Nossas palmas e felicitações nesta semana são para Saoirse Una Ronan, a irlandesa que conquistou Hollywood e ganhou destaque internacional após várias indicações às principais premiações internacionais como BAFTA, Globo de Ouro e Oscar. Para celebrar a data de seu aniversário, 12 de abril, hoje vamos falar sobre o belíssimo Brooklyn, produção dirigida por John Crowley, na qual Saoirse foi indicada ao Oscar 2016 na categoria de melhor atriz.

Brooklyn é, em sua essência, um drama romântico profundamente sentido. O filme consegue ser simplista e ao mesmo tempo emocionalmente complicado, pois mergulha em questões sobre como caracterizamos a nossa “casa”.

O lar é o lugar onde nascemos e crescemos? Ou o nosso senso de lar está sempre mudando, levando ao ditado: “Lar é onde está o coração”?

Se o último for verdade, certamente há alguma dúvida sobre onde está o coração da protagonista de Brooklyn.

O roteirista Nick Hornby (Wild) foi habilidoso em adaptar o célebre romance de Colm Toibin, e John Crowley (Boy A) soube contar essa clássica história clássica sobre uma imigrante irlandesa nos Estados Unidos. Ela está dividida entre seu país de origem e sua nova residência em Nova York, e os dois homens que representam suas respectivas casas.

O longa transporta o público para os arredores da década de 1950, quando os costumes sociais eram diferentes e um certo decoro era esperado na Irlanda. Outro mundo distante da cultura cínica de hoje, os bairros relativamente pequenos parecem isolados e pitorescos.

O lindo design de produção de época, feito por François Seguin e o elegante figurino de Odil Dicks-Mireaux são aprimorados ainda mais pela fotografia bastante distinta e com excelente iluminação. Embora apenas algumas cenas tenham sido filmadas em Nova York, a cinematografia de Yves Belanger faz excelente uso da arquitetura antiga da Irlanda deixando o que vai a tela bem convincente ao espectador.

De uma maneira atemporal, mas também ligada a um período histórico específico, a história gira em torno de Eilis Lacey (Saoirse Ronan), uma jovem de vinte e poucos anos que encontra oportunidades limitadas em sua casa em Enniscorthy, no Condado Wexford, no sudeste da Irlanda. Lá, ela mora com a mãe(Jane Brennan) e a irmã mais velha Rose(Fiona Glascott).

Mas a igreja providenciou para que Eilis viajasse para o Brooklyn, lar de muitos imigrantes irlandeses da época, com direito a um quarto em uma casa de pedra sob o comando de Madge(Julie Walters).

Ela também recebe educação em contabilidade e um emprego em uma elegante loja de departamentos, tudo organizado por um padre local(Jim Broadbent).

Presa entre duas noções de casa, Eilis guia uma narrativa enganosamente simples para uma história excepcionalmente bela e romântica. Sua decisão é complicada e corajosa, cheia de emoções contraditórias e a atração implacável da memória e da nostalgia.

Se você tiver que escolher um motivo singular para ver Brooklyn, veja pelo desempenho de Ronan. Ela evoca uma grande variedade de expressões em Eilis e evita transformá-la em um personagem melodramática. Ela é reservada, mas por baixo disso existem dicas sutis e sinais cuidadosamente registrados de suas emoções interiores que tornam a performance silenciosamente poderosa de Ronan uma das representações mais afetadas e complexas de 2015.

Brooklyn não oferece choques ou narrativas inovadoras, assim como também não é uma nova versão de um conto antigo. É o cinema clássico da melhor forma, transportando o público para outro tempo e lugar para recriar perfeitamente o contexto emocional dos imigrantes irlandeses nesse cenário.

A imigração pode ser uma metáfora para os jovens que saem de casa para frequentar a faculdade e fazer uma vida por si mesmos, ou se mudar para uma nova cidade devido a um novo emprego.

Maravilhosamente trabalhado e comovente, Brooklyn é um romance pungente sobre construir uma vida e fazer um lar para si mesmo, algo com o qual todos podemos nos relacionar.

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