yeshuah-absoluto-laudo-devir-1Caro leitor, esse prefácio foi escrito para integrar a edição encadernada de Yeshuah do amigo Laudo, lançado recentemente em abril de 2016. Ele havia me pedido um texto para abrir a edição, e com muito gosto eu o fiz. Ao mesmo tempo, a editora Devir também pediu mais outro escrito a outro pesquisador (e ela tinha mesmo planos de inserir ambos os textos). Além disso, há nessa nova versão Yeshuah um texto inédito do próprio Laudo acerca de sua obra.

No final das contas, ao que parece (e ao que Laudo me explicou), ele havia deixado a condução disso tudo para a Devir, que provavelmente achou que havia textos demais para Yeshuah (que é em quadrinhos), e acabou por suprimir tanto o meu como o do outro autor, mantendo apenas o de Laudo. Dessa feita, e por aconselhamento do próprio Laudo, eu resolvi publicar meu prefácio inédito na minha coluna de “Consciência e Quadrinhos” dentro do site Impulso HQ do amigo Renato Lebeau.

E eis que aí está o texto a seguir. Com ele, podem apreciar, decerto, mais ainda a obra magnânima Yeshuah, uma das maiores e melhores obras quadrinhísticas que já li e vi no rol dos quadrinhos nacionais!

yeshuah-laudo-devirO prefácio:

Nos idos de 1980 eu conheci o trabalho autoral de Laudo lendo o IQI – Informativo de Quadrinhos Independentes de Edgard Guimarães . “O Duelo”, que lá estava anunciado no fanzine IQI, era uma obra que estava sendo coeditada em capítulos pelo faneditor mineiro (que ainda edita o agora QI), e estimulou-me a realizar meu fanzine (que pouco depois fui criar com o título “Homo Eternus”). Não demorou e acabei conhecendo pessoalmente o autor de “O Duelo” e vi que era um sujeito ético e ao mesmo tempo bem humorado (uma coincidência é que ele chegou a morar, antes de eu conhecê-lo, na mesma cidade em que resido: São Vicente, a primeira vila fundada oficialmente no Brasil). Algum tempo se passou e vislumbrei pranchas originais de seu álbum em andamento (“Yeshuah”), no tamanho original A-3, com desenhos e traços belos e uma arte-final forte…

Anos após aquele contato inicial que tive com a Nona Arte independente, pude acompanhar a primeira parte da saga pronta – “Assim em cima assim embaixo” – quando então escrevi um texto na minha coluna “Consciência e Quadrinhos” no site “Impulso HQ” de Renato Lebeau.

yeshuah-laudo-devir-1No texto que você pode conferir aqui, expliquei que buscar a si mesmo implica em se aventurar nas profundezas de nossa própria psique, e isso poderia ser feito principalmente na realização de trabalhos artísticos (ou científicos) estando premente em qualquer uma das modalidades a aventura de mergulhar na pesquisa, de se inteirar naquilo que se faz, o que de certa forma condiz com um aforismo de Goethe de que aquilo a que aspiramos fazer, se o fizermos com coragem, a genialidade se associará a ele promovendo uma sorte de acontecimentos inesperados que auxiliarão na execução do pretendido, como se ajudados pelo universo.

Laudo legitimou esta busca ao explorar de forma pessoal uma investigação sobre a vida de um dos maiores filósofos (senão o maior) e espiritualistas que já caminharam sobre a Terra (junto a Moisés, Buda, Gandhi e mais uns poucos).

Essa busca implicou na subjetividade a que Laudo se submeteu, ao apreciar sua visão de Cristo, mas não sem mesclá-la com fontes nos Evangelhos da Bíblia, e mais ainda, nos apócrifos (além de pesquisar outros autores e pesquisadores de distintas linhas). Nos apócrifos, por mais que a Igreja negue suas validades, há força e pungência mais poderosas do que o que se encontra muitas vezes no Novo Testamento.

yeshuah-laudo-devir-2E em minha própria busca por conhecer os meandros da espiritualidade, cheguei a ler vários livros do filósofo e educador Huberto Rohden, que também foi fonte de pesquisa para Laudo. Aquele autor falecido na década de 1980 tentava explicar as metáforas bíblicas para que o complexo humano deixasse a infância do desconhecimento para singrar na adolescência e quiçá maturidade espiritual, e vez ou outra trazia apócrifos bíblicos ampliando minhas noções acerca de Jesus, o Cristo (ou Yeshu, como constou na obra de Laudo).

