda assim, o herói consegue rondar sua casa e descobrir uma mensagem de seu verdadeiro pai, que pedia para que ele executasse três de seus desejos: fizesse um museu em homenagem a Krypton, salvasse um planeta tão destinado quanto o próprio Krypton e conservasse a literatura kryptoniana em sua mente. Das três tarefas, a mais difícil se mostrou a última, já que a visão do herói não conseguia localizar nenhum livro kryptoniano. Mas, já que estava tão difícil, ele partiu para executar as outras duas tarefas e ver se conseguia alguma ideia para resolver a última.

Fazer um museu para seu planeta foi fácil. E também, apesar da procura, acabou encontrando um planeta condenado e salvá-lo de ser destruído por um cometa que ia em sua direção. Ao destruir o cometa, Superboy nota um estranho brilho a sua volta: fragmentos de kryptonita, que foram atraídos pelos gases que formavam aquele corpo celeste. Chegou à conclusão que o pedação que caiu na Terra passou pelo cometa e os gases do cometa isolaram a radiação que lhe era fatal. Com isso em mente, se aventurou a entrar na sua antiga casa.

De fato, a radiação estava baixa e o herói foi capaz de entrar… mas nada dos livros. Desanimado por falhar com o último pedido de seu pai, o herói começa a chorar. O choro, pasmem, aciona um dispositivo que começa a apresentar as obras literárias de Krypton (que pai sádico era o Jor-El…).

A-CASA-ONDE-NASCEU-SUPERBOY-DC-COMICS-ERA-DE-PRATA-4Mas a permanência do pedação de Krypton na Terra já começava a demonstrar que a radiação voltava pouco a pouco e o herói começa a se sentir fraco. É resgatado desfalecido pelos pesquisadores, que mostram que a radiação já havia ficado a níveis fatais… talvez pudesse até se expandir. Antes que isso acontecesse, Superboy reúne o máximo de metal possível e forma uma espécie de alavanca, catapultando seu antigo e agora venenoso bairro de volta para o espaço.

Pelo menos, agora o Superboy tinha conhecimento das obras fantásticas de seu planeta natal. Que com os seus monstros fabulosos, ainda assim não eram tão absurdos do que essa aventura do herói. E, se um dia encontrarem ela em outro planeta, seu descobridor, mesmo não a levando a sério, vai perceber que era de uma época muito divertida.

Adventure Comics 232
DC Comics – Janeiro de 1957
Escrita por Jerry Coleman | Desenhada por John Sikela
Publicada no Brasil pela Ebal, em Superman Bi n°6

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