Definitivamente, o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – é o maior evento nacional de histórias em quadrinhos, em especial para o quadrinho brasileiro independente. O artists alley contou com 217 mesas, onde dois autores/editores a ocupavam. Desta forma chegou-se a marca de quase 500 participantes, entre roteiristas, desenhistas e editores de quadrinhos.

Por outro lado, o FIQ é um momento de consagração dos autores com o público. Todos que passaram pelo festival que ocorreu por 5 dias, de 30 de maio a 3 de junho – com uma boa marca de público diária – buscavam as mesas dos artistas em busca de novidades e, principalmente, de querer conhecer as obras ali expostas.

O diferencial do FIQ é que o evento consegue atrair, ou até mesmo “criar” um público interessado em quadrinhos independentes nacionais. Mesmo com material estrangeiro à venda, em especial os comics norte-americanos, e com atrações internacionais vindas de vários países europeus, como o consagrado desenhista inglês David McKean (Sandman, Orquídea Negra e Asilo Arkhan), o público soube valorizar a produção brazuca.

Em um evento com quase 500 autores fica impossível trazer todo o material bacana com que temos contato. Entre compras e trocas de publicações com novos e velhos amigos, foi possível levar para casa material de ótima qualidade. Vale apontar que algumas editoras estão apostando alto nos quadrinhos independentes, é o caso da Universo Editora de Gil Mendes, e a Red Dragon Comics de Alex Magnos.

Gil Mendes lançou Lord Kramus – A Guerreira e o Morfeu com desenhos de Helcio Rogério e outros. Álbum bem editado, formato magazine e totalmente colorido. Já Alex Magnos traz seu guerreiro Lochlann e também um álbum especial com O Vaqueiro, desenhado por Anilton Freires.

Velhos conhecidos sempre nos trazem boas surpresas. O sensacional casal Cris Eiko & Paulo Crumbim estavam presentes com a sua série Quadrinhos A2. Fábio Turbay, velho conhecido da época dos fanzines, lançou “Canções do Mar Sombrio”, uma coletânea com grandes nomes das HQs, incluindo o Turbay. Felipe Assumpção, o Sunça, montou um compilado, Tiras do Bota Vol.1, com tiras abrangendo os anos de 2013 a 2016. Tito Camello do coletivo El Fanzine levou a ELF #5, publicação com acabamento gráfico de primeira.

Edgar “Ciberpajé” Franco lançou seu novo quadrinho – Ecos Humanos – uma parceria com o desenhista Eder Santos e editado pela editora Reverso. Ecos Humanos é uma HQ muda com belas ilustrações e que faz parte do universo “pós-humano” criado por Edgar.

Uma das séries mais bacanas abordando a temática pós-apocalipse zumbi foi criada por Daniel Esteves. No volume 3 da série, São Paulo dos Mortos, publicada pelo selo Zapata Edições, Daniel conta com um time de ótimos desenhistas, com destaque para Ibraim Roberson que hoje desenha Oldman Logan (Marvel Comics). Também pela Zapata, Esteves publicou uma HQ em homenagem ao revolucionário mexicano Emiliano Zapata, Por mais um Dia com Zapata, uma parceria com os desenhistas Alex Rodrigues e Al Stefano. Como estamos em ano de Copa do Mundo, Daniel convidou o desenhista Pedro Okuyama para a nova edição da minirevista Pelota – Quadrinhos e Futebol.

A editora Criativo esteve presente com a sua série de Sketch Books e a Graphic Book “Plano de Vôo” de Laudo Ferreira. Obra é uma coletânea de HQs curtas do autor publicadas em diversas revistas e fanzines. Laudo retornou com sua clássica personagem erótica, Tianinha. Cada edição traz uma aventura com a loura sex. A revista já teve dois números editados.

Como já é tradicional, o pessoal do MdM lançam uma coletânea nos grandes eventos. A edição deste FIQ vem robusta, 200 páginas, além da arte de capa assinada pelo grande Danilo Beyruth.

Entre os novos autores destaco Vinícius Posteraro, que além de participar das publicações da Reverso, lançou o zine Volt. Bruno Soares trouxe uma história de ficção-científica muito boa com a HQ Pile Up. Gleisson Cipriano ilustrou magnificamente o livro “Sem Raça Definida” e Daniel Batista lançou o livro Folktober com ilustrações alusivas ao folclore brasileiro. E como não poderia deixar de falta, a influência oriental está bastante presente em “Mangá na Vera!”, um trabalho de Mariana Petrovana com os alunos do Studio Pau Brasil.

Para finalizar em grande estilo, uma HQ que deve virar obra-prima do quadrinho brasileiro: “Cidade de Sangue”. Editada pela MMarte Produções, a HQ conta com roteiro de Márcio Júnior e arte do mestre Júlio Shimamoto. Com acabamento gráfico belíssimo, com direito a capa dura e sobrecapa, obra traz o auge da criatividade do mestre Júlio Shimamoto.

Neste álbum, Márcio Júnior instigou o mestre a levar seus experimentos com produção de ilustrações com ferro de soldar as últimas consequências. O resultado? Uma HQ totalmente produzida com esta técnica, num total de mais de 100 páginas. Simplesmente fantástica!

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2018/06/fiq-independente.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2018/06/fiq-independente-150x150.jpgDenilson ReisartigosDavid McKean,Festival Internal de Quadrinhos,FIQ,Quadrinho IndependenteFacebook Twitter Instagram Youtube Definitivamente, o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – é o maior evento nacional de histórias em quadrinhos, em especial para o quadrinho brasileiro independente. O artists alley contou com 217 mesas, onde dois autores/editores a ocupavam. Desta forma chegou-se a marca de quase...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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