Foi num dos livros de Huberto Rohden que descobri os apócrifos e uma das frases atribuídas a Cristo que, feliz, reencontrei também no trabalho de Laudo (á pagina 134 de seu primeiro álbum):

yeshuah-laudo-devir-4“Quem procura, não deve parar até encontrar. E, quando encontrar ficará estupefato, e quando estupefato, ficará maravilhado”. E então terá domínio sobre todas as coisas (ou ‘domínio sobre o Universo’, na versão de Rohden).

Nos meus escritos sobre parte da obra de Laudo, de quando o fiz para o site Impulso HQ, que resolvi nomear “Yeshuah – assim em cima assim embaixo: assim nos quadrinhos, assim na mente cósmica! ”, emendei minhas primeiras impressões e falei dos caminhos particulares da via espiritual porque passei, arriscando similaridades ao percurso do quadrinhista e sua obra, já que em seu posfácio do primeiro volume ele relatara as peripécias por que singrou sendo levado e instado a escrever sobre a figura controversa do mais afamado ser espiritual que desfilou pela Terra.

Assim, vez ou outra quando eu me encontrava com Laudo, falava a ele da importância que estava sendo este seu trabalho e de como eu gostaria participar de algum debate num dos lançamentos futuros do próximo ou do último volume! Numa dessas circunvoluções, cheguei a marcar uma entrevista com o programa “Fronteiras da Ciência” pertencente à TV regional do litoral santista Santa Cecília, em que eu e Laudo discorreríamos sobre HQs espiritualistas… infelizmente, agendas fizeram com que somente eu pudesse participar, embora Laudo tenha enviado um pequeno vídeo seu que foi posto no ar explicando um pouco no que consistia seu Yeshuah… que a essa altura já estava adentrando o volume 2!

yeshuah-laudo-devir-5Isso delineou um pouco o ponto de junção e interesse que levou Laudo a me chamar para escrever esse posfácio, já que teve como impulso realmente a busca que ambos singramos, em prol à espiritualidade (não confundir com religião)!

Se Laudo foi tateando esse caminho durante suas incursões como autor de HQs em várias temáticas (indo da fantasia ao terror, erótico e o misticismo), eu estava empenhado nisso desde o início de minha trajetória como autor de HQ que saía dum amadorismo básico e construía, junto com Edgar Franco e alguns outros, inadvertidamente, a linha fantástico-filosófica (ou poética) das HQBs (Histórias em Quadrinhos Brasileiras).

Minhas leituras, àquela época das décadas de 1980 e 1990, não se resumiam às HQs, e nem aos livros atinentes à faculdade de licenciatura em educação artística que eu cursava, mas iam alhures a paragens da espiritualidade como o Taoísmo, ou então na área da educação espiritual com Huberto Rohden (cuja fonte, como narrei, Laudo também bebeu para construir seu “Yeshuah”), bem como outros como Blavatski, Krishnamurti, Trigueirinho etc.

yeshuah-laudo-devir-6Mas foi na leitura do primeiro volume de Yeshuah que percebi a convergência do conteúdo de pesquisa e mentalidade de Laudo na elaboração de seu álbum e no que concernia a mim e minhas criações: uma busca autoral pelo conhecimento, pelo autoconhecimento e pelo desvelamento! Se eu intentava por caminhos ditos místicos (embora não haja nada místico num livro de Krishnamurti que solapava, como exemplo, pensamento a pensamento, a racionalidade limitante das pessoas que o interpelavam), Laudo singrou caminho oposto, como falei, indo do terror e erótico ao quase místico e espiritual.

Em meu caminhar na vida, o que inclui a elaboração autoral de HQs poéticas e de verve espiritualistas, comunguei na leitura, cena a cena, quadro a quadro e página a página da obra dos 3 volumes de Yeshuah de meu querido amigo Laudo e, estupefato, recordei a lide na lida, o que não apenas entendi, mas compreendi e senti ao comungar na leitura do fenômeno de Cristo revivido pela mente do amigo autor!

yeshuah-laudo-devir-3E que Cristo!!!

Na primeira parte, há um prefácio de Júlia Bárány Yaari, pesquisadora que traça excepcionalmente bem, situando a relação histórica e multi-estudada de Yeshuah com a versão “laudiana”, deixando claro que o autor enveredou por uma visão pessoal acalentada pelas esmiuçadas pesquisas que foi tecendo no elaborar da obra. Além disso, Yaari deixou claro em seu amplo texto de abertura que a riqueza acerca da vida de Cristo não se esgotaria tendo, pois, várias versões (e visões)… e ao final do primeiro volume (antes de você ter essa versão encadernada em mãos), Laudo explicava que em meados de 2000, após assistir uma série de documentários, tinha cada vez mais interesse particular em traçar uma HQ baseada na, para ele, intrigante figura de Cristo. Enveredou cada vez mais por caminhos com pesquisas em Rosa-Cruz, Budismo e Islamismo e outros, e acabou por configurar um Jesus que seria alavancado por uma visão própria, mas mesclada a partir das inquietantes versões que angariou nas pesquisas.

yeshuah-laudo-devir-10Como todo trabalho artístico de bojo altamente autoral, a saga foi tomando corpo e delineando-se num roteiro e desenhos em conjunto, de forma a ir se formando poeticamente num traço rico (que foi elegantemente reforçado pela arte-final segura e artística de Omar Viñole). Confesso que, ao reler o primeiro volume, assombrei-me com a narrativa impecável, fluída, e com a construção dos perfis das personagens, que tal qual um filme autoral de direção segura, impingiu vida à obra: como se estivesse eu testemunhando, lado a lado ou Laudo a Laudo (perdão pelo trocadilho: mas precisei fazê-lo!) o que ocorria naquela época do início da vida do Yeshu!

Lembrou-me, inclusive, a obra que havia lido há mais de 20 anos, “Cavalo de Tróia”, uma ficção-científica (ou não?) de J.J. Benítez cujo texto transportava ao passado da Galiléia astronautas que conviveriam com Cristo e aprenderiam como o mestre agia e propagava (e no terceiro volume da obra citada, Cristo mostrava aos astronautas que tinha o conhecimento de que eles viriam do “futuro”).

yeshuah-laudo-devir-11Em “Yeshuah – O círculo interno, o círculo externo”, Laudo continuou sua saga se mostrando totalmente ambientado no universo que desenrolara para si mesmo e ao leitor, e em seu posfácio aludiu igualmente a Huberto Rohden (a partir do apócrifo de São Tomé), ao explicar que Cristo dizia ter vindo para mostrar as possibilidades humanas e os dons além do que poderemos chegar: pois não é que a obra de Laudo, por si só, se tornara testemunha dessa declaração, já que seu valor não se mostrou apenas artístico ou biográfico (contando uma das facetas possíveis de Jesus), mas sim, trouxe à existência um universo (como Benítez o fez), moldando desenho a desenho, narrativa a narrativa, página a página, e intrigando a mim e ao leitor em geral, enfim, e tornando-me discípulo – de certa forma – não apenas de Cristo, mas da genialidade de Laudo e de sua assombrosa modéstia guiando-nos a um passado que existiu, mas que poderia ter sido aquela outra visão que ele impingira ao torná-la factível como uma HQ!

Segundo Laudo, nesse segundo volume, ele desprendeu mais ainda o Jesus do canônico, aprofundando seu lado humano, enquanto que ao mesmo tempo amoroso, sagrado e puro: pois é na saga final, “Yeshauh – onde tudo está”, que Laudo expôs o projeto que foi se delineando durante sua consecução, tornando-a uma obra-prima da arte-sequencial! No primeiro volume destacou o nascimento, a vida, o mistério do início (Cristo nasce); no segundo, as andanças, a expansão, a manutenção do que está dentro de nosso interior com o exterior (Cristo se descobre), e, finalmente, no terceiro volume, a finalização com a morte, mas não numa perspectiva fúnebre, e sim como uma etapa para o que há de vir (Cristo se vai).

yeshuah-laudo-devir-13O engajamento de Laudo nos detalhes da história vivida por Yeshuah e os seus, incluiu os doze discípulos, mas também a força das personalidades femininas, tanto na mãe Maria como na “décima terceira” (ou primeira?) discípula Madalena! E abriu uma noção especial para Cláudia, esposa intuitiva de Pôncio Pilatos. Ademais, Judas, a quem até hoje reservam uma data a se malhar simbolicamente, tem aí na obra de Laudo um novo e diferente percurso, que faz com que seja coerente e inusitado, embora totalmente distante do que se apregoa na bíblia tradicional cristã. Deixou-me, inclusive, muito sensibilizado, ao seguir e acompanhar o fatídico delineamento e comoção por que passou aquele discípulo tornado traidor, ao “entregar” Cristo para o clérigo, e consequentemente, a Pilatos.

Aliás, devo admitir – sem vergonha alguma – que em alguns momentos na releitura dos 3 volumes dessa magnânima obra de Laudo, tive sensações distintas, emoções internas difíceis de traduzir, e até mesmo por alguns momentos lágrimas saíram de meus olhos, com uma sensação de abandono e amplidão, difíceis de traduzir! Os desenhos, obviamente, ajudaram a isso, tais qualidades traziam, mas não só: admito que ouvia músicas durante as (re)leituras, e estas ajudavam ainda mais a que eu me coligasse sensivelmente à Yeshuah (obra e ser?). Posso adiantar que ao último volume, passei a escutar a música “Empire of Clouds”, de Iron Maiden .

yeshuah-laudo-devir-12Esta canção de mais de 18 minutos tem um estilo baseado no rock progressivo e embalava-me durante a audição, auxiliando-me ao coadunar as ondas sonoras dela, às ondas delineadas graficamente por Laudo e Omar, tornando eruptivas as minhas emoções que ora eram bastante simbólicas, ora eram esfuziantes e sintomáticas, trazendo-me lágrimas (junto a um sentimento de imensidão e gratidão, por existir e saber que o ser humano é capaz de criar as coisas mais sublimes – como atestou Cristo no apócrifo que Laudo citou – incluindo a própria obra do autor que eu lia enfaticamente imerso)!

Devo lembrar que eu mesmo, ao produzir HQs autorais curtas fantástico-filosóficas (ou poético-filosóficas, como preferem alguns), o faço sob audição sonora, e, portanto, tendo experiências em estar em outros níveis mentais ao criar. Assim, ainda que eu não estivesse criando ao ler a HQ de Laudo, o processamento de sua leitura me alavancava como co-partícipe de sua obra e de seu ensejo deliberativo.

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Pg. 15 do vol. 2 e pg. 84 do vol. 3 de Yeshuah de Laudo e Omar

Aconselho a todos vocês que agora têm esse trabalho integrado, que ao iniciarem sua leitura, se possível, angariem para vossa audição, músicas que possam sorver durante o ato de ler a obra completa Yeshuah. Haverá algumas das páginas que vocês quase pausarão para apreciar os desenhos (como eu o fiz várias vezes, e durante vários e longos segundos detidamente sobre uma ou outra página específica e para apreciar as formas delineadas das figuras semi-caricaturais, dos cenários, dos objetos e da natureza representadas na fineza dos traços e dos traçados, reforçados pelo nanquim ali deliberado (como por exemplo, as magistrais pgs. 15 do vol. 2 e 84 do vol. 3, como vistos aqui nas figs. 1 e 2)… aliás, Laudo pesquisou (assim como François Bourgeon, autor de BDs francês o fez, ao representar os africanos desenhados em sua série “Passageiros do Vento”) a fisionomia dos grupos étnicos que retratou, principalmente a face de Cristo (vide figs. 3 e 4), numa possibilidade crível, e que não deixa de manter sua beleza e majestade tão retratadas nos livros sacros!

yeshuah-laudo-devir-14Além do mais, aos que lerem essa obra “Yeshuah” completa, pensarão em como um ser humano conseguiu criar uma “realidade” desenhada tão fabulosa e ao mesmo tempo tão (historicamente) factível, enquanto também terão suas mentes hemisferiais direitas assombrosamente alimentadas pelas artes que influem nela adentro…e então saberão que assim como é fora de nós, ao nosso derredor, a realidade tão rica mas também tão maçante muitas vezes, pode ser, internamente a nós, tão ou mais enriquecida e muito menos maçante, quando alimentada pelas criações, como estas de Laudo!

Admito, porém, que para se chegar a essas sensações, talvez deva-se permitir um caminhar livre de amarras racionais extremistas, e prenhe, talvez, de alguma crença interna seja lá qual ela for e/ou se instaurar em cada um de nós, como foi se amalgamando à alma de Laudo durante o processo dos 13 anos de elaboração dessa obra sua, autoral, pungente, pulsante, e viva…eu mesmo, nos idos anos de juventude, quando saía da adolescência e via algo sobre Jesus, pensava que teria ele sido mais um homem normal, mas com uma lógica e pensamentos mais atinentes à inteligência ampliada, e nada mais.

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à esquerda, quadrinho da página de um capítulo da B.D. “Passageiros do Vento” de F. Bourgeon (fonte: Jornal da BD, pg. 170) e à direita, página 127 do vol. 1 de Yeshuah de Laudo e Omar.

Andar sobre a água? Pfff, nem pensar! Porém, conforme minha fase de “ateísmo” foi diminuindo em proporção contrária à minha idade que ia seguindo, principalmente ao angariar livros, aos poucos, de conteúdos de pensadores e filósofos e outros como Krishnamurti, Huberto Rohden e Lao-Tsé que fui percebendo terem sido exclusivos (e que ilustravam as potencialidades que Cristo dizia podermos alcançar), fui revendo tal possibilidade e outras ditas “miraculosas” e impossíveis. Desta feita, sim, poderia ter existido um homem da envergadura de Cristo, que talvez pudesse mesmo ter realizado coisas fantásticas que a nós, meros humanos seriam impossíveis (mas que pela lógica de Yeshu e de ciências esotéricas não o seriam).

E como eu também lia os super-heróis, fui vendo neles uma metáfora criada para nos alertar de tais possibilidades, que culminou na minha fase mais adulta e nas pós-graduações, quando eu passei a tanger a física quântica, cujo paradoxo intrigara e deixara tontos os cientistas à época inicial do achado…mas que agora nos advertem de mundos e universos múltiplos e paralelos, e de possibilidades “reais” cuja magnitude fantástica só é comparável aos enigmas que criamos na ficção científica, nos super-heróis,…e na vida assombrosamente plena e miraculosa de Jesus Cristo ou de Yeshu, como Laudo acertadamente referenciou, cuja obra com desenhos incríveis, nos adverte o quão magistral a mente humana pode ser, e o quão longe pode ir…pois lá se vão mais de 2000 anos depois, em que um simples ser humano, brasileiro (mas universal), recria de forma elegante, criativa e única, a obra de um dos que podem ser considerados, dos maiores seres (senão o maior) que já passaram por este orbe, em perfil, idolatria e complexidade!

yeshuah-laudo-devir-7Essa obra de Laudo, sem exagero algum, pode estar em paralelo aos livros sobre a vida de Jesus, o Cristo, mas pode também ser lida e estudada, e deve, sem dúvida alguma, ser publicada em outros países do mundo, tanto como uma obra digna de pesquisa (foram 13 anos disso), como de arte absurdamente coerente e belíssima (e inédita, de certa forma), representada como uma história em quadrinhos, ou arte-sequencial, ou banda desenhada… ou narrativa pan-visual!

Dou, assim, meu testemunho disso, alegre por poder tê-la lido (duas vezes até agora), e por conhecer seu autor, Laudo (e Omar também), e ter sido convidado a esboçar o que percebi (e senti), ao lê-la.

Sinceramente, a todos vocês, ao iniciarem suas leituras, não se esqueçam que precisam levar em consideração que será uma experiência única…talvez até um batismo como aquele de Cristo por João Batista (se puderem, como eu disse antes, liguem uma música para acompanhar a leitura). E é assim que não serão mais os mesmos!

Boa e profunda leitura!

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